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Segunda-feira, 18/06/2018

Fica a Dica: Uma Semana Show de Bola no EDI Escultora Lygia Clark

Tags: blogrioeducadores, educopédia, mídias, especialistas, educação infantil, creches, edis, professores de educação infantil.

 

Uma Semana Show de Bola no EDI Escultora Lygia Clark

 

 

Primeiro Tempo

 

A Copa do Mundo acontece de quatro em quatro anos. Embora para os adultos, isso já seja uma tradição que mobiliza a maioria das pessoas, para os pequenos da Educação Infantil, a Copa é uma novidade e tanto! Há pequeninos que estão vivendo sua primeira Copa do Mundo e isso é pra lá de divertido e bem curioso!

Para começar toda criança já nasce gostando de bola. A bola que rola pra lá, que volta pra cá, quica pro alto e pra baixo. Os olhinhos sempre estão voltados para a novidade e se encantam com essa diversão!

Em casa, os pequenos escutam as conversas sobre a Copa do mundo, assim como na televisão. Os pais, tios e amigos preparam e combinam onde irão assistir aos jogos, enfeitam varandas, ruas e lojas. Camisas em verde e amarelo são vistas para todos os lados, até mesmo a criança já ganhou uma de presente, mas ainda não pode usar!

Nesse clima, o EDI Escultora Lygia Clark elaborou o seu diálogo com o campeonato. Afinal, não tem como deixar os pequenos fora desse evento? De jeito nenhum!

Tudo foi preparado com antecedência, a partir do Projeto Pedagógico do EDI. A equipe toda se mobilizou e hoje, daremos a dica de como foi uma das semanas da Professora Ana Paula Torres  e da equipe formada por Adriana, Bruna e Lorrana. As quatro educadoras arregaçaram as mangas, prepararam o campo e partiram para o ataque! Era hora da bola, opa! do projeto rolar!

Imagine você, cerca de 25 crianças de 2 anos participando do clima da Copa? A alegria foi constante assim como a aprendizagem, durante toda a semana.

 

A bola que rola e encanta: Conhecendo culturas diferentes.

 

A professora Paula, muito orgulhosa do seu time, os caracteriza como imaginativos, curiosos, questionadores, ativos, observadores. Segundo o relato, ela quer vê-los aprender, descobrir , explorar. Dessa forma, ela deseja proporcionar a cada um, sem distinção, atividades de ação, experiências diversas, além de instigar ainda mais a curiosidade dos miúdos.

A professora manifestou a importância de construir as atividades segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) cujo tem como objetivo “ampliar o universo de experiências, conhecimento e habilidades dessas crianças diversificando e consolidando novas aprendizagens”, assim como, “organizar atividades que permitam às crianças conhecer a si, a cultura, na experimentação com materiais variados”.

Os eixos em que se baseiam a Educação Infantil são a Interação e a Brincadeira. A partir desse binômio a professora Paula não deixou nada faltar nesse campo: Ela narrou a história “Ora Bolas” do livro Palavra Cantada, com dramatização. A cada linha recitada, a professora mostrava aos pequenos figuras dos objetos que constavam na obra. Ao final, abriu-se o Mapa do Mundo, que despertou inúmeras questões.

Pensa que acabou? Claro que não! Tem muita bola pra rolar, e estamos apenas na metade do primeiro tempo! As crianças dançaram a música da Palavra Cantada, e aprenderam novas palavras! Uma das descobertas dos estudantes foi reparar que o "B" do amiguinho Bryan, era o "B" de Bola, assim como o "B" do Brasil também! Essas descobertas deixam o professor sentindo a emoção de um artilheiro!

Ainda nesse processo, os pequenos tiveram a oportunidade de conhecer a história do livro: Crianças do mundo, da coleção Criança curiosa – editora Salamandra. Após a leitura e seus desdobramentos, a equipe novamente abriu o mapa para os pequenos jogadores. Nesse momento, a conversa girou em torno da diversidade discutindo, principalmente, que em todo país do mundo há crianças, entretanto com características diferentes umas das outras.

