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Terça-feira, 29/05/2018

Caça ao Tesouro Pelo EDI Irmã Margarita Alarcón

Tags: 2ªcre, literatura, educaçãoinfantil.

 

Os alunos do EDI Margarita Alarcón participaram de uma caça ao tesouro na semana de acolhimento

 

A professora Ana Claudia Ribeiro, diretora da unidade escolar, entrou em contato com o portal Rioeduca contando sobre as atividades da semana de acolhimento.


O início do ano letivo é marcado pelos reencontros, surpresas, e expectativas. As crianças mostram-se empolgadas ao mesmo tempo em que precisam lidar com as mudanças e perdas. São novos colegas e professores na turma, novos desafios e organizações. Por isso o período de adaptação precisa ser cuidadosamente pensado e observado pelos educadores. É importante que as crianças se sintam seguras e, aos poucos, integradas ao grupo e à rotina escolar.

Contação de história.

 


A brincadeira pode e deve auxiliar nesse processo! As professoras das turmas de Pré I, Amanda Morganna e Wanderlea Lopes, seguiram a sugestão da SME preparando a atividade “Caça ao Tesouro” para iniciar a semana de acolhimento do EDI Irmã Margarita Alarcón.


A atividade começou com o auxílio de um livro que conta a história de um pirata que havia cruzado os mares e perdido um tesouro valioso. As crianças puderam ver as imagens do livro e imaginar as cenas conforme as professoras iam contando a história. Em seguida, o grupo foi convidado para desvendar o mistério do baú perdido. Cada criança ganhou um tapa-olho que foi enviado pelo pirata que precisava de ajuda para retomar o seu baú.


Além do tapa-olho, o pirata também mandou um mapa e pistas para que as crianças encontrassem o tesouro perdido. Com o mapa em mãos, a aventura começou.


Depois de desvendarem os enigmas, seguirem as pistas e observarem o mapa, as crianças descobriram onde estava o baú do pirata que, bondosamente, dividiu seu tesouro com os seus desbravadores.

 

Professora Wanderlea com as crianças abrindo o baú.

 

 

Tesouro sendo compartilhado com todos!

 


A partir dessa brincadeira as crianças puderam se integrar com os novos e antigos colegas, conhecer melhor os espaços da escola e suas finalidades, relacionar-se com os funcionários, além de desenvolver habilidades ao resolver problemas, seguir pistas e estimular a imaginação (re)criando histórias que fazem parte do imaginário infantil.


Agradecemos a unidade escolar por compartilhar conosco a atividade e desejamos um ano letivo de sucesso.

 

O contato da unidade escolar é: edialarcon@rioeduca.net

 

 

Divulgue também o trabalho de sua escola no portal Rioeduca.

Entre em contato com o representante de sua CRE.

 

 

 


   
           



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Terça-feira, 03/04/2018

Escola Francisco Cabrita Ganha Nova Sala de Leitura

Tags: 2ªcre, literatura.

 

A Sala de Leitura é um espaço para ler, escrever e pesquisar. É o coração da escola!

 


A professora Jenny Iglesias, escreveu ao portal Rioeduca contando sobre o novo espaço de leitura que foi reinaugurado com o nome de Sala de Leitura Maria Apparecida Arnaldo Alves. Uma justa e bonita homenagem à saudosa professora Cida que por muitos anos se dedicou à Sala de Leitura da Escola Francisco Cabrita.

 

Porta de entrada da Sala de Leitura e geladeira literária – um convite aos leitores.

 

 

Logo que foi reinaugurada, a Sala de Leitura recebeu dois prêmios da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), referentes a dois trabalhos realizados, no ano de 2016. Como premiação a escola foi contemplada com livros que renovaram o acervo e puderam alimentar as prateleiras da geladeira literária, caprichosamente pintada pelo Diretor Adjunto Heriton Bacury. O diretor também foi responsável pela decoração da entrada da sala utilizando capas de livros e revistas, formando assim, um verdadeiro mosaico literário.

 

Este novo espaço conta com duas salas de aula que foram adaptadas e remodeladas, com o apoio da Direção, para abrigar um acervo renovado e reorganizado; em uma das salas há cadeiras para as rodas de leitura e, na outra, conjuntos de mesas e cadeiras para o incentivo à pesquisa e à escrita.

 

 

Sala de múltiplas linguagens.

