A A A C
email
Retornando 25 resultados para a tag 'blogsderioeducadores'

Sexta-feira, 11/10/2013

Simbólico, Signo, Significado, Significante: Social e Individual no Ato Comunicativo

Tags: blogsderioeducadores, educopédia, mídias, especialistas, linguística.

Ferdinand de Saussure, autor do Curso de Linguística Geral (1916), contribui com seus estudos de maneira significativa para o desenvolvimento da Linguística e de conceitos cujo entendimento é fundamental para uma mediação de qualidade no processo de aquisição e utilização da língua escrita.

 

 


O autor disserta sobre Língua e Fala, sendo a primeira o objeto de estudo da Linguística. Língua e Fala seriam, respectivamente, características social e individual do ato comunicativo verbal.

 

 


A Língua é, segundo Saussure, “a unidade da linguagem, e é constituída por um sistema de signos”. Em outras palavras, Língua é um conjunto de unidades que forma um todo. Sendo esta depositada como produto social na mente de cada falante da comunidade, por isso possui homogeneidade.

 

 


A Fala é um ato individual. É a concretização da Língua pelos falantes e, por isso, não apresenta homogeneidade, é variável e circunstancial.

 

 


O signo é composto pela associação entre SIGNIFICADO (conceito) e SIGNIFICANTE (imagem acústica). Essa relação não se trata de associar um “objeto” a um “termo”, mas sim um conceito a uma imagem acústica.

 

 


Ainda segundo Saussure, temos o Significado como “o valor, sentido ou conteúdo semântico de um signo linguístico e o Significante como imagem acústica ou manifestação fônica do signo linguístico”.

 


Língua e Fala, embora configurem processos distintos, têm igual importância no processo de aquisição e utilização da língua escrita. Entretanto, a escola tende a excluir de seus processos de ensino a linguagem da fala. Tal exclusão não permite a vivência da dinâmica social e da mutabilidade da Língua dos falantes, colocando a diversidade linguística existente em nossa nação à margem dos processos escolares.

 

 


A escola tem a priori o trabalho com as estruturas linguísticas, separando Língua de seu uso e de seu contexto social, de forma a distanciar a prática pedagógica cotidiana da possibilidade de expandir e aprofundar a experimentação do simbólico de seu grupo e da produção de sentidos no educando.

 


Para que tal realidade se reverta, é necessário priorizar estratégias e atividades em que Língua e Fala sejam vivenciadas, problematizadas e que interajam entre si. De forma a propiciar ao aluno discutir e se expressar escrita e oralmente, de forma coletiva e individual, através de atividades que ampliem os seus campos de significação.

 

 


Assim, é possível obter uma escola inclusiva, que acolha a diversidade, que abrigue valores democráticos e que se consolide como espaço privilegiado na formação global dos indivíduos, na superação das dificuldades de aprendizagem e na construção crítica dos conhecimentos, e na formação do leitor/autor proficiente.

 

 

Paula Moita é professora Regente de Sala de Leitura na Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e professora substituta no Colégio Pedro II. Pós-graduada em Psicopedagogia e graduada em Pedagogia pela UERJ. Ao longo do exercício profissional e da vida acadêmica, vem desenvolvendo pesquisa a respeito das dificuldades de aprendizagem e aquisição da leitura e escrita.


Lattes: http://lattes.cnpq.br/4454775243985678

Blog: http://professorapaulamoita.blogspot.com.br

 

 

                               

 

 

 


   
           



Yammer Share

Segunda-feira, 07/10/2013

Etnocentrismo

Tags: blogsderioeducadores, educopédia, mídias, etnocentrismo.

Etnocentrismo é uma visão de mundo em que o nosso próprio grupo é tomado como centro de tudo. E todos os outros são pensados e sentidos através dos nossos valores, nossos modelos, nossas definições do que é existência.

 

No plano intelectual, pode ser visto como dificuldade de pensarmos a diferença. No plano afetivo, como sentimentos de estranheza, medo, hostilidade etc.

 

 


A diferença é ameaçadora porque fere a nossa própria identidade cultural (eu X outro). O grupo do “eu” faz, então, da sua visão a única possível. Ou, mais discretamente se for o caso, a melhor, a natural, a superior, a certa. O grupo do “outro” fica, nessa lógica, como sendo engraçado, absurdo, anormal ou ininteligível. O “outro” é o “aquém” ou o “além”, nunca o “igual” ao “eu”.

 

O etnocentrismo passa exatamente por um julgamento do valor da cultura do “outro” nos termos da cultura do grupo do “eu”. Exemplo: a chegada dos portugueses no Brasil com Pedro Álvares Cabral, como viram e trataram os índios.

 

 


Aqueles que são diferentes do grupo do “eu” - os diversos “outros” deste mundo - por não poderem dizer algo de si mesmos, acabam representados pela ótica etnocêntrica e segundo as dinâmicas ideológicas de determinados momentos. Exemplo: vamos escravizar os negros porque eles não têm alma.

 

 

A diferença não é uma ameaça, mas uma alternativa. Ela não é uma hostilidade do “outro”, mas uma possibilidade de que o “outro” possa abrir-se para o “eu”.

_____________________________________________________

Referências:

ROCHA, Everardo. O que é etnocentrismo. 11ª edição. Ed. Brasiliense, 1994.

Eltom Ferreira Matias é graduado em História e especializado em Administração e Supervisão Escolar. Atualmente é orientador pedagógico na Prefeitura de Nova Iguaçu e professor na Prefeitura do Rio de Janeiro.
Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4216236U5.

