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Quarta-feira, 29/08/2018

Fica a Dica: Meu Livro de Folclore

Tags: fica a dica, livro, folclore.

 

Livro: Meu Livro de Folclore

 

 

Ainda estamos no mês de agosto e o Fica a Dica não poderia deixar de falar um pouco da nossa Cultura popular. O Folclore brasileiro é o conjunto de expressões populares composto pela mistura de tradições típicas das diversas culturas que formam nossa identidade nacional.


A dica dessa semana é o livro, “Meu livro de Folclore” do escritor Ricardo Azevedo, que nos presenteia com as riquezas de nosso folclore, através adivinhas, parlendas, trava-línguas, contos e outras e outras manifestações da literatura oral brasileira.


Logo no início, o escritor apresenta o conto do “Sapo com medo d’água”. Como assim, um sapo com medo de água? Na narrativa, dois fugitivos da prisão param na beira da lagoa para descansar e beber água, quando avistam um sapo dormindo debaixo de uma samambaia e resolvem fazer maldade com ele. “Olha que desengonçado! – disse um deles... É feio que dói! – completou o outro...” Primeiro pensaram em jogar o sapo no formigueiro, mas devido sua indiferença resolveram que seria melhor picar ele todinho, estavam dispostos a fazer o bicho sofrer. Nada feito, o sapo começou a assobiar uma linda melodia. As ideias continuam, jogar de cima da árvore, fazer churrasco de sapo, porém nada abalava a tranquilidade do sapo. Até que um deles teve a ideia de afoga-lo na lagoa. Nessa hora o sapo começou a gritar: “Tudo menos isso!” o sapo dizia que não sabia nadar. Mesmo com todas as súplicas do sapo, ele foi atirado no fundo da lagoa. O que será que aconteceu com o sapo? Quer uma dica? A história do sapo é um conto de esperteza.


Quando falamos de Folclore as lendas como a do Saci, menino arteiro que mora na floresta, usa gorro vermelho e anda com uma perna só, são as primeiras lembranças em nossa mente, mas a literatura popular não para por aí.


Quem nunca brincou de “Uni duni tê”, ou cantou bem alto, “Um, dois, feijão com arroz; Três, quatro, feijão no prato; Cinco, seis, no fim do mês; Sete, oito, comer biscoito; Nove, dez, comer pasteis.”?


Quem nunca ouviu frases como “Dar nó em pingo d’água”, “Tirar água do joelho”, ou “Maria-vai-com-as-outras” ? Ah! E os famosos ditados populares, “Em terra de cego, quem tem olho é rei” ou o famoso “Em boca fechada, não entra mosca”. O que será que elas querem dizer?

Que tal exploramos um pouco as brincadeiras de adivinhações e aguçar a curiosidade dos seus alunos? Essa é fácil!

O que é, o que é,
Não consegue andar sozinho
Corre até quando não quer
Pode ser grande ou pequeno
Mas tem o tamanho do pé?

 

Nem preciso dizer que esse tema dá “pano pra manga”, né?!

 

 

Fica a Dica! 


Conto com sua participação, professor(a). Mande também suas dicas e sugestões e vamos explorar o mundo literário!
Até a próxima semana!


 
 


   
           



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Quarta-feira, 15/08/2018

Fica a Dica: Livro Tenho Monstros na barriga

Tags: fica a dica, livros, monstros.

 

Livro: Tenho Monstros na Barriga

 

 

 

Em consonância com a Semana de Educação Socioemocinal que ocorrerá no final do mês de agosto, a dica de hoje é o livro, “Tenho Monstros na barriga”, da Tonia Casarin.


O livro conta a história de Marcelo, um menino que afirma sentir um monte de coisas na barriga. Sua mãe sempre diz: “Você deve estar com fome. Ou com vontade de ir ao banheiro.” Ele tentava ir ao banheiro, comia fruta, mas nada acontecia.


Um dia, enquanto contava para a mãe do golaço que fez na escola, sentiu de novo alguma coisa na barriga, e logo sua mãe identificou o que era e disse que o que ele estava sentido tinha um nome e se chamava sentimentos. Entretanto, Marcelo resolveu chamá-los de monstrinhos.


Quando fazia um gol no futebol ou brincava com seu pai no parque, o monstrinho da Alegria apontava na sua barriga, mas quando se machucava ou seu melhor amigo não emprestava o brinquedo que ele queria era o monstrinho da Tristeza que aparecia.