 

 

Na sala chamada de múltiplas linguagens, ocorrem diversas atividades em torno da leitura, escrita e pesquisa, há a projeção de pequenos curtas, debates, ensaios musicais, trabalhos artísticos e plásticos, tornando-se, assim, um espaço de muitas trocas pedagógicas entre professores, alunos e funcionários. 

 

Em roda, ficam organizadas as cadeiras na outra sala que compõe o novo e moderno espaço de leitura da Escola Francisco Cabrita, lá são realizados os empréstimos dos livros e as rodas de leitura. Em média, por mês, são emprestados mais de 800 exemplares para alunos, professores e funcionários; números que confirmam a importância que a Sala de Leitura tem para a comunidade escolar.

 

 

Espaço das rodas de leitura e empréstimos de livros.

 

 

Desde a reinauguração, muitas parcerias já foram realizadas entre a professora da Sala de Leitura e os professores das outras áreas do conhecimento, com a proposta de ler várias obras com as turmas e compartilhar os tesouros que a Literatura é capaz de oferecer.

 

Professora Carina de Inglês lendo para a Turma 1601.

 

 

Agradecemos a professora Jenny Iglesias por compartilhar conosco este material e desejamos que a Sala de Leitura da Escola Francisco Cabrita seja um espaço de muita leitura e construção do conhecimento.

 

 

O contato da unidade escolar é: emcabrita@rioeduca.net

 


Divulgue também o trabalho de sua escola no portal Rioeduca.

Entre em contato com o representante de sua CRE.

 

 

Renata Carvalho - Professora da Rede e representante do portal Rioeduca na 2ª CRE

renata.carvalho@rioeduca.net

 


   
           



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Quarta-feira, 20/12/2017

Projeto Sopa de Pedra

Tags: 3ªcre, literatura, alimentação.

 

  Incentivar o pensamento, seja através da Escrita, da Leitura ou da Matemática... esse é o segredo do sucesso da Escola Municipal Professor Visitação que, além de ser destaque na 3ªCRE e na Rede, fomenta projetos incríveis como esse descrito, em todas as suas nuances pela Professora Ana Balla.

 

 

A professora Ana Balla e a equipe de direção da Escola Municipal Professor Visitação tinham o sonho de mostrar o trabalho "Sopa de Pedra", com toda a qualidade e compromisso envolvidos na realização dele, para o Prêmio Professores do Brasil. O site, entretanto, não salvou a inscrição e, muitos profissionais, por todos o país não puderam conhecê-lo.

Reconhecendo a qualidade, o alcance no número de acessos e a credibilidade do Portal Rioeduca, a equipe pediu que fosse apresentado na íntegra com o objetivo de mostrar cada etapa e cada progresso desse trabalho. Segue, então, o relato da professora, que apresenta, com muito carinho a escola, um pouco da comunidade em que está inserida e o trabaho desenvolvido compartilhando conosco mais esse sucesso. 

"O projeto foi realizado na Escola Municipal Professor Visitação, que possui salas amplas e confortáveis e com condições básicas para realização de aulas diferenciadas. Atendemos alunos desde a creche até o 3° ano do Ensino Fundamental. São alunos provenientes de comunidades carentes que encontram no interior da escola acolhimento e proteção.

Não raramente recebemos visitas e palestras provenientes de parcerias de setores da Secretaria Municipal da Saúde que são esclarecedoras e proveitosas. A escola está localizada em uma área urbana, cercada por um comércio variado e por instituições prestadoras de serviços. Há outras Unidades de Ensino Públicas e Privadas e Igrejas. Existe facilidade para a locomoção dos moradores do bairro e boa oferta de lazer e conhecimento como praças, cinemas, bibliotecas, parques de diversões, jardins e quadras de futebol. Apesar de todo este acesso, nem todos os alunos da escola têm condições de usufruir dessas atividades, por diversas razões financeiras ou sociais, e algumas vezes são cerceados do direito de ir e vir por conta de conflitos nas comunidades em que vivem.

A turma do 2° ano com a qual partilhei o projeto é formada por alunos em média entre 6 e 7 anos muito criativos, participativos e dinâmicos, com bastante interesse nas propostas oferecidas. Traziam sugestões e gostavam de fazer pesquisas na web. Esta característica foi bastante relevante para o bom desenvolvimento do projeto, pois em todo tempo incentivei o interesse deles em pesquisar e observava o crescimento da turma nesta prática. Nosso relacionamento sempre foi e ainda é afetuoso e rico em confiança.

