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Segunda-feira, 08/10/2018

Fica a Dica: Instrumentos de Cordas

Tags: dicas, educação musical, instrumentos de cordas.

 

Fica a Dica: Instrumentos de Cordas

 

 

Olá!


Dando continuidade às famílias dos instrumentos musicais, essa semana vamos falar dos instrumentos de cordas.


O primeiro instrumento de corda do qual se tem conhecimento é o “Arco musical” cuja origem é situada entre 35 e 15 mil anos a.C. Os instrumentos de corda tensionada mais antigos registrados são nove liras e três harpas encontradas numa tumba em Ur, na Mesopotâmia, datando de 2600 a.C. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Instrumento_de_cordas).


O som desses instrumentos, basicamente, é gerado pela vibração de uma corda tensionada. Como acontece nos instrumentos de percussão, os instrumentos de cordas maiores são os instrumentos que produzem os sons mais graves. E os menores, produzem sons mais agudos.


A família dos instrumentos de cordas se dividem em instrumentos de cordas dedilhadas, de cordas friccionadas e de cordas percutidas.


Os instrumentos de cordas dedilhadas são aqueles em que o instrumentista usa os próprios dedos (ou ainda uma palheta) para tanger as cordas do violão, da guitarra, do contrabaixo, entre outros.


Os instrumentos de cordas friccionadas são os que utilizam um arco, com um feixe de filamentos (alguns com crinas de cavalo), para que o som seja produzido, como no violino, violoncelo, viola, entre outros. Porém, como no caso do violino, as cordas também podem ser “beliscadas” (como na técnica do pizzicato).


Os de cordas percutidas são aqueles que misturam a vibração das cordas com a percussão (o choque, o embate entre os corpos). É o caso do piano, no qual uma corda é “atacada” por um martelo, que é “atacado” pela movimentação mecânica da tecla do piano. O som do piano é produzido dessa forma: a tecla aciona um martelo que “bate” na corda e faz com que a mesma vibre e produza o som.


Para alguns autores, as cordas são consideradas o principal grupo de instrumentos dentro de uma orquestra devido à sua expressividade. O violino é a principal “voz” nesse contexto.


Uma curiosidade interessante é que existe um instrumento de corda responsável pela criação dos mais modernos que conhecemos hoje, como é o caso do violão, guitarra, violino e violoncelo. Ele é o alaúde. (https://www.resumoescolar.com.br/artes/instrumentos-de-corda/)


É importante que nossos alunos conheçam esses instrumentos e seus timbres, sua inserção na formação das orquestras, etc. Muitos são próximos deles, como o violão, a guitarra e o violino. É importante que conheçam os sons desses instrumentos.


O violão é um instrumento bastante conhecido por ser um instrumento mais popular e muito presente na música brasileira. Muito utilizado na Bossa-Nova, no Samba e no Choro. Temos muitos exemplos de canções utilizando o violão, de bandas, cantores que são ouvidos cotidianamente.


É sabido que nem todas as escolas possuem esses instrumentos para serem utilizados em sala, mas podemos usar sons gravados dos mesmos para a realização de atividades voltadas para a percepção sonora, para o reconhecimento de timbres, conhecer as características e função de cada um deles, sua história, propiciando uma formação cultural ampla.


Assistir a espetáculos em teatros, concertos, também é importante para a formação de plateia.


Deixo aqui uma sugestão de aula do Portal do Professor (https://bit.ly/2OBmiti), voltada para a Educação Infantil, na qual a professora traça como objetivos:

 

  • Explorar e conhecer as características externas dos instrumentos musicais;
     
  • Perceber de que forma o som é produzido nos diferentes instrumentos;
     
  • Classificar os instrumentos de acordo com o modo de produção sonora: sopro, corda, percussão, eletrônico, etc.

 

Nessa aula, não são tratados apenas os instrumentos de cordas, mas os de todas as famílias (que ainda vamos conhecer em outras oportunidades), onde os alunos experimentam esses instrumentos, e é também sugerida a visita à Conservatórios ou Escolas de Música, com o intuito de os alunos os conhecerem de perto, assim como também é proposta a visita de pais músicos à escola para um “concerto didático”.


Essa aula foi escolhida, pois achei bastante interessante e pertinente trabalhar essas habilidades de escuta, conhecimento e reconhecimento com os menores, através de jogos, brincadeiras e vivência com os instrumentos.


