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Segunda-feira, 26/11/2012

A Escola Amarelinha do Cesarão

Tags: 10ªcre, patrono, mais educação.

 

Localizada no Conjunto Habitacional Octacílio de Carvalho Camará, a Escola Municipal Luiz Caetano de Oliveira possui 36 turmas e funciona em três turnos.

 

 

No conjunto Cesarão, poucas pessoas sabem onde fica a Escola Municipal Luiz Caetano de Oliveira.  No entanto, se a pergunta for sobre a escola amarelinha, certamente o interlocutor interessado será orientado com precisão para chegar a seu destino.

 


 A Escola Municipal Luiz Caetano de Oliveira não é amarelinha, como também o nome oficial do conjunto não é Cesarão.

 


 Segundo informações da diretora, professora Eliete Mendanha da Cunha, o prédio da escola sempre foi pintado de amarelo.  Assim, foi mantida a tradição oral de se falar na “escola amarelinha”, mesmo agora, já com o prédio pintado nas cores oficiais da Prefeitura do Rio: azul e branco.

 


Quanto ao conjunto habitacional, talvez por ficar localizado no início da Avenida Cesário de Melo, no sentido de Santa Cruz para Campo Grande, o povo resolveu rebatizá-lo de “Cesarão”, embora o nome oficial seja Conjunto Habitacional Octacílio de Carvalho Camará.

 


Octacílio Camará, um político muito famoso na antiga Zona Rural do Distrito Federal, também empresta o nome à principal via de ligação do centro de Santa Cruz à Avenida Brasil, e a uma estação ferroviária da Supervia.  Ele foi eleito senador e um de seus correligionários mais próximos, o deputado Júlio Cesário de Melo, deu origem ao apelido Cesarão.

 


Luiz Caetano de Oliveira, o Patrono da Escola Municipal 10.19.022, da 10ª CRE, foi engenheiro e professor da Escola Politécnica do Rio de Janeiro, da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro e do Colégio Santo Inácio.  Colaborou na Comissão de Melhoramentos e Obras Municipais, no ano de 1914, além de aparecer também como autor do livro “Rudimentos de cálculo diferencial e de cálculo integral”, publicado em 1939, pela Editora Melhoramentos.

 


Na escola, encontra-se o retrato do patrono em bico de pena, devidamente emoldurado.  O que chama a atenção de todos que visitam pela primeira vez a E.M Luiz Caetano de Oliveira é a quantidade enorme de belíssimos murais tanto nas salas de aula como espalhados pelos corredores.

 


São os trabalhos expostos que confirmam o quanto professores e alunos gostam de estar naquele ambiente, mesmo diante de tanta adversidade.  A escola localiza-se em uma área de permanente conflagração social, com disputas entre facções dos conjuntos Rollas e Cesarão, que, infelizmente, acabam interferindo na vida escolar e na harmonia comunitária.

 


Para desenvolver sua metodologia pedagógica, a direção e professores da escola elaboraram um PPP que recebeu o título principal de “Sustentabilidade com qualidade de vida”, propondo educação para uma vida sustentável, com desenvolvimento da consciência ambiental.

 


De acordo com as informações do PPP, a comunidade atendida pela UE é proveniente de loteamentos clandestinos que foram surgindo em torno da escola ao longo dos anos.

 


Como se trata de alunos de famílias de baixa renda, os profissionais se desdobram para proporcionar a todos uma visão de mundo condizente com os programas da Secretaria Municipal de Educação, sempre com o objetivo de reduzir a evasão e ampliar a permanência do aluno na escola, oferecendo atividades de oficinas no contraturno.

 


Uma dessas oficinas é a banda de música, composta por alunos do 2º ao 5º ano, cujo maestro é o dedicado professor Justino.

 


Segundo informações da diretora adjunta, a professora Mônica Cristina, o aproveitamento escolar dos alunos participantes da banda de música tem melhorado consideravelmente.

 


Na minha visita à escola, as crianças se empolgaram tocando acordes do Hino Nacional Brasileiro e souberam responder com exatidão as perguntas que fiz sobre as características dos instrumentos musicais.  Eles também mostraram conhecimentos sobre Luiz Gonzaga, um dos compositores que interpretam.


Outras oficinas, além da banda de música, são desenvolvidas na E.M Luiz Caetano de Oliveira, que está integrada ao Programa Mais Educação, do MEC.

