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Terça-feira, 05/06/2012

Conhecendo a Classe Hospitalar Fernandes Figueira

Tags: 2ªcre, blogsdeescolas, entrevistas.


A Classe Hospitalar Fernandes Figueira está vinculada à E.M. Vital Brasil. A professora Karla Bastos, regente na Classe Hospitalar, conta-nos através de uma entrevista como funciona este espaço educacional.

 

 

As Classes Hospitalares têm como missão, garantir às crianças e aos adolescentes hospitalizados um ensino que contribua com seu crescimento global, visando o desenvolvimento das experiências socioafetivas e intelectuais das quais se encontram privados por ocasião da enfermidade.

 

 

Professora Karla Bastos

 

Rioeduca: Como surgiu a ideia de criar um blog para mostrar o trabalho desenvolvido pela Classe Hospitalar?


Karla Bastos: A ideia do blog surgiu da necessidade de divulgar o trabalho da Classe Hospitalar, esta modalidade de atendimento tão desconhecida ainda na nossa rede, e na educação de modo geral.


Como já faço uso desta ferramenta há vários anos e sei o poder que ela tem, resolvi criar o blog da Classe Hospitalar. Primeiro criei o Classe Hospitalar Jesus, onde trabalhava na época e depois quando fui para o Instituto Fernandes Figueira criei logo o nosso.

 

Rioeduca: Há quanto tempo você trabalha com Classes Hospitalares? Conte-nos um pouco da experiência de trabalhar neste espaço.

 

Karla Bastos: Fui trabalhar com educação no espaço hospitalar em abril de 1994, na Classe Hospitalar Jesus ficando lá alguns anos. Depois voltei para o espaço hospitalar inaugurando a Classe Hospitalar do Inca em 2000 onde trabalhei por um ano e em agosto de 2011 iniciei o trabalho da Classe Hospitalar no Instituto Fernandes Figueira onde atuo nos dois turnos – o que não era permitido no passado.


Penso que sou suspeita em falar deste trabalho, pois adoro o que faço. Acho esta modalidade da educação uma oportunidade fantástica de trabalho.


Sinto um prazer enorme em estar no espaço hospitalar e poder exercer minha profissão.


O contato individual com o aluno, apesar da enfermidade em que ele se encontra, proporciona uma visão ampliada e mais aguçada do ser humano. O contato é mais íntimo e pessoal. Você recebe aquele aluno “marrento” da nossa rede, e dias depois ele está desarmado lhe contando sobre suas dificuldades escolares e pedindo ajuda, entre outras coisas. São tantos momentos especiais, que poderia ficar dias aqui narrando casos especiais, surpreendentes, engraçados, tristes, de vitórias e derrotas, de perdas. Mas são histórias que nos fortalecem e reafirmam diariamente a validade deste trabalho.

 

Rioeduca: Como funciona a Classe Hospitalar?

 

Karla Bastos: No Instituto Fernandes Figueira, hoje Instituto Nacional da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira – IFF, a Classe funciona nos dois turnos. No turno da manhã só eu atuo – por enquanto, e no turno da tarde somos duas professoras. Atendemos a todas as crianças ou adolescentes da nossa rede, além dos alunos das demais redes, municípios e estados, desde a creche até o 9° ano do Ensino Fundamental e se aparecer, também atendemos os alunos do Ensino Médio, pois o que não pode acontecer é reforçar a exclusão que a internação hospitalar em si proporciona. Mesmo que eu não seja capacitada, ou não possua a formação ideal para este atendimento – de nível médio, há sempre alguma dúvida escolar ou “ajuda” onde eu posso exercer o meu papel com aquele adolescente. Sem contar que até alfabetização de um pai acompanhante eu já iniciei na Classe Hospitalar.