A necessidade do projeto deu-se em um momento informal e deleitoso de contação de histórias com a exposição oral dos pequenos que denunciou a dificuldade deles em nomear e descrever os cardápios servidos na merenda escolar. Apesar de apreciarem bem as combinações feitas em suas refeições não identificavam exatamente quais verduras e legumes ou grãos estavam consumindo.

 

 

No começo a ideia era apenas de sanar dúvidas sobre nomear adequadamente verduras, legumes e grãos, mas gradativamente os questionamentos foram surgindo e as oportunidades sendo aproveitadas.

Tudo começou em torno da caixa de livros, numa roda de contação de histórias com o livro “A Cesta da Dona Maricota” de Tatiana Belinky. Após conversarmos sobre alimentação saudável e cardápios da merenda escolar, solicitei que formassem duplas para desenharem em cartolinas as refeições que foram servidas durante a semana no refeitório da escola. Deveriam desenhar e nomear os ingredientes.

Ao recolher os trabalhos da turma percebi que além dos ajustes ortográficos, precisaria também alinhar os conhecimentos das características dos alimentos.

Por se tratar de alunos alegres e fãs de cantorias, a melhor estratégia foi começar a explanação com vídeos e músicas e o primeiro escolhido foi o vídeo “ O Que é Que Tem Na Sopa do Neném” da Palavra Cantada.

Foram muitas as vezes que cantamos e nos divertimos, exploramos a consciência fonológica das palavras, brincamos de achar palavras escondidas dentro de outras palavras e demos especial atenção para as rimas, sempre com o entusiasmo de todos.

Efetuamos vários ditados divertidos com o mesmo tema hortaliças e partimos para produções textuais individuais e coletivas de receitas de sopas e saladas. Essas produções foram expostas em murais que serviram de apoio para outras produções textuais durante todo o decorrer do projeto. Para cada receita era estipulada uma quantidade diferente de refeições que deveria render, e assim era criada a necessidade de se realizar cálculos para atender às novas proporções. Com isso pude estimular o trabalho em equipe, pois as habilidades de uns com a escrita completava-se com a habilidade de outros em efetuar contas de cabeça.

 

 

A cada questionamento que surgia, uma nova aba se abria e a oportunidade era aproveitada diante do DESEJO de aquisição de conhecimento, visto que, em minha opinião, a mola da aprendizagem está diretamente ligada ao desejo de aprender. E foi assim que partimos para apreciação de novos vídeos abordando temas de plantio, colheita, escoamento de produção e o caminho percorrido dos alimentos do campo até a mesa do consumidor. Para isso foi muito enriquecedor o material disponibilizado pelo Programa Mesa Brasil SESC, CEAGESP e Reportagens Especiais sobre agricultura familiar que combatem a fome e o desperdício de alimentos, como também o espírito solidário que impulsiona a doação para os que mais precisam.

Enquanto era explorado o transporte de hortaliças pelas estradas do nosso estado, surgia também o interesse pelo Globo Terrestre e por mapas que mostravam o tamanho dos estados e a distância entre eles.

A admiração dos alunos diante da dimensão territorial do nosso país era notória e alguns faziam comentários ao observar que a “terrinha” de seus pais estava registrada ali e podiam constatar o quanto era distante do Rio de Janeiro, entendendo assim a dificuldade de seus entes queridos em não poderem visitar com frequência seus parentes.

Alguns pais se comprometeram também em levar seus filhos às compras com um novo olhar para que pudessem treinar a distinção entre os ingredientes usados em suas refeições e aproveitaram para mostrar com todo cuidado as alterações na água ( ebulição) e nos legumes durante (cozimento).

Um dos momentos de destaque do projeto, inclusive o meu preferido, foi quando fui ao hortifruti e comprei uma variedade enorme de frutas e legumes e pude fazer em sala de aula uma exposição ao VIVO E A CORES dos gêneros que até então a maioria de meus alunos só tinham visto nos livros, encartes de jornal ou virtualmente. Naquele momento puderam realmente verificar suas texturas, aromas, cores e formatos. Suas produções textuais foram muito enriquecidas e prazerosas.

Dessa forma foi fácil, prático e divertido criar a interdisciplinaridade entre as disciplinas de Química, Física, Geografia, Português e Matemática.

