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Quarta-feira, 30/05/2018

Fica a Dica: A abordagem da Música Popular Brasileira para o segundo segmento

Tags: música popular brasileira, mpb, educação musical.

 

Fica a Dica: A abordagem da Música Popular Brasileira para o segundo segmento

 

 

Na semana passada, nossa dica foi direcionada ao trabalho da Música Popular Brasileira com crianças, das menores até mais ou menos às que se encontram no 6º ano. Falamos sobre o livro “História da Música Popular Brasileira para crianças” e sobre a aula da Educopédia intitulada “O show tem que continuar: do samba ao pagode, a transformação de um gênero” (6º ano).

Hoje vamos falar um pouco sobre como trabalhar a História da Música Popular Brasileira com nossos alunos maiores. Na verdade, farei um relato de experiência sobre como faço atividades referentes a esse conteúdo com os anos finais, mais precisamente com o 9º ano.

Sempre gostei muito de trabalhar com exibição de vídeos, que sempre abriram um grande leque para reflexões e debates em sala. Escolho desde vídeos da época (trabalho bastante com vídeos sobre os Festivais das décadas de 1960/1970, as Canções de Protesto, a Bossa Nova...), assim como vários documentários que também são possíveis de serem encontrados na internet. Logicamente, esses documentários precisam sempre ser vistos, revisados com antecedência e avaliado se estão de acordo com o que você está propondo trabalhar em sala.

É muito importante apresentarmos aos nossos alunos esses movimentos musicais que transcorreram pela nossa história. Basicamente, procuro trabalhar sobre uma linha do tempo. Não necessariamente você precisa percorrer essa linearidade na apresentação dos “fatos”, um movimento cíclico às vezes também se faz necessário.

Começo com o advento do Samba, lá no início do século XX, passando pela invenção do rádio, que começou a reconfigurar o comportamento da sociedade, pois muitas pessoas, nessa época, acompanhavam tudo que acontecia através dele. É importante falar com os alunos sobre as radio-novelas, sobre os programas de auditório, mostrando a eles que, nesse período, tudo se resumia somente a ouvir. A imagem, propriamente, dava-se na imaginação. Alguns tinham a oportunidade de assistir a esses programas ao vivo, nos auditórios onde eram realizados (como na Rádio Nacional), mas era privilégio para poucos. Para a maioria, a imagem residia na imaginação dos espectadores.

Após a “Era do Rádio”, falo sobre a Bossa Nova, sobre a inovação musical que aconteceu na mistura entre samba e jazz, a inserção de acordes alterados, a levada criada por João Gilberto, a “exportação” de nossa música por Tom Jobim, as letras sentimentais de Vinicius de Moraes. Músicas de sucesso, como “Garota de Ipanema”, muitos dos nossos alunos conhecem, mas não fazem ideia de que foi composta na década de 60 do século XX, tocada e gravada por muitos músicos, de muitas partes do mundo.

Seguido à Bossa Nova, relembro os Festivais da Música Popular Brasileira, transmitidos pelas TVs Excelsior, Record, Globo (o famoso FIC), enfocando nas Canções de Protesto. O burburinho dos Festivais, a explosão de novos nomes de compositores e cantores, o panorama cultural que vivíamos na profusão de canções de caráter político (velado ou não) que surgia à época. Esses Festivais rendiam muitos torcedores, que vibravam e torciam por uma música ou outra, como numa final de Copa do Mundo.

É relevante tratar aqui que, assim como foi com o rádio algumas décadas antes, nessa época ocorre o advento da televisão. Nem todos os brasileiros, porém, tinham o aparelho em casa. As pessoas se reuniam na casa de quem possuía o aparelho para assistir às novelas, aos programas semanais e às apresentações dos seus cantores, cantoras, compositores favoritos nos Festivais.

Nos programas ao vivo, o público também era restrito, mas, diferente do que acontecia com o rádio, nesse momento era possível ver e ouvir, pela TV, o que era transmitido.

Abrindo uma correlação entre as disciplinas de História e Educação Musical, nas orientações curriculares de História do 9º ano é tratado o panorama político, histórico e cultural da época, falando, inclusive, sobre o regime militar. Combinando, assim, com o surgimento da “Era dos Festivais” na década de 60.

Em paralelo a tudo isso, temos o Tropicalismo (com suas canções também sendo apresentadas nos Festivais), que começa com a proposta de utilização das guitarras elétricas, diferentemente da utilização apenas da voz e violão da Bossa Nova, e que, inicialmente, acaba sendo uma proposta bastante rejeitada pela juventude da época.

