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Sexta-feira, 08/07/2011

Euclides Roxo, defensor da reforma do ensino de Matemática é Patrono de uma escola municipal em Guaratiba.

Tags: 10ªcre, patronos.

A Escola Municipal Euclides Roxo está localizada na Estrada Roberto Burle Marx nº 750. Fica bem próxima ao sítio que dá nome ao paisagista.

 

Da estrada, que também é acesso para a Praia de Grumari, Restinga da Marambaia e Barra de Guaratiba, é possível ver o prédio principal da Escola Euclides Roxo.

 

É construção simples, mas guarda certa imponência pela localização em parte mais alta, já no sopé da serra, e também pelas paredes grossas, separadas por enormes janelas de madeira.

 

O prédio deve ter sido construído no século XIX ou princípios do século XX, embora a designação de Escola Municipal Euclides Roxo deva ter sido atribuída muito depois do surgimento daquela unidade escolar, que foi uma das escolas rurais do antigo Distrito Federal.

 

Retrato do Patrono Euclides Roxo

 

Na sala da direção há uma foto do patrono: Euclides Roxo.

 

A professora Nanete Mazeliah da Cunha, diretora da escola, informa que ele foi professor de Matemática.

 

Na Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, volume 81, nº 199, edição de setembro/dezembro de 2000, há interessante artigo intitulado “Euclides Roxo e o movimento de reforma do ensino de Matemática na década de 30”, de autoria de João Bosco Pitombeira de Carvalho e outros, de onde retiramos os dados biográficos do Patrono da escola.

 


Euclides de Medeiros Guimarães Roxo nasceu em Aracaju, Sergipe, em 10 de dezembro de 1890. Faleceu no Rio de Janeiro, no dia 21 de setembro de 1950. Em 1909, bacharelou-se no Colégio Pedro II, onde foi aluno interno e acumulou todos os prêmios.

 

Formou-se em Engenharia em 1916, pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Em 1915, foi aprovado em concurso para professor substituto de Matemática no Colégio Pedro II, no qual foi também examinador nos exames de Francês, Latim e Matemática.

 

 

Posteriormente, foi nomeado catedrático no mesmo estabelecimento de ensino (1919). Além disso, foi aprovado em concurso para catedrático do Instituto de Educação, no Rio de Janeiro. No Colégio Pedro II, foi diretor de 1925 a 1935 (de 1925 a 1930 no externato e de 1930 a 1935 no internato), época em que o ensino brasileiro sofreu profundas modificações. Em 1937 foi nomeado diretor do Ensino Secundário no Ministério da Educação e Saúde. Participou também do Conselho Nacional de Educação e foi presidente da Comissão Nacional do Livro Didático.

 

 

Euclides Roxo, quando diretor do Colégio Pedro II, implantou, neste colégio, em 1929, uma reforma do ensino de Matemática (Miorim, 1998, p. 91) e desempenhou importante papel na Reforma Campos, devido à sua posição. Mesmo após ter deixado a direção do Colégio Pedro II, continuou a exercer papel de liderança, e foi voz importante na formulação do ensino de Matemática na Reforma Capanema, como mostrado pelos documentos do Arquivo Gustavo Capanema do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (Cpdoc), da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. Esses documentos mostram que ele foi interlocutor privilegiado de Capanema para a fixação do currículo de Matemática da Reforma Capanema.

 

Muitas das idéias que Roxo defendia, desde a reforma implantada por ele, em 1929, no Colégio Pedro II, foram mantidas nas Reformas Campos e Capanema e sobreviveram até hoje, notadamente o ensino de Matemática em todas as séries do currículo e a apresentação dos grandes blocos da Matemática escolar – aritmética, álgebra, geometria e medidas, em cada série, sem a divisão rígida anterior, de anos de escolaridade reservados para cada um desses blocos.

 

 

                              

 


   
           



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Sexta-feira, 01/07/2011

Aula prática de arqueologia com alunos do 7º ano da Escola Municipal Gandhi

Tags: 10ªcre, meioambiente.

 

Em frente à Escola Municipal Gandhi, alunos com a professora Louise Maria, coordenadora pedagógica (à esquerda da foto), professor Antonio Carlos, de História, responsável pela programação da aula prática de Arqueologia, e professor Marcus Andrade, de Matemática, que acompanhou a turma 1701.

 

 

Antonio Carlos Batista Suzano é professor de História da Escola Municipal Ponte dos Jesuítas e faz dupla regência na Escola Municipal Gandhi, ambas da 10ª Coordenadoria Regional de Educação.

