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Quarta-feira, 02/04/2014

Autismo: O que Todos Precisam Saber.

Tags: família, saúde.

Classificado como distúrbio do desenvolvimento humano, o Autismo afeta a comunicação, a integração social e a imaginação. Por isso, é muito importante que a criança tenha o apoio dos pais e familiares para uma melhor qualidade de vida e interação social.

 

No dia 2 de Abril, comemoramos o Dia Mundial do Autismo, que foi criado pela Organização das Nações Unidas em 18 de Dezembro de 2007 para a conscientização acerca dessa questão.

 

 

Você sabe o que é o Autismo?

 

O Autismo infantil é um distúrbio neurofisiológico, de causa ainda desconhecida, que afeta o funcionamento do cérebro em três áreas diferentes: a capacidade de comunicar, a capacidade de sociabilizar e a limitação de interesses.

 

Trata-se de uma alteração global do desenvolvimento infantil que se mantém para toda a vida. É tratável, porém não tem reversão até o momento.

 

O Autismo tem vários graus de gravidade, que vão desde o autismo clássico ou Kanner (o mais grave) até à síndrome de Asperger (menos grave). Não é possível diagnosticar o autismo nas primeiras semanas de vida, nem é possível o diagnóstico pré-natal.

 

Esse distúrbio tem maior incidência no sexo masculino do que no feminino. Os primeiros sinais podem surgir entre os quatro e os oito meses de idade, notando-se um atraso na fala e na mobilidade da criança.

Quanto antes um tratamento adequado for iniciado, melhores serão os resultados. É possível ainda que, em crianças que até então apresentavam um desenvolvimento normal, o autismo se manifeste posteriormente, neste caso, sendo classificado como autismo secundário.

 

 

Vejamos alguns sintomas e características do Autismo:

 

  •  Dificuldade de relacionamento com outras crianças.
     
  •  Pouco ou nenhum contato visual.
     
  • Risos inapropriados em situações totalmente fora do comum, sem motivos.
     
  • Aparente insensibilidade à dor.
     
  • Rotação de objetos.
     
  • Preferência pela solidão.
     
  • Inapropriada fixação em objetos.
     
  • Dificuldade de aprendizado com os tradicionais métodos de ensino.
  • Insistência em repetição, resistência à mudança de rotinas.
     
  • Recusa carinhos e às vezes colo.
  • Dificuldade em se expressar, usa gestos ao invés de palavras.
     
  • Irregularidade de habilidades motoras.
     
  • Excesso de raiva, demonstrado sem causa.
     
  • Sensibilidade a alguns sons.
     


O tratamento da doença é composto por várias terapias diferentes, sendo necessária uma equipe multi e interdisciplinar, com médicos, psicólogos e terapeutas para se obtiver um melhor resultado. Porém, o mais importante, é o apoio da família.

 

“Filhos especiais... não chegaram em nossas vidas para nos limitar... mas para nos ensinar a voar.”
 

O uso de medicamentos é feito para atenuar os sintomas, e com o auxílio da reabilitação, da educação especial e o apoio dos pais, a criança pode ter uma melhor qualidade de vida e interação social. Para isso, é importante que o diagnóstico ocorra o mais rapidamente possível. A confusão com outras deficiências como surdez ou desatenção é comum. Nesse sentido são fundamentais as presenças do pediatra e dos professores da pré-escola. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores as chances de superação de possíveis dificuldades ligadas principalmente à educação e aos relacionamentos interpessoais.

 

Apesar de ter sintomas que podem dificultar o aprendizado e a interação social, muitas personalidades conhecidas tiveram autismo infantil, e mesmo assim foram capazes de obras incríveis. Como, por exemplo, o pintor Vincent Van Gogh, o cientista Albert Einstein, o presidente americano Thomas Jefferson, entre muitos outros.

 

“Um dia vamos olhar para trás, observar todas as terapias, compromissos, falta de sono, lágrimas, triunfos, fracassos, ignorância, a sensibilização, as dificuldades, a aceitação, a luta contra a dor no coração, força e amor... E depois vamos sorrir, porque todas essas coisas fizeram o caminho valer a pena... valer cada segundo!”

Liê Ribeiro- Mãe do Gabriel, um rapaz autista, e autora dos poemas do vídeo: "Conscientização do Autismo."

