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Sexta-feira, 30/10/2015

Realidade Virtual e Aumentada - Entrevista com Romero Tori

Tags: entrevista, professor, inovação, realidadeaumentada, realidadevirtual.

 
 
 
 
 
 
 
 
O que é Realidade Virtual? Nâo é a mesma coisa que Realidade Aumentada? Como podemos usar essas ferramentas em sala de aula? Com muita clareza e de maneira cativante, Romero Tori nos deu uma entrevista sobre esse assunto.
 

 


RIOEDUCA- Muitas pessoas confundem Realidade Virtual (RV) e Realidade Aumentada (RA) como se fosse a mesma coisa. Como diferenciá-los?

ROMERO TORI- Realidade Virtual é quando o usuário é levado para uma outra realidade na qual ele se sente imerso e pode interagir. Realidade Aumentada é quando elementos virtuais e interativos são inseridos na realidade do usuário.

 

 

RIOEDUCA- A Realidade Virtual (RV) na educação tem um grande potencial prático dentro e fora das salas de aula?

ROMERO TORI- O uso de simuladores é bastante comum em cursos de áreas tecnológicas, como engenharia e arquitetura. Antes de se construir uma ponte, por exemplo, são simulados os esforços que essa receberá e como isso se refletirá em sua estrutura e no material. Com a RV as simulações atingem um patamar de realismo que permitirá simular, de forma bastante realista, praticamente qualquer situação ou fenômeno. Isso abre um enorme potencial não só para aprendizagem tecnológica mas também nas áreas de humanas e biomédicas com total segurança e custos muito menores que experiências realizadas em laboratórios ou em campo. Em cursos das áreas biomédicas, muitas questões éticas envolvendo o uso de cadáveres ou testes em seres vivos podem ser evitadas com o uso de RV. Outra área a ser beneficiada é a da EAD, pois hoje já é possível ter experiências imersivas usando smartphones ou tablets. Cursos de nível médio e fundamental também podem ser beneficiados ao possibilitar que jovens e crianças vivenciem outras realidades de forma imersiva e interativa.


RIOEDUCA- As pesquisas no âmbito da Neurociência têm apontado que cada pessoa aprende de maneira diferente, algumas são visuais, outras são verbais, algumas preferem explorar e outras deduzir. Como a Realidade Virtual (RV) pode potencializar a personalização da aprendizagem?


ROMERO TORI- Independente do estilo de aprendizagem, tudo o que fazemos se desenvolve em um espaço tridimensional que chamamos de realidade. Como a RV simula um ambiente com essas mesmas características, podemos, em tese, fazer praticamente tudo o que fazemos no mundo real em ambientes simulados. Quem gosta de explorar pode explorar mundos virtuais, quem gosta de deduzir poderá exercitar essas habilidades imerso em outra realidade e por aí vai. A RV é apenas uma maneira de viabilizar ambientes e situações que seriam inviáveis, custosos ou perigosos no mundo real. Assim como na sala de aula podemos aplicar diferentes metodologias de ensino e aprendizagem, podemos fazer o mesmo em mundos virtuais.

RIOEDUCA- Qualquer tipo de habilidade e competência pode ser trabalhada com a Realidade Virtual ?


ROMERO TORI- Sim. Quando imergimos num mundo virtual, essa passa a ser a nossa realidade. Pode haver necessidade de desenvolvimento de software e hardware especiais, mas potencialmente qualquer habilidade e competência pode ser desenvolvida a distância usando recursos de RV ou RA.

 

 

RIOEDUCA- Qual seria o papel do professor nesse processo e como costumam responder à proposta de utilização da Realidade Virtual em sala de aula?

ROMERO TORI- A RV e a RA são apenas ferramentas, assim como vídeos, livros, lousa e giz. Cabe ao professor planejar o uso dessas mídias, selecionar conteúdos adequados, decidir a metodologia a ser aplicada, orientar, supervisionar e avaliar todo o processo. Os fundamentos pedagógicos e didáticos continuam válidos. O professor e o designer instrucional só precisam avaliar os momentos em que a RV e RA podem fazer diferença e quando outros tipos de ferramentas seriam mais adequados, assim como sempre fizeram e fazem com outras mídias.
  