Explorando essa linha temporal, chegamos ao Rock dos anos 1980, às bandas nacionais, e à abordagem sobre a origem do gênero. Essa linha vai sendo percorrida até chegarmos ao funk, aos movimentos musicais dos anos 2000, incluindo aí também a axé-music.

Além desses movimentos, sempre procuro abordar também outros estilos e gêneros, como o choro, trabalhando a apreciação musical, as referências históricas e o contexto em que ele se insere. Esse panorama propicia ao aluno o conhecimento da nossa música e também da nossa história.

Precisamos alertá-los sobre a circularidade de acontecimentos na qual estamos inseridos, pois nenhum movimento termina quando o outro começa. É importante ressaltar essa visão circular dos fenômenos histórico-culturais e da apropriação ou negação que um pode ter do outro.

Trabalhar as nossas manifestações traz para o aluno aquela recorrente história do autoconhecimento, de conhecer o cenário musical e histórico onde estamos inseridos e a possibilidade de ampliação da bagagem cultural de cada cidadão.


Essa é a nossa dica da semana! Gostou? Escreva pra gente! smiley

Fica a Dica! 

 


   
           



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Segunda-feira, 28/05/2018

Fica a Dica: Educação Infantil em Foco

Tags: educação infantil, creches, edis.

 

Fica a Dica:

A vez da Educação Infantil

 

 

Olá!

Meu nome é Rute Albanita, sou pedagoga e especialista em Supervisão escolar e Educação Infantil pela UNIRIO. Há 10 anos, atuo como gestora da Creche Municipal Sempre Vida Parque da Conquista, no Caju. Sou uma apaixonada pela Educação Infantil e também por redes sociais. Por esse motivo, é com muita satisfação que informo:  a Educação Infantil ganhou um espaço a mais, toda semana, no Portal RioEduca.

Os Educadores que trabalham neste segmento vivem cotidianamente a alegria e o esforço do Educar e cuidar de crianças de 6 meses a 3 anos e 11 meses, nas creches e nos EDIS (Espaços de Educação Infantil) e crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses, na Pré-escola. 

Esse segmento escolar possui desafios e exige do profissional, seja Professores de Educação Infantil, ou Agentes de Educação Infantil, conhecimento teórico, compreensão dos documentos oficiais da Secretaria Municipal de Educação, do MEC e da nova BNCC (Base Nacional Comum Curricular). A partir de todo esse conhecimento, deve-se, ainda, acrescentar muita disposição, criatividade, planejamento e inovação nas práticas do dia-dia, assim como registro das atividades e de suas etapas de elaboração e execução.  

O trabalho é árduo, entretanto, há uma grande paixão e devido a isso surge o questionamento: Com tanto trabalho, o que move os educadores a trabalharem de modo tão apaixonado com as crianças pequenas? Como uma entusiasta pela Educação Infantil, considero que uma possível resposta é que esses profissionais são movidos por meio do encantamento pelos pequenos e por todo aprendizado envolvido. Além disso, Cuidar e Educar é muito importante, pois é a base e resulta em aprendizados para toda a vida.

Por acreditarmos que muitas são as práticas de excelência espalhadas nas Unidades de Educação Infantil e para que as mesmas não se limitem aos murais escolares, criamos esse espaço semanal aqui no Rioeduca. Os objetivos principais são valorizar e divulgar boas práticas. Um espaço para que você, professor, compartilhe suas praticas, dicas, atividades e projetos com outros docentes e enriqueça cada vez mais o trabalho de toda a Rede.

Somos muitos, uma multidão de transformadores, que ensinam aos pequenos com toda criatividade, imaginação, paciência e amor. Acompanhamos os primeiros passos, a ampliação do vocabulário, os desenhos que se aprimoram. 

Que tal ultrapassar os muros da escola, ganhar mais espaço, trocar experiências e valorizar ainda mais toda nossa capacidade imaginativa e inovadora? Compartilhe conosco suas experiências para que esse espaço seja significativo e colaborativo, divulgando o que fazemos de melhor com nossos pequenos. 

 

 

Envie seu trabalho ao e-mail ruteferreira@rioeduca.net para que seu trabalho possa ser compartilhado e reconhecido por nossa Rede!

 

Aguardamos sua dica! 

 


   
           



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Sexta-feira, 25/05/2018

Fica a Dica: Livro O almoço

Tags: dica, livro, almoço.

 

 Livro O almoço

 

 

 

Olá!


Contar uma história nem sempre é ler suas palavras. A Dica dessa semana é da professora de Português, Else Emrich.

O livro, O Almoço, do premiado artista Mario Vale nos traz cenários coloridos e personagens feitos de papéis recortados e uma história sem texto.