 

 

Compreender esse transtorno pode ser relativamente simples quando estamos dispostos a nos colocar no lugar do outro, a buscar a essência mais pura do ser humano e a resgatar a nobreza de realmente conviver com as diferenças. E talvez seja esse o maior dos nossos desafios: aceitar o diferente e ter a chance de aprender com ele.

 

Fontes Consultadas:

 

Maria Delfina é Professora da Rede Municipal

e responsável pelo Blog Família do Portal Rioeduca.

E-mail: mariadrodrigues@rioeduca.net

Twitter: @mariadelfina11

 

                               

 

 

 


   
           



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Quinta-feira, 13/02/2014

Escola... Lá Vamos Nós!

Tags: familia.

As férias estão terminando e um novo ano letivo está às portas. Saiba como “tirar de letra” essa época de adaptação escolar e preparar seu filho para o ano que começa.

 

 

O início das aulas, muitas vezes, é marcado por insegurança em algumas crianças. Trata-se de um momento de mudança em que é normal sentir medo, principalmente para quem está entrando na vida escolar pela primeira vez.

 

Quando uma criança ingressa na escola enfrenta dois grandes desafios: permanecer em um ambiente desconhecido e se separar das pessoas com quem está acostumada a ficar em casa. Esse momento deve ser muito bem planejado para que ela e sua família fiquem tranquilas nessa nova etapa de suas vidas.

 

A família tem um papel importante para facilitar a adaptação da criança ao novo ambiente, deixando-a mais segura. Devem visitar a escola, se possível, em época de aulas para ver outras crianças brincando, interagir com elas e com as professoras. Isso contribui para que ela perceba e construa o novo ambiente.

 

A escola deve planejar com muito cuidado e carinho esse período de adaptação. A separação dos pais deve ser gradual.

 

O horário de permanência na escola inicialmente será curto, estendendo-se ao longo das duas primeiras semanas, ou até, a criança  sentir-se segura e adaptada.

 

 

Os responsáveis devem participar das primeiras atividades da criança na escola e ficarem no entorno, durante outras atividades. O importante é que a criança não tenha a sensação que está sendo abandonada. Para isso, sempre que sair da escola, o adulto que estiver participando da adaptação junto à criança - preferencialmente o mesmo durante todo o processo - deve despedir-se, avisar que irá buscá-la e não se atrasar. Nunca tentar enganar a criança dizendo que estará lá fora esperando, sumindo de repente ou escondendo-se.

 

Respeite esse momento de transição de seu filho. Chegar ao meio do ano, com os grupinhos já formados, é um grande desafio.

 

Este é um processo natural de amadurecimento e crescimento da criança e é importante que ela seja preparada para ir para escola com segurança, calma e sem agitação ou ansiedade, embora esteja vivendo um momento novo em sua vida.

 

Por mais difícil que seja, por mais apertado que fique o coração, não será diferente nos outros. Os pequenos precisam aprender desde cedo que ir a escola é fundamental.

 


Maria Delfina é Professora da Rede Municipal

e responsável pelo Blog Família do Portal Rioeduca.

E-mail: mariadrodrigues@rioeduca.net

Twitter: @mariadelfina11
 

*Imagens :E. M. Jorge de Lima ( 9ªcre)

 

                               

 

 

 


   
           



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Quinta-feira, 06/02/2014

Brincar de roda, ainda Pode?

Tags: família, protagonismoinfantil.

Antigamente não existiam muitos brinquedos como vemos hoje. Assim, se as crianças quisessem se divertir tinham que usar a criatividade.

 

“... Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!...”

                                                                                        (Casimiro de Abreu)

 

 

 

As brincadeiras antigas para crianças mais famosas eram: amarelinha, bolinha de gude, cantigas de roda, passa-anel, roda-pião, queimado, piques, pipa… Tudo isso fazia parte do seu cotidiano e assim elas se divertiam por horas e dias.

 

Mas hoje muitas de nossas crianças não devem imaginar o que são essas brincadeiras. A tecnologia transformou o mundo e trouxe à tona brinquedos que não exigem tanta criatividade, muito menos, esforço.

 

O que mais se vê atualmente são crianças dentro de apartamentos na frente do vídeo game, do computador ou da televisão. Parece que aquelas brincadeiras antigas e divertidas da nossa infância ficaram para trás, caíram no esquecimento. Quem não se lembra da turma toda que se encontrava depois da escola para brincar na rua ou numa praça perto de casa ou mesmo a ansiedade de chegar a hora do recreio?