Nosso atendimento ocorre de forma individualizada. São alunos com histórico de internações recorrentes, ou de longa duração. Em 96% dos atendimentos usamos luvas descartáveis e capote por conta da precaução de contato, o que faz com que o tempo despendido nesta prática (colocar luva da forma correta, depois o capote, atender, tirar a luva, o capote, higienizar as mãos e ir para o próximo atendimento) acaba por consumir muito tempo, além da própria necessidade escolar que o aluno apresenta. Esses são os principais fatores de não darmos conta de toda demanda hospitalar, o que é de “doer o coração”, ou nos causar um grande desconforto: atender determinada criança ou adolescente e não atender a outra por falta de espaço na grade diária.


Seguimos o conteúdo dos cadernos pedagógicos e os descritores da nossa rede; exceto para os alunos pacientes que tragam o seu próprio material, ou a escola na ocasião do contato da Classe Hospitalar, sinalize o conteúdo que necessita ser trabalhado com o aluno.
Além do atendimento escolar em si, fazemos contato com a escola de origem do aluno e com a CRE. Já fizemos algumas reconduções de matrícula e agora vamos efetivar a matrícula/transferência de uma aluna do Ensino Fundamental para nossa rede e um para creche, já que ambos não estão com previsão de alta e já se encontram hospitalizados por muitos meses.

 


No blog da Classe Hospitalar Fernandes Figueira, encontramos registros de algumas atividades que são realizadas com os alunos neste espaço de aprendizagem.

 

 

Além dos registros que há no blog, a professora Karla Bastos enviou fotos de outras atividades realizadas no espaço da Classe Hospitalar.

 

 

Aluna Marcely Regina Saldanha Rodrigues realizando atividade no caderno pedagógico

com o apoio da professora Karla.

 

 

Aluna Andressa Silva de Oliveira Felipe durante o projeto “Encantamento de Retalhos”. Nesta atividade a aluna pode conhecer o livro “O Menino Nito”.

 

Para conhecer mais sobre o trabalho realizado na Classe Hospitalar Fernandes Figueira visite seu blog http://www.chfernandesfigueira.blogspot.com.br/

 

Professor, o portal Rioeduca é um espaço feito por e para professores. Queremos conhecer e divulgar os blogs ou projetos desenvolvidos por sua escola. Entre em contato com o representate do Rioeduca em sua CRE.

 

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Professora Renata Carvalho _ Representante do Rioeduca na 2ªCRE

Twitter: @tatarcrj

Email: renata.carvalho@rioeduca.net

 


 

                               

 

 

 


   
           



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Segunda-feira, 28/05/2012

Projeto Poesia na Sala de Aula

Tags: 2ªcre, projetos, entrevistas.

 

A professora Selma Camargo atua como regente nas séries iniciais do Ensino Fundamental. Desde 2010 desenvolve um trabalho interessante sobre poesias com seus alunos.

 

Selma Camargo é Pedagoga e trabalha na E. M. Francisco Alves. No ano de 2010,  iniciou o projeto “Poesia na Sala de Aula”, com a turma 1503. Em 2011, deu prosseguimento com outra turma de 5º ano do Ensino Fundamental e agora, em 2012, este projeto está sendo desenvolvido com a turma 1201.

 

 

Professora Selma Camargo apresentando o livro da Turma 1201 no Salão do Livro

 

A ideia de trabalhar poesia na sala de aula surgiu há alguns anos, quando Selma percebeu que os textos poéticos eram capazes de despertar o interesse dos alunos pela leitura e escrita.


A professora entrou em contato conosco e enviou um rico material com informações sobre o desenvolvimento do projeto "Poesia na Sala de Aula” ao longo destes três anos.

 

Poesia na Sala de Aula em 2010

 

Rioeduca:  Como surgiu o projeto "Poesia na Sala de Aula” no ano de 2010?


Selma Camargo: Em 2010, a partir do diagnóstico da turma 1501 (5º ano do Ensino Fundamental), verifiquei que os alunos apresentavam grande dificuldade na leitura, interpretação e produção de textos. Em abril, ao abordar o tema Profissões, organizamos uma entrevista com o cantor, compositor e poeta Byafra. Preparamos um roteiro com a participação ativa da turma. No dia da entrevista, todos estavam ansiosos para conhecer o entrevistado. Foi uma atividade dinâmica, criativa e descontraída.

