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Quarta-feira, 07/11/2018

Fica a Dica: A escrita musical

Tags: dicas, educação musical, escrita musical.

Fica a Dica: A escrita musical

 

Olá! Hoje vamos falar sobre a escrita musical. Um assunto bastante interessante e que causa curiosidade nos alunos, pela leitura de todos os símbolos que cercam a música.


Quando eles veem uma partitura musical, ficam bastante interessados em saber como os músicos conseguem transformar tudo aquilo em sons.


São muitos os símbolos usados para tal. Costumo dizer pra eles que, assim como temos as palavras, que juntas formam textos e que nos trazem significados; ou como na matemática, onde temos os números e diversos outros signos, que também nos trazem outros significados, na música não poderia ser diferente.


Esses símbolos (notas, pauta, claves...), que chamamos de notação musical, denotam significados que, ao serem “lidos”, são traduzidos em sons.


A nossa notação ocidental, baseada na escrita sobre uma pauta de cinco linhas chamada pentagrama, engloba sinais próprios pra nossa cultura, mas outras notações também podem ser encontradas ao redor do mundo. Outras podem ser criadas de forma muito particular dependendo do trabalho que estamos realizando ou ainda para ser utilizada na música contemporânea, por exemplo.


Junto com nossos alunos, podemos criar partituras próprias que, dentro daquele grupo, vão ter significados e, com elas, poderemos executar de forma individual ou coletiva músicas das mais diversas formas. São as escritas não convencionais, não tradicionais.


Segundo a wikipedia:

“Notação musical é o nome dado ao sistema de escrita que representa graficamente uma peça musical, ou um conjunto de sinais gráficos que representam uma organização de sons, permitindo que um intérprete a execute semelhante a ideia do escritor, compositor ou arranjador” (https://bit.ly/2Dm1wIP)


A escrita musical como conhecemos hoje é fruto de modificações ocorridas ao longo do tempo. Evidências de tipos de escrita musical foram encontradas no Egito e na Mesopotâmia. Outros povos também desenvolveram seus sistemas de notação, como os gregos. Já o sistema moderno teve sua origem nos “neumas” (símbolos que representavam as notas musicais em peças vocais do canto gregoriano, por volta do século VIII - https://bit.ly/2zuISu7).


Neste sistema, porém, não era possível representar a altura e duração das notas com precisão.


“Para resolver este problema, as notas passaram a ser representadas com distâncias variáveis em relação a uma linha horizontal. Isto permitia representar as alturas. Este sistema evoluiu até uma pauta de quatro linhas, com a utilização de claves que permitiam alterar a extensão das alturas representadas.” (https://bit.ly/2zuISu7)


“Grande parte do desenvolvimento da notação musical deriva do trabalho do monge beneditino Guido d’Arezzo (aprox. 992 - aprox. 1050). Entre suas contribuições estão o desenvolvimento da notação absoluta das alturas (onde cada nota ocupa uma posição na pauta de acordo com a nota desejada).” (https://bit.ly/2zuISu7)


A música ocidental baseia-se no sistema tonal e o sistema de notação musical com pautas de cinco linhas tornou-se padrão para a mesma.


Referindo-me sobre a escrita não convencional, trago aqui sugestão de aula do Portal do Professor do MEC, que trata da representação dessas grafias.


De acordo com os autores, os objetivos aqui propostos são:

  • Pesquisar sons com instrumentos musicais e objetos sonoros disponíveis;
     
  • Criar maneiras de registrar as ideias musicais graficamente;
     
  • Conhecer tipos de notações gráficas;
     
  • Organizar um esboço de composição musical em uma ‘partitura’ de notação gráfica.

 

Ainda segundo os mesmos:

“Este tipo de notação se aplica em grande parte à música contemporânea, a partir da necessidade de registrar sons que escapam aos limites da escrita tradicional. Sons que não são expressos em alturas (notas) precisas ou ritmos métricos e que para serem interpretados convenientemente precisam de outros recursos visuais para além da pauta. É possível também a combinação do sistema tradicional com formas plásticas de representação no intuito de nos aproximarmos de um mesmo objetivo: música”.


Acreditamos que o trabalho com a escrita não tradicional pode ser um bom começo para trabalhar essas notações e para aguçar o desejo de conhecer símbolos, convencionais ou não, e que serão traduzidos em sons.

 


E aí, gostaram da nossa dica? Aguardamos suas sugestões!! smiley

Fica a Dica!! 

 


 


   
           



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