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Quinta-feira, 11/10/2018

Fica a Dica: Bom Dia, Poesia!

Tags: blogrioeducadores, educopédia, mídias, especialistas, educação infantil, creches, edis, professores de educação infantil. sala de leitura. poesia, literatura.

 

Fica a Dica: Bom dia, Poesia!

 

"Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato
de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios."

Manoel de Barros

 

 

 


Chegou o dia mais esperado para quem acompanha o Blog Especialistas - Dicas de Educação Infantil! O tema hoje é comandado pela Professora da Sala de Leitura , Andréa Fróes. Ela trabalha no CIEP Chanceler Willy Brandt , 3ª CRE (Coordenadoria Regional de Educação). Andréa enviou seu projeto, pois também acompanha os pequenos da Educação Infantil e Pré - Escola no encantado mundo dos livros.

A poesia está em todos os cantos, e pode ser pensada, imaginada, escrita e cantada. Um olhar para o céu, segurar num raminho de flores já é mais que suficiente para inspirar a poesia. Na escrita falamos de amor, dor e também de crianças, bichinhos, nuvens coloridas, seres encantados. O céu é o limite para despertar as emoções.


A professora Andréa percebeu que todos os dias, as crianças chegavam à Unidade Escolar, e ficavam sentadas, ou correndo até que iniciasse as aulas. Claro que não era muito tempo, mas nada impede que os cinco minutos diários começassem com gotas de poesia.


Como a professora faz isso em cinco minutos? Pois bem, há toda uma preparação prévia e pensada com carinho. Ela escolhe poesias que contemple desde os pequeninos até os maiores. Em formato ofício e letras grandes ela se dedica a separar as poesias que encantam a todos. Para que não estrague com o manuseio, ela plastifica os papéis e as seleciona por idade. Com carinho ela lê em rodinha para os pequenos e grandes!

 

“As crianças começam a se interessar a chegar mais cedo e já entram na escola motivadas. Percebo que até os funcionários e professores estão encantados! Está dando muito certo!  Estou formatando os poemas e está ficando bem legal. As poesias ficam plastificadas no lugar onde fazemos e eles estão se interessando em ler tudo!” -  conta a Professora.

 

Andréa faz parte desta multidão de professores incansáveis, que não se aquietam, ao contrário, se inquietam, e aproveitam cada minuto para ensinar, compartilhar, trazer a beleza da Educação às crianças. Ela se emociona:

“Tudo que é feito com AMOR passa para as gerações futuras. Acredito que isto que se inicia aqui, eu mesma não veja o fruto (a Educação demora para germinar, crescer, e dar frutos), pois agora estamos SEMEANDO O BEM para um futuro lindo com lindos frutos!”

 

E o que é a Poesia?

 

Aproveitamos a importante determinação da Andréa, para falar um pouco sobre esses versos que tocam nossa alma de um jeito que nem sempre sabemos explicar o motivo. O termo Poesia advém do grego poiesis que em sua acepção significa criar, fazer. Em toda história no mundo, houve alguém que através de evocações impressões imagéticas, sons, ritmos harmônicos criou, recriou e fez da poesia, a linguagem dos sentimentos e sensações.

A poesia  aguça a sensibilidade, a cognição e a imaginação. A prosa e o verso podem ser compreendidas pela criança como diversão, um jogo de palavras. Quando memorizado e repetido, possibilita que os pequenos se atentem aos conteúdos, à forma, aos aspectos sonoros da linguagem, como ritmos e rimas, além das questões culturais e afetivas envolvidas. Porém, na poesia o que vale mesmo é o que ela nos faz sentir, e cada ser percebe segundo suas próprias emoções, sensações essas que nem sempre podem ser descritas. 

 

Nomes como Manuel Bandeira, Vinicius de Moraes, José Paulo Paes, Sérgio Capparelli, Tatiana Belinky, Sidónio Muralha, Manoel de Barros, Maria Dinorah, Cecília Meireles merecem destaque no cenário da poesia infantil. Eles e outros tornaram-a mais próxima da criança, mais leve, mais divertida com várias possibilidades em sua forma, linguagem, e modo de dizer o mundo o real e o possível de ser imaginado pela criança.

