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Quarta-feira, 24/04/2019

Fica a Dica: Pixinguinha - Compositor, Maestro e Instrumentista

Tags: dicas, educação musical, choro, pixinguinha.

Fica a Dica: Pixinguinha - Compositor, Maestro e Instrumentista

 


 

Olá! Estamos aqui, mais uma vez, com a nossa dica mensal!


Hoje vamos falar sobre Pixinguinha. Seu verdadeiro nome era Alfredo da Rocha Vianna Filho. Ele foi maestro, flautista, saxofonista, compositor e arranjador brasileiro...! Representa muito para a nossa música e tem composições belíssimas!


“Alfredo da Rocha Viana Filho (1897-1973) nasceu no Rio de Janeiro, no dia 23 de abril de 1897. Com 13 anos compôs seu primeiro choro “Lata de Leite”, que revolucionou a música daquela época. Filho de um flautista, recebeu uma flauta de presente e foi encaminhado para aulas de música. Em 1911, começou a tocar na orquestra do rancho carnavalesco, ‘Filhas da Jardineira’, onde conheceu Donga e João da Baiana.” (Fonte: https://www.ebiografia.com/pixinguinha/)


Embora esse site mencione que sua data de nascimento era 23 de abril, há registros de que, na verdade, a data do seu nascimento seria 04 de maio.


“No dia 23 de abril comemora-se o Dia Nacional do Choro. A data foi criada como homenagem ao que se acreditava ser a data de nascimento de Pixinguinha. Ela foi criada oficialmente em 4 de setembro de 2000, quando foi sancionada lei originada por iniciativa do bandolinista Hamilton de Holanda e seus alunos da Escola de Choro Raphael Rabello. Em novembro de 2016, entretanto, foi descoberto que a verdadeira data de nascimento do compositor é 4 de maio de 1897, e não 23 de abril, como se acreditava até então. Apesar disso, a data de comemoração do estilo musical criado pelo artista permaneceu inalterada.” (Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pixinguinha)


Polêmicas à parte, Pixinguinha é considerado um dos maiores compositores da música popular brasileira. Contribuiu diretamente para que o Choro encontrasse uma forma musical definitiva.


“O choro entra na cena musical brasileira em meados e finais do século 19 e, nesse período, se destacam Callado, Anacleto de Medeiros, Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth. Inicialmente, o gênero mesclava elementos da música africana e europeia e era executado principalmente por funcionários públicos, instrumentistas das bandas militares e operários têxteis.” (Fonte: https://www.abramus.org.br/noticias/4420/23-de-abril-dia-nacional-do-choro/)


O Choro “é um gênero musical, música popular e instrumental brasileira com mais de 130 anos de existência.” (Fonte: https://www.abramus.org.br/noticias/4420/23-de-abril-dia-nacional-do-choro/)


Sobre o gênero, é possível trabalhar em todas as faixas etárias e modalidades de ensino. Com os alunos menores, costumo utilizar bastante o livro "Histórias da Música Popular Brasileira para Crianças", de Simone Cit, com ilustrações de Iara Teixeira.


No livro, há um capítulo exclusivo sobre Pixinguinha, que conta sobre a origem do seu apelido, sobre a movimentada casa onde morou, sempre frequentada por músicos amigos de seu pai, das noites em que ele ficava no quarto ouvindo todas aquelas canções e como foi desenvolvida a sua trajetória: sua infância, o grupo “Oito Batutas” por onde passou, suas composições, entre outros aspectos bastante interessantes.


O texto é direcionado para crianças, com ilustrações que chamam a atenção e canções selecionadas inseridas no decorrer da história. Vale muito a pena utilizá-lo. Sempre que uso, os alunos interagem com a história e com as músicas.


Para os maiores, há bastante material na internet sobre Pixinguinha, assim como os áudios de suas composições. O site do Instituto Moreira Sales traz informações minuciosas sobre o artista, inclusive com várias versões de suas obras. (https://pixinguinha.com.br/)


É muito importante que os alunos conheçam a vida e a obra dos nossos artistas emblemáticos para a Música Popular Brasileira. Artistas que ajudaram a construí-la e deixaram obras que até hoje são executadas, emocionando a muitas gerações.


