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Segunda-feira, 09/01/2012

Relatos de Sucesso no GEC Orsina da Fonseca

Tags: 2ªcre, gec, entrevistas.

 

Os alunos Brendo Amiucci e Bárbara Schoen, cursaram o 9º ano do Ensino Fundamental no GEC Orsina da Fonseca e foram aprovados em concursos para escolas Federais e Estaduais. Eles e seus responsáveis participaram desta entrevista para contar um pouco sobre estas histórias de sucesso.

 

Da esquerda para direita: senhor Alexandre (pai da aluna Bárbara), Bárbara, Brendo e senhora Maria Helena (avó do aluno Brendo)

 

O aluno Brendo Amicucci Areias Varejão frequentou o GEC Orsina da Fonseca desde 2010. Ele foi aprovado para o IFRJ (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia) para o curso técnico em Biotecnologia.


Brendo participou desta entrevista junto com sua avó, a senhora Maria Helena Areias, que contou um pouco sobre a escolha da escola onde Brendo cursou o Ensino Fundamental e como o incentivou na preparação para os concursos das escolas de Ensino Médio.


De acordo com a senhora Maria Helena, a família escolheu o GEC Orsina da Fonseca para Brendo estudar por ser próximo a sua residência e pelas boas referências da escola. Além disso, ela avalia como muito bom o ensino ministrado nesta unidade escolar.


Considera que o fato da escola ser em horário integral foi fundamental para o desenvolvimento escolar seu neto. A avó de Brendo também considera muito importante a participação nas reuniões de responsáveis, pois assim é possível ter acesso a vida escolar do aluno e incentivar no que for necessário.


Para os responsáveis que desejam matricular seus filhos no GEC Orsina da Fonseca, a senhora Maria Helena aconselha que participem sempre das atividades realizadas na escola, inclusive, as reuniões de responsáveis.


Brendo participou da entrevista respondendo a algumas perguntas.

 

Rioeduca- Como você se sente ao saber que foi aprovado para o IFRJ e cursará no Ensino Médio o curso de Biotecnologia?

Brendo - Estou me sentido aliviado e feliz por ter alcançado meu objetivo. Espero ter uma boa qualificação no curso a qual escolhi.

 

Rioeduca - Quem lhe apresentou a ideia de prestar concurso para os colégios do Ensino Médio?

Brendo - Desde pequeno recebo incentivo e apoio de minha família, que participa bastante de minha vida escolar.

 

Rioeduca -  Qual foi sua rotina de estudos em 2011?

Brendo – As aulas em tempo integral colaboraram com minha rotina de estudos e os alunos se organizaram para estudar em grupo. A participação na disciplina eletiva “De pé no Ensino Médio”, realizada pelos professores Sieverton e Maria Cristina, foi importante porque tivemos o apoio dos professores ao estudar provas de concursos anteriores.


O uso da Educopédia ajudou bastante também, pois despertou o interesse dos alunos e pudemos pesquisar melhor os assuntos tratados em aula. Ficou mais fácil de entender a matéria por causa dos vídeos, músicas e jogos.

 

Brendo deseja que o GEC Orsina da Fonseca continue crescendo e proporcionando atividades que despertem o interesse dos alunos.


Brendo e sua avó Maria Helena

 

A aluna Bárbara Schoen foi aprovada em 13º lugar no concurso para cursar o Ensino Médio no NAVE (Núcleo Avançado em Educação). Ela participou desta entrevista junto com seu pai, o senhor Alexandre Marques da Silva, que contou o porquê de ter escolhido o GEC Orsina da Fonseca para sua filha estudar o 9ºano do Ensino Fundamental e um pouco da rotina de estudos dela em 2011.

 

Bárbara e seu pai Alexandre

 

Segundo o senhor Alexandre, a Bárbara estudou no GEC Orsina da Fonseca em 2011 porque sua família gostou e acreditou na proposta do Ginásio Experimental Carioca. Ele acredita que o fato da escola ser em tempo integral contribui para o comprometimento do aluno.