 

Segundo Tempo

 

Em seguida, e sem nenhum impedimento, a turma  apontou no mapa o Brasil e  as crianças foram aguçadas a refletir sobre quais eram as cores que compunham a bandeira brasileira. Sabe como é criança, né? Todo mundo falou ao mesmo tempo, levantou, disse que sabia! Um gritou, verde, outro amarelo, outros já diziam que era azul e branco. Era possível sentir a aprendizagem acontecendo logo ali, enquanto todos falavam. Tudo isso sem deixar a bola sair de campo.

Acontece que na Primeira Infância, tudo tem encanto, e apresentar as cores é também um acontecimento mágico! As cores foram apresentadas através de misturas, amarelo + azul = verde, e deste modo, misturando aqui e ali, as cores ganharam vida! Cada mãozinha foi pintada de uma cor e assim foram descobertas diferentes cores, texturas e formas.  

Ainda pintando o sete, as crianças experimentaram as cores utilizando outra técnica: encheram de água garrafas pets limpas, depois, picaram papel crepom e repetiram a experiência de combinação de cores. Para finalizar utilizaram lantejoulas, purpurina e finalizaram com cola e durex.

Não podemos esquecer de citar que um colega da turma quase leva um cartão amarelo, quando disse que menina não podia jogar bola, mas a “juíza”, também conhecida como professora naquele espaço, entendeu que o time precisava se concentrar e ter uma roda de conversa. Dessa forma foi se explicou que menina também joga bola, futebol ou qualquer outro esporte, basta ela gostar! Brincar, correr, chutar faz bem para o corpo e para a saúde.  A professora aproveitou para conversar questões importantes como as questões acerca dos valores, igualdade, inclusão,assim como, o conceito de perder e/ou ganhar. Com essas reflexões houve  um show de gols de aprendizagem! No placar ficou registrado a foto oficial do time e o melhor detalhe : Eles mesmos que construíram sua foto!

O time da Professora Ana ainda está em fase de classificação, mas vem se esforçando e ganhando os jogos. No entanto, tem muita bola para rolar e muita emoção para acontecer até julho, quando termina a Copa, digo, projeto! Mas a vitória é certa!

A Professora narrou que os objetivos daquela semana foram alcançados, segundo ela, houve empatia nas atividades e nos assuntos abordados; as crianças participaram ativamente das atividades propostas; foram desenvolvidas diferentes linguagens; se explorou cores, gestos, sons, texturas e transformações; os pequenos puderam conhecer um pouco mais de sua identidade social e cultural.

Destaca -se ainda que durante o projeto é possível: Conversar sobre a nossa cidade, estado e país;apresentar o hino Nacional e a bandeira nacional;apresentar mapas; localizar a nossa cidade,estado e país no mapa; apresentar diversas culturas (culinária, músicas, artes, danças, dialeto, vestimentas, brincadeiras) de várias regiões do Brasil; dialogar sobre a “Copa do Mundo”;apresentar imagens, reportagens, vídeos, músicas sobre a Copa do Mundo de 2018 e das anteriores; pesquisar sobre futebol; trabalhar com a tabela dos jogos (quantos gols, quem fez mais, quem fez menos, quantos no total); construir jogos e brinquedos com material reciclado (bolas de meia e/ou jornal, futebol de caixa de sapato).

 

Depois desse lindo projeto e dessas super dicas é só partir para o abraço!

 

Fica a dica do EDI Escultora Lygia Clark, da Professora Ana Paula e Equipe sobre o tema:

 

EDIs, Creches, e Pré-escolas enviem  suas dicas sobre Educação Infantil

Vamos compartilhar ideias e aperfeiçoar ainda mais as nossas aulas!

 

Fica a dica! 

 

 

 


 


   
           



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Sexta-feira, 24/06/2016

Meninas Makers - O Despertar da Força

Tags: maker, professor, aparatos tecnológicos.

 

 

 

O Despertar da Força - Meninas Makers na Escola

 

Em uma galáxia nem tão distante assim, um levante da força rebelde se prepara. Meninas, determinadas e da tecnologia, querem balançar o mundo com suas ideias.

 

Não, isso não é brincadeira, mas bem que poderia ser, afinal, no mundo Maker quase tudo começa como uma divertida brincadeira de sonhar com algo que queremos, mas ainda não temos.

 

Pelo mundo existem iniciativas para estimular a entrada feminina na tecnologia desde cedo, como a “Girls who Code” (http://girlswhocode.com/). No Brasil, esse movimento aumenta a cada dia e já tivemos uma participação bem maior de Meninas Makers na última edição da “Campus Party BR” .