 

Dicas para Utilizar a Poesia na Educação Infantil:

 

  • Ler poesias para as crianças;
  • Convidar os responsáveis para um “Chá com Poesias”;
  • Realizar projetos de literatura;
  • Enviar livrinhos de poesia para casa, para que as famílias leiam com seus filhos;
  • Brincar de cantigas de roda;
  • Escrever em blocão ;
  • Desenhar ou pintar enquanto escuta a poesia ou a cantiga;
  • Professor escriba, transmitindo para o blocão poesia coletiva onde cada criança fala o que sente;
  • Folhas Impressas e plastificadas com poesias diversas;
  • Ter na sala de atividades o cantinho da poesias, com livros de diversos autores e diversificados tamanhos

 

Fica a Dica de  autores de livros de Poesias para Educação Infantil :

 

  • Manoel de Barros;
  • Vinicius de Moraes;
  • Ruth Rocha;
  • Toquinho;
  • Cecília Meireles;
  • Carlos Drummond Andrade;
  • Mario Quintana;
  • Sérgio Capparelli.


Para finalizar, deixamos com vocês o poema que a Professora criou para o Fica a Dica :

 

 

 

Curtiu a #DICA da equipe da Professora Andréa?
 

Então, além de aprimorar seus conhecimentos a respeito da importância da Poesia na Educação Infantil você pode participar nos enviando dicas, experências ou um relato sobre um projeto desenvolvido com seus alunos.

 

 

 

Estamos aguardando!

Envie sua experiência para:

ruteferreira@rioeduca.net

 

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Terça-feira, 05/04/2016

FANFIC: Uma alternativa para o Letramento Literário na Educação Básica

Tags: fanfic, leitura, literatura.

 

 

 

 

A leitura literária na educação básica compreende um caminho que perpassa pela construção de novos sentidos do processo de ensino-aprendizagem que viabilizem percursos da formação docente e discente em consonância com os novos tempos, marcados pela presença maciça das mais recentes tecnologias de comunicação e informação. Em tal cenário, uma das questões que se destaca é a que trata do letramento literário. Neste sentido, a partir das concepções originadas no campo da Linguística, o termo letramento se ampliou, favorecendo a reflexão acerca do ensino de literatura.


Hoje se fala em letramento científico, letramento tecnológico, letramento econômico, letramentos múltiplos etc. Em sua gênese, a palavra letramento se constituiu pela tradução para o português do termo literacy, em inglês, que significa “a condição de ser letrado”. Ou seja, refere-se ao domínio de habilidades de leitura e escrita por alguém, em dado contexto de uso das situações sociocomunicativas. De maneira geral, podemos considerar letramento como um fenômeno amplo que exige a interação entre o indivíduo e a sociedade, em situações determinadas de produção de leitura e de escrita.


Ao pensarmos no letramento literário, fundamentamos um conceito de que este pode ser entendido como um fenômeno que é marcado pela presença de uma linguagem específica - a literária -, em que se destacam as marcas de ficcionalidade e de forma discursiva própria, o que já impacta na definição de metodologias de ensino-aprendizagem mais significativas, sobretudo ao considerarmos a presença do ciberespaço no cotidiano da sociedade. Este fato tem requerido caminhos diversificados para o processo de ensino- aprendizagem, favorecidos pelo hibridismo próprio desse espaço e pelo alto nível de interatividade que ele estabelece. Portanto, a imbricação entre educação e tecnologias ratifica a necessidade de revisão das práticas de letramento literário que vivenciamos na escola e fora dela.


Considerando os novos espaços de interação social, mediados pelas tecnologias de comunicação e informação, podemos repensar o ensino de literatura a partir de alguns gêneros, entendendo que as relações humanas são essencialmente mediadas pela linguagem que se manifesta em diferentes esferas (oral, escrita e também digital), de acordo com a necessidade de interação entre os indivíduos.