 


São várias atividades optativas, realizadas com acompanhamento pedagógico, em sistema de contraturno, visando a aumentar a oferta educativa nas escolas públicas.

 

 

 

 

 

 


Além de contar com a participação ativa dos professores e funcionários, a direção recebe integral apoio do Conselho Escola Comunidade e mantém parceria com diversos setores da comunidade, contando com a presença de oficineiros, colaboradores, voluntários e funcionários de apoio.

 


É assim, com uma gestão democrática direcionada a atender os anseios de significativa parte da população do conjunto Cesarão, que a direção, os professores e os funcionários da “Escola Amarelinha”, Luiz Caetano de Oliveira, estão desenvolvendo o seu trabalho pedagógico, em busca do cumprimento das metas estabelecidas pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro.

 


Sinvaldo do Nascimento Souza, professor representante do Rioeduca na 10ª CRE
Contatos: E-mail: sinvaldosouza@rioeduca.net
Twitter: @SinvaldoNSouza
Facebook/SinvaldoSouza

 

 

 

 

                               

 

 

 


   
           



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Quarta-feira, 14/11/2012

Meu nome é Giuseppe, mas pode me chamar de Padre José

Tags: 10ªcre, patrono, ncm, realfa.

 


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Segunda-feira, 12/11/2012

Passeando pelas décadas de 1950 e 1960

Tags: 10ªcre, patrono, evento.

 

 

Em continuidade ao projeto iniciado em fevereiro de 2012, a Escola Municipal Professor Jorge Gonçalves Farinha organizou uma exposição sobre os chamados “Anos dourados”. 

 

 

 

 

A exposição foi uma das atividades do Projeto “Passeando pelas décadas”, pelo transcurso dos dez anos de fundação da escola em março.  Comemorou-se também o aniversário de nascimento do Patrono, Professor Jorge Gonçalves Farinha que, se estivesse vivo, completaria 70 anos no dia 14 de outubro de 2012.

 


Segundo as informações repassadas ao Portal do Rioeduca pela professora Helena, regente da Sala de Leitura da escola, toda a programação foi organizada para que os alunos pudessem compreender a ordem de acontecimento dos fatos históricos, interpondo as várias fases da vida do Patrono.

 


Tendo em vista as características do período de transição, marcado por efervescentes transformações políticas, sociais e culturais, a exposição dos chamados “Anos dourados”, despertou grande interesse por parte dos alunos.

 


As fotografias, documentos e objetos coletados e selecionados para a exposição, serviram para mostrar que o período também foi marcado por muitas conquistas científicas e tecnológicas.

 


Cinema, televisão, teatro de vanguarda, Guerra Fria, Guerra do Vietnã, Concílio Vaticano II, Beatles, feminismo, contracultura, hippies, Revolução cubana, descolonização da África, explosão do consumo e todas as manifestações e protestos sociais, culturais, ideológicos, comportamentais e políticos, aparecem nos textos selecionados para a exposição na Escola Municipal Professor Jorge Gonçalves Farinha.

 


Dos objetos expostos na mostra, os que mais despertaram a curiosidade dos alunos foram as cédulas do cruzeiro, unidade monetária do Brasil de 1942 a 1967,  os monóculos, os longplays (LPs) de vinil  e as câmeras fotográficas antigas.

 


Na caminhada prazerosa pelas décadas de 50 e 60, oferecida aos alunos da Escola Municipal Professor Jorge Gonçalves Farinha, houve, ainda, a exposição de uniformes, livros, cadernos, fotografias e objetos escolares de outras épocas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Sinvaldo do Nascimento Souza, representante do Rioeduca na 10ª CRE
E-mail: sinvaldosouza@rioeduca.net
Twitter: @SinvaldoNSouza
Facebook/SinvaldoSouza
Telefone: (21) 3395-0206 – Celular: 9706-7290
 

 

 

                               

 

 

 


   
           



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Quarta-feira, 07/11/2012

Maurício de Sousa na Escola Professor Castilho

Tags: 10ªcre, rio, uma cidade de leitores, patrono, maratona de histórias.

 

 

Cebolinha, Cascão, Chico Bento, Bidu, e todos os demais personagens da Turma da Mônica animaram a Maratona de Histórias na Escola Municipal Professor Castilho.

 

Como professor representante do Rioeduca na 10ªCRE, recebo mais um convite gentil. Vou direto para a Sala de Leitura Lígia Guedes, cujo nome homenageia uma ex-professora da Escola Municipal Professor Castilho.

