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Segunda-feira, 04/06/2018

Fica a Dica: Pequenas Atitudes, Grandes emoções

Tags: educação infantil, edis, mídias, rioeduca, educopédia.

 

Fica a Dica: Pequenas Atitudes, Grandes Emoções

 

Olá!


Hoje a dica fica com a Professora Elidia Maria Rodrigues Correia, graduada em Pedagogia e Pós graduanda em Neurociência Pedagógica. Ela relata seu fascínio pelo trabalho com Educação Infantil, e como compartilha a troca de saberes com seus alunos.


Está curioso para conhecer este trabalho?
Então vamos ao que interessa!


A comunidade do EDI Presidente Kennedy percebeu que a violência do entorno estava afetando a todos, inclusive o comportamento das crianças. Aprofundando a discussão em humanizar o ensino da Educação Infantil e minimizar os efeitos da hostilidade do território (que despertam nos pequenos experiências e sensações confusas), a equipe concluiu a relevância de se empenhar ainda mais na dedicação deste trabalho.


A partir da persistência, esmero e esforço dos educadores nasceu então o Projeto: “Pequenas Atitudes, Grandes emoções” que está em  andamento e contribui para gerar novas impressões através da construção de valores.


Como a atividade foi desenvolvida?


A aula começou com a apresentação de um “novo amigo”, um fantoche meio esquisito, parecendo um monstrinho que instigou de imediato a curiosidade da turma. Era impressão deles, ou aquele amigo parecia triste?


“ O que será que está acontecendo? “ - Perguntou uma aluna.
Porque ele não está feliz?” - Questionou um colega.


Com a mediação da Professora, as crianças levantaram hipóteses, deram ideias, e demonstraram curiosidade! Em seguida foi apresentado o filme “ O Monstro das Cores” de Anna Llenas, uma proposta literária sobre as emoções. Elas são explicadas às crianças através das cores. A personagem principal é um monstro que muda de cor consoante o que está a sentir. Ele não percebe porque muda de cor e a sua amiga, a menina, explica-lhe o que significa estar triste, estar alegre, ter medo, estar calmo e sentir raiva.

 

 


Após a transmissão, a professora conversou com os pequenos convidando-os a refletirem sobre o filme. Apresentou fantoches para uma releitura da história, provocando nas crianças várias expressões.
Em seguida, de forma lúdica, potes transparentes foram separados e cada criança colocava a cor que expressava seu sentimento, e realizava expressões faciais e corporais de acordo com o momento.

A partir desta história e da compreensão sobre auto-conhecimento, emoções e como lidar com elas, foi construído o relógio dos sentimentos. Todos os dias, no momento da rodinha são sorteados alunos para relatarem o que sentem, e os amiguinhos contribuem com sugestões para ficarem felizes.

Esta atividade foi baseada na BNCC (Base Nacional Comum Curricular):

• Houve empatia pelos outros, com a percepção dos diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir;
• Comunicaram ideias e sentimentos;
• Idealizaram com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos;
• Arquitetaram movimentos, gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas como dança, teatro e música;
• Expressaram ideias, desejos sobre suas vidas dentro e fora do EDI, por meio da linguagem oral e escrita espontânea, além de registros fotográficos e artes variadas;

 

Que tal compartilhar a DICA do projeto da Professora Elídia?
Qual será a cor do monstrinho de cada um dos pequenos?
Siga a dica  , e saberá! 

 


   
           



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Sexta-feira, 03/01/2014

Educação a Distância

Tags: blogsderioeducadores, educopédia, mídias, especialistas, novas mídias, educação à distância.

A Educação a Distância (EAD) deve ser compreendida como uma “prática educativa situada e mediatizada, uma modalidade de se fazer educação, de se democratizar conhecimento”(PRETI, 1996).

 

http://clebercrodrigues.blogspot.com.br/2011/05/design-para-educacao-distancia.html

 

A Educação a Distância é uma opção, em função da democratização da oferta, a formação do profissional ou escolar dos trabalhadores, além de ser uma opção válida para a população dispersa em lugares onde não há escolas ou universidades. Enfim, uma alternativa que vem ganhando popularidade pela sua utilização nos setores educacionais públicos e privados com o uso das NTICs (Novas Tecnologias de Informação e Comunicação).

 

http://www.univesp.ensinosuperior.sp.gov.br

 


Para a transformação de informações em conhecimentos, é preciso que estes sejam trabalhados, discutidos, comunicados. As múltiplas interações e troca de experiências entre os envolvidos no processo possibilitam que esses conhecimentos sejam permanentemente reconstruídos e reelaborados, a partir da mediação da figura de um professor-tutor.


O sujeito principal da aprendizagem passa do professor para o aluno que, com autonomia, responsabilidade e interação com o outro, adquire conhecimento.

