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Quinta-feira, 24/05/2018

COMUNICADO SOBRE O DIA 25 DE MAIO

Diante da situação causada pela greve de caminhoneiros, o prefeito acaba de me autorizar a abonar o ponto dos servidores da SME que não conseguirem chegar nas escolas amanhã, dia 25 de maio.

 

Manteremos o funcionamento das escolas onde for possível. Confiamos no discernimento e na responsabilidade dos nossos servidores.

 

Atenciosamente,

 

Cesar Benjamin

 

Secretário 


   
           



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Quarta-feira, 23/05/2018

Nota da Prefeitura

A Prefeitura divulgou a seguinte nota:

 

"Nas últimas semanas, houve divergências entre os secretários da Casa Civil, Paulo Messina, e da Educação, César Benjamin, em torno de procedimentos administrativos que envolviam as duas pastas.

 

"O prefeito Marcelo Crivella arbitrou essas divergências e afirmou, reiteradamente, o desejo de manter seus auxiliares, pessoas sérias, competentes e honestas.

 

"Os dois secretários concordam com a posição do prefeito, consideram o episódio superado e confirmam sua disposição de trabalhar juntos pelo bem da nossa cidade."

 

Eu assino a nota junto com Paulo Messina.


   
           



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Sábado, 19/05/2018

Notícia mentirosa

Ontem a SME assumiu uma posição histórica: ela não será massa de manobra de ninguém. Somos uma instituição séria, que tem consciência da sua missão e orgulho do seu trabalho. Estamos a serviço de uma grande causa, a causa da educação pública. Se tivermos condições mínimas de trabalho produziremos, em médio prazo, uma revolução educacional no Rio de Janeiro. Na verdade, ela já começou. Semeadores do caos e pescadores de votos não são bem-vindos.

 

A mobilização de professores, diretores, funcionários e mães de alunos frustrou uma tentativa de desestabilização, que estava em curso. Nesse contexto, atendi aos inúmeros apelos generosos, que recebi, para permanecer à frente da secretaria.

 

O problema havia sido superado. Eu não voltaria mais a tratar dele. Quero paz para me concentrar no trabalho, que é estafante.

 

Mas as criaturas do pântano são renitentes. Hoje o jornal O Globo publica uma matéria cretina, nitidamente plantada, intitulada “Um secretário confuso”. Há muitos disparates nela. O núcleo objetivo é este parágrafo: “Fontes da Prefeitura afirmam que dois fatos recentes provocaram atritos entre os secretários. O primeiro diz respeito diz respeito ao programa de reforma de 128 escolas municipais, ao custo aproximado de R$ 200 milhões. O objetivo de Benjamin era fazer obras nesses unidades de uma só vez, contrariando a RioUrbe que, devido à limitação técnica, orientou a realização do trabalho em três etapas. Porém, a gota d´água teria sido os 19 contratos emergenticias feitos sem justificativa pela Secretaria de Educação, com um custo superior a R$ 200 milhões.”

 

Eu nunca procuro os jornais. Sequer tenho assessor de imprensa. Não planto notas. Não sou fonte de nenhum colunista. Ontem fui procurado por dezenas de jornalistas, por causa da crise que estava em curso, e não atendi nenhum deles para não colocar lenha na fogueira. Sou ético, disciplinado. Trabalho discretamente, pois não confundo educação com espetáculo midiático. Quando quero dizer algo, não me disfarço de “fonte da Prefeitura”.

 

A matéria de O Globo de hoje mostra que as criaturas do pântano, derrotadas ontem, continuam vivas. Eu já respondi a segunda acusação em um post que está aí embaixo. Quanto ao programa de reformas das escolas, tenho a dizer o seguinte: não sou louco nem irresponsável. Nunca exigi nada que fosse tecnicamente impossível. A versão apresentada acima pelas “fontes da Prefeitura” é mentirosa.