Deixo também um vídeo, que apresenta os principais instrumentos da família das cordas e que pode ser utilizado nas suas aulas com os alunos maiores:

 

 

E aí? Gostaram da nossa dica? Esperamos suas sugestões! wink

Fica a Dica! 

 


 


   
           



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Segunda-feira, 08/10/2018

Fica a Dica - Instrumentos de Sopro

Tags: fica a dica, educação musical, instrumentos de sopro.

 

 

Fica a Dica: Instrumentos de Sopro

 

 

Olá!

Estamos aqui, mais uma vez, trazendo dicas sobre Educação Musical. Começamos, há algumas semanas, falando sobre os instrumentos musicais e suas famílias. Falamos dos instrumentos de percussão, dos instrumentos de cordas e hoje, vamos falar sobre os instrumentos de sopro.


Esses instrumentos, como o próprio nome já diz, tem seus sons produzidos pelo sopro, pela vibração de uma coluna de ar dentro do corpo do instrumento.
 

“Os instrumentos de sopro surgiram quando os homens primitivos sopraram ossos e bambus e descobriram que podiam emitir sons similares ao cantar dos pássaros. Em geral, são formados por um tubo, sendo o som produzido pela passagem de ar em seu interior. Quanto maior e mais largo é o tubo, mais grave é o som que produz. Pertencem a esta família as madeiras, instrumentos originalmente construídos em madeira, e os metais.” (https://bit.ly/2ODXW33)

 

Como todos os outros instrumentos, os maiores emitem sons mais graves; enquanto os menores, sons mais agudos. Eles se dividem em madeiras e metais. Para alguns autores, por considerarem essa uma classificação eurocêntrica, preferem classificá-los baseado apenas no meio produtor de som: embocadura, palhetas simples, duplas e livres, arestas, etc.


Se nos atentarmos à classificação entre madeiras e metais, podemos dizer que os instrumentos de sopro de madeira são assim classificados quando o som é produzido pela vibração direta dos lábios do executante sobre um bocal ou sobre uma palheta simples ou dupla.
 

Os instrumentos de sopro de metais são os que produzem o som pela vibração direta dos lábios do executante sobre um bocal de metal.


Outros autores discordam dessa afirmação e consideram que essa classificação se dá de acordo com a forma como as notas são executadas. Nas madeiras, abrindo e fechando orifícios existentes no corpo do instrumento; enquanto nos metais, os sons saem pela campânula. (https://bit.ly/2q5JW3g).

Apesar de alguns instrumentos serem classificados como sendo do grupo das madeiras (flautas, clarineta, oboé, entre outros), não necessariamente eles são construídos com esse material. Como vimos, não é o material utilizado que vai classificá-lo como um ou outro, mas, sim, a forma pela qual o som é produzido. 


Os instrumentos de sopro de metal apresentam uma sonoridade muito potente. Exemplos: a trompa, o trompete, o trombone e a tuba, que fazem parte de orquestras, assim como de bandas.


O número de instrumentos de sopro é bastante extenso. E, para a sua execução, há muitas técnicas por detrás, como a técnica da surdina (“ao serem encaixadas na campânula do instrumento, criam uma obstrução à saída do ar e, ao absorver algumas frequências, tornam o som abafado” - https://bit.ly/1QrGqYb) e a respiração circular (“Uma das técnicas mais difíceis de dominar. O músico armazena na boca e libera lentamente o ar, sem interromper o sopro, ao mesmo tempo que inspira pelo nariz”. - https://bit.ly/1QrGqYb). Existem outras técnicas, mas aqui citei apenas essas duas.

 

A embocadura (“Uso dos músculos faciais e dos lábios contra uma boquilha ou bocal de um instrumento de sopro. A embocadura apropriada permite ao instrumentista tocar o instrumento na sua completa extensão, a manter o som limpo e a evitar possíveis danos aos seus próprios músculos” - https://bit.ly/2CXAtn2), o controle do sopro, a intensidade são aspectos trabalhados ao se estudar a execução desses instrumentos.


Temos muitos exemplos de instrumentos de sopro. Nossos alunos, inclusive, conhecem muitos deles, como a flauta doce, a flauta transversa, o saxofone, o trombone, a gaita, e muitos outros.
 