 

http://processocomunicacaoead.blogspot.com.br


O tutor tem um papel fundamental no curso, no desempenho cognitivo dos alunos, ao relacionar os desafios, o apoio e as estratégias para o melhor desenvolvimento dos processos de ensino e aprendizagem, buscando sempre de forma afetiva, motivá-lo e minimizar as dificuldades que os alunos possam vir a ter, favorecendo a clareza e assegurando maior comunicabilidade.

 

www.educacaoadistancia.blog.br/tag/e-learning

 

O material didático auxilia a qualidade do desenvolvimento de conteúdos, ou seja, o ensino na EAD não está relacionado somente à tecnologia, mas também aos conteúdos e atividades nele desenvolvidas. Afinal, a tecnologia mais moderna por si só não garante a qualidade na educação.

 

http://www.hipocampus.com.br

 

As possibilidades no ambiente virtual de aprendizagem garantem a construção de novos espaços e tempos de interação com a informação e comunicação social. Sendo esta interatividade com o conhecimento e com as pessoas fundamental para a efetiva aprendizagem.

 

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Cristiane Fallah de Aguilar é graduada em Pedagogia pela UERJ. Atua como tutora da Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro, é Professor II e Articuladora de Mídias na Secretaria Municipal de Educação. Tem experiência na área de Educação, Tecnologia Educacional e Mídias na Educação.

 

 

Lattes: http://lattes.cnpq.br/3735539878022505

 

 

 

                               

 

 

 


   
           



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Sexta-feira, 20/12/2013

Desenvolvimento Profissional Docente Frente aos Desafios da Contemporaneidade

Tags: blogsderioeducadores, educopédia, mídias, especialistas, novas mídias, papel do professor.

O que pode mudar a escola? Apesar de complexo, o conjunto de soluções possíveis deve incluir alterações nos vínculos entre professores e alunos para sustentar a tríade professor-alunos-conhecimento como fundação das relações de sentido na escola.

 

 

Transformar o vértice onde se encontram os professores, a nosso ver, exige um novo conjunto de paradigmas que substituem a noção de capacitação ou formação docente pela ideia de desenvolvimento profissional docente.

 

 

A perspectiva de mudança nas escolas requer um desenvolvimento profissional docente sintonizado com paradigmas de inovação e (trans)formação nos processos formativos hoje disponíveis. O paradigma de inovação que pensamos está orientado pelos modos de funcionamento e significação da cultura digital - forçosamente infiltrada na escola pelas mãos das crianças e jovens - e contempla, pelo menos, as seguintes premissas:

 

1. O foco da escola não é o ensino, mas a criação de ambientes para a aprendizagem, preferencialmente organizados em torno de projetos, de atividades baseadas em problemas, do "aprender fazendo" e da "aprendizagem com diversão";

 

EDI General Augusto César Sandino - 6ª CRE.

 

2. A vinculação professor-alunos emerge em processos de produção de sentidos baseados na colaboração, relações horizontais de troca e coautoria;

 

 

3. A avaliação deve ser formativa e desenvolver uma atitude engajada, aprendente, investigativa e reflexiva em torno de problemas desafiadores.

 

Propomos um conjunto mínimo de estratégias para o desenvolvimento de educadores sintonizados com a cultura da aprendizagem e a cultura digital por meio do engajamento e imersão em:

 

A. Experimentações pedagógicas focadas na melhoria da relação aluno-conhecimento a partir de diferentes situações e recursos que evidenciem a "autoria de estilo didático";

 

E. M. Olegário Mariano.

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B. Redes de conversação e interação entre professores e alunos, em ambiente de alta imersividade, como encontramos em jogos digitais e redes sociais;

 

http://redunid2.blogspot.com.br/2013/05/o-escutar-no-meio-de-uma-cultura-digital.html

 

C. Usos de novas mídias a fim de experimentar a autoria em novas linguagens para além do acadêmico-textual. Nesse sentido, o uso de aplicativos em dispositivos móveis, por exemplo, muda profundamente a relação de professores e alunos com o currículo, que pode ser explorado em sintonia com o cotidiano que deveria também pertencer à escola.

 

 

Adriana Martinelli é formada em Fonoaudiologia pela PUC-SP, com especialização em Psicopedagogia - Teoria e Prática e em Novas Tecnologias de Comunicação Aplicadas à Educação pela Escola do Futuro/USP. Atuou como coordenadora da Área de Educação e Tecnologia do Instituto Ayrton Senna de 1999 até início de 2013, e hoje atua como consultora em projetos de inovação em educação. Dentre vários clientes, é consultora de negócios em educação para o C.E.S.A.R (Centro de Estudos Avançados de Recife).