 

 

 

Antigamente, os pequenos também podiam e se divertiam em espaços públicos e em convivência com várias crianças. Mas com a modificação da sociedade, esses espaços desapareceram, a violência aumentou e elas passaram a ficar mais com os brinquedos do que com os amiguinhos.

 

O maior problema dessa substituição é que as crianças acabam não brincando da maneira mais adequada, pois não há interação com outras pessoas.

 

Brincar faz parte do desenvolvimento infantil. Pesquisas já mostraram que crianças que brincam são mais criativas e as que se divertem em grupo têm menos problemas de ajuste social quando chegam à idade adulta.

 

O jogo é seu meio de comunicação e aprendizagem. Com isso, a criança terá a oportunidade de desenvolver melhor a imagem, o seu esquema corporal e outras habilidades.

 

As brincadeiras “antigas”, por exemplo, estão ligadas a costumes populares e ainda promovem a socialização, ajudam a desenvolver a coordenação motora, exploram o movimento, o equilíbrio, o respeito às regras e o lado intelectual das crianças.

 

 

Se você quer que seus filhos retomem as brincadeiras do passado, nada melhor do que tirar algum tempo e ensinar para eles que para brincar não é preciso gastar. Uma boa opção é mostrar as brincadeiras que você mais gostava e assim também brincar junto. Se não lembra mais ou está sem ideia, algumas dicas para ajudar:

 

  • Amarelinha - Esta é uma das brincadeiras mais clássicas e conhecidas do mundo inteiro. De acordo com alguns registros históricos, ela já era brincada por crianças na Roma Antiga. Faça um risco no chão e numere de 1 a 10, no último, faça um arco representando o céu. Pule com um pé só dentro de cada quadrado, sem errar.

  • Cinco Marias - É preciso achar cinco pedrinhas de mesmo tamanho ou até mesmo saquinhos feitos com arroz ou areia. Jogue todas as pedrinhas no chão e tire uma delas, depois com a mesma mão jogue para o alto e pegue uma das que ficaram no chão. Faça isso até ter pegado todas. Na segunda rodada, ao invés de pegar uma por vez, pegue duas. Na terceira rodada você pega três ao mesmo tempo e na última rodada todas de uma vez só.

  • Cabra-cega - Consiste em vendar uma pessoa que terá como principal objetivo capturar outros adversários dentro de um ambiente limitado. Esta brincadeira, em alguns lugares, também pode ser chamada de Gato Mia. Em algumas variações da brincadeira, a pessoa que está vendada, ao pegar alguém, precisa adivinhar o nome da pessoa, o que torna ainda mais interessante.

  • Pular corda - Também pode ser um excelente exercício para as crianças e para os adultos. Ela pode ser brincada tanto sozinha como também em grupo, o que torna a atividade ainda mais divertida. Para brincar, basta ter uma corda grande, em torno de uns três metros.

 

Se depois dessa sessão nostálgica você sentiu falta da sua brincadeira preferida, mande para a gente. E aproveite nossas dicas para brincar com as brincadeiras antigas de criança junto com seus filhos e relembrar um pouco os velhos tempos.

 

Vale ressaltar que as brincadeiras que não vemos mais entre os nossos filhos e netos fazem parte da construção do nosso legado cultural, construída e mantida por séculos. Contribuição de nossos antepassados, no que tinham de melhor a oferecer: uma infância que valia a pena.


E lembre-se: recordar é viver! Então, brincar de roda ainda pode? Pode e deve!

 

 


Maria Delfina é Professora da Rede Municipal

e responsável pelo Blog Família do Portal Rioeduca.

E-mail: mariadrodrigues@rioeduca.net

Twitter: @mariadelfina11

 

 

                               

 

 

 


   
           



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Quinta-feira, 30/01/2014

Como Participar da Vida Escolar de Seu Filho

Tags: família, leitura.

A atuação dos pais na educação é essencial para o desenvolvimento da criança na escola. A família e a escola precisam ser parceiras. Vamos ver algumas dicas de como você pode participar desse processo e ajudar o seu filho.

 

Livro: Depende de você. Como Fazer de Você uma História de Sucesso, de Andrea Ramal.

 

Atualmente, a sociedade tem passado por várias mudanças decorrentes da diversidade de informações e avanços tecnológicos, repercutindo sobre a configuração da família e no seu processo de interação com a escola. Entretanto, a atuação dos pais na educação é essencial para o desenvolvimento da criança.