 

Ele tem o seu próprio Blog, faz uso da Educopédia em suas aulas, tem perfil no Twitter e outras redes sociais, e é daqueles professores que sabem a importância do uso das novas tecnologias em classe, mas também procura manter-se bem informado sobre os interesses dos seus alunos no cotidiano das suas atividades.

 

Professor Antonio Carlos Batista Suzano, de História, da Escola Municipal Ponte dos Jesuítas e da Escola Municipal Gandhi, ambas da 10ª CRE.

 

 

No mês de março de 2011, com o lançamento da novela “Morde & Assopra”, o tema da arqueologia foi introduzido nas aulas de História do professor Antonio Carlos, por conta dos comentários feitos pelos alunos, tanto da E.M. Ponte dos Jesuítas quanto da E.M. Gandhi, já que no primeiro capítulo da novela, aparecem ossadas de grandes animais, incluindo um Plessiossuaro, réptil marinho que viveu no final do Período Cretáceo em diversos continentes.

 

Explicando para os seus alunos que a Arqueologia é a ciência que estuda os costumes e culturas dos povos antigos através de fósseis, artefatos, monumentos, ruínas, e tudo que restou da vida desses povos, o professor Antonio Carlos lembrou que não seria preciso ir ao Japão (onde foram encontradas as ossadas apresentadas na novela), nem tão distante no tempo, para estudar a disciplina, pois evidências materiais de períodos antigos poderiam ser localizadas até mesmo no quintal das nossas casas.

 

Aluna Taiana Souza, da turma 1701 da Escola Municipal Gandhi, que levou as fotografias das ruinas do antigo engenho para a aula de História do Professor Antonio Carlos.  Ao seu lado esquerdo uma das colunas de pedra e ao fundo parte da Serra do Mendanha.

 

Em uma das aulas de História, na Escola Municipal Gandhi, a aluna Taiana Souza, da turma 1701, trouxe fotografias retratando enormes colunas feitas com pedra de mão, argamassa, calcário de ostras e tijolos maciços, de uma construção localizada nas proximidades do Conjunto Manguariba.

 

Tomando por base as imagens das fotografias e informações repassadas pela aluna Taiana, o professor Antonio Carlos planejou a aula prática de arqueologia com os seus alunos da turma 1701, que ocorreu no dia 17 de junho (sexta-feira), com saída da escola às 13 horas e retorno previsto para as 16 horas.

 

Além do Antonio Carlos, participaram da atividade, a coordenadora pedagógica Louise Maria Alves Caldas e o professor de Matemática Marcus Andrade.

 

Tratando-se de uma aula prática externa, com deslocamento dos alunos pelas ruas do bairro de Manguariba e percurso em caminhada, até o local das ruínas, a direção da Escola Municipal Gandhi tomou todas as providências relacionadas à autorização dos pais e responsáveis, tanto para a participação dos alunos quanto para fotografias e filmagens.

 

Caminhada dos alunos com os professores em direção às ruínas do antigo engenho, com o professor Antonio Carlos mostrando o sítio histórico de longe.

 

 

Caminhada dos alunos com os professores em direção às ruínas do antigo engenho, tendo a professora Louise, coordenadora pedagógica na retaguarda.

 

É claro que os alunos aproveitaram a oportunidade para brincadeiras descontraídas e até mesmo improvisaram um rápido piquenique entre as colunas antigas, onde compartilharam entre eles o lanche que haviam levado. Sendo um ótimo momento para a socialização e prática do companheirismo.

 

Foi uma aula muito interessante, porque os alunos percorreram a parte inicial do conjunto Manguariba, o setor complementar com as casas mais simples, construídas sem planejamento urbano, e a área com características ainda rurais, onde ficam localizadas as ruínas e as dependências, hoje destruídas, da sede da Fazenda Nova Índia, de criação de gado nelore, que se encontra desativada.

 

Professor Antonio Carlos, nas ruinas do antigo engenho, explicando aos alunos sobre a importância da Arqueologia, que utiliza processos de coleta e escavações, para estudar os costumes e culturas dos povos.
 


 Durante a caminhada até o sítio histórico, o professor Antonio Carlos aproveitou para chamar a atenção dos alunos em relação aos aspectos urbanos e geográficos do Conjunto Manguariba, visto de parte mais elevada, e da Serra do Mendanha, além da vegetação existente na área de entorno das ruínas, onde deveria ter existido, nos séculos XVIII e XIX, um grande engenho para a produção do açúcar, aguardente e melado.

