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Quarta-feira, 10/04/2013

A Caminho da Escola

Tags: protagonismo infantil.

 

Decidir o momento em que o filho poderá ir à escola sozinho não é nada fácil.
Além de todas as orientações que cercam este acontecimento, avaliar se o filho já tem maturidade suficiente para compreender o funcionamento de regras sociais, discernindo situações de perigo e principalmente assumindo responsabilidades é uma tarefa que requer bastante diálogo e confiança.


 

É inevitável: os filhos crescem e, à medida que vão se desenvolvendo, aprendem a “caminhar com suas próprias pernas”. O desenvolvimento da autonomia e responsabilidade não se dá de uma hora para outra e nem acontece nas crianças na mesma idade.

 

Os responsáveis devem, através da observação diária dos seus filhos, criar situações atribuindo responsabilidades de acordo com a faixa etária que estes se encontram.

 

O diálogo é fundamental para transmitir segurança.

 

 

 

Por mais que os pais tentem adiar esse momento com receio dos perigos e por achar que ainda não estão preparados, certamente haverá um momento em que criança manifestará essa vontade.

 

Para que a decisão seja a mais acertada, vários aspectos devem ser levados em consideração:

 

  • além da idade biológica, avalie a maturidade da criança;
  • observe se seu filho é capaz de cumprir pequenas responsabilidades que lhe são atribuídas;
  • estabeleça um diálogo franco, esclarecendo sobre os perigos existentes nas ruas;
  • escolha trajetos que não sejam desertos;
  • oriente-o a estar na companhia de outras pessoas, como outros colegas e até mesmos outros responsáveis;
  • ensine-o a decorar informações pessoais ou deixe-as registradas num caderno ou agenda;
  • explique sobre a importância de não falar com estranhos, não receber presentes e, no caso de sentir-se em perigo, procurar ajuda numa loja ou ambiente comercial;
  • esclareça que a “liberdade total” somente será oferecida após cumprimento de acordos e verificação da sua prontidão.

Saiba mais em: http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/sozinho-escola-730747.shtml
 

 

 

 

Respeitar as normas de trânsito é muito importante.

 

 

 

Esta é mais uma etapa, um período transitório na vida de uma família, que precisa ser tratada com cuidado e muita conversa para que conflitos sejam evitados.

 

Um momento de difícil decisão não só para os adultos. Os pequenos também estão cercados de incertezas e ansiedades, que não devemos julgar serem menos importantes.

 

Permitir que seu filho caminhe, proporcionando-lhe a certeza de que é capaz de cumprir acordos feitos com responsabilidade, é uma forma de demonstrar carinho e segurança. Porém o mais importante: monitore sempre, esteja presente na escola. Ele também precisa sentir-se seguro, amado.




 

Taís Ferraz Duarte é Professora da Rede Municipal
e colaboradora do Portal Rioeduca
E-mail
: taisduarte@rioeduca.net

 

                               

 

 

 


   
           



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Quarta-feira, 03/04/2013

Conviver com as Diferenças é Possível e Fundamental

Tags: família, inclusão.

Saber conviver com as diversidades, respeitando-as, é o primeiro passo para nos tornarmos pessoas melhores, conscientes das diferenças, ou seja, verdadeiros agentes transformadores.

 

A cor da pele, a origem étnica, o nível social, entre outros, são alguns fatores que podem promover, para alguns, certa dificuldade de convivência, muitas vezes compreendida como exclusão social, embora não seja motivo para tal. 

 

Refletimos, especificamente, sobre a inclusão dos alunos portadores de necessidades especiais e com deficiências no espaço socioescolar, que até há pouco tempo estavam listados entre os possíveis excluídos pela falta de informação.

 

Diversidade e inclusão precisam estar presentes.

 

Através do Ambiente Educacional, com a criação de ambientes inclusivos, onde estão presentes a diversidade sociocultural e inúmeras experiências de vida, podemos viabilizar trocas, estimulando o outro a partir dessas diferenças. Assim, todos podem compartilhar uma convivência harmoniosa e regida pelo respeito mútuo, incluindo neste contexto: o aconchego, a atenção e o carinho também àqueles com deficiências e portadores de necessidades especiais.

