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Segunda-feira, 14/05/2018

Fica a dica Alfabetização: Com as Youtubers do Redescobrindo

Tags: fica, dica, alfabetização.

 

Fica a dica Alfabetização

 

 

Olá!

Confira toda semana um vídeo novo no Canal Redescobrindo no YouTube: https://bit.ly/2rInGg9  .

 

Como surgiu o Redescobrindo:

No final do ano de 2017, durante o período de aplicação do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), uma matéria no jornal chamou a atenção. A notícia falava de como os alunos do ensino médio recorrem, cada vez mais, a plataformas de vídeos na internet para estudo (no caso mais conhecido, o site YouTube). A reportagem falava ainda das múltiplas formas que esses alunos encontravam em tal ferramenta para estudar ou relembrar os conteúdos da avaliação.

Começamos, então, a questionar como gostaríamos, também, de ter essas ferramentas disponíveis para as crianças em processo de alfabetização. Para quem procura por aulas sobre álgebra, aritmética, regras ortográficas, acontecimentos históricos ou conhecimentos gerais, dentre outros, não faltam opções na internet, porém, para pais, alunos e professores que pesquisam conteúdos sobre o processo de alfabetização, a situação é totalmente diferente.

Diante da escassez de conteúdos audiovisuais que atendessem a essa faixa etária, nós decidimos fazer diferente e colocar a mão na massa. Criar videoaulas interativas que abordassem a leitura, a escrita e os demais assuntos dos primeiros anos do ensino fundamental, de forma lúdica e contextualizada porque, sobretudo, pensávamos nos alunos, que também eram usuários do Youtube e gostavam muito de acessar tal recurso.

Visando, então, a oportunidade de que houvessem bons vídeos para todos aprenderem de uma forma diferente, para lidar com a dificuldade no desenvolvimento da recuperação paralela na sala de aula e ainda, oferecer uma oportunidade que, mesmo em casa, a criança com autonomia tenha interesse em aprender, surgiu o Redescobrindo.

 

Mas por que, “Redescobrindo”?

A definição do nosso nome não foi aleatória. Precisávamos de um nome que pudesse dar conta das duas palavras que estão no centro da ideia. A primeira palavra é rede, que está por toda parte. Seja nas nossas conexões neurais ou nas formas de comunicação atuais ela tem a propriedade de interligar elementos e permitir que a informação circule entre seus componentes. Além do mais, a veiculação do nosso trabalho se dá, principalmente, através de uma rede, a internet.

A outra palavra está relacionada a descoberta. A reinvenção da escrita é uma das grandes proposições de Emília Ferreiro. Para ela, o processo de leitura e escrita requer reconstrução e, no nosso entendimento, redescoberta.

Além disso, propomos ajudar os alunos, ou professores nas suas matérias, ou nas aulas, para que os alunos possam ver um conteúdo que já viram, ou que estão vendo, de uma outra forma. Redescobrir significa apropriar-se da descoberta e impregná-la de novos sentidos, novos valores.

Então, Rede + Descoberta deu origem ao Redescobrindo, que busca oferecer um conteúdo atrativo e diferente, através de recursos digitais, para possibilitar novas descobertas, auxiliar no desenvolvimento da criança e, ainda, favorecer o reforço com um novo olhar para aquelas crianças que mais precisam.

 

Abaixo um pouco da nossa biografia:

 

Juliana Rebelo


Graduada em Pedagogia pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e, atualmente, Mestranda em Educação na mesma instituição, na linha de Educação Inclusiva e Processos Educacionais, tendo experiência com pesquisas na área de Tecnologias Digitais e Educação, Avaliação da Aprendizagem e Exclusão Escolar. Também é Psicopedagoga pela Universidade Cândido Mendes e ainda especialista em Educação e Tecnologias pela Universidade Veiga de Almeida.

Professora de Ensino Fundamental no município do Rio de Janeiro, atua em classe de alfabetização como regente de turma na Escola Municipal Desembargador Ney Palmeiro, em Jacarepaguá. Porém, a paixão em alfabetizar surgiu ainda no tempo de faculdade, durante o estágio no Colégio de Aplicação da UERJ (CAp-UERJ).

A união das duas paixões na educação (Alfabetização com as Tecnologias Digitais) foi então possível através da criação e do desenvolvimento do canal “Redescobrindo”, em parceria com a professora Lyvia Teixeira.

 

Lyvia Teixeira

Formada em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), iniciou sua regência na Rede Municipal de Ensino nas turmas de educação infantil. Hoje, como professora do ensino fundamental, atua na Escola Municipal Desembargador Ney Palmeiro, dedicando-se à alfabetização e ao desenvolvimento de estratégias para a melhoria na aprendizagem.

Especialista em Gestão Escolar e Coordenação Pedagógica, acredita que ensinar exige pesquisa e educação permanente. Por isso, é pós-graduanda em Neuroaprendizagem e empenha-se nos estudos sobre como o cérebro aprende.

Preocupada com a dificuldade de aprendizagem dos alunos da rede, com a implementação de ações para reforço escolar e recuperação paralela, iniciou o canal “Redescobrindo”, em parceria com a professora Juliana Rebelo.
 

 

Até a próxima semana!

 


   
           



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Sexta-feira, 22/11/2013

A Escrita que Emerge da Experimentação

Tags: blogsderioeducadores, educopédia, mídias, especialistas, alfabetização, letramento.

A alfabetização não pode ser o início de um processo, mas sim a continuidade de um trabalho anteriormente desenvolvido. Ninguém entra na alfabetização e se depara pela primeira vez com letras, palavras ou textos. Todos estes se encontram imersos no contexto social da criança, personificados em diversos gêneros textuais. Não há como escondê-los ou mascará-los. Eles se corporificam no papel, na mídia, no discurso, nas propagandas, nas placas etc.