 

Professores Antonio Carlos, Marcus Andrade e Louise Maria, com alunos da turma 1701 da E.M. Gandhi, ao fundo parte da Serra do Mendanha.

 

Pela disposição das colunas e estrutura física ainda preservada no local, é possível especular que se tratava de uma obra imponente, e que a produção poderia ser escoada a partir de um canal de navegação que se estendia até Sepetiba, de onde o produto seguia para outros destinos.

Uma das colunas construídas com pedra de mão, calcário de ostras, argamassa e tijolos maciços coberta por vegetação, em decorrência do seu abandono por muitos anos.

 

A aula prática planejada e desenvolvida pelo professor Antonio Carlos, cumpriu vários objetivos, entre os quais levando os alunos da turma 1701 a compreenderem o que são vestígios arqueológicos, bem como a sua importância para a construção de explicações históricas.

Além disso, aproveitando as imagens transmitidas no primeiro capítulo da novela “Morde & Assopra”, e também com livros, revistas e reportagens sobre o assunto, o professor Antonio Carlos falou a respeito dos trabalhos desenvolvidos pelos arqueólogos e caminhos para a sua formação profissional.
 

 

Professor Antonio Carlos e alunos da turma 1701 da E.M. Gandhi, fazendo o reconhecimento e estudo do sítio histórico do antigo engenho, que foi destaque pela produção de açúcar, melado e aguardente.

 

Em clima de aventura, com os alunos da turma 1701 demonstrando grande interesse pelas pesquisas históricas e arqueológicas, a aula prática foi encerrada, com o retorno de todos à Escola Municipal Gandhi, cansados, mais bastante felizes por terem cumprido de forma satisfatória todas as principais etapas de um estudioso iniciante da arqueologia.

 

 

                              

 


   
           



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Quarta-feira, 29/06/2011

Creche Municipal Ayrton Senna, exemplo de dedicação e de organização

Tags: 10ªcre, creches.

 

“A Educação Infantil é a fase mais importante na vida de uma pessoa, pois é o momento em que fazemos nossas primeiras descobertas. É um prazer muito grande fazer parte dessa rotina escolar, do espaço de aprendizagem e de socialização das crianças, onde vemos a identidade dos nossos pequenos alunos serem constituídas. Eu gostaria de agradecer a todas as pessoas que se empenham para melhorar cada vez mais a qualidade da Educação Infantil da rede municipal.”


Simone Souza, gerente da Educação Infantil da Secretaria Municipal de Educação, declaração em 17 de maio de 2011, por ocasião da entrega simbólica do Prêmio Anual de Qualidade da Educação.

 

 

Na fotografia, a professora Isaura, diretora da

Creche Municipal Ayrton Senna.

 

 

A Creche Municipal Ayrton Senna, da 10ª Coordenadoria Regional de Educação, foi uma das unidades homenageadas com o “Prêmio Anual de Qualidade da Educação”, confirmando, na prática, que toda a equipe pedagógica, servidores ali lotados e profissionais terceirizados que lá trabalham, estão participando do processo que visa a inclusão da criança no contexto da escola e da comunidade, reconhecendo o trabalho de todos os profissionais que se empenham para melhorar a qualidade dos serviços prestados na educação.

 

Placa de acrílico afixada na parede principal do prédio, demarcando a homenagem recebida pela Creche Municipal Ayrton Senna, da 10ª CRE, que recebeu o "Prêmio de Qualidade da Educação Infantil 2010", concedido pela Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura do Rio de Janeiro.

 

1 – Localização da Creche Municipal Ayrton Senna e breve histórico

A creche está localizada no Conjunto Guandu II, também conhecido como “Conjunto Ayrton Senna”. Quem vem pela Avenida João XXIII, no sentido da Avenida Padre Guilherme Decaminada (onde fica localizada a 10ª CRE) para a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), precisa entrar à direita após a ponte do Rio Guandu, passando pelo Conjunto Liberdade, onde se localizam a E.M. Liberdade e a C.M. Amanhecer de Luz.

 


Há três conjuntos habitacionais com a denominação “Guandu”: Guandu I, Guandu II (onde fica a C.M. Ayrton Senna) e Guandu Velho, que, segundo informações obtidas com moradores, foi o primeiro a ser construído.

 


A história da C.M. Ayrton Senna começa na fase de transição da gestão da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social para a Secretaria Municipal de Educação. Isso aconteceu com todas as demais creches vinculadas à SMDS, em razão do que está previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, de 1996, determinando que o atendimento em creches públicas deveria ser feito sob a responsabilidade da área educacional.