 

Os estudantes portadores de deficiências, além de poderem aprender com as diferenças, podem e devem participar como aprendizes sob condições instrucionais diversificadas através do apoio adicional ou pontual de uma equipe de educação especial.

 

Estes alunos estarão mais bem preparados para a vida adulta em sociedade, através de uma educação com oferta de salas de aula dinâmicas e de atividades diversificadas. Inclusive, com o mesmo aparato que os estudantes sem deficiências desenvolvem, objetivando o conforto, a confiança e a compreensão de sua identidade e de outras pessoas. Demonstrando, sem sombra de dúvidas, crescente desenvolvimento nos aspectos formativos e de convivência focados na interação entre os alunos.

 

O quadro "Operários" de Tarsila do Amaral, pintado em 1933,

também retrata a diversidade cultural de um povo.

 

Felizmente, estamos avançando em relação à igualdade de direitos das pessoas.

 

Mesmo aqueles que outrora foram considerados fora dos padrões da normalidade, estabelecido por convenções pontuais e filosofias arcaicas, o nosso olhar deve priorizar e investir permanentemente pela busca da Inclusão plena dentro das Escolas.

 

Estamos, portanto, contribuindo para mudanças de paradigmas estabelecidos dentro da nossa própria sociedade, reconhecendo, acima de tudo, o direito do ser humano  ser visto e respeitado como semelhante.

 


Taís Ferraz Duarte é Professora da Rede Municipal
e colaboradora do Portal Rioeduca
E-mail:
 taisduarte@rioeduca.net

 

                               

 

 

 


   
           



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Quarta-feira, 27/03/2013

Benefícios dos Alimentos Orgânicos

Tags: saúde.

 

Alimentos orgânicos estão por toda parte. Além de mais saborosos que os convencionais, são livres de agrotóxicos, antibióticos e hormônios, que se forem consumidos em excesso serão prejudiciais à saúde.

 

Alimentos orgânicos estão aos poucos ganhando popularidade. Seja numa feira livre, mercado, sacolão e até mesmo em reportagens, muito se vê e escuta falar sobre esse tipo de alimento.

 

Mas você sabe realmente o que são Alimentos Orgânicos e quais seus benefícios?

 

 

 

Às vezes alimentos “vistosos” podem ser perigosos. 

 

Quando precisamos comprar frutas, verduras ou legumes, geralmente optamos por levar aqueles que são maiores, bonitos e com cores bem vivas. Porém esta “apresentação” pode ser consequência da utilização de agrotóxicos, que são aplicados nas plantações para combater pragas que com o passar dos anos acabam ficando cada vez mais resistentes.

 

Atualmente, o Brasil é um dos países que mais utilizam agrotóxicos em suas lavouras. O consumo de alimentos com índices de agrotóxicos acima do limite permitido provoca intoxicação, diarreia, vômito entre outras doenças. Além do fato desse produto químico trazer ao ambiente impactos seríssimos, como a contaminação da água, terra e ar, além da fauna e da flora.


 

 

http://www.youtube.com/watch?v=jd7O9Zgi3BU

 

De acordo com Wanderlei Antonio Pignati, médico e professor da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), em entrevista exclusiva à página do Movimento Sem Terra (MST): “Os impactos negativos são no trabalhador, que aplica diretamente, na sua família, que mora dentro das plantações de soja, na periferia da cidade, porque a pulverização é quase em cima das casas. Tem também o impacto no ambiente, com a contaminação por agrotóxicos das águas”. http://terradedireitos.org.br/biblioteca/agrotoxico-e-problema-de-saude-publica/

 

Normalmente é mais comum encontrarmos alimentos orgânicos de origem vegetal, mas também podemos consumir carnes e ovos dessa mesma origem. Isso porque os animais são criados sem a utilização de hormônios e a reprodução ocorre de maneira natural e não em laboratório.

 

 

 Fonte da imagem: http://www.ideiasdeartista.com/2012/04/alimentos-organicos-patricia-barudi.html

 Alimentos orgânicos das mais diversas origens.