A proliferação da fanfic (fanfiction) e suas variações (drabbles, fluffy, crossovers) podem ser pensadas como um gênero a ser observado mais de perto pelos estudiosos, sobretudo porque parece resgatar a prática narrativa como um domínio discursivo desejável e manifesto por uma parcela dos jovens na internet. Uma vez que se trata de uma produção escrita de caráter ficcional realizada a partir de uma obra já reconhecida – literária ou fílmica, por exemplo -, a elaboração de uma fanfic apresenta elementos da especificidade da linguagem literária, através da exploração dos elementos dessa ficcionalidade, como a relação entre personagens, espaço e tempo; a duração da história (curta? longa?) e a importância da trama no enredo; a opção pelo estilo (prosa ou poesia); critérios de verossimilhança e etc.

 

A produção da fanfic aponta para uma reflexão importante na questão dos modelos de letramento vigentes: o papel do protagonismo dos seus escritores na elaboração das histórias é fundamental na articulação do modelo ideológico de letramento literário, já que os processos de leitura e escrita, se completam na questão do letramento. Na produção da fanfic, eles são especialmente tratados, pela natureza do processo criativo próprio dela, que se utiliza da intertextualidade e da interdiscursividade de maneira muito peculiar. Ao mesmo tempo, ao recriar novas situações e desfechos pela via da narrativa ficcional, o texto - em maior ou menor grau - manifesta o sentimento humano a respeito da realidade ficcional, auxiliando na compreensão do lugar da literatura e sua relação com o Homem real no mundo contemporâneo e da linguagem como sua expressão máxima.


A literatura surge da necessidade de expressão do Homem ao tentar compreender- se a si mesmo. A partir da especificidade da linguagem que o humaniza e o redimensiona como sujeito histórico, permanentemente “aprendente”, como defende Paulo Freire, ele cria, recria, inventa, transforma. Assim, ao propormos a revisão do modelo de letramento literário autônomo, ainda vigente no ensino de literatura em nossas escolas, substituindo-o pelo modelo de letramento ideológico, favorecemos a adoção de novas práticas de ensino- aprendizagem, que se articulam na realidade das situações vivenciadas pelos alunos e no protagonismo deles.


Pensar tais práticas à luz do pensamento complexo, conforme destaca o pensador francês Morin, permite que professor e aluno estabeleçam nova “tessitura” do saber, recriando outros percursos formativos da construção do conhecimento pelo viés da literatura, entendendo-a como um saber próprio, mas ainda relevante à sociedade contemporânea por oportunizar a problematização de questões atuais e pertinentes à formação ética e estética do indivíduo.


Referências:

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.


LÉVY, Pierre. Cibercultura. Trad. Carlos Irineu. São Paulo: Ed.34, 1999.

MORIN, Edgar; LE MOIGNE, Jean-Louis. A inteligência da complexidade. Trad. Nurimar M. Falci. São Paulo: Petrópolis, 2000b.


Nogueira, Keila L.D.; Santos, Pollyanna P. A educação literária e novas metodologias de ensino. Disponível em >. Acesso em 29mar.2016.

SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. 4. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2010


ZAPPONE, Mirian H. Y. Fanfics – um caso de letramento literário na cibercultura? Disponível em . Acesso em 29mar.2016.
 

 

Mônica de Queiroz Valente da Silva
monicavalentes12@gmail.com

Atualmente é professora docente da Secretaria de Educação do Estado do RJ. Tem experiência na área de Educação a Distância e Letras, com ênfase em Língua Portuguesa. Especialista em Literatura Infantil e Juvenil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestranda do Programa de Mestrado Profissional em Práticas de Educação Básica do Colégio Pedro II.
 

 

 

 

                            

 

 

 

 


   
           



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Sexta-feira, 27/09/2013

Alfabetização e poesia

Tags: blogsderioeducadores, educopédia, mídias, especialistas, literatura, poesia.

Cecília Meireles, autora de diversas obras, dentre as quais se encontra uma bastante conhecida de crianças e adultos, o livro Ou isto ou aquilo, onde existe uma coletânea de poesias cheias de aliterações, que contribuem para a criação de imagens e ritmos que facilitam a compreensão e interpretação dos textos, e que podem ser usadas pelo professor com seus alunos para diversos fins.