 

O prefeito havia dedidido que as escolas receberiam R$ 200 milhões para obras de infraestrutura em 2018. São recursos extraorçamentários, oriundos de um empréstimo feito junto à Caixa Econômica Federal. A SME trabalhou durante meses, de forma muito participativa, para alocar esses recursos de maneira ótima. Fizemos censos em todas as escolas e inúmeras consultas internas. As decisões finais passaram por validações em cada CRE. Não decidi nada sozinho, trancado no gabinete.

 

Dividimos esses recursos em cInco grandes áreas: reformas de prédios, climatização da rede, compra de mobiliário, acesso a internet e construção de dez novas unidades em locais estratégicos.

 

Agindo sem nos consultar, a Casa Civil decidiu que reduziria os recursos disponíveis em 2018 a R$ 80 milhões, a serem usados exclusivamente em reformas. Ficariam de fora a climatização, o mobiliário, a internet e as novas unidades, remetidas a algum momento de 2019, com recursos de fontes a serem definidas no futuro. Foi esse o pomo da discórdia, que consumiu semanas de tensão, pois eu não aceitei essa decisão.

 

Ao longo desse processo, o prefeito se posicionou a favor da SME e, finalmente, garantiu a integralidade dos recursos, o que permitiu a recomposição do nosso plano original.

 

É claro que os recursos não podem ser gastos de uma só vez, como dizem as “fontes da Prefeitura”, pois há restrições de natureza técnica.

 

A SME aceita um cronograma de aplicação. O que a SME não aceita é ser passada para trás.

 

Atenciosamente,

 

Cesar Benjamin


Secretário


   
           



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Sexta-feira, 18/05/2018

Comunicado à SME

Depois de publicar notas apócrifas contra a SME, a Casa Civil agora decide declarar guerra aberta, nos jornais de hoje. Não consegue conviver com uma secretaria importante que ela não controla.

 

Por meio de ações e omissões, a Casa Civil, sob o comando de Paulo Messina, tem se dedicado a minar metodicamente as condições de governança da SME, uma instituição excepcionalmente complexa. Por motivos obscuros, lança as bases da desorganização e da instabilidade em uma área estratégica da administração, que está pacificada e dinâmica.

 

* * *

 

Tenho uma vida limpa, inteiramente dedicada às grandes causas do Brasil, entre elas a da educação. Não aceito ser destratado por um espertalhão, napoleão de hospício.

 

Educação, para mim, é fim. Para Paulo Messina, é meio. Rende votos.

 

Eis o problema de fundo: a poderosa Casa Civil, uma instância de articulação de todas as instâncias da Prefeitura, não pode ser ocupada por alguém cheio de ambições pessoais, que não reconhece limites e quer todo o poder.

 

Não desejo trabalhar em um ambiente contaminado por esperteza, cinismo, espionagem e intriga. Quero distância disso. Nunca, nem mesmo em situações excepcionalmente difíceis, negociei minha honra.

 

* * *

 

Com apoio do prefeito, administrei a SME sem nenhuma interferência espúria e nenhuma concessão ao fisiologismo. Trabalhei duramente, cercado por uma equipe de gente generosa e profissional. Cumpri meu dever. Essa rede heroica não merece ser emparedada pela politicagem.

 

Marcelo Crivella governa imerso em grandes dificuldades, que ele não criou. É um homem decente, bom, preocupado com nossas crianças e amigo da educação. Merece respeito. Saberá escolher alguém para me substituir.

 

Meu coração chora pelas várias dezenas de projetos em via de implantação, muitos deles ainda despercebidos, que prenunciam a possibilidade de uma revolução educacional em nossa cidade.

 

Será mais uma oportunidade perdida. É assim que se constrói o subdesenvolvimento.

 

* * *

 

Retorno aos meus afazeres profissionais e ao convívio da minha família. Deixo na SME uma legião de amigos e amigas, a quem admiro profundamente. A eles, minha gratidão.

 

Neste momento lembro-me de Darcy Ribeiro, que tinha orgulho de suas derrotas.

 

Atenciosamente,

 

Cesar Benjamin


   
           



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