 

Romero Tori é engenheiro, doutor e livre-docente pela USP na Área de Tecnologias Interativas. É Professor Associado III da Escola Politécnica da USP, na área de engenharia de computação, onde coordena o Interlab - Laboratório de Tecnologias Interativas. Ocupa também o cargo de Professor Titular do Centro Universitário Senac na área de design digital, coordenando o Programa de Iniciação Científica e o Grupo de Pesquisa em Tecnologia Aplicada. Coordenou e tem desenvolvido diversas pesquisas em tecnologias interativas, com ênfase na aplicação em educação, saúde e entretenimento. É bolsista de produtividade do CNPq e autor, dente outros trabalhos, do livro “Educação sem Distância" pela Editora Senac. Publica o blog "Educação sem Distância".

 

 

 

 

                               

 

 

 


   
           



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Segunda-feira, 19/10/2015

A Geração Z em Nossa Sala de Aula - Entrevista com Sônia Bertocchi

Tags: entrevista, professor, inovação, .

 

 

 

A educadora Sônia Bertocchi nos concedeu uma entrevista na qual nos fala de sua visão desta geração que lida com tanta facilidade com as novas tecnologias e que, ao mesmo tempo, necessita ainda de nossa mediação.

 

Leia essa entrevista, veja ideias de como usar infográficos, e nos conte o que achou de relevante. Vamos lá?

 

RIOEDUCA - Como usar a tecnologia digital em sala de aula?

SÔNIA BERTOCCHI - Se olharmos à nossa volta, constatamos que vários setores da sociedade incorporaram, já há algum tempo, as novas tecnologias da informação e comunicação ao seu dia-a-dia.

Alguns rápida e intensivamente, como o setor bancário, a indústria, o comércio, as clínicas médicas, o setor de entretenimento etc. Os setores que mais avançaram no uso de novas tecnologias foram buscar nelas formas de potencializar, de alguma forma, suas ações para obterem um melhor resultado.

Outros setores com menos rapidez. Entre eles, a área da educação. Penso que o motivo para se usar tecnologia em sala de aula deveria ser o mesmo que o dos outros setores. No nosso caso, o resultado esperado é a aprendizagem.

Assim, o professor deve buscar sempre conhecer recursos digitais, e identificar neles as funcionalidades que vão colaborar para uma aprendizagem mais eficiente e eficaz: recursos digitais que ofereçam possibilidade de comunicação, de interatividade, de socialização de saberes, espaços para debates, compartilhamento de ideias, busca de informações e personalização do ensino para que fomentem a prática de registros de processos.

A partir dessa identificação de recursos, aliada à intencionalidade pedagógica, o professor precisa se ancorar sempre em metodologias, fazer um bom planejamento de atividades, criar estratégias realistas.  

 

 

RIOEDUCA - O aluno da geração Z não consegue se concentrar em uma aula expositiva. Você teria outra sugestão para auxiliar esse professor?

SÔNIA BERTOCCHI - Acredito que o aluno, em tempo algum, tenha tido facilidade em se concentrar em uma aula expositiva. Sempre foi muito cansativo: o foco está no professor e o aluno funciona como agente passivo, um receptor apenas das informações.

Investir em atividades que privilegiem o diálogo, a interação é um caminho para se conseguir o engajamento, o envolvimento do aluno. Criar oportunidades em sala de aula para ouvir questionamentos, promover situações em que o aluno possa formular e expressar críticas, fomentar debates são também estratégias que colaboram para que o aluno se concentre mais nas atividades.
 

RIOEDUCA - Há uma ideia de que o computador vai resolver todos os problemas na escola. Você concorda com isso?

SÔNIA BERTOCCHI - Esta é uma ideia equivocada que se disseminou: escola que tem computadores tem educação de melhor qualidade. Não é verdade. Os problemas atuais da educação se resolvem, em sua maior parte, com bons projetos pedagógicos, boa formação dos professores, com boas metodologias, com a integração da escola e comunidade escolar.

Computadores, notebooks, netbooks, tablets e telefones celulares são apenas ferramentas que podem (ou não) funcionar como meio para se chegar a uma educação de melhor qualidade. Quem vai decidir sobre isso é sempre um professor bem formado. É ele que dará significado, sentido às funcionalidades da ferramenta. É dele que parte a intencionalidade pedagógica.