 

Os sons das palavras não são escolhidos de forma aleatória, pelo contrário, eles acabam por contribuir para que o leitor construa significados descobrindo, assim, a beleza dos textos.

 

 

 

 

 


Pensando na riqueza das poesias de Cecília nesta obra, acredito haver uma bem sucedida relação entre alfabetização e poesia. Segundo Mary Kato, em seu texto Como a criança aprende a ler: uma questão platoniana, "existe uma fase no aprendizado da criança em que esta adora versos rimados e brinca com palavras que rimam. Tal fase se estende da alfabetização ao letramento". Daí a importância de se trabalhar com poesias na sala de aula, por se tratar de um gênero textual no qual forma, conteúdo e ritmo podem ser explorados de maneira significativa para ensinar a ler, desenvolver a fluência na leitura oral e na interpretação de textos pela criança. Por ser um gênero que estimula o imaginário, sendo rico em significados, a habilidade da escrita também pode, perfeitamente, ser incentivada e melhorada, através da produção de poesias feitas pelos próprios alunos. Além disso, a musicalidade presente nos textos de Cecília aumenta a consciência fonológica dos alunos, auxiliando, assim, no processo de alfabetização.

 


O trabalho com poesias na alfabetização pode acontecer de formas distintas, em que diversas áreas do conhecimento são ativadas, isto é, desde o reconhecimento da repetição de um fonema, até o sentido estabelecido pela repetição desse fonema. Com isso, atividades variadas podem ser desenvolvidas com as poesias, tendo objetivos distintos, para atingir alunos em diferentes fases de aprendizagem.

 

 


Quando os alunos ainda apresentam pouca experiência com a leitura, as atividades podem ser de reconhecimento de sílabas e palavras que estão sendo trabalhadas pelo professor. É importante expor as poesias trabalhadas na sala de aula para que elas possam ser usadas sempre que necessário, ou seja, conforme os fonemas e sílabas são apresentados, estes podem ser identificados em poesias já lidas pela turma, para que os alunos percebam seu avanço na leitura. Com essas atividades, os fonemas e as palavras são apresentados dentro de um contexto estando sempre associados a textos.

 

 


Com o objetivo de verificar a fluência e, ao mesmo tempo, autonomia na leitura de palavras, os alunos podem receber as poesias com lacunas e as palavras que faltam para completar esses espaços. Após a leitura, eles devem colocar as palavras no local onde estas se encaixam, sempre recebendo feedback do professor. A escrita também pode ser contemplada com atividades em que os alunos devem escrever as palavras que estão faltando nas poesias, como um ditado contextualizado. Eles também podem ser convidados a interpretar e fazer sentido com atividades em grupo em que os versos são recebidos e depois colocados em ordem e, através da leitura da poesia original, os alunos checam se a ordem está correta e, caso não esteja, fazem as mudanças adequadas. Essas atividades contribuem para que os alunos ganhem maior confiança e intimidade com a leitura e escrita. Além disso, a leitura das poesias em voz alta ajuda a sentir o que as repetições representam dentro do contexto.

 

 


Apresentar as poesias em painéis envolve outras linguagens, uma vez que a criação destes busca a interpretação da poesia e a tradução daquilo que os alunos entenderam através de desenhos, onde, geralmente, todos dão palpites ao participarem de sua confecção. Por outro lado, algumas poesias são melhor apreciadas e entendidas se representadas pelos alunos, que podem buscar diferentes e interessantes formas de mostrá-las, criando uma atmosfera de união e troca tão importantes em qualquer ambiente escolar.

 

 


Numa época em que muito é discutido sobre os benefícios que o desenvolvimento de um trabalho eficaz com gêneros textuais traz para classes de alfabetização, o exposto acima demonstra a contemporaneidade das poesias de Cecília Meireles que, assim como vários outros escritores, deixou-nos um solo bastante fértil que pode ser explorado tanto para ensinar a ler quanto para ensinar a gostar de ler, já que poesias e alfabetização fazem um entrelace perfeito para a aprendizagem. Aqui está uma grande oportunidade de fazer com que esse entrelace aconteça, o que seria também uma bela homenagem à escritora Cecília Meireles.