 

 

Alunos e professora Selma na entrevista com Byafra

 

Rioeduca: Como o projeto foi recebido pela turma?


Selma Camargo: A turma gostou tanto da atividade, que toda poesia enviada pelo Byafra se transformava num livrinho e em novas poesias criadas pelos próprios alunos, dentro da sala de aula. Sendo assim, surgiu o nosso Projeto Poesia na Sala de Aula. Produzimos uns 15 Livrinhos, com temas variados e em consonância com o Projeto Político Pedagógico da nossa Escola, e apresentamos em eventos internos e externos. A transdisciplinaridade, sempre presente em nossas oficinas poéticas, fez emergir todo o processo de criação individual e coletivo, contribuindo na formação integral dos alunos.


O cantor, compositor e poeta Byafra, presenteou a turma com uma poesia que pode ser lida no vídeo abaixo.

 

 

Desdobramento do Projeto Poesia na Sala de Aula em 2011

 

Rioeduca: Conte-nos sobre a apresentação e o desenvolvimento deste projeto na turma de 2011.


Selma Camargo: Nosso Projeto começou em março, com alunos dos 12 aos 14 anos apresentando muita dificuldade na leitura, interpretação e escrita de textos; não conseguiam organizar o pensamento, eram muito agitados, dispersos e algumas vezes agressivos; confundiam acontecimentos trágicos com cômicos; possuíam baixa autoestima; tinham medo e vergonha de cometer erros.


No decorrer do ano, as mudanças foram ocorrendo gradativamente. A organização da sala de aula em semicírculo contribuiu para a harmonia e interação do grupo; eles aprenderam a conviver e a respeitar a diversidade de ideias e de interpretação dada às poesias. Nosso Projeto foi bem aceito e todos os alunos participaram ativamente das oficinas poéticas; trabalhamos com as poesias do Maurício Reis e demais poetas consagrados; confeccionamos livros e postamos no Youtube (Byafra Escola). Sendo assim, conseguimos elevar a autoestima dos alunos. Eles foram perdendo o medo de se expressar oralmente e por escrito, tiveram ótimo desempenho nas produções de texto individuais e coletivas. Utilizamos temas atuais e sempre articulados ao Projeto Político Pedagógico da Escola. Investimos na transdisciplinaridade.

 

Rioeduca: Quais atividades marcaram o projeto "Poesia na Sala de Aula” em 2011?

 

Selma Camargo: Apresentamos nosso Projeto no 13º Salão da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) para Crianças e Jovens, no período de 06 a 17 de junho de 2011, no Centro de Convenções Sul América.


No dia 18/08/11, houve a Festa do Patrono, no pátio da escola. A turma apresentou todos os livrinhos produzidos em sala de aula e a música “Água é pra fazer feliz e não pra fazer sofrer”, que o Byafra compôs inspirado na produção coletiva “Os meninos e a tempestade”. Os pais e amigos dos alunos, tiveram a oportunidade de apreciar os trabalhos desenvolvidos durante o primeiro semestre do ano letivo.


Fomos convidados pela Secretaria Municipal de Educação para expor nosso Projeto na XV Bienal Internacional do Livro, no dia 02/09/2011, no Riocentro. Foi intensa a participação dos alunos e professores  de outras escolas da rede pública municipal  no Stand da SME. Exibimos os vídeos do Youtube e  todos os livrinhos. O Byafra cantou a música “Água é pra Fazer Feliz e Não pra Fazer Sofrer” com nosso amigo Frank Pereira no violão.


Nossos objetivos foram plenamente atingidos  e nossos alunos aproveitaram, ao máximo, as ricas experiências vivenciadas nas oficinas poéticas.