 

 

Paralelo a tudo isso, durante mais uma das muitas rodas de leitura e contação de histórias, surge o conto SOPA DE PEDRA E PEDRO MALASARTE que veio abrilhantar extremamente nosso projeto, pois o DELEITE imperou e a ideia de encenar o conto tomou forma e adeptos dentro da turma. Os candidatos para os papéis da peça eram muitos e por isso foi necessário criar um momento de TESTE DE TALENTOS e verificar quem se enquadrava melhor em cada personagem e essa etapa também foi muito rica e divertida. Todos se aplicaram muito em decorar seus textos e interpretar da melhor maneira. A filmagem destes momentos de teste serviu não só para aprendizagem como também para produzir gargalhadas em todos e assim brotou a ousadia de querer levar o trabalho para fora das paredes da sala de aula.

No final dos testes havia um número maior de atores capazes de interpretar os papéis e sendo assim fiz três grupos de elenco para que a alegria fosse completa e o desejo de colaborar mantido.

As apresentações ocorreram dentro do espaço escolar, mas a platéia era formada por outras turmas e isso já era suficiente para que os atores se sentissem valorizados e felizes.

 

 

Ao pensar que tudo já tinha sido feito referente ao projeto, eis que surge, sutilmente, a Mostra Cultural/2016 da nossa escola e nossa turma escolheu o tema SUSTENTABILIDADE. Diante disso para dar continuidade ao projeto e ao mesmo tempo manter certa coerência, dando a ele uma culminância adequada, resolvi sugerir aos alunos a confecção de um fogão de brinquedo do tamanho do fogão da mamãe usando material reciclado. A ideia foi bem aceita e todos partiram para escolha do material, no caso o mais acessível era papelão e não faltou mão de obra.

Eu e a turma curtimos todas as etapas da obra de arte que ficou linda. A exposição na Mostra Cultural roubou a cena e alguns foram despertados para uma tendência artística que nem sabiam que tinham.

Durante todo o processo colhi depoimentos de alunos e também de outros funcionários que observavam as conversas das crianças nos corredores da escola e puderam verificar o envolvimento da turma neste trabalho que se tornou um verdadeiro evento.

O processo de avaliação, no entanto, foi contínuo e com o objetivo de incluir, pois a intenção do projeto o tempo todo além da aprendizagem foi também de estabelecer e aumentar cada vez mais uma parceria entre mim e a turma.

 

 

Os objetivos traçados inicialmente foram o aprimoramento da leitura e escrita, desenvolvimento do raciocínio lógico e construção de conceitos de nutrição e os tais foram plenamente alcançados, como provocaram um desdobramento para outros caminhos de aprendizagem.

Entendo que a plenitude deste alcance deu-se principalmente pelo fato das aulas terem sido permeadas por uma liberdade que foi conquistada pela turma de escolher seus objetos de estudos e pesquisas e o compartilhamento posterior comigo e com os demais colegas. Tudo era tido como importante e foi se somando a conhecimentos prévios dos alunos igualmente úteis, como foi o caso da maneira como os alimentos eram consumidos em suas casas, o hábito de plantio em seus próprios quintais que ocorriam com outros e até mesmo as observações feitas quanto ao registro dos nomes das cidades de origem de determinados pais nos mapas e no Globo Terrestre.

Os meios utilizados para avaliar a turma parceira neste trabalho passaram pelo lúdico o máximo das vezes por ser considerado o melhor caminho. Fui explorando a prática de ditados divertidos com bolas coloridas contendo palavras sobre o tema, interpretações orais após vídeos educativos, produções textuais com apoio de figuras, interpretação de tirinhas de Chico Bento da Turma da Mônica, jogos da memória para tomar conhecimento de nomes de estados brasileiros, produções de texto para formação de receitas e montagem de murais com a participação coletiva.

Leituras individuais e coletivas diariamente e tudo sendo observado e considerado como instrumentos de avaliação.

Alguns alunos que tinham muitas dificuldades no processo de aquisição de leitura e escrita foram lançando mão das informações contidas nos murais de apoio e no final do projeto o avanço e a superação foi surpreendente. Eles sabiam exatamente onde procurar suporte para determinadas dúvidas ortográficas porque as receitas feitas em equipe proporcionaram isso. Com o tempo já faziam a relação fonema X grafema de forma autônoma.

Do mesmo modo a agilidade em fazer cálculos sobre a quantidade de ingredientes que precisariam comprar para o preparo de mais ou menos refeições foi surgindo de forma natural à medida que conversávamos sobre o assunto.