 

 

Dê preferência aos alimentos orgânicos:


  • o sistema de cultivo é sustentável, não agredindo o meio ambiente;
  • alimentos mais saborosos, saudáveis e nutritivos;
  • sua produção valoriza a responsabilidade social, por oferecer menos riscos de exposição aos trabalhadores e suas famílias.

 

Lembre-se: “Você é o que você come”!
Uma boa alimentação é a base da nossa saúde!

 

 

Taís Ferraz Duarte é Professora da Rede Municipal
e colaboradora do Portal Rioeduca
E-mail
: taisduarte@rioeduca.net


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Quarta-feira, 20/03/2013

Permita a Infância à Criança

Tags: família.

Quantos pais e responsáveis não se perguntam diariamente se oferecem o suficiente para os seus filhos? A única coisa que as crianças precisam é de amor, saber que são amadas, sem cobranças.

O instinto dos pais é sempre de proteger seus filhos. Porém essa ação protetora não pode subestimar que as crianças têm personalidade, estão se desenvolvendo, percebem e assimilam tudo o que se passa ao seu redor.


O ambiente de convívio familiar é um dos responsáveis na formação da criança, que deve receber, através desse ambiente, influências positivas, afetividade, bem-estar e equilíbrio.

 

 

Um lar em que há harmonia provavelmente irá formar cidadãos menos frustados e traumatizados.

 


Infelizmente, muitos pais ignoram os sentimentos das crianças diante de impasses de um casal. Poupá-los seria o correto. Instaurado o problema, normalmente nem se dão conta que os danos para a criança podem ser irreparáveis e que vão acompanhá-los desde a mais tenra infância até a vida adulta.

Para haver harmonia não é preciso que a criança more necessariamente com ambos os pais. Mas que estes priorizem a educação e formação do seu filho com conversas e acordos sem envolvê-los diretamente, sem discussões.

 

De acordo com Martha Medeiros: "Crianças não conseguem processar direito o que vivenciam. Assumem culpas que não possuem, fantasiam abandonos, se responsabilizam pela infelicidade dos pais e, pior do que tudo, se sentem desprotegidas em um lar briguento. Crescem e se tornam homens e mulheres paranoicos, inseguros, acovardados diante da vida."

 

Quando os pais envolvem os filhos em seus conflitos, temos a Síndrome da Alienação Parental. Em que um dos dois utiliza a criança como instrumento de agressividade em detrimento do outro.

 

 

A criação e educação de uma criança é para ser compartilhada e não dividida.

 

 

O Alienamento Parental pode se dar de várias maneiras:


• desqualificando um dos pais;
• dificultando o contato de criança com um dos genitores;
• omitindo informações pessoais, escolares, médicas assim como mudança de endereço;
• realizando denúncia falsa;
• bajulando a criança oferecendo presentes.


Richard Gardner, responsável pelo termo Síndrome da Alienação Parental, descreve estágios que vão desde quando se observa que a criança apresenta dificuldades no momento da visita em que trocará de genitor, até quando os filhos já se encontram totalmente manipulados de maneira que demonstram pânico com a visita do genitor alienado.


Deve-se estar atento aos sinais das crianças. Elas tendem a demonstrar favorecimento a somente um dos pais em detrimento do outro, utilizam com frequência frases que não são suas e sim do pai alienante, afirmam com convicção que a decisão de rejeitar o pai é somente dela. Pode manifestar, também, insegurança, tristeza, isolamento, dificuldade escolar, desorganização mental, culpa e até dupla personalidade.


Proteja seu filho sim, mas deixe-o caminhar, permita-o crescer.


Não é prudente envolver uma criança em conflitos familiares e conjugais.


Ame-o, permitindo que seja criança. Não roube sua infância, pois essa etapa é única, linda e determinante para toda a vida.

 


Taís Ferraz Duarte é Professora da Rede Municipal
e colaboradora do Portal Rioeduca
E-mail:
taisduarte@rioeduca.net

 

                               

 

 

 


   
           



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