 

Marcia Padilha é Mestre em História Social (USP), gestora de projetos, pesquisadora e consultora especialista em educação e tecnologias de informação e comunicação. É autora de diversas pesquisas e artigos sobre avaliação e uso educativo de tecnologias. Há mais de uma década atua junto à educação pública no nível básico de ensino, tendo colaborado e coordenado projetos de diversas naturezas em organizações da sociedade civil, fundações empresariais, secretarias de educação e organismos de cooperação internacional no Brasil e na América Latina.

 

Luciano Meira é PhD em Educação Matemática pela University of California at Berkeley. É professor de Desenvolvimento Tecnológico Industrial do CNPq. Colaborador do C.E.S.A.R há uma década em projetos de cultura digital. É líder educacional do OJE (Olimpíadas de Jogos Digitais e Educação), um projeto de incentivo à melhoria do Ensino Básico através de uma competição colaborativa baseada em games e redes sociais em plataforma Web.

 

                               

 

 

 


   
           



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Sexta-feira, 13/12/2013

Educação Infantil: Ludicidade, Relações Étnico-raciais e Cidadania

Tags: blogsderioeducadores, educopédia, mídias, especialistas, educação infantil, africanidades, relações étnico-raciais, cidadania.

A Lei 10.639/03, que completa uma década, aponta para a inclusão de questões étnico-raciais na Educação Básica. Embora a obrigação seja para os Ensinos Fundamental e Médio, o educador pode realizar propostas que enfatizem a história e a cultura africana e indígena ainda na Educação Infantil (E.I.). Mas como fazer essa articulação?

 

Projeto Índios na Escola no EDI Avenida dos Desfiles.

 

Como está expressa na LDB (Lei 9.394/96), a Educação Infantil é a primeira etapa da Educação Básica e visa ao pleno desenvolvimento da criança (até 5 anos). Mesmo não tendo função propedêutica, é essencial acompanhar e registrar todo o desenvolvimento da primeira infância, observando sua integração com todos os envolvidos no processo de aprendizagem, para melhor formação do ser e construção afirmativa de sua identidade. Nesse contexto, o espaço da E.I. deve ser privilegiado com inúmeras relações sociais que resultem em aprendizagens significativas.

 

 

Por outro lado, as múltiplas linguagens podem favorecer e contribuir para um real desenvolvimento dessa fase peculiar da infância. A utilização de brincadeiras como recurso pedagógico é uma excelente via para efetivação de propostas relacionadas à cooperação, à socialização de valores, respeito ao outro, superação das diferenças e aceitação do próprio ser.

 

E. M. Atenas - 9ª CRE.

 

O educador precisa estar atento ao lúdico, pois não existe nada que a criança precise saber que não possa ser ensinado brincando (LIMA, 1987, p. 33). O processo criador deve ser trabalhado no dia a dia do pequeno infante e o professor deve estar sensível para a importância do faz de conta, explorando questões de atitude, cruciais para as relações étnico-raciais e para o desenvolvimento integral da criança.

 

EDI Borel.

 

Dessa forma, percebemos que a brincadeira é essencial para a formação social do ser que, por meio dela, cria situações, integra-se com a sociedade e transforma o seu mundo, relacionando-se com as demais pessoas a sua volta.

 

Kizomba na C.M. Simone de Beauvoir.


As relações étnico-raciais não acontecem a partir do Ensino Fundamental; pelo contrário, estão presentes em toda a história de nossas vidas. Devemos auxiliar os pequenos cidadãos a valorizar suas diferentes características étnicas e culturais desde a E.I. Acreditamos na afirmação de Freire (1987) de que “todo o futuro é a criação que se faz pela transformação do presente”. Entretanto, não podemos esperar que as crianças deixem a Educação Infantil para orientá-las quanto à questões tão relevantes para sua formação pessoal e social, a fim de que saibam como intervir e construir a sua própria história de vida, na construção efetiva de sua cidadania e de formas mais complexas de sua consciência, perpassando por sua africanidade.

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Referências:
BRASIL. MEC. Orientações e ações para a educação das relações étnico-raciais. Brasília: MEC/SECAD, 2006.
FREIRE, P. A importância do ato de ler. São Paulo: Cortez, 1987.
LIMA, Adriana Flávia S. de Oliveira. Pré-escola e alfabetização: uma proposta baseada em P. Freire e J. Piaget. Petrópolis: Vozes, 1987.

 

 

Cristiane Brandão atua como professora e escritora. Formada em Ciências Sociais e em Pedagogia pela UFRJ. Especialista em Gênero e Sexualidade pelo IMS da UERJ, em parceria com o CLAM e Especialista em Mídias na Educação pela UFRRJ. Atuou como tutora no Curso de Extensão Relações Étnico-raciais, da UFF, e no Curso Proinfantil, elaborado pelo MEC.

 

 

                               

 

 

 


   
           



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