A flauta doce é muito utilizada em algumas escolas, pois é um instrumento funcional na musicalização de crianças e adolescentes e também por ser um instrumento de maior facilidade de aquisição, fácil de ser transportado, implicando, assim, na sua utilização na iniciação musical.

 

“Por ser um instrumento de sopro e de emissão simples, funciona como a extensão da própria voz. Até um bebê, se bem estimulado, pode tirar som da flauta doce. Já nas primeiras lições, a criança obtém um resultado imediato, conseguindo tocar pequenas músicas com duas ou três notas. Tocando e cantando as canções do repertório, o aluno vai ajustando a afinação, trabalhando a respiração, vivenciando o fraseado musical e desenvolvendo a percepção auditiva.” (https://bit.ly/2Cu1SvI)

 

A flauta doce é assim chamada por causa do seu som suave e aveludado. Apresenta-se de variados tamanhos e, consequentemente, com extensões de altura variadas.

 

“A flauta doce mais conhecida é a flauta soprano, que tem uma sonoridade aguda. Na verdade, pertence a uma família que conta ainda com as flautas contralto, tenor e baixo, maiores e de som mais grave. É o quarteto de flautas-doce, com formação semelhante à família das cordas: violino, viola, violoncelo e contrabaixo.” (https://bit.ly/2Cu1SvI)

 

Enfocando na utilização da flauta doce, deixo aqui, como sugestão, uma aula do Portal do Professor do MEC que inclui atividades com a flauta e execução de percussão com copos (https://bit.ly/2PQxtff)

De acordo com os autores, com essa aula, os alunos serão capazes de: 

1) Desenvolver a percepção rítmica através da percussão com copos de plástico;
2) Desenvolver a percepção melódica através da prática instrumental com a flauta-doce;
3) Desenvolver habilidades para tocar a flauta-doce e os copos de plástico;
4) Tocar as notas musicais SOL-LÁ-SI-DÓ-RÉ na flauta-doce através da execução da música “When the saints go marching in” e dos exercícios propostos;
5) Executar arranjo para flauta-doce e percussão com copos de plástico.

 

A utilização dos copos nesses arranjos musicais traz também à tona a questão da reutilização e o aproveitamento de materiais como objetos de produção sonora em locais onde não há instrumentos musicais disponíveis.


Os autores trazem também nessa aula, além da partitura tradicional, uma partitura adaptada, com recursos gráficos idealizados por eles, para alunos que ainda não leem as notas na pauta tradicional de cinco linhas (pentagrama).


Acredito que essa aula seja bastante pertinente e pode ser uma grande aliada em trabalhos musicais, tanto da flauta doce quanto da percussão.

Além disso, você poderá trabalhar a percepção sonora, a leitura de partituras, o tocar em conjunto, a concentração. O trabalho prático com instrumentos ou vocal propicia esses aspectos.


Deixo aqui, também, um vídeo demonstrativo de alguns instrumentos de sopro para ilustrar esse relato:

 

 

E aí, gostaram da nossa dica da semana? Estamos sempre aguardando sugestões. Escreva pra gente!! smiley

 

Fica a Dica!! 

 



 


   
           



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Quinta-feira, 27/09/2018

Fica a Dica: Projeto "Sou Letrando"

Tags: blogrioeducadores, educopédia, mídias, especialistas, educação infantil, creches, edis, professores de educação infantil.

 

Projeto "Sou Letrando"

 

 

Olá! Hoje é quinta-feira, dia de Dicas para quem desenvolve trabalhos com crianças que estão na Educação Infantil e Pré- Escola.


A professora colaboradora do Fica a Dica desta semana é Graciele Gomes da Cunha. O “SOU LETRANDO” projeto de letramento é desenvolvido no EDI (Espaço de Desenvolvimento Infantil) Nobertina de Souza Gouveia, da 8ª Coordenadoria Regional de Educação da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. As crianças das turmas da E.I- 41 e E.I -51 são as contempladas por este trabalho, que certamente você irá curtir e levar para sua escola.


Antes de conhecer melhor o “Sou Letrando”, é sempre bom destacar que o letramento se preocupa com a função social do ler e do escrever e deve estar presente em um ambiente educador, lúdico e que estimule os pequenos a se interessar cada vez mais com o mundo que o cerca. Isto é, através dos sentidos e percepções, a criança percebe o significado das letras, sua função social . Nas interações e relacionamento com outras crianças e adultos ela se torna participante, autora de suas obras e protagonista, observando sua identidade, produções, e a dos outros.