 

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Referências Bibliográficas:
Zilberman, R & Silva, E.T. LEITURA : PERSPECTIVAS INTERDISCIPLINARES. EDITORA ÁTICA, 2004, SP.

 

 

Palmyra Baroni Nunes é professora do Ensino Fundamental da Prefeitura do Rio de Janeiro desde 1995, atuando como professora de Inglês no primeiro e segundo segmentos do Ensino Fundamental. Formada em Letras (Inglês/Literaturas) pela UERJ, com Mestrado em Linguística Aplicada pela UFF.

 

 

                               

 

 

 


   
           



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Segunda-feira, 16/09/2013

Como Trabalhar a Literatura Infantil e Juvenil de Maneira Lúdica em Sala de Aula

Tags: blogsderioeducadores, educopédia, mídias, especialistas, literatura infantil, juvenil.

A concepção de literatura infantil nos tempos modernos difere muito da concepção antiga. O próprio objeto livro sofreu transformações ao longo do tempo. No passado, os livros infantis possuíam uma intenção pedagógica, usados como pretexto para ensinar e disseminar valores como: nacionalismo, intelectualismo, moralismo e religiosidade.

 

 

Hoje, o conceito que temos de literatura é totalmente diverso. Nelly Novaes Coelho, em Literatura Infantil: Teoria, Análise, Didática, diz: “A literatura Infantil é, antes de tudo, literatura, ou melhor, é arte: fenômeno de criatividade que representa o mundo, o homem, a vida, através da palavra. Funde os sonhos e a vida prática, o imaginário e o real, os ideais e sua possível/impossível realização...”

 

Então, se pudermos enumerar algumas maneiras de se trabalhar a literatura no espaço escolar, na sala de aula, de maneira lúdica, teremos:

 

1ª) Não dar ao livro infantil e juvenil a função didático-moralizante. Definitivamente, a função da Literatura não é a convergência e sim a divergência. Como bem diz Franz Kafka: “Lemos para fazer perguntas.” O texto literário, sendo destinado à criança ou não, contém uma pluralidade de interpretações, em que cada leitor também é um autor, dialogando e participando da obra.

 


2ª) Explorar a parte tátil do livro. O livro é um objeto e o conhecimento infantil de maneira básica se processa pelo contato direto da criança com o objeto. Principalmente em crianças menores, em que o cérebro ainda não alcançou toda a capacidade na decodificação da linguagem escrita. Sendo de natureza abstrata e simbólica, a criança precisa ter contato, ver ilustrações, desenhos, sentir o livro. Então, nada de proibir o contato dos pequenos leitores por medo de sujar, rasgar ou amassar.

 

 


3ª) Crianças são imaginativas por natureza. Aproveitar essa capacidade é de fundamental importância nesse processo. Transpor a leitura para a dimensão espacial, deixando a criatividade livre para atuar, sugerindo que os leitores desenhem sobre a parte do livro que mais gostaram, construam dobraduras, personagens com sucatas, cenários, e que suas criações possam ser expostas num espaço criado pela escola para esse fim.

 

 


4ª) Montar peças teatrais ou até mesmo pequenos filmes com as histórias, fazendo com que os leitores percebam que o texto escrito pode assumir diferentes roupagens dependendo da adequação nas diversas expressões artísticas.

 

 


5ª) Oferecer livros de qualidade, sem estereótipos, preconceitos e artificialismos, que estejam comprometidos com a arte e o imaginário do leitor.

 

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Referência Bibliográfica:
COELHO, Nelly Novaes. Literatura Infantil : Teoria, Análise, Didática. 1ª Ed. São Paulo. Moderna, 2000.
 

 

Alessandra Firmo da Silva Santos é Especialista em Literatura Infantil e Juvenil, atua na E.M.(09.18.12) Maria Luíza Lima Silva e foi ganhadora do Concurso Leia Comigo, promovido pela FNLIJ em 2010 e 2011.

 

 

 

Cristiane Guntensperger Sousa

Contatos: cristiane.gun.sousa@gmail.com

Facebook: Cristiane Guntensperger

 

                               

 

 

 


   
           



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