Para colaborar com a rotina de estudos da Bárbara, o pai contou que conversou com sua filha sobre qual profissão ela deseja seguir, assim a família pôde incentivá-la a prestar concurso para os colégios de Ensino Médio.


O pai de Bárbara costuma participar das reuniões de responsáveis e acredita que estas sejam importantes para acompanhar o desenvolvimento escolar de sua filha. E para os pais que desejam matricular seus filhos no GEC Orsina da Fonseca, o senhor Alexandre aconselha que acreditem na proposta do Ginásio Experimental Carioca porque é muito importante para o futuro do jovem.


Bárbara respondeu algumas perguntas ao participar da entrevista.

 

Rioeduca-  Como você se sente ao saber que foi aprovada para o NAVE e cursará no Ensino Médio o curso de Geração de Multimídias?

Bárbara -  Fiquei feliz e orgulhosa por ter alcançado meu objetivo. Espero aprender mais e me especializar no curso de Geração de Multimídias.

 

Rioeduca - Quem lhe apresentou a ideia de prestar concurso para os colégios do Ensino Médio?

Bárbara - Fui incentivada por minha família e por meus amigos do 9ºano do Ensino Fundamental.

 

Rioeduca - Qual foi sua rotina de estudos em 2011?

Bárbara - O fato de a escola ser em tempo integral colaborou com minha rotina de estudos. Também participei de atividades como o estudo dirigido e a eletiva “De pé no Ensino Médio” que ajudou bastante, pois tivemos a oportunidade de resolver as provas dos anos anteriores contando com a explicação dos professores.
A Educopédia fez parte das aulas e foi uma atividade diferente que me incentivou a estudar.


Rioeduca - Uma mensagem para o GEC Orsina da Fonseca.

Bárbara - Agradeço por ter participado do GEC e desejo que continuem realizando atividades que despertem o interesse dos alunos. Em 2011 as disciplinas eletivas e os clubes juvenis foram atividades que me interessaram muito.

 

Da esquerda para direita: Glória ( Diretora-adjunta do GEC Orsina da Fonseca), senhor Alexandre, Bárbara, Brendo e senhora Maria Helena

 

Parabéns aos alunos Brendo e Bárbara pela conquista!
Muito sucesso para vocês!

 

O Rioeduca é um espaço feito por e para professores. Participe deste espaço enviando o endereço do blog ou projetos desenvolvidos por sua escola, basta entrar em contato com o representante de sua CRE.


Gostou desta matéria? Deixe um comentário!


 

Professora Renata Carvalho – Representante Rioeduca – 2ªCRE
Twitter: @tatarcrj
Email: renata.carvalho@rioeduca.net

 

 

                                                                            

 

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Sexta-feira, 21/10/2011

Educando na 3ª CRE - Glória R. C. de Sousa

Tags: 3ªcre, entrevistas, homenagem, diadoprofessor.

 

Finalizando a semana de homenagens aos professores da rede municipal, venho lhes apresentar mais uma de nossas profissionais da educação. Ela é assim descrita pela Profª Telma Zobaran:

 

" Comprometida, dedicada e eficiente em tudo o que faz, sempre soube brincar com as palavras que, de sua boca, saem contagiando quem as ouve.
Poderia ser uma grande política pela maneira como discursa, entretanto sua postura honesta, íntegra e altruísta a diferenciaria dos políticos que hoje governam nosso país.
Resolveu ser professora e sei que são poucos nesta profissão que doam, como ela, seu precioso tempo e seu coração por inteiro.
Por tudo aquilo que ela faz e acredita e, também, por tudo de bom que sua postura séria, seu gosto pelo estudo, sua sabedoria social e seu gostar de ensinar sugere a mim é que ainda acredito que existe luz no final do túnel."

 

O fato de ser estudiosa, de gostar de aprender também fica claro na fala de Glória sobre sua trajetória na educação:

 

" Sou Psicóloga, PII e PI de Língua Portuguesa e Mestre em Literatura Brasileira. De modo que já lecionei para alunos em diversos níveis de escolaridade. Sou professora da Rede Municipal de Ensino desde 1999 e tenho duas matrículas. Sou Coordenadora Pedagógica e também regente de Língua Portuguesa. Já trabalhei na rede privada, porém atualmente trabalho só para rede municipal. Sou professora há 16 anos, aproximadamente.