 


A atual diretora da C.M. Ayrton Senna, professora Isaura Batista Rodrigues, acompanhou todo o processo de transição da gestão da SMDS para a SME, pois participou do processo de inauguração, instalação e início do funcionamento da creche.
 

Isaura Batista Rodrigues, diretora da Creche Municipal Ayrton Senna

“Cheguei aqui em setembro de 2002, mas só em março de 2003 é que saiu a designação oficial das creches e a publicação do nosso cargo. A Secretaria Municipal de Educação já entrou com a proposta de educar e cuidar: Cuidar sim, mas educar sempre!” E isso nós passamos para os pais, mães, responsáveis, em todos os momentos, nas reuniões, nos encontros, nos textos que distribuímos para reflexão.” Comentou a diretora Isaura.

 

Ayrton Senna, Patrono da Creche, foto de 1994.

Sobre o patrono, Ayrton Senna, a diretora Isaura informa que quando chegou ao Conjunto Guandu II, já havia sido prestada a homenagem ao piloto brasileiro, campeão de corridas de Fórmula I, que morreu em acidente automobilístico, em 1º de maio de 1994. Segundo a diretora, a designação deve ter sido proposta pelo presidente da Associação de Moradores do Conjunto, “seu” Jorge.

 


2. “Para ler, contar e recontar é só começar”

 

Capa do Projeto Político Pedagógico da C.M. Ayrton Senna
 

Na capa do Projeto Político Pedagógico da Creche Municipal Ayrton Senna há desenho de um menino sentado lendo um livro, tendo ao seu lado esquerdo, oito exemplares de livros coloridos. É um desenho simbólico e bem representativo do que se propõe a equipe pedagógica da creche, que se resume no “cuidar e educar”.

 


A experiente e dedicada professora Isaura Batista Rodrigues, diretora da C.M. Ayrton Senna, tem plena consciência de que a proposta pedagógica traçada por ela e pela sua equipe, deve atender às necessidades básicas da criança, onde as brincadeiras se interpenetram com as atividades pedagógicas, culturais, motoras e artísticas.

“Procuramos sempre mostrar aos pais e responsáveis, que cada brincadeira, cada apresentação musical ou encenação de peça teatral, além do sentido lúdico, tem o objetivo de contribuir para o desenvolvimento intelectual da criança, nas suas múltiplas dimensões,” declarou Isaura.

A “Malinha Viajante” e o “Livro da Vida” são dois projetos que estão inseridos no Projeto Político Pedagógico da Creche Municipal Ayrton Sena. No primeiro, as crianças levam livros emprestados para as suas casas, e os pais são estimulados a participarem do processo educativo, contando histórias para os seus filhos.

 

O “Livro da Vida” é um registro diário de todas as atividades desenvolvidas pela criança durante a sua permanência na creche. Desenhos, colagens, rabiscos, mensagens e fotografias são anexados em um grande caderno de desenho, que as crianças poderão levar para suas casas no final do ano letivo.

 

“Costumo dizer que o “Livro da Vida” é o primeiro livro escrito pelas crianças, porque ali registramos um pouco de tudo o que elas produzem no dia a dia de sua vivência na creche”, falou a diretora Isaura.

3. Uma equipe que se esforça para melhorar a qualidade dos serviços prestados na educação infantil

Além da professora Isaura, diretora, e da professora Angela dos Santos Rufino Marcheti, diretora adjunta, a equipe pedagógica da Creche Municipal Ayrton Senna, conta também com o apoio de Cristiane Carvalho da Silva Teixeira,que se reveza com Angela, como professora articuladora.

 


Segundo Angela, o papel desempenhado pela professora articuladora em uma creche vai além da coordenação pedagógica, pois além de participar de todo o planejamento das atividades da creche, ela atua também interagindo nas turmas, acompanhando e orientando as recreadoras e agentes auxiliares, em tudo o que se refere às crianças, como registros, acompanhamento pedagógico, processo de socialização, desenvolvimento motor, jogos, brincadeiras e também mantendo contato direto com os pais e com os responsáveis.
 

Angela dos Santos Rufino Marcheti, diretora adjunta e professor articuladora da Creche Municipal Ayrton Senna.

 

Tanto Isaura quanto Angela passaram pelo Instituto Helena Antipoff, onde se capacitaram para atender crianças portadoras de necessidades especiais, além de já ter trabalhando em escolas do ensino regular da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro.