Na primeira página, vemos nosso personagem olhando diretamente para um buraco. O que será que ele está pensando? Será que alguma coisa vai sair desse buraco?


Curioso ele chega mais perto para olhar. Hum!!! Até o passarinho que estava na árvore se aproxima. Não satisfeito ele enfia a mão no buraco. Ops!!! Um coelho.

Nas páginas seguintes observamos nosso personagem em uma cozinha... preparando uma refeição. O que será que teremos para o almoço? Vamos dar asas à nossa imaginação? 

Com linguagem não verbal, ou seja, a comunicação sem as palavras, podemos trabalhar a intuição e a criatividade, como forma de apreensão do mundo e percepção da realidade, que são fundamentais para o desenvolvimento das nossas crianças. Vamos refletir sobre aquilo que vemos, afinal nem tudo é o que parece ser.

Vamos deixar nossos alunos contarem essa história e criarem um final, antes de mostrar como essa história termina?!

 

Fica a dica! 

 

Conto com sua participação, professor. Mande também suas dicas e sugestões e vamos explorar o mundo literário!

Até a próxima semana!

 



 


   
           



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Quarta-feira, 23/05/2018

Fica a Dica: Como trabalhar a música popular brasileira com crianças?

Tags: música brasileira, educação musical, dica.

 

Fica a Dica: Como trabalhar a música popular brasileira com crianças?

 


 

 

Hoje vou falar sobre um assunto que já trabalhei bastante em sala de aula com meus alunos, inclusive com os pequenos: a música popular brasileira.

É muito importante que eles tenham o conhecimento da nossa história/cultura musical, para entender em que panorama cultural estão inseridos.

Sempre tentei tratar de maneira objetiva os artistas e os movimentos musicais selecionados, tentando sempre articular com as peculiaridades de cada turma ou ano escolar que estava sendo atendido.

Na internet encontramos bastante material sobre o assunto, mas posso citar aqui um dos livros que mais uso com os alunos: “Histórias da Música Popular Brasileira para Crianças”, de Simone Cit, com ilustração de Iara Teixeira.

O livro acompanha CD com os áudios das músicas citadas no livro, cantadas pelo Coral Brasileirinho (incluindo aí “Pelo Telefone”, o primeiro samba gravado).

No livro são contadas histórias sobre o samba e seus principais artistas, através de páginas dedicadas à casa de Tia Ciata, relatos sobre Noel Rosa, Pixinguinha, Adoniran Barbosa, Chiquinha Gonzaga, Assis Valente...

Possui textos adequados para crianças pequenas, leves, resumidos, com a inserção de músicas ao longo dos mesmos, que são o fio condutor para a contação dessas histórias. As canções são bastante animadas e cantadas, também, por crianças. Várias outras atividades podem ser somadas a essas contações. 

Podemos incluir nessas práticas a exploração corporal como fonte sonora, a apreciação musical, o aprendizado das letras das canções, trabalhar a criatividade, entre muitas outras.

Ao descobrir essa referência, achei sempre importante inseri-la. É possível, portanto, “prender” a atenção das crianças com as narrativas e somar aí outras propostas, adequando-as sempre às respectivas faixas etárias.

Além do livro citado, para os maiores, temos atividades sobre o samba e a música brasileira em algumas aulas da plataforma “Educopédia” (www.educopedia.com.br – você pode acessar através do seu e-mail Rioeduca ou, ainda, como visitante, sem diferença alguma na forma final da aula).

Lá temos, por exemplo, uma aula intitulada “O show tem que continuar: do samba ao pagode, a transformação de um gênero" (6º ano).

Nessa aula, é tratada a origem do pagode (o pagode como produto de transformação do samba), com vídeos e textos explicativos, quizzes, áudios que exemplificam a aula. O conteúdo enfatiza, principalmente, a nossa localidade, o Rio de Janeiro, e no qual nossos alunos estão inseridos.

Ressalta, também, os instrumentos musicais utilizados no samba e no pagode, as letras das canções, que focam, principalmente, nas relações sentimentais. 

Nossa música popular não se resume ao samba e nem ao Rio de Janeiro somente, é claro. Aqui foi feito um primeiro recorte e, futuramente, novos movimentos poderão ser relacionados nesse espaço.

Abordar a nossa música é fundamental para a construção de pertencimento e identidade cultural dos nossos alunos. Além disso, os mesmos serão capazes de conhecer a nossa raiz musical, os movimentos os quais eles muitas vezes já fazem parte e, com o auxílio de um embasamento teórico/prático, poderão apreciar e enriquecer cada vez mais sua bagagem cultural.

 

Essa é a nossa dica da semana! Gostou? Escreva pra gente! smiley

 


   
           



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