 

Adoro a Educação e meus planos futuros pertencem a esta área. Pretendo ingressar no Doutorado e, futuramente, dedicar-me mais intensamente às minhas pesquisas na área da Estética Literária."

 

“Não há saber mais ou saber menos: há saberes diferentes.” Paulo Freire – uma das frases escolhidas pela Prof.ª Glória.

 

" Escolhi ser professora porque gosto de estar com crianças e adolescentes. Sua alegria e juventude inspiram meu trabalho e sinto-me gratificada com suas conquistas, em um ambiente no qual a afetividade flui junto com o conhecimento.


Sendo professora de uma rede pública de ensino, tenho enfrentado muitos desafios, porém o maior desafio de todos os profissionais da Educação é oferecer um ensino de excelência, em meio a muitas adversidades, superando dificuldades e transformando obstáculos em possibilidades de aprendizagem. Atualmente, meu desafio principal, entre tantos outros, é desempenhar bem minha função de coordenadora, pois estou nova na função e tenho muito a aprender. Para isso, conto com a valiosa ajuda de minhas diretoras Ana Lúcia e Alessandra e com o apoio dos professores de minha U.E. Este é um diferencial em nossa escola, a união de nosso grupo."

 

O Prof. Luiz Bruno Dantas, de História, nos fala das características dessa personalidade educadora:

 


" Uma das primeiras pessoas que conheci assim que fui trabalhar na escola foi a Glória. Sempre tive uma impressão de grande responsabilidade e zelo pelo seu trabalho, mas nem por isso deixou de ser uma pessoa bem humorada e alegre. Mais do que isso, sempre tinha algo inteligente e ponderado a falar; nunca a vi perder a calma em momento algum. Não se trata de frieza ou timidez, mas é um traço distintivo de sua personalidade que cativa a admiração de qualquer um.
Como professor do segundo segmento, pude constatar o cuidado com que trabalhava com seus alunos que acabaram se tornando meus também. O resultado de tudo isso que expus é que, além do muito que aprenderam com ela, seus alunos, sem exceção, tinham e têm por ela um grande carinho.
Atualmente, ela ocupa o cargo de coordenadora pedagógica e enriquece sua função com todas as suas qualidades. É uma companheira e uma profissional que faria diferença em qualquer local de trabalho e tê-la como colega é um imenso prazer e um raro privilégio."

 

Pedi a ela que escolhesse um momento marcante em sua carreira e sua resposta mostra a nossa realidade na escola. " Em se tratando de educação pública, todos os momentos são marcantes, pois, em nosso cotidiano, enfrentamos muitos obstáculos e cada pequeno progresso deve ser comemorado como uma grande vitória."

 

Com mais essa educadora, encerramos nossa Semana do Educador. A homenagem não é só para Marílias e Glórias, Cláudias e Telmas, Alessandras e Anas, Brunos e Andrés. E pra todos os professores dessa mega rede de educação. Gente que faz a diferença todo dia e continua lutando pelo que escolheu e foi nomeado para fazer. A todos vocês, meu muito obrigada e calorosas felicitações!

 

Finalizo com a segunda frase selecionada pela Profª Glória. Sempre de Paulo Freire e que ela comenta dizendo: " Educação é isso: é valorizar o sujeito, utilizando o conhecimento como meio de crescimento pessoal e transformação social, socializando valores e formando cidadãos críticos e conscientes do mundo em que vivem."

 

 

“Conhecer é tarefa de sujeitos, não de objetos. E é como sujeito e somente enquanto sujeito, que o homem pode realmente conhecer.”
Paulo Freire

 

                                                                            

 

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Sexta-feira, 30/09/2011

Educando na 3ª CRE - Professora Cláudia Nunes

Tags: entrevistas, 3ªcre.

