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Segunda-feira, 13/08/2018

Fica a Dica: Folclore

Tags: folclore, música, dicas, educação musical, fica a dica.

 

Folclore

 

 

Olá!

Hoje estamos aqui para falar sobre o “Folclore”. Nosso folclore é bastante rico e diversificado, expresso em cada região do país de maneira variada.

Como o nome já diz, folclore se refere à sabedoria popular, ao que é passado de geração em geração, geralmente por tradição oral. As lendas, canções, crenças, entre outros, são frutos da nossa colonização e da mistura entre os povos.

“O folclore brasileiro é sinônimo de cultura popular brasileira e representa a identidade social da comunidade através de suas criações culturais, coletivas ou individuais; é também uma parte essencial da cultura do Brasil. Embora tenha raízes imemoriais, seu estudo sistemático iniciou somente em meados do século XIX e levou mais de cem anos para se consolidar no país. A partir da década de 1970, o folclorismo nacional definitivamente se institucionalizou e recebeu conformação conceitual.” (consultado em https://pt.wikipedia.org/wiki/Folclore_brasileiro, em 06/08/2018).

Em sala de aula, já aconteceu e acontece ainda de indagarmos aos nossos alunos o que é folclore e eles responderem: “Ah, folclore é Saci Pererê, Mula sem Cabeça, Curupira...”. Geralmente o discurso gira apenas em torno das lendas.

É preciso que se fale também sobre as danças, as músicas de tradição oral, as comidas típicas, as crendices, os ditos populares, a literatura popular, as festas... Precisamos mostrar a eles que o que é “conhecimento do povo”, desde as brincadeiras que fazemos nas ruas às festas típicas que muito nos envolvem (como as festas juninas ou o carnaval), tudo se refere ao nosso folclore.

Eles precisam também perceber que cada localidade tem as suas características, suas determinadas tradições. Além disso, é importante mostrar que algumas canções, brincadeiras, ditos, podem apresentar variações dependendo do lugar onde se inserem, haja vista que essas tradições/citações são passadas de geração em geração de forma oral, como falado anteriormente.

No Brasil, país de grande extensão territorial, temos muitas manifestações folclóricas e delineadas em cada “território”.

Em cada região, vamos observar manifestações representativas, como as danças do Frevo e do Maracatu no Nordeste; o Carimbó na Região Norte; o Jongo na região Sudeste; a Congada no Centro-Oeste e a dança do Pau de Fitas na Região Sul, para citar apenas algumas.

Sobre o folclore, são inúmeras as atividades que podemos fazer em sala de aula. Desde os menores até os alunos do último ano do Fundamental. É importante que eles conheçam a nossa cultura, que a valorize e a respeite.

Podemos desenvolver atividades de apreciação dessas canções e das danças típicas de cada região, assim como fazê-los conhecer as lendas e suas referências, seu contexto histórico e sua origem. Podemos também reproduzir as brincadeiras com as cantigas tradicionais, lembrando sempre que é importante a vivência dessas manifestações, o conhecimento acerca do cenário de cada uma.

Podemos trabalhar também as parlendas, os provérbios, os trava-línguas com os menores, aproveitando o conteúdo para desenvolver outras habilidades.

São inúmeras as possibilidades que podemos desenvolver, buscando sempre preservar as tradições, valorizando o que é nosso, resgatando brincadeiras e canções, aprimorando a imaginação, a sensibilidade e a criatividade, dentre muitas outras.

Que tal se as suas turmas se dividissem e explorassem regiões diferentes para depois apresentarem para os demais o resultado das suas pesquisas? Que tal programar apresentações de dança, música, e até produções de vídeos feitos pelos próprios alunos, com pesquisas realizadas na região onde vivem e, assim, poder falar sobre as suas tradições? wink

 

 

 

Fica a Dica! 

Gostaram da dica da semana? Escreva pra gente! Conte-nos suas ideias e sugestões!

 


 


   
           



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Quinta-feira, 02/08/2018

Fica a Dica: A Importância da Psicomotricidade na Educação Infantil

Tags: educação infantil, creches, edis, professores de educação infantil.

 

 A Importância da Psicomotricidade na Educação Infantil

 

 

 

Hoje,  o Professor Flávio Conceição do Nascimento presenteia os leitores que atuam na Educação Infantil com a #Dica que irá provocar um movimento importante nos grandes e pequenos das Creches, Espaços de Desenvolvimento Infantil (EDIs) e Instituições que atendem a Primeira Infância.

 

Flávio, trabalha no CIEP Procópio Ferreira, da 3ª Coordenadoria Regional de Educação. Ele é um daqueles professores apaixonados pela profissão e não descansa até que converta seus planos educacionais em ação! Ele considera que  criança em movimento é assunto sério e significativo, por isso, compartilharemos com  você a experiência que ele vivencia.

 

Flávio pesquisa constantemente sobre o tema Psicomotricidade e  busca aperfeiçoar o desempenho dos pequenos aprendizes por identificar  que  este possa abranger diversas áreas do conhecimento. O professor  constatou  que havia a necessidade de  aprofundar os estudos  e  convidou os demais educadores a agregar forças para que o projeto saísse do papel.

