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Quarta-feira, 12/09/2018

Fica a Dica: Conto A cartomante

Tags: dica, conto, cartomante.

 

Conto: A cartomante

 

 

Que tal variarmos um pouco nosso foco? A dica dessa semana é o conto de Machado de Assis, “A Cartomante”, publicado em 1884 no jornal Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro. Este conto está disponível na Educoteca, a biblioteca da Educopédia.


“Hamlet observa a Horácio que há mais cousas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa sexta-feira de novembro de 1869, quando este ria dela, por ter ido na véspera consultar uma cartomante;”


Desesperada, com medo de que Camilo viesse a esquecer dela, Rita recorreu as previsões de uma cartomante, para acalmar seu coração apaixonado. Camilo a repreendeu, embora se sentisse lisonjeado, e jurou que lhe queria muito. Depois do encontro separaram-se, cada um seguindo seu caminho.


É aqui que o narrador apresente nossos personagens: Vilela, Camilo e Rita.


Camilo é amigo de infância de Vilela, o primeiro por não ser nada acabou no funcionalismo público, enquanto o segundo abandona a carreira de magistrado para ser advogando na Capital, casado com Rita, uma dama formosa e tonta, um pouco mais velha que ambos.


“Uniram-se os três. Convivência trouxe intimidade. Pouco depois morreu a mão de Camilo, e nesse desastre que o foi, os dois mostraram-se grandes amigos dele. Vilela cuidou do enterro, dos sufrágios e do inventário; Rita tratou especialmente do coração, e ninguém o faria melhor.”


Camilo caiu de amores por Rita, tentou lutar contra seus sentimentos, mas não resistiu. “Adeus, escrúpulos!”


Um certo dia, Camilo se depara com uma carta anônima afirmando que sua aventura com Rita era de conhecimento de todos. Com medo de uma catástrofe, começou a ir, cada vez menos, à casa de Vilela, que sentiu o sumiço súbito do amigo. Tais ações levaram Rita, desconfiada e apreensiva, a procurar a Cartomante.
As cartas continuaram chegando, mas Rita achava que de tão apaixonadas não poderiam ser advertência da virtude e sim despeito de algum pretendente, mesmo assim resolveram ser mais cautelosos.


No dia seguinte, Camilo recebeu um bilhete de Vilela: “Vem já, já, à nossa casa; preciso falar-te sem demora.” De posse dessas palavras, começou a temer pelo pior. Em seu caminho, se depara com a casa da cartomante, nunca quis tanto acreditar nas lições das cartas. Quando deu por si, a curiosidade o desespero o levou a bater na porta.


A cartomante o acalmou, declarando que não se amendrontasse, que nada aconteceria a eles e que o marido não sabia do envolvimento deles. Confiante se dirigiu para seu destino.
E que destino. Ao entrar na casa de Vilela, Camilo não pode sufocar um grito de terror...


Agora é com você, professor. Pergunte a seus alunos, como este conto termina. O que será que Camilo viu quando chegou lá?


Apresente as características de um conto, contextualize a obra e seu magnífico autor. Recrie a narrativa, faça um concurso e, porque não, publique o conto vencedor na Educoteca. Você conhece essa plataforma?


Além de outras aventuras literárias, lá você pode criar sua própria história, de forma criativa e simples, através da Máquina de Publicar. Este recurso possibilita a criação de livros digitais de forma rápida e fácil. Ela possui várias ferramentas que permitem a inserção de diferentes mídias, como textos, imagens, músicas, efeitos sonoros, histórias em quadrinhos, que podem ser originadas do banco de dados padrão da Máquina de Publicar ou criada pelo próprio autor.
 

Fica a Dica!  


Conto com sua participação, professor(a). Mande também suas dicas e sugestões e vamos explorar o mundo literário!
Até a próxima semana!


 


   
           



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Quarta-feira, 29/08/2018

Fica a Dica: Meu Livro de Folclore

Tags: fica a dica, livro, folclore.

 

Livro: Meu Livro de Folclore

 

 

Ainda estamos no mês de agosto e o Fica a Dica não poderia deixar de falar um pouco da nossa Cultura popular. O Folclore brasileiro é o conjunto de expressões populares composto pela mistura de tradições típicas das diversas culturas que formam nossa identidade nacional.