Este trabalho de representante da 3ª CRE junto ao Rioeduca me permitiu conhecer atividades, escolas e sobretudo pessoas que fazem da educação um trabalho de excelência diário. Trabalho duro, pesado, mas bem feito e gratificante. Hoje, gostaria de apresentar a vocês uma das pessoas que conheci nesta trajetória. Sempre que possível buscarei apresentar-lhes alguns ótimos profissionais que encontrei por este caminho.

 

A coordenadora do CIEP Patrice Lumumba, Cláudia Nunes, enviou-nos um e-mail em meados do mês de maio para divulgar um evento. Seria o I Café Literário do CIEP Patrice Lumumba. Vocês podem conferir no link ao lado o post gerado por esta iniciativa: I Café Literário CIEP Patrice Lumumba.

 

 

 

 

 

 

Ela é professora PII de 40 horas desde 1992. E, durante 14 anos, trabalhou no CIEP Procópio Ferreira do EI ao 5º ano e Progressão. Naquela época, incentivada pela Diretora Sueli Janiques e pela Coordenadora Débora Macedo, assumiu o cargo de Professor de Apoio às Oficinas. Ela também foi Coordenadora Pedagógica no CIEP Chanceller Willy Brandt e aceitou novos desafios sendo Diretora Adjunta da E.M. Bento Ribeiro, onde trabalhou com alunos do 6º ao 9º ano e Classe Especial. Ou seja, teve uma trajetória profissional como a de muitos professores da nossa rede e segundo ela: " Tenho um carinho especial por cada escola que trabalhei. Não existe escola pior ou melhor e sim a convivência e o respeito ao próximo. Fiz muitos amigos e, com alguns alunos, mantenho contato até hoje.”

 

Quando da realização do I Café Literário, mantive contato com ela para organizarmos as fotos e o texto da postagem. Foi então que pude perceber a sua dedicação aos alunos e, principalmente, a sua disposição em participar verdadeiramente da educação deles. Em suas palavras, " tento sempre realizar (meu trabalho) com perfeição e alegria! (...) acho que é porque tudo que faço, faço por amor à profissão, amor aos alunos..."

 

 

Com os alunos do PEJA premiados no I Café Literário dO CIEP Patrice Lumumba
 

 

Esse amor transparece no carinho com que relata suas experiências profissionais desenvolvendo " com todos os alunos da escola ( CIEP Prócopio Ferreira) atividades de música (Oficina de Flauta Doce), arte, dança, participação dos projetos da SME, como FECEM, Mostra de Dança, Escola de Bamba, Tirando a Droga de Cena. Fomos vencedores de muitos concursos e tivemos algumas publicações na revista Nós da Escola, Jornal Educar, Multirio. (...) Já ganhei o concurso Tirando a Droga de Cena em que proporcionei aos alunos ganharem um computador! Agora pode não valer muito, mas, na época, em que ninguém tinha? Já venci FECEM, Concurso de Samba Enredo... sempre fui uma professora participativa. .... a Multirio já visitou minha escola por 2 vezes... "

 

É desejo dela repetir este desempenho. " Atualmente, minha "grande família" é o CIEP PATRICE LUMUMBA onde estou muito feliz! Procuro realizar o melhor trabalho possível. Agradeço às minhas diretoras: Marelise Vieira, Tânia Mara e Ana Reis por acreditarem em meu trabalho e estarem sempre presentes. A união é o segredo do sucesso! Procuro desenvolver atividades com o apoio de toda a equipe. Agora, como coordenadora, organiza os eventos, tornando a escola um espaço que vai além da leitura e da escrita. Tenho o apoio dos professores que contribuem com o sucesso! "

 

" Meu dia a dia é sempre muito corrido. São 15 turmas em horário integral do EI ao 5º ano e a noite ainda tem o PEJA! Conto com o apoio da Direção, principalmente em relação ao PEJA, uma novidade. Nunca consigo atender a todos no tempo que eu gostaria, mas vou fazendo as anotações para não esquecer de nada. Procuro enviar todos os documentos solicitados dentro do prazo e seguir em frente, contribuindo para o bom rendimento escolar dos meus alunos. "


É esta vontade de realizar e de acreditar no potencial dos alunos que fica clara em seus relatos sobre o aluno portador de deficiência auditiva que apresentou-se no Show de Talentos dançando (!) funk ou sobre a adolescente proibida de participar pela mãe, por causa do falecimento do irmão, mas que participou mesmo assim para homenageá-lo. Ou na comemoração pela participação no FECEM, mesmo que não tendo ganhado, o importante é que o aluno se sinta realizado.