As vezes sentia um monstrinho agitado na barriga, principalmente quando sua irmã mudava o canal da televisão ou seus pais não lhe davam atenção. Nessas horas, quando o monstrinho da Raiva despontava queria gritar e mostrar para todos o tamanho da sua força.


Havia também o monstrinho do Medo, que deixava as pessoas iguais a estátuas e as impedia de aprenderem coisas novas, porém percebeu que a Coragem podia surgir junto com o Monstrinho do Medo. “Ué, tem espaço pra mais de um monstrinho ao mesmo tempo na minha barriga!” E quando isso acontecia se sentia igual aos heróis com super-poderes para enfrentar o Medo.


E para cada novo sentimento que experimentava, nascia um novo monstrinho. Ele conheceu o monstrinho da Curiosidade, o monstrinho do Orgulho, o monstrinho do Ciúme e percebeu que já que convivia com eles dentro da sua barriga, por que não poderia virar amigo deles.

 


Agora é nossa vez. Vamos falar de sentimentos?

 


Sentimento é um ato de sentir, é um estado afetivo, uma emoção que se produz em decorrência de distintos acontecimentos, sejam eles positivos ou negativos, atuais ou já vividos. Todos nós somos dotados de sentimentos. As emoções nos acompanham no decorrer de nossas vidas e quanto mais cedo soubermos distingui-las melhor para entendermos e trabalharmos suas causas e consequências no nosso cotidiano.


O primeiro passo para desenvolver nossa inteligência emocional é saber dar nomes aos nossos sentimentos. Então, vamos criar os nossos monstrinhos? Pergunte a seus alunos o que te deixa feliz? Você já sentiu medo? O que aguça a sua curiosidade?

 

 

Saiba mais sobre a Semana de Educação Socioemocional clicando aqui

 

 

 

Fica a Dica! 

 

Conto com sua participação, professor(a). Mande também suas dicas e sugestões e vamos explorar o mundo literário!
Até a próxima semana!

 


 


   
           



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Segunda-feira, 13/08/2018

Fica a Dica: Folclore

Tags: folclore, música, dicas, educação musical, fica a dica.

 

Folclore

 

 

Olá!

Hoje estamos aqui para falar sobre o “Folclore”. Nosso folclore é bastante rico e diversificado, expresso em cada região do país de maneira variada.

Como o nome já diz, folclore se refere à sabedoria popular, ao que é passado de geração em geração, geralmente por tradição oral. As lendas, canções, crenças, entre outros, são frutos da nossa colonização e da mistura entre os povos.

“O folclore brasileiro é sinônimo de cultura popular brasileira e representa a identidade social da comunidade através de suas criações culturais, coletivas ou individuais; é também uma parte essencial da cultura do Brasil. Embora tenha raízes imemoriais, seu estudo sistemático iniciou somente em meados do século XIX e levou mais de cem anos para se consolidar no país. A partir da década de 1970, o folclorismo nacional definitivamente se institucionalizou e recebeu conformação conceitual.” (consultado em https://pt.wikipedia.org/wiki/Folclore_brasileiro, em 06/08/2018).

Em sala de aula, já aconteceu e acontece ainda de indagarmos aos nossos alunos o que é folclore e eles responderem: “Ah, folclore é Saci Pererê, Mula sem Cabeça, Curupira...”. Geralmente o discurso gira apenas em torno das lendas.

É preciso que se fale também sobre as danças, as músicas de tradição oral, as comidas típicas, as crendices, os ditos populares, a literatura popular, as festas... Precisamos mostrar a eles que o que é “conhecimento do povo”, desde as brincadeiras que fazemos nas ruas às festas típicas que muito nos envolvem (como as festas juninas ou o carnaval), tudo se refere ao nosso folclore.

Eles precisam também perceber que cada localidade tem as suas características, suas determinadas tradições. Além disso, é importante mostrar que algumas canções, brincadeiras, ditos, podem apresentar variações dependendo do lugar onde se inserem, haja vista que essas tradições/citações são passadas de geração em geração de forma oral, como falado anteriormente.

No Brasil, país de grande extensão territorial, temos muitas manifestações folclóricas e delineadas em cada “território”.

Em cada região, vamos observar manifestações representativas, como as danças do Frevo e do Maracatu no Nordeste; o Carimbó na Região Norte; o Jongo na região Sudeste; a Congada no Centro-Oeste e a dança do Pau de Fitas na Região Sul, para citar apenas algumas.

Sobre o folclore, são inúmeras as atividades que podemos fazer em sala de aula. Desde os menores até os alunos do último ano do Fundamental. É importante que eles conheçam a nossa cultura, que a valorize e a respeite.