 

 

 


Chego na passagem do primeiro para o segundo turno, e a escola, que fica na Estrada da Matriz, em Guaratiba, já está repleta de alunos e alguns pais.

 

Na sala de leitura, além da diretora Rosany Sarmento, converso também com a coordenadora pedagógica Cleia Vieira e com a professora Cirlene Almeida, regente da sala de leitura. As três, com outras colegas, estão nos preparativos finais para mais um momento da Maratona de Histórias, que este ano escolheu o escritor Maurício de Sousa como homenageado.

 


Interesso-me pelas origens históricas da escola e faço perguntas a respeito do Professor Castilho, o patrono.

 


Há muitas fotografias antigas (cronologicamente organizadas em álbuns), uma placa que demarca a reconstrução da escola, datada de novembro de 1976, e listas nominais do início da década de 1940.  Porém, com certeza a escolaé muito mais antiga, pois já aparece registrada em fotografia assinada por Augusto Malta, no início do século XX.

 


Quem teria sido o professor Castilho?

 

Não existe evidência documental na escola sobre o seu patrono, mas há quem afirme que foi um educador bastante atuante e conceituado, morador da região de Guaratiba.

 


Outros defendem a hipótese de que se trata de uma homenagem ao professor José Feliciano de Castilho Barreto e Noronha, nascido em Lisboa, em 4 de março de 1810 e sepultado no Rio de Janeiro, em 11 de março de 1879.

 


O professor era admirado pelo imperador Pedro II e tem o seu nome ligado ao “Método Castilho, para o ensino rápido e aprazível”; uma cartilha publicada no final do século XIX, que se propunha a ensinar a escrever e a ler impressos, manuscritos e numeração.

 


Se a vida do patrono da escola ainda é uma incógnita, a biografia e a produção literária do escritor Maurício de Sousa são pontos de destaque na E. M. Professor Castilho.

 

 

 

Destaques na E. M. Castilho
 

Foram organizados murais com fotos, dados biográficos e informações sobre todo o trabalho do escritor que começou a desenhar histórias em quadrinhos em 1959 e se consagrou na literatura infanto juvenil a partir da criação de várias turmas, ou universos de personagens, com destaque para a Turma da Mônica.

 


Na UE, como destaque da programação da Maratona de Histórias, foram selecionados sete contos clássicos, mundialmente conhecidos, que o escritor Maurício de Sousa desenhou e representou com os personagens da Turma da Mônica.

 

 


 

 

Os professores escolheram as seguintes obras da Coleção “Clássicos Ilustrados”: 1 – O Soldadinho de Chumbo; 2 – A Pequena Sereia; 3 – A Polegarzinha; 4 – A Roupa Nova do Rei; 5 – João e Maria; 6 – O Príncipe Sapo e 7 – O Pequeno Polegar.

 

 

 

 

 

 

 

 


Para melhor ambientação e caracterização das histórias que seriam contadas, as salas foram ornamentadas com ilustrações relativas a cada uma, e os professores se vestiram a caráter, em trajes típicos, de acordo com o local e época.

 


Cada aluno teve a oportunidade de escolher quatro histórias. Em reunião com todos no pátio interno da escola, a coordenadora pedagógica, professora Cleia Vieira, falou sobre o escritor Maurício de Sousa e explicou que os alunos deveriam procurar os professores, distribuídos em pontos estratégicos, para receberem as pulseiras coloridas que dariam acesso às salas ambientadas.

 


Como bem definiu a professora regente da Sala de Leitura Cirlene Almeida, “foi uma bagunça organizada”, com as crianças à procura das salas, seguindo setas coloridas espalhadas pelas rampas, de acordo com as cores das pulseiras que receberam.

 


Para cada história contada, em tempo devidamente cronometrado, fazia-se o rodízio dos alunos, que síiam em busca de outra sala para mais uma história.

 


E assim, naquela tarde festiva, prolongando as comemorações da semana dedicada às crianças, os pequenos alunos da Escola Municipal Professor Castilho foram apresentados ao escritor Maurício de Sousa e tiveram despertado ainda mais o prazer pela leitura.

 

 

Sinvaldo do Nascimento Souza, professor representante do Rioeduca na 10ª CRE. 

 

E-mail: sinvaldosouza@rioeduca.net

Twitter: @SinvaldoSouza

Facebook/SinvaldoSouza
 

 

 

                               

 

 

 


   
           



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