 

Mas o que faz uma Menina Maker? Desde wearable computing, ou seja, computação vestível, como cintos que mudam de cor com a música, até o desenvolvimento de aplicativos de celular. Como é o caso dessas cinco meninas de São Paulo, da EMEF José de Alcântara Machado Filho, que fizeram um aplicativo de celular que informa as pessoas sobre a data e a hora da coleta seletiva em sua rua, a partir do número do CEP.

 

Não é incrível? E as suas estudantes? Será que elas gostariam de entrar no mundo da programação? Vamos tentar?

 

Se você tem acesso a uma sala com computadores:

  1. Acesse o site Hour Code e clique em “Start learning”.
  2.  Estimule sua turma a acessar uma das opções de jogos de programação, como Star Wars, Anna e Elza etc.

 #FicaaDica


DICA 1: Acesse antes de sua turma e escolha um tutorial para entender como funciona a dinâmica e se sentir mais confortável para sanar eventuais dúvidas que seus estudantes tenham.
 
DICA 2: Se você não tem computadores, ainda assim é possível introduzir seus estudantes no mundo da programação. Experimente uma aula da Code.org, traduzida por nossa equipe.
 
Ao terminar, que tal trocar impressões com os colegas sobre suas experiências?

 

Se você quiser um Plano de Aula: Programação no Quadriculado

 




Cristiane de Lima Santos

 

Mestre em Matemática Aplicada, pela PUC-Rio, e pós-graduada em Design Educacional, pela UFJF, Cristiane tem 21 anos de experiência no uso de tecnologias diversas em educação. Desenvolvedora de recursos instrucionais colaborativos, jogos educacionais e dispositivos de robótica educacional, é professora de programação e robótica no Ensino Fundamental II, além de ministrar cursos, em nível superior, de robótica com microcontroladores e sistemas embarcados. Coordena também o Grupo Temático de Internet das Coisas, organizado e apoiado pela Riosoft, TI-Rio.

 

 

                               

 

 

 


   
           



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Sexta-feira, 06/05/2016

Professor do Século XXI ou a Grande Jornada do Guerreiro Jedi?

Tags: maker, professor, aparatos tecnológicos.

 

 

 

Segunda¬feira, 5h30, despertador tocando e aquela certeza de que o fim de semana não foi suficiente para resolver todas as questões pessoais, preparar o trabalho da semana e ainda descansar um pouco.

Essa é provavelmente a rotina de uma parte considerável dos professores, quiçá da maioria absoluta, que luta para fazer a diferença na nossa sociedade tão confusa. Mas será que algum dia, na história da humanidade, todos tiveram certeza absoluta de tudo, ou a confusão sempre foi o pano de fundo para a busca por dias melhores?

Conversando com alguns alunos, me redescubro enquanto pessoa. Lembro dos meus sonhos, das minhas “certezas juvenis” e da minha eterna dúvida daqueles tempos: “o que vai cair na prova?”. E tinha coisa mais importante que isso para nós, quando sentados na cadeira de estudantes? E mesmo assim vivíamos sorrindo, como nossos estudantes, que passam o dia brincando, ou melhor “zoando”.

Mas como mudar o foco desses estudantes da “zoeira” para as atividades de aprendizagem? O que desperta o real interesse deles nos dias de hoje?

Se você respondeu tecnologia ou smartphones, provavelmente sabe o quão difícil é “sensibilizar” os estudantes na sala de aula. Conseguir sua atenção por 50 minutos? Quase um milagre. Mas como virar esse jogo?

Você já ouviu falar em Espaço Maker? O local onde qualquer um pode entrar com um sonho de projeto e sair com ele realizado, ou quase isso, contando com a ajuda de alguns especialistas e aparatos tecnológicos que vão desde mini computadores até impressoras 3D, passando por sensores de variados tipos.

Mas se ainda buscamos a estrutura sonhada e as condições ideais para nossa prática cotidiana, podemos ousar pensar em fazer da sala de aula um Espaço Maker? Sim, nós podemos! A mãe do movimento Maker é a criatividade. E o pai, quem é? O improviso. Dois companheiros de jornada de todo e qualquer brasileiro em tempos de “crise”.