 

 

No alto, prof. Marco Ananias com os alunos. Claudia, aluno Juan, Diretora Marelise,

Professora Bianca, Agente Comunitário Cleuza, Técnica de Enfermagem Lilian: integração.

 

 

Em seu relato sobre a participação dos alunos do PEJA no Café Literário, a descoberta de um aluno, escritor desde os 11 anos, mas que nunca tinha sido valorizado.

 

" Ele confessou que sempre escreveu poesias, textos desde os 11 anos e que a principal inspiração, no momento, era o filho de 1 ano. Na mesma hora, eu disse: você será o entrevistado no Café Literário, pra contar e passar a sua experiência como escritor. E assim, foi... No dia, além do que ele havia prometido ler, ele, por si próprio, trouxe mais dois textos e na hora pediu para ler, na surpresa.
São essas pequenas coisas que, na verdade, são muito significativas. Ele teve o talento reconhecido por toda a escola, talento esse que passaria despercebido."

 

Pequenos detalhes que só podem ser vistos sob um olhar atento de quem deseja ver o que o aluno tem para mostrar. Ele aponta como momento marcante da sua trajetória profissional " a experiência que eu tive em 2010, na EM Municipal Bento Ribeiro, onde eu era Diretora Adjunta. Eu e a Coordenadora Verônica Jóia organizamos um show de talentos e as inscrições estavam abertas a todos os alunos. Um aluno da Classe Especial pediu para cantar "qualquer coisa", pois ele queria participar e não importava como. Eu sugeri que ele cantasse uma música gospel, famosa na época. No dia marcado, tamanha foi a surpresa de todos. Ele simplesmente deu um show, com uma voz, num tom tão expressivo misturado com a interpretação que arrancou lágrimas de toda a platéia presente. Um exemplo de força de vontade e determinação. É assim que devemos encarar a vida... "
 

Ela pediu que eu incluísse o vídeo RECICLAGEM - CIEP Procópio Ferreira/Rio de Janeiro/RJ - XVII FECEM 2005 como um momento especial. O mesmo sugerido pelo prof. Marco Ananias, de Ed. Física, que trabalhou com ela no CIEP Procópio Ferreira e agora no CIEP Patrice Lumumba e a definiu "como sempre aquela pessoa vibrante, entusiasmada no que faz, que aceita os desafios e dificuldades que surgem sabendo que trabalhando e mergulhando na causa as soluções aparecerão e conseguiremos atingir nossos objetivos. Apesar do dinamismo e das explosões de idéias, não esquece de ter o foco nos alunos e no aprendizado que eles levarão desses momentos escolares. Valoriza a participação, a superação e interesse de todos os envolvidos e faz questão de agradecer e homenagear."

 

 

 

 

 

 

Para finalizar o nosso bate-papo, pedi à Cláudia uma frase. Ela escolheu uma surgida em seu relato sobre o Café Literário.

 

 

Muito prazer em conhecê-la, Profª Cláudia Nunes! 

Imagens e textos em entrevista via email

 

 

                                           

 

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Terça-feira, 19/07/2011

Entrevista com o Professor Cléber Bastos, fundador do Clube de Atletismo da 10ª CRE

Tags: 10ªcre, entrevistas, jogos, competições.

 

Nesta primeira entrevista realizada aqui na Escola Municipal Francisco Caldeira de Alvarenga da 10ª Coordenadoria Regional de Educação para o Rioeduca.net, que faz parte da maior rede de educação municipal da América Latina, vamos conhecer um pouco sobre a trajetória de um professor campeão, Cléber Bastos, o idealizador, fundador e atual coordenador do CLUBE DE ATLETISMO DA 10ª CRE.