 

 

Apresentação na Bienal do Livro 2011. Neste evento, alunos de outras escolas puderam apreciar o projeto “Poesia na Sala de Aula”

 

Em 2012, a Poesia na Sala de Aula Continua

 

 

Aluna Yasmin Silva contando historinha para a turma

 

Este ano, a professora Selma Camargo, que é regente da turma 1201, também está desenvolvendo com seus alunos o projeto "Poesia na Sala de Aula”. O assunto foi iniciado através da seguinte pergunta: “O que são pontos turísticos”?


A professora e os alunos conversaram sobre os pontos turísticos de nossa cidade, viram fotos e analisaram as características destes locais abordando seus aspectos positivos e negativos.


A turma 1201 também ouviu algumas músicas que falam de nossa cidade: Cidade de Deus, Samba do Avião, Aquele Abraço e outras. Além disto, os alunos desenharam, pintaram e escreveram frases sobre a Cidade do Rio de Janeiro e cada um apresentou seu trabalho à turma. Os trabalhos foram expostos no mural da sala de aula, no Youtube e no 14º Salão FNLIJ.

 

Parabéns à professora Selma Camargo pelo desenvolvimento deste projeto de

incentivo a leitura!

 

Professor, envie para nós os projetos desenvolvidos em sua escola. Queremos conhecê-los e divulgá-los! Entre em contato com o representante do Rioeduca em sua CRE.

 

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Professora Renata Carvalho - Representante do Rioeduca na 2ªCRE

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Terça-feira, 24/04/2012

Nota Dez para a Alfabetizadora Rodinéa

Tags: 7ªcre, entrevistas.

 

Rodinéa Rodrigues é professora da rede municipal há 21 anos. É uma das professoras que foi contemplada com uma viagem cultural a São Paulo, por conta do ótimo desempenho de sua turma na prova Alfabetiza Rio 2011, na 7ªCRE .

 


Rodinéa Rodrigues é formada em Ciências Contábeis e fez o curso de Formação de Professores ( Ensino Médio ) pelo Carmela Dutra, em 1977. Sempre envolvida com turmas de alfabetização (primeiro ano do primeiro ciclo) ou com turmas com necessidade de alfabetização (progressão).

 

Atualmente, Rodinéa Rodrigues está lecionando na E. M. Dídia Machado Fortes, na Barra da Tijuca. Mas, já trabalhou em outras escolas da rede: E. M. Jackson de Figueiredo (Barra da Tijuca), E. M. Matta Machado (Alto da Boa Vista), E. M. Menezes Vieira (Alto da Boa Vista), CIEP Samuel Winner (Praça Saens Peña), E. M. Euclides Rocha (Barra de Guaratiba) e também no CIEP Primeiro de Maio (Santa Cruz).


 

 

Em sala de aula, em momento de leitura

 

 

Professora Rodinéa com o aluno Lucas
 

 

Confira a entrevista do Rioeduca com a professora Rodinéa Rodrigues:


 

 

Rioeduca: Qual é a rotina que utiliza nas turmas de alfabetização?


Rodinéa: Em primeiro lugar, procuro manter a turma sempre estimulada. Ouvir o que os alunos têm a dizer e aproveitar ao máximo suas experiências, transformando-as em novas aprendizagens. Laço afetivo é o principal ingrediente entre o professor e a turma para obter disciplina, atenção e aprendizagem.


 

 

Rioeduca: Qual é o maior desafio que já enfrentou enquanto professora?


Rodinéa: Meu maior desafio é alfabetizar melhor cada nova turma.

 

Rioeduca: Quais sugestões e atividades daria para professoras que trabalham com turma de alfabetização?


Rodinéa: Valorizar a rotina. Trabalhar com textos e interdisciplinaridade. Promover leitura diária e nunca esquecer da sistematização.

 

 

Rioeduca: Como se sentiu ao saber do resultado da prova Alfabetiza Rio? Como foi a viagem?
 