Podemos desenvolver atividades de apreciação dessas canções e das danças típicas de cada região, assim como fazê-los conhecer as lendas e suas referências, seu contexto histórico e sua origem. Podemos também reproduzir as brincadeiras com as cantigas tradicionais, lembrando sempre que é importante a vivência dessas manifestações, o conhecimento acerca do cenário de cada uma.

Podemos trabalhar também as parlendas, os provérbios, os trava-línguas com os menores, aproveitando o conteúdo para desenvolver outras habilidades.

São inúmeras as possibilidades que podemos desenvolver, buscando sempre preservar as tradições, valorizando o que é nosso, resgatando brincadeiras e canções, aprimorando a imaginação, a sensibilidade e a criatividade, dentre muitas outras.

Que tal se as suas turmas se dividissem e explorassem regiões diferentes para depois apresentarem para os demais o resultado das suas pesquisas? Que tal programar apresentações de dança, música, e até produções de vídeos feitos pelos próprios alunos, com pesquisas realizadas na região onde vivem e, assim, poder falar sobre as suas tradições? wink

 

 

 

Fica a Dica! 

Gostaram da dica da semana? Escreva pra gente! Conte-nos suas ideias e sugestões!

 


 


   
           



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Quarta-feira, 18/07/2018

Fica a Dica: Livro A colcha de retalhos

Tags: fica a dica, livros, retalhos.

 

Livro: A colcha de retalhos

 


O livro dessa semana é “A colcha de retalhos”, de Conceil Corrêa da Silva e Nye Ribeiro Silva, com ilustrações de Semíramis Paterno.


No mês de julho se comemora o dia dos avós e, para celebrar essa data, vamos mergulhar nessa maravilhosa história.


Felipe costumava ir nos finais de semana para casa da vovó, e como se não bastasse todas as gostosuras que ela sabia cozinhar, bolo de chocolate, balas de coco, pão de queijo, vovó ainda sabia contar histórias, sempre dando vozes aos personagens dos livros. Lá não tinha hora para comer, hora para brincar e nem hora para dormir.


Um belo dia, Felipe encontrou sua avó envolvida em uma porção de pedaços de tecido, espalhados pelo chão, perto de sua máquina de costura. Quando sua avó lhe explicou que estava construindo uma colcha de retalhos, logo se prontificou a ajudar separando os retalhos, os de bolinhas, os de xadrez, os de florzinhas...

 

“- Olha esse pano listrado, é daquele pijama que você fez para mim quando a gente passou aqueles dias no sítio, lembra?
- É mesmo, Felipe, estou me lembrando. Que férias gostosas! Andamos a cavalo, chupamos jabuticaba... As jabuticabeiras estavam carregadinhas!”

 

E, assim, começaram a lembrar das histórias de cada pequeno pedaço de pano. Lembranças antigas, lembranças recentes, lembranças alegres e aquelas capazes de fazer chorar.


Esse livro nos permite explorar a importância da família e como ela se apresenta na formação do indivíduo, desempenhando um papel importante na educação formal e informal. No convívio familiar aprendemos a respeitar, formar vínculos, adquirir responsabilidades.


Cada um de nós carrega experiências, aprendizagens e memórias que refletirão em nossa jornada.


Através das memórias, alegres ou tristes, construímos nossa história, nossos valores, nossa identidade.


Através das memórias podemos trabalhar sentimentos como saudade, angústia, frustração e felicidade.


Através das memórias conhecemos um pouco de tudo e de todos que nos cercam, somos parte de uma comunidade, de uma escola, de uma família e não devemos ficar só, mas, a cima de tudo, conhecemos a fundo aquilo que está dentro de nós.


Que tal criarmos com nossos alunos uma colcha de memórias, ops, de retalhos?


Ah! Algumas pessoas afirmam que a palavra saudade é singular e única, substantivo abstrato que só existe na língua portuguesa. Será? Vamos envolver outras disciplinas, pesquisar a origem da palavra, ver as traduções que podemos encontrar e decifrar esse dilema.


Termino hoje com uma passagem da obra “A Saudade Brasileira”, do poeta da Academia Brasileira de Letras, Osvaldo Orico (1900-1981): “Nenhuma palavra traduz satisfatoriamente o amálgama de sentimentos que é a saudade. Seria preciso nos outros países a elaboração de um conceito que também amalgamasse um mundo de sentimentos em apenas um termo”. 

 

Fica a Dica! 


Conto com sua participação, professor(a). Mande também suas dicas e sugestões e vamos explorar o mundo literário!
Até a próxima semana!

 


 


   
           



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