Professor Cléber Bastos, no alto do pódio, segurando o troféu de Campeão do Melhor Clube do Rio de Janeiro na categoria pré-mirim.

 

Rioeduca - Quem é Cléber Bastos?

Professor Cléber - Sou nascido e criado em Santa Cruz, fiz o meu curso primário na Escola Municipal Pestalozzi, o ginásio na Escola Princesa Isabel e o segundo grau no Colégio Estadual Barão do Rio Branco. Ingressei na Faculdade de Educação Física da Universidade Castelo Branco, concluindo o curso em 1984, e hoje sou professor de Educação Física da Rede Municipal de Educação.


Rioeduca - Você sempre demonstrou interesse pelo atletismo?


Professor Cléber - No início gostava muito do futsal e cheguei a participar de campeonatos universitários, mas entre 1981 e 1982, ainda como estudante da Universidade Castelo Branco, participei de estágios na Fundação Roberto Marinho, passando a me interessar pelo atletismo.


Rioeduca - E como professor de Educação Física, quando você começa a desenvolver trabalho ligado ao atletismo?


Professor Cléber - Se no Brasil o atletismo ainda não tinha a divulgação e o destaque que deveria merecer, também em nossas escolas, os alunos demonstravam interesse prioritário pelo futebol, mas já em 1989, aqui mesmo na Escola Municipal Francisco Caldeira de Alvarenga comecei a desenvolver atividades esportivas ligadas ao atletismo, construindo uma caixa para saltos, e improvisando uma pista para corridas, onde fazia os treinamentos de muitos atletas que se tornaram campeões em disputas intercolegiais.
 

Professor Cléber, idealizador, fundador e atual coordenador do Clube de Atletismo da 10ª CRE, na sede do clube, localizada na Escola Municipal Francisco Caldeira de Alvarenga, em foto tirada em 29 de abril de 2011.

 

Rioeduca - E o Clube de Atletismo da 10ª Coordenadoria Regional de Educação, quando foi fundado?


Professor Cléber - Com os alunos da Escola Municipal Francisco Caldeira de Alvarenga participando de competições com outras escolas da rede e também com escolas e colégios particulares, além do contato com outros colegas de educação física que já desenvolviam trabalhos de incentivo em suas escolas, comecei a sentir a necessidade de expandir o trabalho. Em 2004 fundei o Clube de Atletismo da Escola Municipal Francisco Caldeira de Alvarenga, cuja sigla E.M.F.C.A, passou a ser traduzida como Escolas Municipais Filiadas ao Clube de Atletismo da 10ª Coordenadoria Regional de Educação, já que contávamos com núcleos em outras unidades escolares.
 

Professor Cléber no interior da Clube de Atletismo da 10ª CRE que funciona na E.M. Francisco Caldeira de Alvarenga. No computador e em fichários muito bem organizados, há todos os dados pessoais dos atletas, fotografias, reportagens e entrevistas concedidas às emissoras de televisão, arquivos com recortes de jornais e revistas e pastas contendo todos os índices obtidos pelos atletas desde a fundação do clube, em 2004 até hoje.

 

Rioeduca - Que escolas da 10ª CRE participam hoje do Clube de Atletismo?


Professor Cléber – Atualmente contamos com núcleos na comunidade dos conjuntos do eixo da Avenida João XXIII, nas escolas Chico Mendes, Adalgisa Nery, Professora Zulmira Telles da Costa, e no CIEP Papa João XXIII, em Palmares, na Escola Municipal IPEG, na área do antigo matadouro de Santa Cruz, no CIEP Barão de Itararé, na comunidade de Antares, na Escola Municipal Otele de Souza Reis, aqui no conjunto habitacional Urucânia, na Escola Municipal Francisco Caldeira de Alvarenga, e na Vila Olímpica Oscar Schmidt, onde os nossos atletas fazem o aprimoramento técnico, com professores especialistas e com a utilização dos equipamentos da vila olímpica.
 

Professora Neusa (esquerda da foto) com uma das alunas do Clube de Atletismo da 10ª CRE no alto do pódio.

 

Rioeduca – Você indicaria alguns pontos em comum entre os alunos e comunidades aonde hoje o Clube de Atletismo da 10ª CRE vem atuando?