 

Compartilhar saberes, experiências permite a todos nós, professores, nos tornar ainda mais capacitados para atender as primordialidades das crianças. Portanto, chegou a hora de saber mais sobre o projeto que incentivou e movimentou o CIEP Procópio Ferreira.

 

O que é  Psicomotricidade?

 


 

Psicomotricidade é uma ferramenta também utilizada na disciplina de  Educação Física. Esta possui como objetivo contribuir com o desenvolvimento da criança nos aspectos motores, cognitivos e sociais. As atividades psicomotoras auxiliam no processo de aprendizagem. Segundo estudos realizados pelo Professor e equipe,  a aprendizagem e o desenvolvimento estão interrelacionadas, pois colaboram para o esquema corporal, organização espacial, lateralidade, desenvolvimento motor, cognitivo e até mesmo o emocional dos alunos.

 

Conclui-se  que a Educação Psicomotora, aplicada na Educação Infantil é relevante para o sucesso dos pequenos em toda sua vida,  tanto na escola quanto  fora dela. Os EDIs, Creches e Escolas podem oportunizar às crianças condições de desenvolverem capacidades básicas. Assim, seu potencial motor será mais estimulado, utilizando o movimento do corpo  para previnir ou ajudar  nas fragilidades expressadas pelos alunos .

 

Vivências e Significados 

 

 

 

Com a colaboração das equipes das salas de atividades, da Comunidade Escolar e Parcerias foi replanejado um espaço , no qual as crianças amam comparecer! As doações de materiais auxiliaram o sonho se tornar real. Logo no início das atividades identificou-se mais  interesse das crianças na aquisição de novos conhecimentos. O projeto repercutiu inclusive no processo de letramento e alfabetização.

 

Em 2017, quatrocentos e oitenta e cinco alunos entre quatro e seis anos participaram das atividades. Em 2018, cento e noventa e oito alunos dos que eram matriculados em turmas de Pré I deram prosseguimento às atividades no espaço, reforçando a longitudinalidade do aprendizado.

 

Pela ludicidade das ações propostas, a criançada gosta das aulas, para elas a brincadeira, os movimentos são uma alegria! Enquanto isso o professor está atento a cada uma deles. Para Flávio, a brincadeira dos pequenos é assunto sério! Um dos objetivos é que o trabalho com a alfabetização seja facilitado, que se ativem os esquemas mentais dos alunos levando-os a ter equilíbrio, força, resistência

 

Fica a Dica de Atividades que podem ser utilizadas:


>Jogo do alinhavo;

> Circuitos em forma de círculos ou outras formas geométricas, marcados com fita crepe ou giz branco no chão, para as crianças perceberem a delimitação do espaço;

> Circuitos mais complexos, utilizando pneus, bastões, caixas, escadas, cordas, garrafas;

> Desenho de linhas curvas no chão para testar  rapidez; delimitando caminhos com fita crepe, por onde precisam  passar sem sair da linha e posteriormente, passar em cima sem escorregar;

> Brincadeira da "Batata quente", na qual a criança passa o objeto que tem  nas mãos, utilizando não apenas a lateralidade, mas também  a atenção, através da musicalização;

> Cantar músicas que falem sobre as partes do corpo;

> Reunir os pequenos para brincadeiras cantadas, nas quais possam andar com passos diferentes: Andar depressa, correr, andar em trave de equilíbrio, andar para o lado direito, esquerdo, para frente e para trás, subir, descer, pular, equilibrar-se, etc.

 

    Fica a Dica de materiais que podem ser utilizados:

 > Blocos de espuma;

> Cordas;

> Colchonetes;

> Brinquedos com materiais recicláveis;

> Materiais para pintura;

> Quebra- cabeças de várias formas e tamanhos;

> Brinquedos variados,

> Sucatas

> Garrafas;

> Pneus;

> caixas e muito mais!

 

   Fica a Dica para os Professores:

 

> As aulas devem ser planejadas com auxilio de estudos e da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), de tal forma que os participantes as realize com segurança e eficiência.

> A continuidade das atividades fazem com que os objetivos sejam alcançados.

> O sucesso do projeto é mais proveitoso quando toda a Comunidade Escolar está envolvida. Desde a gestão até responsáveis e possíveis parceiros.

 

 Com o relato de sucesso do Professor Flávio e com as dicas sugeridas,

agora é aproveitar os espaços e convidar os pequenos a se movimentarem!

 

Fica a Dica!

Gostou da #Dica do Professor Flávio do CIEP Procópio Ferreira?

Faça como o Flávio e compartilhe seu projeto  ou atividade!

Venha deixar a sua dica!

 


  


   
           



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Quarta-feira, 01/08/2018

Fica a Dica: Quero abraço, o que é que eu faço?

Tags: dica, livro, abraço.

 

Livro: Quero abraço, o que é que eu faço?

 

 

A dica dessa semana é da Professora Daniele Sampaio, com o livro “Quero abraço, o que é que eu faço?”, de Jeanne Willis e Tony Ross, traduzido por Ana Maria Machado.