Ao colocar em prática a peça sobre SOPA DE PEDRA E PEDRO MALASARTE pude abordar com muita propriedade questões de ética, respeito e convívio social de uma maneira leve, porém eficaz e as crianças puderam fazer suas críticas e observações sobre o comportamento dos personagens, fazendo colocações que me surpreenderam de forma muito positiva, dando-me condições de usar outros meios de avaliação.

Suas habilidades manuais, de organização espacial, temporal e ritmo também foram avaliadas na montagem do cenário da peça e encenação. Tudo levado em consideração e visto como precioso.

 

 

Tive a oportunidade de avaliar o andamento da minha conduta como facilitadora para a aquisição de saberes por parte da turma e percebi que também cresci. A cada momento que me deixava envolver pelos anseios da turma, seja em cantar mais uma vez aquela canção que eu já estava cansada de ouvir, mas que de repente para um deles fez efeito só naquele exato momento ou quando parava para ouvir a narrativa de uma das equipes sobre como gostaria de diminuir as distâncias geográficas entre seus parentes e mesmo tendo que dar razão quando um pequenino fazia críticas ao comportamento reprovável de Pedro Malasarte, entendo que a troca foi saudável e que o caminho é longo, porém tem sido o certo.

A parte teatral e a confecção do objeto de arte para Mostra cultural despertou em mim e na turma um grande desejo de continuar interpretando boas histórias e também produzindo belas artes com material reciclado. Isso ficou impresso em nossos corações para próximos projetos e as ideias já surgem para novas encenações, como também montagem de uma horta orgânica vertical dentro da nossa escola já que não temos espaço para uma tradicional e outras tentativas que ainda estamos amadurecendo.

No começo do projeto preferi participar aos meus alunos quais os conteúdos que pretendia disponibilizar por considerar importantes e coloquei para eles também que as modificações seriam feitas de acordo com reais necessidades que eu identificasse ou se fossem surgindo novos interesses por parte deles. Sempre retornávamos a esse combinado para avaliar o andamento do projeto e alinhar interesses. Nem sempre foi fácil esse alinhamento devido a pouca idade deles e a dificuldade de administrarem a ansiedade, mas eles sempre souberam também que em determinado momento eu seria o árbitro e eu não me abstive de exercer este papel.

Outro cuidado que tive durante as avaliações foi de sempre retornar e sinalizar para todos o real andamento do processo.

Outros desafios continuam surgindo, é claro, mas enquanto a alegria e o desejo de aprender estiverem presentes, não seremos detidos. Entendemos que as oportunidades precisam ser discernidas no momento certo para um bom proveito para todos. No momento, por exemplo, a turma atual tem mostrado dificuldades e ao mesmo tempo grande interesse em dominar o Sistema Monetário, portanto é este o tema que venho priorizando para montar um novo projeto, entre outros, evidentemente.

Estive vigilante para que o processo de avaliação corresse de forma inclusiva e que impulsionasse todos os alunos para passos sempre a frente. Ao propor atividades dinâmicas, diferenciadas e desafiadoras tenho razões firmadas em princípios que todos os alunos são capazes de me surpreender de forma positiva.

Desta maneira quando avalio o desempenho dos alunos quero, na verdade, investigar como posso e devo proceder para aprimorar os resultados e qual deve ser a melhor intervenção a fazer. Isso é compartilhado com eles de maneira muito clara.

 

 

Parabéns mais uma vez para a já vitoriosa equipe da Escola Municipal Professor Visitação que em se destacando não só nas avaliações externas bem como na qualidade do trabalho que oferece á população da cidade do Rio de Janeiro.

 


   
           



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Terça-feira, 12/12/2017

Área Verde da E. M. Camilo Castelo Branco Transforma-se em Sala de Aula

Tags: 2ªcre, literatura, meioambiente.

 

A área verde da E. M. Camilo Castelo Branco é uma grande e rica sala de aula. Nela alunos aprendem História, Matemática, Ciências, Geografia, Literatura e cuidados com o Meio Ambiente.

 


O texto abaixo foi enviado pela professora Jenny Iglesias, regente da unidade escolar, que nos conta sobre a proposta de ter uma horta colaborativa na escola.