E, por falar em emoção, deixo aqui a apresentação de “Carinhoso”, uma das obras mais importantes de Pixinguinha, composta entre 1916 e 1917, no vídeo interpretada pela Orquestra Sinfônica Juvenil Carioca, do Programa Orquestra nas Escolas, da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. Aproveitem! É de arrepiar! 

 

 

E aí, gostaram da nossa dica? Escreva pra gente! smiley

Fica a Dica! 

 

 


 


   
           



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Segunda-feira, 07/01/2019

Vale a Pena Ler de Novo: Fica a Dica - Qualidades do Som

Tags: dicas, qualidades do som, educação musical, fica a dica.

 

Fica a Dica: Qualidades do Som

 

Olá!! smiley


Aqui estamos mais uma semana! Vamos começar hoje com uma pergunta: você conhece a plataforma de aulas digitais chamada Educopédia?


É um recurso educacional aberto, com conteúdo de várias disciplinas, cursos extras, incluindo games, entre outros. As aulas sempre começam com a revisão da aula anterior, com um desafio. Logo após, é apresentado o conteúdo da aula atual (começando com uma pergunta-chave), sempre ilustrada com áudios, vídeos, imagens. Quizzes também são inseridos em momentos específicos da aula e, ao final, o aluno será capaz de realizar uma síntese do conteúdo estudado.


Vale dizer que qualquer pessoa pode entrar nessa plataforma. É só fazer um pequeno cadastro e logar como visitante. Quem é professor da nossa rede municipal, tem acesso através do e-mail institucional Rioeduca, porém, entrar como visitante ou com e-mail institucional, não fará diferença no resultado final, pois o conteúdo acessado será o mesmo. Se tiver dificuldade de acesso com o seu e-mail Rioeduca, clique aqui.

 

Hoje, escolhi algumas aulas da Educopédia para falarmos sobre as qualidades do som. Nessas aulas, temos disponíveis vídeos e áudios que ilustram o tema trabalhado em sala e, com isso, acaba por deixar as aulas mais atraentes e nossos alunos mais motivados pela maneira objetiva e diferente de explicitar os conteúdos.


Após o login, ao clicar em sexto ano (que é o ano escolhido para essa dica), na aba “Educação Musical” você vai encontrar relacionados todos os conteúdos da disciplina, separados por bimestres.

 

 

 


Escolhi para falar, nesse momento, sobre as aulas números 2, 3, 4 e 5, do sexto ano, que correspondem às aulas sobre altura, intensidade, duração e timbre, respectivamente: as Qualidades do Som.

 

Ao entrar na plataforma e visualizar essas aulas, você só precisará clicar nas pastas correspondentes aos Planos de Aula e/ou Apresentações. Os arquivos serão baixados para o seu dispositivo e estarão prontos para serem utilizados, como também para serem modificados, caso seja necessário e pertinente.

 


 

Falando especificamente sobre essas qualidades:


Altura corresponde à nossa capacidade de distinguir sons graves, médios e agudos, produzidos pela vibração das ondas sonoras;

Intensidade: à distinção de sons fortes e fracos, associados, na execução musical, aos sinais de dinâmica e intensidade;

Duração: ao tempo que a vibração sonora é percebida pelos nossos ouvidos, refere-se à distinção de sons longos e curtos. É um elemento importante para a interpretação e escrita musical. São utilizadas figuras de som e silêncio para a representação das durações e, consequentemente, do ritmo musical;

Timbre: é a característica do som que nos permite distinguir sons de mesma frequência, refere-se também à nossa capacidade de distinguir a fonte de determinado som. Cada instrumento, voz, ruído, tem propriedades diferentes e é o que faz com que cada som seja diferente do outro e, mesmo de longe, podemos identificar que tipo de som está sendo produzido.

 

Classificar os sons quanto a esses elementos característicos nos ajuda a ampliar a percepção sonora (sons musicais, sons da natureza, ruídos, vozes), a melhorar a capacidade de escuta dos sons que nos rodeiam (no ambiente próximo ou distante), e de perceber detalhes sonoros que antes não conseguíamos ouvir e distinguir. É um bom exercício para aumentar também a capacidade de concentração dos nossos alunos.

 

Para saber mais sobre a Educopédia, clique aqui.

 

Fica a Dica! 