Na Primeira Infância é essencial estimular os pequenos a terem liberdade de expressão e a experimentar as múltiplas linguagens: Música, dança, artes, leituras da literatura infantil clássica e brasileira, histórias em quadrinhos, jogos, brinquedos e brincadeiras e tantas outras. Tudo que for desafiador e possível de ser realizado propiciará um processo de ensino e aprendizagem harmônico e produtivo.


A professora Graciele relata que o projeto “Sou Letrando” foi estruturado com base na BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e prioriza os direitos da criança de conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se. Seguindo as orientações dos documentos oficiais da SME/RJ e BNCC, a educadora convida seus alunos a explorarem atividades diversificadas com objetivo de proporcionar experiências inéditas e vivências que possam despertar o prazer pela leitura e escrita.

 

 

Pasta utilizada para levar livros para casa e

alfabetário construído pelas crianças

 

 

Os pequenos demonstram interesse e encantamento ao desvendarem tantos significados contidos nos "símbolos" . O que não era compreendido por estar descontextualizado, começa a ganhar sentido. A sala de atividades, e o espaço da unidade se torna um ambiente vivo e educador. Aquelas letrinhas que estão por toda parte, nas paredes, televisão, rótulos, livros, ganham um novo significado. E, como grandes exploradores iniciam uma trilha de conhecimento, repleta de desafios e alegrias.

 


O Aniversário do seu Alfabeto e o Novo Amigo

 

Mascote do livro "O Aniversário do Seu Alfabeto e

brincadeira de barquinho com o nome

 

A educadora compartilha com os leitores do Fica a Dica, a experiência vivenciada com suas turmas. Para os miúdos ela narrou a história do livro "O Aniversário do seu Alfabeto" de Amir Piedade. Os olhinhos arregalados para assimilar cada página, antes de ser virada, demonstrava o interesse da turma no conteúdo do livro. Após a contação e o famoso “Deixa eu ver o livro!” a professora deu continuidade a promoção de incentivos: O personagem da história foi confeccionado, fazendo a história se tornar “Viva”.

 

Outro ponto importante no projeto foi a criação coletiva de uma pasta de atividades. Esta é uma aliada no projeto e integra as famílias ao trabalho realizado no EDI. Os alunos vibram ao chegar sexta-feira, pois sabem que poderão levar a pasta e o personagem para casa. Nesta proposta, os responsáveis participam e fazem pesquisas com seus filhos , buscando em revistas ou jornais, palavras ou objetos que possuam a letra inicial do nome da criança. Depois, recortam, colam e decoram utilizando os materiais enviados na pasta( canetinha, lápis de cor, cola, lápis de cera). Para terminar, os responsáveis e a criança avaliam e registram, com foto e escrita, como foi passar o fim de semana com o "novo amigo".

 

Graciele relata que o projeto inclui jogos, dinâmicas, dança e músicas. Todas as atividades após concluídas, foram registradas por meio de gráfico e escrita espontânea. A professora conta que as turmas realizaram a encenação da história “A Cigarra e da Formiga”. “As crianças fizeram de um jeito bem alegre e espontâneo. Foi um dia muito especial onde todos da Unidade puderam prestigiar as turmas.”

 

O Grande Alfabeto

 


A rotina com o projeto “Sou Letrando” é movimentada pela criatividade e curiosidade dos pequenos, no entanto, a professora destaca a atividade que as crianças interagiram com energia e risadas. Graciele lembrou que nesta época do ano caem muitas folhas no pátio do EDI, e por isso, surgiu a ideia de misturar elementos da natureza ao movimento do corpo da criança e assim formar a imitação das letras.

 

No início da atividade, as crianças ficaram com receio em deitarem nas folhas,que formaram um tapete natural, porém quando perceberam o surgimento das letras com o uso do corpo junto ao dos amigos, apropriando-se da possibilidade de criar, entraram na brincadeira e ficaram entusiasmados, avisando uns para os outros a próxima letra que viria a ser formada. Após a atividade, conversaram sobre a experiência da integração do corpo com a natureza.