 


Atualmente, a Creche Municipal Ayrton Senna conta com sete auxiliares: Rosenildes, Jéssica, Dirce, Cristiane, Jaqueline, Nilsinete e Alessandra.

 


A Equipe de Recreadores também é formada por sete profissionais: Maria da Conceição, Marli, Márcia, Jacioneide, Jacicleide, Patrícia e Giovana.

 


Adriana de Carvalho Rodrigues e Ronaldo Lemos Bicalho fazem parte da Equipe de Serviços Gerais e Nilce Vianna da Costa e Maria Lucineide dos Santos, compõem a Equipe de manipuladores de alimentos, que prepara quatro deliciosas refeições diariamente: desjejum, almoço, lanche e jantar, tudo com base nas orientações recebidas do Instituto Annes Dias.
 

4. “Se é para fazer, vamos fazer bem feito!”

 

A limpeza, manutenção e organização são pontos positivos que precisam ser destacados na C.M. Ayrton Senna. O prédio, todo pintado de azul, tem em sua área de entorno, um gramado muito bem cuidado e palmeiras, que ajudam a dar o contraste na harmonia do colorido. Há um parquinho infantil coberto e protegido por tela, com diversos tipos de brinquedos, em área toda murada e pintada com personagens da Turma da Mônica, criados por Maurício de Sousa.


Na parte dos fundos, também em ambiente limpo e pintado, está sendo iniciada uma pequena horta, onde as crianças poderão acompanhar diariamente a evolução das hortaliças e legumes que ali estão sendo plantados.


No dia em que estive visitando a C.M. Ayrton Senna, uma das funcionárias havia levado uma tartaruga para ser apresentada às crianças. Segundo Isaura, eles já haviam conhecido um coelho, pois estão participando do Projeto intitulado “Era uma vez uma casinha cheia de vida, Planeta Terra”.
Sendo uma atividade planejada para o 2º bimestre, as crianças estavam sendo apresentadas aos pequenos animais domésticos, e tendo contato com informações sobre outros diversos tipos de animais, a partir de cartazes e murais afixados no pátio interno e salas.


Quando visitei as salas em companhia da diretora Isaura, quase todas as crianças já haviam tomado banho, almoçado e estavam dormindo. As poucas ainda resistentes recebiam um carinho especial das auxiliares e recreadoras que tentavam fazê-las dormir.


Enquanto as crianças descansavam, a equipe de serviços gerais fazia a limpeza do refeitório, e os manipuladores de alimentos davam início ao preparo da carne que seria servida no jantar.


Na secretaria, onde também funciona a sala da direção, conversei com a diretora Isaura e com a sua adjunta Angela, e dali pude observar o zelo, carinho, dedicação e sentido de organização das duas. Projeto Político Pedagógico, relatórios, livros de atas, controle de freqüência das crianças, documentos com informações individuais para avaliação bimestral das crianças, planos semanais das atividades, agendas, livro da vida com as anotações, formulários diversos, tudo muito bem arquivado, visível e facilmente localizado, por quem quer que seja, a qualquer momento. Organização exemplar que deveria servir como parâmetro para outras unidades escolares da Secretaria Municipal de Educação.

 


“Se é para fazer, é preciso fazer bem feito. Afinal é o nosso trabalho – diz a diretora Isaura – que comenta sobre a visita feita por funcionários do Tribunal de Conta do Município, que ficaram muito bem impressionados com a organização da Creche Municipal Ayrton Senna, mesmo tendo a visita acontecido no dia em que estariam prestando homenagens aos pais, quando se retocava a pintura das paredes internas.


“Eles ficaram admirados por estarmos preparando uma homenagem aos pais dos alunos, e um deles chegou a dizer que na escola do seu filho aquilo não tinha ocorrido. Também elogiaram porque estávamos usando tinta antitóxica e sem cheiro”. Disse Isaura.

 

 

Na Creche Municipal Ayrton Senna, e em todas as demais creches da Rede Municipal de Educação, as crianças recebem quatro refeições diárias: Desjejum (colação), quando chegam, almoço, entre 10h30min e 11h, lanche, entre 13h30min e 14 h e jantar, por volta das 16 horas. O cardápio da creche é elaborado pelos nutricionistas do Instituto de Nutrição Annes Dias - INAD, podendo ser adaptado pelos profissionais da creche, para adequar-se às necessidades da criança, desde que haja uma solicitação médica, por escrito.

 

Crianças da Creche Ayrton Senna em horário de almoço, fotografia do acervo da creche cedida pela direção.

 

                              

 


   
           



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