 

O papel principal dos pais é o de acompanhar a criança, oferecendo condições para que a educação cumpra o seu papel no desenvolvimento sociocultural e viabilizando formação à cidadania.

 

É indispensável que família e escola sejam parceiras, com seus papéis bem definidos e compromissados com uma práxis educativa voltada à sintonia de ações e atributos necessários ao meio social.

 

Sendo assim, segue abaixo algumas sugestões de como você pode proceder e contribuir para o sucesso na formação de seu filho:

 

  • A relação entre pais e escola deve ser de parceria e cumplicidade. As reuniões de pais e mestres têm a função de mostrar que isso é possível, convocando os pais para participarem e dividirem responsabilidades, lembrando que a formação em casa complementa a da escola e vice-versa. Trabalhar em parceria - com cada um desempenhando o seu papel - é essencial para a criança se sentir amparada e assistida.

 

  • O momento de reuniões na escola é a oportunidade que pais e professores têm para, juntos, ajustarem possibilidades para o melhor aproveitamento escolar do aluno. Se a escola marcar a reunião num momento em que você estiver impossibilitado de ir, agende com a direção e os professores uma data viável às duas partes.

 

  • Longe da formalidade de uma reunião, você poderá contribuir muito com o aprendizado e o bem-estar de seu filho ao ir à escola conversar com o professor. Nesse processo, pontes são construídas e grandes benefícios serão cada vez mais evidentes.

 

  • Nenhuma visão de mundo é construída sozinha. Nada do que você passou é igual às experiências vividas por outra pessoa. A soma de diferentes vivências é, certamente, a melhor forma de construir uma escola para todos, que saiba, de fato, respeitar cada aluno na sua individualidade. Por isso, proponha mudanças, dê sugestões, participe de festas, rodas de leitura, seja uma amiga da escola.

 

  • Mesmo depois de um exaustivo dia, é possível desfrutar de momentos de qualidade em companhia de seu filho. Não perca a oportunidade de ajudá-lo nas atividades escolares. Todo filho que percebe a intenção de seus pais em ajudá-lo tende a tornar-se mais comprometido com os estudos e com os deveres escolares. Lembre-se: Você não precisa dominar todas as matérias e assuntos abordados em sala de aula para ajudar nas tarefas, pois o simples fato de você propor questões sobre elas o fará refletir e buscar suas próprias respostas.

 

 

  • Exercite a leitura em todo o momento, ou seja, mesmo que não tenha nada escrito, qualquer objeto pode ser “lido” e interpretado. Uma ideia muito legal é aproveitar coisas simples que temos em casa e jogamos fora, como os rótulos e caixas das embalagens dos produtos, como gelatinas, maisena, café, leite... Pode-se trabalhar de acordo com a idade e o ano em que a criança está: cores, números, alfabeto etc. No processo de interpretação, proponha desafios para buscar respostas em livros e revistas variados. Você só tem a ganhar!

 

  • Momentos de descontração também podem ser de grandes aprendizados para seu filho. Não deixe de apresentar a ele lugares em que isso se torna ainda mais evidente, como o caso de Bibliotecas, Museus etc.

 

  • Não deixe brechas no seu relacionamento com a escola, pois seu filho precisa do apoio de ambos. Aproxime-se da escola, questione, reflita sobre o que pode ser o melhor para o seu aprendizado.

 

  • Todas as vezes que for necessário acentuar uma cobrança, comece com o elogio, destacando todos os pontos fortes de seu filho e os da escola. Isso, certamente, diminuirá a resistência dele quanto às suas instruções e o fará sentir-se valorizado por você.

 

  • Nada como uma boa conversa para descobrir os anseios e as necessidades de alguém. Converse com outros pais e descubra outras maneiras para contribuir com o melhor aproveitamento escolar de seu filho.

 


Acompanhe o desenvolvimento do seu filho! O apoio dos pais é fundamental para se conseguir não apenas melhores resultados pedagógicos, mas também o alcance de um aspecto imprescindível à sua vida: a autoconfiança.

 


Maria Delfina é Professora da Rede Municipal

e responsável pelo Blog Família do Portal Rioeduca.

E-mail: mariadrodrigues@rioeduca.net

Twitter: @mariadelfina11

 

                               

 

 

 


   
           



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