Vizinha do imponente Jardim Botânico, a escola tem uma grande área verde, com canteiros de uma horta, muitos jardins, árvores nativas da Mata Atlântica e uma vegetação que atrai muitos animais e, por isso, a equipe pedagógica apostou no seu potencial para incluir no currículo um assunto essencial: a Educação Ambiental.

Este espaço privilegiado recebe a visita de alunos e professores que estudam e aprendem sobre a importância de preservar o meio ambiente e de torná-lo sustentável. Nesta sala de aula ao ar livre fica mais fácil entender sobre o clima na Terra, a erosão do solo, o crescimento dos vegetais, a decomposição de matérias orgânicas que se transformarão em adubo e tantos outros assuntos que escutamos e lemos nos livros didáticos.

 

Professor Roberto, de História, cuida da área verde e usa este espaço como sala de aula para ensinar arqueologia.

 

Através de algumas parcerias, a escola complementa o estudo de Ciências e de Geografia a partir de projetos como o do Ciclo Orgânico, idealizado e coordenado por Lucas Chiabi, que utiliza a escola como ponto de coleta e compostagem de material orgânico recolhido nas residências do entorno. Em troca, alunos e professores da Camilo veem de perto o processo de decomposição de restos orgânicos até a obtenção do adubo.

 

O material é recolhido nas residências em bicicletas que não poluem e ainda incentivam a diminuição de veículos na cidade.

 

Parte deste adubo é utilizado em outro projeto desenvolvido desde agosto deste ano pela profissional Renata Carijó, coordenadora do projeto socioambiental Carpe, que revitalizou os canteiros de uma horta desativada há tempos. Duas turmas de 6º ano participam desta atividade cujo objetivo é a produção de alimentos livres de agrotóxicos que complementarão a merenda escolar.

Cerca de 60 alunos fazem a manutenção dos canteiros, o plantio de alimentos orgânicos, regam as mudas sempre e aguardam ansiosos a primeira colheita de hortaliças, legumes e ervas medicinais, tudo sob a supervisão de Renata, que realiza este trabalho de forma voluntária e tem uma ajuda de custo para a compra de mudas e sementes de ex-alunos da escola.

A Matemática teve destaque no início do processo de revitalização da horta, pois os alunos aprenderam a calcular a área e o perímetro de cada canteiro para distribuir harmoniosamente as mudas. Entre centímetros e metros, os alunos usaram as unidades de medidas para chegar aos resultados! Assim, também se aprende matemática!

 

Renata Carijó, no centro, ensina como plantar as mudas de hortaliças.

 

No dia do plantio, Renata e Lucas na orientação dos alunos.

 

Também a Literatura é mais que fundamental neste projeto pedagógico que tem o apoio da Direção, da Coordenação, dos professores, dos funcionários e dos alunos da Escola Municipal Camilo Castelo Branco. Nas rodas de leitura, os alunos estão lendo um clássico de Monteiro Lobato: A Reforma da Natureza. A obra dialoga com o trabalho feito na horta e com a própria área verde da escola, fazendo-nos refletir sobre a realidade e a ficção, faz de conta e verdade. O que podemos modificar na natureza para melhorar nossas vidas? Esta é uma questão que o livro nos apresenta.

 

Parte da turma 1602 lendo na sala de leitura com a professora Jenny.

 

Ainda se desenvolvem ações em relação ao paisagismo da área e à preservação de espécies nativas da Mata Atlântica. A próxima meta é montar um pequeno orquidário na escola para estudo e ornamento desta bela planta, com a ajuda dos professores. Também conta-se com a parceria do setor de Educação Ambiental do Jardim Botânico e da Fundação Parques e Jardins, que auxiliam no plantio e na doação de mudas, e da Comlurb que faz a limpeza mensal do espaço.

É importante ressaltar que, aos poucos, toda a comunidade escolar se apropria deste espaço público e compreende que é possível preservá-lo e torná-lo mais sustentável!

 

Agradecemos à professora Jenny Iglesias por compartilhar conosco este projeto de integração do Meio Ambiente com o currículo escolar e desejamos sucesso a toda equipe da Escola Camilo Castelo Branco.

O contato da unidade escolar é: emcbranco@rioeduca.net

 

 

Divulgue também o trabalho de sua escola no portal Rioeduca.

Entre em contato com o representante de sua CRE.

 

 

Renata Carvalho - Professora da Rede e representante do portal Rioeduca na 2ª CRE

renata.carvalho@rioeduca.net

 

 


   
           



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