Professor Cléber – São alunos que precisam de muito mais incentivo, apoio e acompanhamento educacional e social, em razão, muitas vezes, da história de vida, ou pelas comunidades, que em outros tempos já atravessaram problemas diversos, e que hoje estão sendo mais reconhecidas, valorizadas e respeitadas, até mesmo por causa das atividades esportivas, das vitórias conquistadas em campeonatos esportivos, no âmbito regional, nacional e até internacional, e também pela divulgação dos pontos positivos pela mídia. Quando os moradores assistem pela televisão reportagens mostrando vitórias esportivas de uma adolescente que vive naquela comunidade, isso tem uma repercussão positiva que beneficia a todos.
 

O atleta Jhean Barros da Silva campeão da prova de 100 metros com barreiras e que também compete nas provas de corrida a distância e revezamento.

 

Rioeduca – Como funciona o Clube de Atletismo da 10ª CRE?


Professor Cléber – Contamos com o apoio de treze professores, que atuam em suas escolas de vínculo, ou na Vila Olímpica Oscar Schmidt. Reunimos-nos todas as primeiras segundas-feiras do mês para fazermos um balanço geral das atividades, conferir calendários de treinamentos e competições e tratar de todos os assuntos administrativos e técnicos. Aqui na Escola Municipal Caldeira de Alvarenga é a nossa sede, e o clube, para tomar parte das competições regionais, nacionais e internacionais, precisa manter um vínculo jurídico, razão pela qual usamos o Conselho Escola Comunidade da Caldeira de Alvarenga.
 

 

Professora Marselle(esquerda da foto), vinculada à Escola Municipal IPEG, comemorando mais um título conquistado por um dos atletas do Clube de Atletismo da 10ª CRE.

 

Rioeduca – E os professores, como atuam?


Professor Cléber – É uma equipe que vai muito além do idealismo e do dever profissional. Professores que são capazes de tirar dinheiro do próprio bolso para pagar passagem e hospedagem de alunos em campeonatos regionais. Todos, sem exceção, estão no Clube de Atletismo por amor ao esporte, muitas vezes tendo que dispor dos finais de semana para acompanharem os atletas nas competições. Conto com o especial apoio da professora Neusa, que hoje está vinculada ao CIEP Papa João XXIII, mas que já competiu como atleta de clubes importantes e, pela sua experiência profissional e técnica, tem sido uma espécie de ‘braço direito’ para o bom desempenho dos nossos atletas. O professor Faleiro, que eu costumo dizer que é meu mestre, atua como responsável pela documentação da secretaria. A Marselle, o Beto, o Alan Kardec, o Guilherme, a Glaucia, o Cesar, o Edmar,o Valdir, a Márcia e a Tania Suely todos, enfim, desempenham um papel fundamental para o sucesso dos atletas e bons resultados obtidos pelo clube.
 

Professores de Educação Física do Clube de Atletismo da 10ª CRE (da esquerda para a direita) Guilherme, que atua na Vila Olímpica Oscar Schmidt; Neusa, vinculada ao CIEP Papa João XXIII; Alan Kardec, da E.M. Princesa Isabel (Ginásio Carioca); Edmar, da E.M. Otelo de Souza Reis; Cléber, da E.M. Francisco Caldeira de Alvarenga, coordenador do Clube e Beto, vinculado ao CIEP Barão de Itararé.

 

Rioeduca – E os atletas?

Professor Cléber – É para eles que existe o Clube de Atletismo. Trabalhamos em busca daqueles que se destacam pelo talento nas práticas esportivas, mas queremos que todos, indistintamente, possam participar do processo seletivo. Hoje temos um total de 700 alunos, aproximadamente, sendo que 10% foram selecionados e estão recebendo treinamento intensivo na Vila Olímpica Oscar Schmidt. Estamos atentos e preocupados com a questão social, educacional e esportiva, de forma integrada. Alguns dos nossos atletas já são campeões regionais e nacionais, outros já participaram de disputas fora do país e temos até mesmo atletas que buscam superar rankings mundiais.