 

Rodinéa: Muita emocionada. Meus alunos vibraram. Foi uma enorme surpresa. Em tantos anos, de Município nunca tive informação de nenhum tipo de reconhecimento. Foi uma honra ter conhecido a Secretária de Educação Claudia Costin, que com sua simpatia, recebeu a mim e outras colegas que também tiveram o resultado de seus trabalhos reconhecido.

Nossa! A viagem foi maravilhosa! Passamos um final de semana em São Paulo. Ótimo hotel, museus, restaurantes, teatro, guia turístico... Desfrutei, também, do convívio de um grupo de professoras com os mesmos ideais, amigas e muitos amáveis. Ana Veneno nos acompanhou com sua simpatia e dedicação.

 

 

Da esquerda para a direita: Claudia Micelle, Ana Veneno e Rodinéa Rodrigues, em São Paulo

 

 

Rioeduca: Considera importante a participação dos responsáveis para o resultado alcançado? Como os pais podem ajudar no processo ensino aprendizagem? E a escola?


Rodinéa: Acho importante, sim, os responsáveis acompanharem o processo de alfabetização da criança. Ao mesmo tempo, tenho consciência de que nem sempre é possível. Então, procuro colocar o peso maior ou todo peso na sala de aula, onde vai depender do professor. É realmente desafiador.

 

Rioeduca: Como é feito o planejamento para suas aulas?


Rodinéa: Posso dizer que uso um método eclético, obedecendo os conteúdos programáticos do ano e o projeto da escola. Planejamento flexível no sentido de atender necessidades que são sinalizadas no decorrer do ano pelos alunos.

 

Rioeduca: Qual o melhor caminho para um professor ter sucesso na alfabetização?

 

Rodinéa: Sensibilidade para acompanhar cada passo do processo de alfabetização com fervor e emoção. Ter segurança em tudo que for proposto e ter certeza da meta a ser alcançada. Nunca desanimar e enxergar cada aluno como um todo.

 

 

A prova Alfabetiza Rio é uma avaliação realizada pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, cuja finalidade é avaliar o desempenho em Leitura e Matemática das turmas de 1º ano.

 


 

PARTICIPEM TAMBÉM DESTE ESPAÇO QUE É NOSSO, DAS ESCOLAS, DOS PROFESSORES, DOS ALUNOS E DEMAIS FUNCIONÁRIOS QUE FAZEM A EDUCAÇÃO CARIOCA!

CONFIRAM NO LINK A SEGUIR QUAL O REPRESENTANTE DE SUA CRE
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Terça-feira, 17/04/2012

Tecendo o Amanhã – Registros de uma Caminhada

Tags: 2ªcre, entrevistas, peja.

No blog da professora Nívea Segreto, encontramos registros de experiências bem sucedidas nas aulas de Língua Portuguesa. Hoje vamos conhecer como esta ferramenta colabora com a aprendizagem dos alunos.

 

Nívea Segreto é Mestra em Literatura Brasileira e atua como professora regente de Língua Portuguesa na E. M. Madrid, em turmas do 2º segmento do Ensino Fundamental e também na E. M. Lourenço Filho, ministrando aulas no PEJA.


Hoje, a professora Nívea Segreto nos conta um pouco sobre como utiliza o blog “Tecendo o Amanhã”, como colaborador em suas aulas.

 

 

Professora Nívea Segreto

 

 

RIOEDUCA: Como surgiu a ideia de criar um blog educacional?


Nívea Segreto: A ideia de criar um blog surgiu enquanto trabalhei no projeto Acelera 3, na Escola Municipal Jornalista Assis Chateaubriand, em 2011. Como precisávamos, professores e alunos, criar nosso memorial e registrar nossas atividades, tive a ideia de fazer esse registro de forma que pudesse, também, ser compartilhado com colegas e alunos de outras escolas.

 


RIOEDUCA: Como é possível perceber a repercussão do blog “Tecendo o Amanhã”?