 

                               

 

 

 


   
           



Yammer Share

Sexta-feira, 04/10/2013

A Educação e o Preparo para o Trabalho

Tags: blogsderioeducadores, educopédia, mídias, especialistas, educação inclusiva.

Percebemos o movimento inclusivo como um repensar sobre nossos próprios preconceitos e atitudes frente ao “diferente”. Esse movimento reflete-se em vários setores da sociedade: no contexto familiar, escolar e até profissional.

 

 


Acredita-se que, para garantir a inclusão, a escola diferencie o seu fazer pedagógico, de modo a atender as necessidades imediatas que um jovem aluno com deficiência mental apresenta. Visa, também, proporcionar o acesso ao mercado de trabalho dos jovens com deficiência intelectual.

 

 


A falta do auxílio escolar no desenvolvimento de habilidades que possam resultar em uma vida produtiva, leva esses indivíduos a se distanciarem cada vez mais da realização de atividades remuneradas satisfatórias.

 


“Art. 59. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais: (...)

IV - educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no mercado competitivo."

(Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional,1996)

 


Como ponto inicial de transição: o fazer pedagógico. Este deve estar centrado em atividades que exijam destreza de habilidades necessárias a situações do cotidiano, envolvendo independência, autonomia, locomoção e comunicabilidade.

 

 


Como ponto secundário de transição: o envolvimento da equipe escolar. Definido em parcerias com instituições profissionais, através de cursos, oficinas e posterior aproveitamento desses indivíduos em seus quadros funcionais, servindo como motivação para o acesso e permanência de tais indivíduos no ambiente escolar.

 


E, finalmente, com tais indivíduos habilitados e com práticas profissionais comprovadas, disputa em igualdade de oportunidade às vagas oferecidas no mercado de trabalho formal.

 

 


Segundo Sassaki (2003): “As empresas inclusivas refletem a tese de que a mão de obra da pessoa deficiente é tão produtiva quanto a mão de obra constituída só de trabalhadores não deficientes.”

 

Assim, o papel da escola torna-se fundamental na transição entre escola e trabalho. Oferecendo ambientes em que ele possa desenvolver habilidades necessárias ao bom desempenho de uma função, independentemente de sua escolaridade e estabelecendo parcerias entre entidades interessadas em absorver a mão de obra do deficiente.
 

 

 

Elisabete Miranda de Oliveira é professora de Sala de Recursos, graduada em Pedagogia pela UERJ e pós-graduada em Deficiência Intelectual pela UNIRIO. Trabalha com educação especial desde 2006, atuando com alunos de diversas faixas etárias. Na prefeitura do RJ, atua com alunos inclusos desde 2011.

 

                               

 

 

 


   
           



Yammer Share

Segunda-feira, 30/09/2013

“Você Quer? Você Pode” – A Linguagem Figurada e os Efeitos de Sentido na Propaganda

Tags: blogsderioeducadores, educopédia, mídias, especialistas, funções da linguagem, propaganda.

O presente estudo procura apresentar meios linguísticos usados em textos de propagandas para persuadir o público, analisando de que maneira tais artifícios influenciam os consumidores.


Uma das principais características encontradas nos textos das propagandas é o uso de recursos como a forma verbal no modo imperativo e a linguagem coloquial através do uso do pronome “você”, com o intuito de fazer com que o texto se aproxime do leitor e chame ainda mais atenção do público.

 

“Chegou a nova linha de espumas de barbear Bozzano. Nova fórmula. Novas embalagens. Novo acionador. Novo você.” (Revista Caras, abril de 2010)

 

 

Sorria mais. Coma menos. Nutricé Slim Shots completa a sua dieta”. (Revista Caras, março de 2010)

 

Os textos de propagandas se utilizam de meios linguísticos através das funções de linguagem. Cada função apresenta sua característica própria, que é utilizada com a intenção de provocar no leitor um interesse maior pela mensagem. E, a partir da propaganda, mostrar ao leitor que aquele produto é melhor, que aquela marca é a mais considerada e de melhor qualidade no mercado. Por fim, fazê-lo adquirir o produto.

 

 

Iogurte Molico. Nada de gordura. Tudo de sabor”. (Revista Claudia, março de 2002)

 

 

Apesar de as propagandas utilizarem as funções da linguagem, principalmente a conativa e a poética, é importante ressaltar que todos os textos propagandísticos apresentam a mesma função apelativa sobre o público. O que destaca ainda mais a grande importância dessa função na veiculação dessas mensagens.

 


Analisando as propagandas, podem-se perceber os principais meios persuasivos encontrados nestes textos, para que eles alcancem seu principal objetivo, que é atingir o público. As propagandas só atingem tais objetivos devido ao uso das funções de linguagem, pois auxiliam na aproximação entre a mensagem e seu receptor.

 


Através da utilização dos meios linguísticos presentes nos textos propagandísticos, a mensagem torna-se mais atraente, facilitando a comunicação entre a propaganda e o seu público.
 

______________________________________________

Referências Bibliográficas:
CHALHUB, Samira. Funções da Linguagem. 11. ed. São Paulo: Ática, 2002.
CITELLI, Adilson. Linguagem e persuasão. São Paulo: Ática, 1985.
JAKOBSON, Roman. Linguística e comunicação. 17. ed. São Paulo: Cutrix, 2000.
SANDMANN, Antônio. A linguagem da Propaganda. 5. ed. São Paulo: Contexto, 2001.

 

 

Karine Cabral de Faria de Moraes é graduada em Língua Portuguesa pela Universidade Estácio de Sá, Especialista em Língua Portuguesa pela FEUC e professora de Língua Portuguesa na rede municipal de Educação do Rio de Janeiro.

 

 

                               

 

 

 


   
           



Yammer Share