A dica dessa semana é o livro, “Meu livro de Folclore” do escritor Ricardo Azevedo, que nos presenteia com as riquezas de nosso folclore, através adivinhas, parlendas, trava-línguas, contos e outras e outras manifestações da literatura oral brasileira.


Logo no início, o escritor apresenta o conto do “Sapo com medo d’água”. Como assim, um sapo com medo de água? Na narrativa, dois fugitivos da prisão param na beira da lagoa para descansar e beber água, quando avistam um sapo dormindo debaixo de uma samambaia e resolvem fazer maldade com ele. “Olha que desengonçado! – disse um deles... É feio que dói! – completou o outro...” Primeiro pensaram em jogar o sapo no formigueiro, mas devido sua indiferença resolveram que seria melhor picar ele todinho, estavam dispostos a fazer o bicho sofrer. Nada feito, o sapo começou a assobiar uma linda melodia. As ideias continuam, jogar de cima da árvore, fazer churrasco de sapo, porém nada abalava a tranquilidade do sapo. Até que um deles teve a ideia de afoga-lo na lagoa. Nessa hora o sapo começou a gritar: “Tudo menos isso!” o sapo dizia que não sabia nadar. Mesmo com todas as súplicas do sapo, ele foi atirado no fundo da lagoa. O que será que aconteceu com o sapo? Quer uma dica? A história do sapo é um conto de esperteza.


Quando falamos de Folclore as lendas como a do Saci, menino arteiro que mora na floresta, usa gorro vermelho e anda com uma perna só, são as primeiras lembranças em nossa mente, mas a literatura popular não para por aí.


Quem nunca brincou de “Uni duni tê”, ou cantou bem alto, “Um, dois, feijão com arroz; Três, quatro, feijão no prato; Cinco, seis, no fim do mês; Sete, oito, comer biscoito; Nove, dez, comer pasteis.”?


Quem nunca ouviu frases como “Dar nó em pingo d’água”, “Tirar água do joelho”, ou “Maria-vai-com-as-outras” ? Ah! E os famosos ditados populares, “Em terra de cego, quem tem olho é rei” ou o famoso “Em boca fechada, não entra mosca”. O que será que elas querem dizer?

Que tal exploramos um pouco as brincadeiras de adivinhações e aguçar a curiosidade dos seus alunos? Essa é fácil!

O que é, o que é,
Não consegue andar sozinho
Corre até quando não quer
Pode ser grande ou pequeno
Mas tem o tamanho do pé?

 

Nem preciso dizer que esse tema dá “pano pra manga”, né?!

 

 

Fica a Dica! 


Conto com sua participação, professor(a). Mande também suas dicas e sugestões e vamos explorar o mundo literário!
Até a próxima semana!


 
 


   
           



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Quarta-feira, 15/08/2018

Fica a Dica: Livro Tenho Monstros na barriga

Tags: fica a dica, livros, monstros.

 

Livro: Tenho Monstros na Barriga

 

 

 

Em consonância com a Semana de Educação Socioemocinal que ocorrerá no final do mês de agosto, a dica de hoje é o livro, “Tenho Monstros na barriga”, da Tonia Casarin.


O livro conta a história de Marcelo, um menino que afirma sentir um monte de coisas na barriga. Sua mãe sempre diz: “Você deve estar com fome. Ou com vontade de ir ao banheiro.” Ele tentava ir ao banheiro, comia fruta, mas nada acontecia.


Um dia, enquanto contava para a mãe do golaço que fez na escola, sentiu de novo alguma coisa na barriga, e logo sua mãe identificou o que era e disse que o que ele estava sentido tinha um nome e se chamava sentimentos. Entretanto, Marcelo resolveu chamá-los de monstrinhos.


Quando fazia um gol no futebol ou brincava com seu pai no parque, o monstrinho da Alegria apontava na sua barriga, mas quando se machucava ou seu melhor amigo não emprestava o brinquedo que ele queria era o monstrinho da Tristeza que aparecia.


As vezes sentia um monstrinho agitado na barriga, principalmente quando sua irmã mudava o canal da televisão ou seus pais não lhe davam atenção. Nessas horas, quando o monstrinho da Raiva despontava queria gritar e mostrar para todos o tamanho da sua força.