E aí, o que achou da nossa dica? Estamos esperando suas sugestões!!! Conte-nos como foi sua experiência ao usar a Educopédia! wink

 


 


   
           



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Segunda-feira, 19/11/2018

Fica a Dica: Identidade Cultural - O Samba

Tags: dicas, educação musical, cultura, samba.

Fica a Dica: Identidade Cultural – o Samba

 

Olá!


Hoje vamos falar um pouco sobre a nossa identidade cultural. Sabemos que o Brasil sofreu várias influências, principalmente, da cultura europeia, indígena e africana. Outros imigrantes também contribuíram nessa formação.


Nossa música tem em suas raízes muitos reflexos dessas três vertentes. Mas não só na música observamos essas influências. Nossa comida, festas, danças, entre outros, também são formados através da miscigenação de diversas origens.


Aproveitando que estamos na semana da consciência negra, podemos falar um pouco da nossa identidade cultural.


A influência africana na nossa música está presente, principalmente, no nosso gênero musical mais conhecido: o samba.


O samba é considerado um gênero genuinamente brasileiro, um dos elementos culturais mais representativos da nossa cultura. Na sua instrumentação apresenta violão, cavaquinho, percussão, entre outros.


“O samba foi introduzido no Brasil no período colonial pelos escravos africanos sendo, portanto, um estilo que provém da fusão entre as culturas africana e brasileira. Inicialmente, as festas de danças dos negros escravos na Bahia eram chamadas de "samba". A manifestação durante muito tempo foi considerada um estilo de música e dança criminalizado e visto com preconceito, devido às suas origens negras.” (https://bit.ly/2B6h5lu)


Sobre a origem da palavra, alguns autores consideram que a palavra “samba” tem origem em “semba”, que significa “umbigada” e que caracterizava um tipo de dança.


“Geralmente, as letras de sambas contam a vida e o cotidiano de quem mora nas cidades, com destaque para as populações pobres. O termo samba é de origem africana e tem seu significado ligado às danças típicas tribais do continente.” (https://bit.ly/2K38mn3)


Em 1917 foi gravado o primeiro samba no Brasil. Chama-se “Pelo Telefone” e foi composto por Mauro de Almeida e Donga, cantado por Bahiano.


Há diversos tipos de samba, que variam, inclusive, de região para região: samba de roda, partido-alto, samba-enredo, samba-canção, samba-exaltação e pagode são alguns deles.


No Rio de Janeiro, o samba está bastante presente no nosso dia-a-dia. No dia 2 de dezembro, data em que é celebrado o Dia Nacional do Samba, temos o famoso “Trem do Samba”, onde são feitas apresentações de grupos de samba e pagode durante um período determinado e que leva os integrantes até Oswlado Cruz, subúrbio do Rio, onde esses grupos se encontram pra comemorar a data.


Além disso, temos o samba-enredo, presente no nosso carnaval, nos desfiles das escolas de samba, marco tradicional da nossa cultura e considerado o maior espetáculo da Terra.


Nosso patrimônio cultural é riquíssimo e é importante o trabalho em sala de aula com nossos alunos sobre a nossa cultura e as nossas tradições. É relevante que eles saibam quais povos formaram e formam a nossa herança, assim como o respeito à diversidade cultural, tema enfocado, inclusive, pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Precisamos lembrar, também, que os objetos vivem em constante processo de transformação, em circularidades culturais, transformando-se ao longo do tempo.


Nessa dica de maio/2018 (http://www.rioeduca.net/blogViews.php?bid=16&id=6597), falamos sobre o trabalho com gêneros musicais e citamos a aula sobre samba encontrada na plataforma Educopedia (www.educopedia.com.br) e que pode ser acessada com o e-mail institucional Rioeduca ou como visitante. Aproveite!


Deixo aqui mais uma sugestão de leitura pertinente ao tema do Portal do MEC. Clique aqui para acessá-lo.

 

E aí, gostaram da nossa dica da semana? Escreva pra gente!!! smiley

Fica a Dica! 

 


 


   
           



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Quarta-feira, 07/11/2018

Fica a Dica: A escrita musical

Tags: dicas, educação musical, escrita musical.