Nívea Segreto: A tecnologia nos permite estar em muitos lugares, com muitas pessoas e de forma rápida. O blog "Tecendo o Amanhã" já foi visto por algumas pessoas nos Estados Unidos, Inglaterra, Índia e Portugal. Em Portugal, por exemplo, as experiências registradas foram vistas com certo "estranhamento" por colegas de Língua Portuguesa, que ainda atuam de forma muito ortodoxa em sala de aula. Mas as mensagens que recebi foram sempre muito positivas.

 

 

RIOEDUCA: Como acontece a participação dos alunos nas atividades do blog?


Nívea Segreto: Os alunos da E. M. Madrid estão trabalhando na realização de um projeto cujo título é "Retratos do Rio em Branco e Preto". Estão bastante envolvidos na realização da atividade proposta e o resultado será postado no blog “Tecendo o Amanhã”.


Os alunos visitam constantemente o blog e foram eles mesmos que sugeriram que o utilizássemos para divulgar suas atividades. Isso foi muito bacana! Eles ficam envaidecidos quando identificam as atividades que realizamos juntos! Agora, quero divulgar suas próprias produções e, também, orientá-los na construção de seus próprios blogs! Futuramente os alunos do PEJA também terão acesso ao blog através do uso do datashow nas aulas de Língua Portuguesa.

 


RIOEDUCA: Como o blog “Tecendo o Amanhã” tem contribuído para a prática pedagógica nas aulas de Língua Portuguesa?

 

Nívea Segreto: Acredito que a principal contribuição de qualquer tecnologia de comunicação é dinamizar a informação, obtendo-a e tornando-a mais rápida e mais ampla. É o que pretendo fazer com o uso do blog "Tecendo o Amanhã". Quero fazer dele um portal, não só para meus atuais alunos, mas para todos os ex-alunos, amigos e colegas que sempre me procuram em busca de dicas, esclarecimentos e informações. Foi dessa forma que fui atendida quando precisei de ajuda. A palavra de ordem do século XXI é compartilhar! Como já dizia o poeta que me inspirou para o "trocadilho" nome do blog: "Um galo sozinho não tece uma manhã. Ele precisará sempre de outros galos..." (João Cabral de Melo Neto)


No blog “Tecendo o Amanhã” existem algumas postagens que registram a caminhada da professora Nívea Segreto, junto com as turmas da E. M. Madrid e da E. M. Professor Lourenço Filho. Vejamos uma postagem sobre os alunos do PEJA.

 

PEJA - Tempo de Recomeçar

 

"Olá, amigos!

Há dois meses, iniciamos nosso trabalho no PEJA - Programa de Educação de Jovens e Adultos - na Escola Municipal Professor Lourenço Filho. Enfrentamos muito desafios, mas há algo maior que nos movimenta: a obstinação! Tenho duas turmas noturnas - 151 e 152 - equivalentes ao 6º e 7º anos. A maioria dos alunos está acima dos 40 anos, tendo o ciclo escolar interrompido por motivos pessoais e com a alfabetização ainda em nível intermediário. São homens e mulheres que trabalham arduamente o dia inteiro e, apesar do cansaço e das tribulações que enfrentam, chegam à escola com a esperança de prosseguir os estudos, (re) construir o saber e mudar o futuro...

A vocês, queridos guerreiros, dedico este momento do nosso trabalho!

Nívea Segreto."

 

Nota: Retirado do blog "Tecendo o Amanhã"

 

 

Alunos do PEJA em atividade de produção textual

 

Muito sucesso à professora Nívea Segreto e seus alunos!

 


Para conhecer o blog “Tecendo o Amanhã” clique na imagem abaixo.

 

Professor, você também pode divulgar os blogs ou projetos desenvolvidos por sua escola. Entre em contato com o representante de sua CRE!

 

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Professora Renata Carvalho – Representante do Rioeduca na 2ªCRE
Twitter: @tatarcrj
Email: renata.carvalho@rioeduca.net
 

 



 

                               

 

 

 


   
           



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