Havia também o monstrinho do Medo, que deixava as pessoas iguais a estátuas e as impedia de aprenderem coisas novas, porém percebeu que a Coragem podia surgir junto com o Monstrinho do Medo. “Ué, tem espaço pra mais de um monstrinho ao mesmo tempo na minha barriga!” E quando isso acontecia se sentia igual aos heróis com super-poderes para enfrentar o Medo.


E para cada novo sentimento que experimentava, nascia um novo monstrinho. Ele conheceu o monstrinho da Curiosidade, o monstrinho do Orgulho, o monstrinho do Ciúme e percebeu que já que convivia com eles dentro da sua barriga, por que não poderia virar amigo deles.

 


Agora é nossa vez. Vamos falar de sentimentos?

 


Sentimento é um ato de sentir, é um estado afetivo, uma emoção que se produz em decorrência de distintos acontecimentos, sejam eles positivos ou negativos, atuais ou já vividos. Todos nós somos dotados de sentimentos. As emoções nos acompanham no decorrer de nossas vidas e quanto mais cedo soubermos distingui-las melhor para entendermos e trabalharmos suas causas e consequências no nosso cotidiano.


O primeiro passo para desenvolver nossa inteligência emocional é saber dar nomes aos nossos sentimentos. Então, vamos criar os nossos monstrinhos? Pergunte a seus alunos o que te deixa feliz? Você já sentiu medo? O que aguça a sua curiosidade?

 

 

Saiba mais sobre a Semana de Educação Socioemocional clicando aqui

 

 

 

Fica a Dica! 

 

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Até a próxima semana!

 


 


   
           



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Quarta-feira, 01/08/2018

Fica a Dica: Quero abraço, o que é que eu faço?

Tags: dica, livro, abraço.

 

Livro: Quero abraço, o que é que eu faço?

 

 

A dica dessa semana é da Professora Daniele Sampaio, com o livro “Quero abraço, o que é que eu faço?”, de Jeanne Willis e Tony Ross, traduzido por Ana Maria Machado.


“Era uma vez uma lesma molenguinha, malhada, brilhante, gosmentinha. Se arrastava deixando um traço grudento e meio nojento e sempre queria um abraço.”


A lesma não sabia porque sua mãe nunca a abraçava e isso deixava ela chateada. Resolveu perguntar a cada bicho o que precisava mudar, queria ser atraente, menos fria e repelente.


O gato disse que se ela fosse peluda, macia e felpuda, talvez sua mãe a notasse. A lesminha colocou uma boina de tricô e um xale furta-cor. Tico-Tico sugeriu que colocasse umas penas, o porco patas e um rabo redondo, o bode que arranjasse um chifre pontudo e caprichasse na barbuda, e assim por diante. Teve a borboleta, o raposo, a vaca, todos dando conselhos e a lesma ficava cada vez mais enfeitada.


De tão diferente que sua imagem ficou, sua mãe não mais a reconhecia... “Surpresa! Sou eu!”, ela dizia.

 

Será que depois de tanta transformação, finalmente ela vai conseguir o que mais queria?


Um abraço pode ser apenas um simples gesto, ou significar uma série de sentimentos. Pode ser de alegria ou tristeza, amor ou amizade, fraco ou aquele capaz de esmagar. É uma ação recíproca que estabelece uma ligação.


Todos somos diferentes, não pensamos, agimos ou sentimos exatamente da mesma forma que o outro. Muitas vezes mudamos quem somos ou quem queremos ser para sermos aceitos, nos sentirmos amados e pertencentes de alguma forma.


Que tal trabalhar nossa autoestima, valorizar nossas qualidades e habilidades, aceitar o outro com suas perfeições e imperfeições, respeitar as diferenças e parar de julgar aqueles que não são como nós?


Cada um é especial de alguma forma. Afinal, o que seria do azul se todos gostassem do amarelo?


Estamos retornando das férias, vamos dar um abraço apertado no amigo do lado, matar as saudades e contar as novidades?

 

Fica a Dica! 

 

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Até a próxima semana!

 


 


   
           



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