Fica a Dica: A escrita musical

 

Olá! Hoje vamos falar sobre a escrita musical. Um assunto bastante interessante e que causa curiosidade nos alunos, pela leitura de todos os símbolos que cercam a música.


Quando eles veem uma partitura musical, ficam bastante interessados em saber como os músicos conseguem transformar tudo aquilo em sons.


São muitos os símbolos usados para tal. Costumo dizer pra eles que, assim como temos as palavras, que juntas formam textos e que nos trazem significados; ou como na matemática, onde temos os números e diversos outros signos, que também nos trazem outros significados, na música não poderia ser diferente.


Esses símbolos (notas, pauta, claves...), que chamamos de notação musical, denotam significados que, ao serem “lidos”, são traduzidos em sons.


A nossa notação ocidental, baseada na escrita sobre uma pauta de cinco linhas chamada pentagrama, engloba sinais próprios pra nossa cultura, mas outras notações também podem ser encontradas ao redor do mundo. Outras podem ser criadas de forma muito particular dependendo do trabalho que estamos realizando ou ainda para ser utilizada na música contemporânea, por exemplo.


Junto com nossos alunos, podemos criar partituras próprias que, dentro daquele grupo, vão ter significados e, com elas, poderemos executar de forma individual ou coletiva músicas das mais diversas formas. São as escritas não convencionais, não tradicionais.


Segundo a wikipedia:

“Notação musical é o nome dado ao sistema de escrita que representa graficamente uma peça musical, ou um conjunto de sinais gráficos que representam uma organização de sons, permitindo que um intérprete a execute semelhante a ideia do escritor, compositor ou arranjador” (https://bit.ly/2Dm1wIP)


A escrita musical como conhecemos hoje é fruto de modificações ocorridas ao longo do tempo. Evidências de tipos de escrita musical foram encontradas no Egito e na Mesopotâmia. Outros povos também desenvolveram seus sistemas de notação, como os gregos. Já o sistema moderno teve sua origem nos “neumas” (símbolos que representavam as notas musicais em peças vocais do canto gregoriano, por volta do século VIII - https://bit.ly/2zuISu7).


Neste sistema, porém, não era possível representar a altura e duração das notas com precisão.


“Para resolver este problema, as notas passaram a ser representadas com distâncias variáveis em relação a uma linha horizontal. Isto permitia representar as alturas. Este sistema evoluiu até uma pauta de quatro linhas, com a utilização de claves que permitiam alterar a extensão das alturas representadas.” (https://bit.ly/2zuISu7)


“Grande parte do desenvolvimento da notação musical deriva do trabalho do monge beneditino Guido d’Arezzo (aprox. 992 - aprox. 1050). Entre suas contribuições estão o desenvolvimento da notação absoluta das alturas (onde cada nota ocupa uma posição na pauta de acordo com a nota desejada).” (https://bit.ly/2zuISu7)


A música ocidental baseia-se no sistema tonal e o sistema de notação musical com pautas de cinco linhas tornou-se padrão para a mesma.


Referindo-me sobre a escrita não convencional, trago aqui sugestão de aula do Portal do Professor do MEC, que trata da representação dessas grafias.


De acordo com os autores, os objetivos aqui propostos são:

  • Pesquisar sons com instrumentos musicais e objetos sonoros disponíveis;
     
  • Criar maneiras de registrar as ideias musicais graficamente;
     
  • Conhecer tipos de notações gráficas;
     
  • Organizar um esboço de composição musical em uma ‘partitura’ de notação gráfica.

 

Ainda segundo os mesmos:

“Este tipo de notação se aplica em grande parte à música contemporânea, a partir da necessidade de registrar sons que escapam aos limites da escrita tradicional. Sons que não são expressos em alturas (notas) precisas ou ritmos métricos e que para serem interpretados convenientemente precisam de outros recursos visuais para além da pauta. É possível também a combinação do sistema tradicional com formas plásticas de representação no intuito de nos aproximarmos de um mesmo objetivo: música”.


Acreditamos que o trabalho com a escrita não tradicional pode ser um bom começo para trabalhar essas notações e para aguçar o desejo de conhecer símbolos, convencionais ou não, e que serão traduzidos em sons.

 


E aí, gostaram da nossa dica? Aguardamos suas sugestões!! smiley

Fica a Dica!! 

 


 


   
           



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