 

Fica a Dica de atividades para um ambiente vivo e educador:

 


Varal de alfabeto construído com os alunos, pendurado na altura do olhar da criança;


Baú de livros, no qual as crianças possam ter acesso;


Contação de história pelas crianças. com leitura espontanea;


Blocão em folha 40 kg ou folha A3 para registro de atividades;


Professor como Escriba, participando do relato da criança, registrando-o;


Portfólios individuais e coletivos das atividades e registros das crianças;


Utilização de cantinhos, incluindo os cantos de leitura,

artes e fantasias para brincadeira de faz-de-conta;


Escrita espontânea da criança, tornando-a protagonista de sua produção;


Murais com produções das crianças, colocadas na altura da criança;

 

Registro da evolução do Grafismo em portfólios individuais;

 

 

Curtiu a #DICA da equipe da Professora Graciele?
 

Então, além de aprimorar seus conhecimentos a respeito da importância

do Letramento na Educação Infantil e Dicas de atividade, você pode participar nos enviando dicas, experências ou um relato sobre um projeto desenvolvido com seus alunos.

 

Estamos aguardando!

Envie sua experiência para:

ruteferreira@rioeduca.net 

 


   
           



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Quarta-feira, 26/09/2018

Fica a Dica: Romeu e Julieta

Tags: fica a dica, livro, romeu, julieta.

 

Fica a Dica: Romeu e Julieta

 

 

 

O fica a dica dessa semana vai contar a história de Romeu e Julieta. Mas calma aí! Não é a famosa tragédia criada por William Shakespeare, essa história é um pouco diferente.


O livro, Romeu e Julieta, é da autora Ruth Rocha, com ilustrações de Mariana Massarani.


Num passado distante, havia um reino colorido e repleto de floras, muito lindo para cheirar e ver, mas aqueles que viviam ali não podiam se conhecer, já que tudo era separado por cores.


“O que era BRANCO morava junto com o que era BRANCO. Todas as flores BRANCAS no mesmo canteiro. As borboletas BRANCAS só visitavam o canteiro BRANCO.”


No canteiro AMARELO vivia uma linda família de borboletas amarelas e sua filha se chamava Julieta.


Julieta já sabia voar e sempre que tentava voar para o canteiro AZUL sua mãe a impedia, cada borboleta no seu canteiro, ela dizia. Isso deixava Julieta muito triste.


Romeu era uma borboleta azul e morava com sua família no canteiro de Miosótis. Ele borboleteava por todo o lugar, mas seu pai sempre o alertava do perigo de voar nos outros canteiros, lugar de borboleta AZUL é no canteiro AZUL, sempre foi assim, dizia ele.


Um belo dia de primavera seu amigo Ventinho convidou ele para dar uma volta no canteiro das margaridas, lá era muito bonito e ele tinha uma amiga que se chamava Julieta, que era muito boazinha. Romeu ficou receoso no início, mas acabou cedendo.


Assim começou a amizade de Romeu e Julieta.


Os três voaram sem rumo, brincando entre as flores e acabaram entrando na floresta. Lá viram coisas que nunca imaginavam, plantas diferentes, bichos de todos os tamanhos e até uma família fazendo piquenique. Mas no meio de toda essa aventura acabaram sumindo dentro da floresta.


Seus pais preocupados, não ousavam atravessar o limite dos seus canteiros.


A noite caiu e Romeu, Julieta e ventinho, assustados, cansados e com frio, não encontravam o caminho para casa.


“Será que ninguém vem nos busca?”, perguntava Julieta.


Como terminará essa aventura?


Será que essa narrativa vai acabar em tragédia como a original? Ou os personagens homônimos dessa história terão um final feliz?


Esse livro nos permite trabalhar e explorar diversos assuntos. Contextualizar autores e obras, produzindo um final para essa história; Pensar a diversidade como forma de agregar valores; Falar dos seres vivos e do meio ambiente que nos cerca; Reconhecer as estações do ano e apresentar as características da primavera.


Que tal encher nosso ambiente de cores e flores?


Termino hoje com uma poesia de Vinicius de Moraes.


AS BORBOLETAS


Brancas
Azuis
Amarelas
E pretas
Brincam
Na luz
As belas
Borboletas.

Borboletas brancas
São alegres e francas.

Borboletas azuis
Gostam muito de luz.

As amarelinhas
São tão bonitinhas!

E as pretas, então...
Oh, que escuridão!

 

Fica a Dica! 


Conto com sua participação, professor(a). Mande também suas dicas e sugestões e vamos explorar o mundo literário!
Até a próxima semana!


 
 


   
           



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