 

 


A promoção da escrita em sala de aula deve partir de algo estimulante, provocador e investigativo. A escrita não pode ser apenas estanque e pontual, para satisfazer apenas uma atividade didática ou uma necessidade de avaliação da escola. A escrita deve promover descobertas, interesses e ampliação de saberes elencados aos conhecimentos prévios.

 

CIEP Dr. Adão Pereira Nunes - Professora Priscilla Rohr Garcez de Oliveira.

 


A escrita deve promover sentido, prazer, ou seja, por ter significado, torna-se desejável o seu registro. Não se deve escrever simplesmente para mostrar ao professor o que o aluno é capaz. O educando escreve quando é capaz de compreender de forma contextualizada o mundo que o cerca, por isso escreve com profundidade, clareza e naturalidade, com uma linguagem característica do nível de seu desenvolvimento.

 

http://avezdoeducador.blogspot.com.br/2010/11/evolucao-da-escrita-das-criancas.html

 


Escrever não é só associar letras aos sons correspondentes, mas é também expressar o que se percebe, vê, pensa, reflete, linka, relaciona com o mundo, com os textos e com a vida.

 

http://mariadantas.spaceblog.com.br/384734

 


A turma de 1º ano da E. M Alina de Britto pôde vivenciar em sua prática escolar a experiência da descoberta. A professora trouxe para a sala de aula um peixe chamado Xerelete. Seus alunos cheiraram, mediram, perceberam a textura de sua pele com as escamas, observaram suas partes como: nadadeiras, cauda, olhos, boca, dentes. Pesquisaram sobre o seu habitat, seus nomes variados etc. Enfim, a aula estava imersa em um “mar de peixe”.

Construíram a palavra com letras de revistas, refletindo sobre a sua forma de escrever, quantidade e tipos de letras. Organizaram um texto coletivo sobre as descobertas da espécie. No final, foi proposta a construção individual de uma escrita sobre o xerelete, tendo uma das alunas da classe registrado:” XERELETE/O TAMANHO DELE E 23 100TIMETRO”.

 

 


Escrever é uma capacidade dotada ao ser humano e, por isso, deve ser utilizada com funcionalidade, criatividade e riqueza de conhecimento, dentro e fora da escola.

 


Segundo Paulo Freire, a escola deve instigar constantemente a curiosidade do educando ao invés de “amaciá-la” ou “domesticá-la”.

 

 

Cláudia Azevedo Pinudo é pós-graduada em Psicopedagogia e Sexualidade Humana, graduada em Pedagogia, Professora do Ensino Fundamental e Orientadora de Estudos do PNAIC.

 


 

                               

 

 

 


   
           



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Sexta-feira, 15/11/2013

Alfabetização e Letramento: Conceitos para o Século XXI

Tags: blogsderioeducadores, educopédia, mídias, especialistas, alfabetização, letramento.

Muito se fala atualmente sobre as crianças não serem somente alfabetizadas, mas também letradas para entender o mundo que as rodeia. Entretanto, ainda há muitas dúvidas sobre a definição e diferenciação entre estes termos.

 

E. M. Delfim Moreira - 3ª CRE.

 


Tem-se por alfabetização o processo de descoberta do código escrito e dos procedimentos de leitura, aceitando-se como alfabetizados, por exemplo, aqueles que conseguem grafar e ler um bilhete simples.

 

 


Segundo Soares (1999), a palavra letramento é uma tradução para o Português da palavra inglesa literacy; os dicionários definem assim essa palavra: "Literate é, pois, o adjetivo que caracteriza a pessoa que domina a leitura e a escrita, e literacy designa o estado ou condição daquele que é literate, daquele que não só sabe ler e escrever, mas também faz uso competente e frequente da leitura e/ou da escrita (grifo nosso).

 

E. M. Estado da Guanabara - 3ª CRE.

 


Em outras palavras, letramento é ampliar o uso da leitura e da escrita a fim de interagir tais práticas com os diálogos que a criança trava com outros indivíduos, com materiais escritos (livros, rótulos de embalagens, entre outros) e por meio da mediação de um par mais experiente no que tange os símbolos comunicativos criados pela sociedade em que vivem.

 

E. M. Ana Maria Cristina Marques Ribeiro - 6ª CRE.

 


Em resumo, ainda citando palavras de Soares: "Se alfabetizar significa orientar a criança para o domínio da tecnologia da escrita, letrar significa levá-la ao exercício das práticas sociais de leitura e de escrita. Uma criança alfabetizada é uma criança que sabe ler e escrever; uma criança letrada (tomando este adjetivo no campo semântico de letramento e de letrar, e não com o sentido que tem tradicionalmente na língua, este dicionarizado) é uma criança que tem o hábito, as habilidades e até mesmo o prazer de leitura e de escrita de diferentes gêneros de textos, em diferentes suportes ou portadores, em diferentes contextos e circunstâncias".


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Referências:
SOARES, Magda B. Letramento, um tema em três gêneros. Belo Horizonte, Editora Autêntica, 1998.

RAMOS, F. M. E.; SOARES, Magda B. Letrar é mais que alfabetizar. Entrevista com Magda Soares.

 

 

Thaís Duarte Passos Teixeira do Amaral é Professora I de Língua Inglesa na SME/RJ, Articuladora da 6ª CRE e Pós-graduanda pelo CEFET/RJ (Ensino de Línguas Estrangeiras)

Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4485024A7

e-mail: thaisdteixeira@rioeduca.net

Blog: languagesapprentice.wordpress.com

 

                               

 

 

 


   
           



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