Rioeduca – Como é o relacionamento do Clube de Atletismo com a 10ª CRE?


Professor Cléber – A professora Gracinha, coordenadora da 10ª CRE tem dado todo o apoio que necessitamos, quer seja no transporte para competições locais, camisetas, lanches e incentivo aos professores de educação física para que possam fazer dupla regência dedicando-se às atividades do Clube de Atletismo. Hoje os troféus conquistados pelos nossos atletas ficam em poder da 10ª CRE.


Rioeduca – E em relação à Vila Olímpica Oscar Schmidt?


Professor Cléber – A Vila Olímpica funciona como uma espécie de base técnica para o Clube de Atletismo, pois é lá que os nossos atletas são treinados, já que as escolas municipais não dispõem de pistas apropriadas para corridas, nem caixas para saltos. Também na Vila Olímpica, montamos uma academia de musculação com equipamentos que são utilizados exclusivamente pelos nossos atletas.


Rioeduca – Como o Clube de Atletismo consegue recursos para a compra de uniformes especiais, sapatilhas e calçados apropriados aos atletas, viagens, hospedagens e outras despesas?


Professor Cléber – Recebemos uma verba de cerca de R$2.000,00 da Confederação Brasileira de Atletismo, que também patrocina a ida dos nossos atletas, em número máximo de seis, dependendo das possibilidades de conquista de títulos, nos campeonatos nacionais. Quando se trata de uma competição internacional a viagem e a hospedagem ficam por conta da Confederação Brasileira de Atletismo. O nosso clube não tem patrocinadores, e nos casos dos regionais, todas as despesas ficam por nossa conta. Nós organizamos uma arrecadação mensal de R$50,00 por professor, para despesas eventuais com passagem e hospedagem, quando não podemos contar com a ajuda da Federação ou da Confederação. As sapatilhas são caras, e até os pregos especiais precisam ser comprados com nossos próprios meios, pois os alunos, todos de famílias e comunidades sem grandes recursos, não têm como ajudar.
 

Atletas do Clube de Atletismo da 10ª CRE na participação da corrida com barreiras do Campeonato Estadual Mirim

 

Rioeduca – Cite um motivo de orgulho pela fundação do Clube de Atletismo da 10ª CRE.


Professor Cléber – São muitos. O fato de termos conseguido tornar o atletismo conhecido e praticado pelos nossos alunos, que antes só queriam jogar futebol, e a propagação do clube com os núcleos que foram fundados em diversas comunidades de Santa Cruz. Mas o principal destaque mesmo foi a conquista, em novembro de 2010, do Campeonato Brasileiro Mirim de Atletismo, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, quando pudemos comparecer com vinte participantes de Santa Cruz, entre professores e alunos. Foi uma vitória bastante significativa, pois competimos com mais de sessenta clubes de vários estados brasileiros, e subimos ao degrau mais alto do pódio trazendo o título e o troféu do mais importante torneio de atletismo interclubes realizado em nosso país.
 

Reunião mensal dos professores do Clube de Atletismo da 10ª CRE, vendo-se ao fundo, perto do quadro de giz, os professores Paulo Faleiro, secretário do clube (de óculos) ao lado do professor Cléber, coordenador.

 

Rioeduca – Mensagem final.


Professor Cléber – Gostaria que outros professores de educação física se dedicassem à prática do atletismo, e que a modalidade fosse propagada em todas as escolas da rede municipal de Educação. Também gostaria que a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, além de ceder o espaço da Vila Olímpica Oscar Schmidt para o treinamento dos nossos alunos, acompanhasse de perto o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Clube de Atletismo da 10ª CRE desde 2004, para que nas Olimpíadas de 2016, possamos ter atletas do Rio de Janeiro competindo como representantes do nosso país.

 

Todos os alunos, indistintamente, são muito bem recebidos no Clube de Atletismo da 10ª CRE, aqueles que apresentam talento para a prática desportiva são selecionados pelos professores e indicados para tratamento intensivo e especializado na Vila Olímpica Oscar Schmidt.

 

                                          

 

 

 


   
           



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