Na mesma escola, ainda com suas limitações. Com os mesmos estudantes, ainda com suas questões e inquietações próprias. Somos nós, “profissionais da educação”, que somos diferentes e queremos fazer a diferença na vida de nossos estudantes.

Vamos juntos ser Jedis, ou melhor, Makers, na real escola do século XXI? Nos próximos textos vamos conhecer algumas experiências makers e saber um pouco mais sobre o que acontece por aí.


 

 

Cristiane de Lima Santos

 

Mestre em Matemática Aplicada, pela PUC-Rio, e pós-graduada em Design Educacional, pela UFJF, Cristiane tem 21 anos de experiência no uso de tecnologias diversas em educação. Desenvolvedora de recursos instrucionais colaborativos, jogos educacionais e dispositivos de robótica educacional, é professora de programação e robótica no Ensino Fundamental II, além de ministrar cursos, em nível superior, de robótica com microcontroladores e sistemas embarcados. Coordena também o Grupo Temático de Internet das Coisas, organizado e apoiado pela Riosoft, TI-Rio.

 

 

 

 

 

                               

 

 

 


   
           



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Sexta-feira, 18/03/2016

Consumismo Infantil e o Papel da Educação.

Tags: consumo, infância, professor.

 

 

 

 

Vivemos hoje conectados aos meios de comunicação e redes sociais desde o momento que acordamos até a hora de dormir.

A conectividade e o consumo pautam nossa socialização e, principalmente, das crianças e jovens que crescem acreditando que para ser é preciso ter. A palavra foi substituída pela imagem. O simplicidade pelo excesso. O abraço pelo objeto. O desejo pela necessidade e a infância pelo consumo.


É fato que a criança brasileira, tem consumido, cada vez mais, diferentes mídias e, muitas vezes, realiza esse consumo de forma concomitante: ouve rádio enquanto navega na internet, assiste televisão enquanto acessa o facebook, joga no computador e ao mesmo tempo fala no celular. Porém, a TV ainda é campeã na audiência entre as crianças brasileiras que passam mais de 5 horas por dia na frente da telinha (segundo os últimos dados do Ibope). E em áreas de alta vulnerabilidade social e econômica esse tempo médio chega ao espantoso número de 9h por dia.


Foi nesse contexto que a publicidade dirigida às crianças entrou em cena com grande força e passou a endereçar ao público infantil mensagens de apelo ao consumo, tornando a criança um fator de influencia em 80% das compras da família. Talvez seja por isso que o Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Infância e Adolescência) soltou a resolução 163 em 2014 que reforça o que já estava previsto no art 37 de nosso Código de Defesa do Consumidor – que a publicidade quando se dirige a uma população vulnerável é considerada abusiva e, portanto ilegal.


Que as crianças se comunicam e fazem uso da tecnologia, muitas vezes, melhor do que os adultos, não nos restam duvidas, mas o que não podemos esquecer é que as crianças são seres em peculiar desenvolvimento psíquico, afetivo e cognitivo. Por isso são muito mais vulneráveis aos apelos do consumo que nós adultos e assim, acabam sofrendo cada vez mais cedo as graves conseqüências relacionadas ao problema do consumismo infantil, tais como: obesidade infantil, erotização precoce, diminuição das brincadeiras criativas, consumo precoce de tabaco e álcool, estresse familiar e violência.


Que a criança será, em função do tempo em que vivemos uma consumidora é fato. Precisamos, então, começar a mudar nossos próprios hábitos de consumo, além de educar nossas crianças para que tenham responsabilidade ao comprar. Elas são o prefácio para um mundo mais ético e sustentável e têm nas mãos o poder de reinventar as relações de consumo. Tudo depende da forma como as educamos. Educar, assim como consumir é um ato político.
 


Para saber mais:

 

(i) O site do Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana 

(ii) MInha coluna no Portal Outras palavras

(iii) A página do MILC (movimento Infância Livre de Consumismo)

(iv) E a página da Rebrinc (Rede Brasileira Infância e Consumo) 

 


 

 

 

  Lais Fontenelle

 Mestre em Psicologia Clínica pela Puc-Rio, ativista pelos    direitos da infância e consultora do Instituto Alana.

 

 

 

 

                               

 

 

 


   
           



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