“Era uma vez uma lesma molenguinha, malhada, brilhante, gosmentinha. Se arrastava deixando um traço grudento e meio nojento e sempre queria um abraço.”


A lesma não sabia porque sua mãe nunca a abraçava e isso deixava ela chateada. Resolveu perguntar a cada bicho o que precisava mudar, queria ser atraente, menos fria e repelente.


O gato disse que se ela fosse peluda, macia e felpuda, talvez sua mãe a notasse. A lesminha colocou uma boina de tricô e um xale furta-cor. Tico-Tico sugeriu que colocasse umas penas, o porco patas e um rabo redondo, o bode que arranjasse um chifre pontudo e caprichasse na barbuda, e assim por diante. Teve a borboleta, o raposo, a vaca, todos dando conselhos e a lesma ficava cada vez mais enfeitada.


De tão diferente que sua imagem ficou, sua mãe não mais a reconhecia... “Surpresa! Sou eu!”, ela dizia.

 

Será que depois de tanta transformação, finalmente ela vai conseguir o que mais queria?


Um abraço pode ser apenas um simples gesto, ou significar uma série de sentimentos. Pode ser de alegria ou tristeza, amor ou amizade, fraco ou aquele capaz de esmagar. É uma ação recíproca que estabelece uma ligação.


Todos somos diferentes, não pensamos, agimos ou sentimos exatamente da mesma forma que o outro. Muitas vezes mudamos quem somos ou quem queremos ser para sermos aceitos, nos sentirmos amados e pertencentes de alguma forma.


Que tal trabalhar nossa autoestima, valorizar nossas qualidades e habilidades, aceitar o outro com suas perfeições e imperfeições, respeitar as diferenças e parar de julgar aqueles que não são como nós?


Cada um é especial de alguma forma. Afinal, o que seria do azul se todos gostassem do amarelo?


Estamos retornando das férias, vamos dar um abraço apertado no amigo do lado, matar as saudades e contar as novidades?

 

Fica a Dica! 

 

Conto com sua participação, professor(a). Mande também suas dicas e sugestões e vamos explorar o mundo literário!
Até a próxima semana!

 


 


   
           



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Segunda-feira, 30/07/2018

Fica a dica: Gêneros Musicais na Sala de Aula

Tags: gêneros musicais, dicas, educação musical, valores, ética, criatividade.

 

Fica a dica: Gêneros Musicais na Sala de Aula

 

 

Olá!

Hoje, vamos falar sobre atividades relacionadas ao estudo dos gêneros musicais.

Navegando mais uma vez pelo portal do professor do MEC, me deparei com uma aula bastante interessante que podemos realizar com nossos alunos. Ela pode ser acessada no link: https://bit.ly/2v4zv1S.

É uma proposta de aula que pode ser adaptada, modificada, que desperta variadas ideias para nós, professores de música. Além disso, abre correlações com outras disciplinas.

Essa sugestão aborda também valores que são importantes, como ética e respeito.

 

Nessa aula, sugere-se também que o nosso aluno seja ouvido, que ele traga para a mesma suas dúvidas, aspirações e preferências musicais.

 

As autoras propõem que os alunos, ao final, sejam capazes de:

1. Reconhecer que o trabalho com música e com a diversidade de gêneros musicais possibilita o saber ouvir, a interação social e a formação de valores éticos;

2. Conhecer e discutir seus gêneros musicais preferidos, os ambientes em que costumam ouvir músicas e os meios que utilizam para realizar esta atividade;

3. Analisar letras de músicas relativas aos gêneros preferidos da turma;

4. Criar paródias de acordo com os gêneros musicais escolhidos pelos alunos.

 

Na proposta são trabalhados a escuta atenta, a interação social, os valores éticos, as preferências musicais dos alunos e os gêneros musicais propriamente ditos.

É uma aula dividida em quatro momentos de 50 minutos, que podem ser adaptados de acordo com o público-alvo e suas respectivas faixas etárias. Além de apresentar exemplos em vídeos das atividades, o que facilita e nos orienta na aplicação em sala.

Temas como plágio, pirataria, atividades com instrumentos musicais recicláveis e jogos são alguns dos conteúdos abordados. Entre os temas, destaco a pirataria e plágio como assuntos essenciais para discussão e reflexão com os alunos. A orientação se faz necessária, haja vista o consumo rápido e facilitado com o uso da internet na atualidade. Sem saber, podemos estar consumindo erradamente ou produzindo obras que afetam direitos autorais. Esses valores precisam ser debatidos em sala, apropriadamente, para que possamos formar cidadãos conscientes também nesse aspecto.

A aula citada pode ser ricamente utilizada, no âmbito musical e também interdisciplinarmente.

 

Espero que tenham gostado da sugestão e que possam explorar bastante as atividades sugeridas! Que os debates rendam frutos e que nossos alunos estejam cada vez mais conscientes e preparados para suas escolhas e apreciações artísticas!

 

Fica a Dica! 

 

Essa é a nossa dica da semana! Estamos aguardando suas sugestões! Escreva pra gente! smiley
 


   
           



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