 

RIOEDUCA - No seu blog Lousa Digital, observamos vários infográficos. Como esses recursos podem ajudar no processo ensino-aprendizagem?

SÔNIA BERTOCCHIOs infográficos - quadros informativos que misturam texto e ilustração - servem para passar uma informação visualmente. Ou seja: mostram a informação, focam nos aspectos relevantes e têm um grande apelo visual porque abusam de imagens, cores, formas e movimentos.

Considerando que guardamos apenas 10% do que lemos, 20% do que escutamos, 30% do que vemos e 50% do que vemos e escutamos, usar infográficos como recurso didático faz todo sentido.

Sempre lembrando que, na internet, temos a possibilidade de inserir interatividade e outras mídias em um infográfico, como áudio e vídeo.

Veja o exemplo de infográfico interativo: As nossas cidades.

 

 

RIOEDUCA - Como você vê o uso de celulares em sala de aula?

SÔNIA BERTOCCHI - O celular é um grande aliado do professor em sala de aula. Muitos pensam exatamente o contrário. Vêem no celular um inimigo, um vilão. Há, inclusive, leis municipais e estaduais que propõem proibições para o uso do celular nas escolas. Nas redes de ensino onde isso já é praticado, justifica-se que só mesmo com a proibição legal garante-se a autoridade do professor que, dessa forma, amparado pela lei, pode se fazer respeitar durante suas aulas, proibindo o uso do celular. “Celular na escola, não!” ou, como dizem os não tão radicais, “celular durante a aula, não!”.

Mas, sempre pergunto: por que mesmo não pode?

Para responder a esta pergunta, sataniza-se o equipamento, o celular, e destaca-se o quanto os alunos, crianças e jovens,se envolvem com tudo o que a tecnologia de informação e comunicação possibilita, deixando assim de se interessarem pelas aulas dos seus professores. Então, nesse caso, a opção melhor é mesmo proibir, censurar, pois se trata de uma concorrência desleal, argumenta a maioria. 

No entanto, com esse tipo de censura, perde a educação e perde a sociedade. 

Não seria interessante transformar o vilão em mocinho? Colocá-lo a favor do professor em sala de aula? Afinal, com ele, o aluno pode pesquisar, pode fazer registros, gravar áudios, vídeos, escrever e enviar textos, se comunicar, enfim, pode realizar uma série de atividades que são pertinentes a atividades do processo ensino-aprendizagem. Mas isso exige que o professor faça um bom planejamento, que mostre esse planejamento aos alunos de forma que fique claro a eles que as atividades estão integradas a um contexto, a um projeto, a uma atividade.

Essas e outras opiniões sobre celular em sala de aula estão em um artigo que escrevi com meu amigo Claudemir Viana: Pelo celular... lá na escola.

 


 

 

Sônia Bertocchi é educadora, cofundadora e diretora pedagógica da Ideário Consultoria em Educação. Máster em Gestão e Produção de Ambientes Virtuais de Aprendizagem pela Universidade Carlos III de Madri.

 

 

 

 

 

                               

 

 

 


   
           



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Terça-feira, 22/09/2015

Coaching na Educação (Parte 3)

Tags: coaching, professor, inovação.

 

 

Como o coaching pode colocar um pouco mais de graça na vida dos líderes educacionais? 

 

Coaching é um processo pedagógico de ensinar pessoas a pensar e a refletir para buscar o conhecimento no fundo de si mesmas.

Socrátes, há mais de 2.500 anos já fazia isso através da maiêutica.

 

O método socrático consistia em propor temas, instigar ideias com perguntas, ouvir os que os discípulos tinham a dizer, ensinar e aprender. Seu objetivo básico era desenvolver o raciocínio lógico das pessoas que o rodeavam, e assim tem sido com o coaching na educação, que possibilita a mudança de comportamentos e atitudes de onde uma pessoa está para onde ela quer chegar, de quem ela é para quem ela quer ser.

 

 

No texto anterior foram apresentadas numa pequena introdução “As Cinco Disciplinas” de Peter Senge, realçando as capacidades que as organizações e comunidades aprendentes – ESCOLAS - exigem, além de oferecerem o mapa da mina para que o líder educacional possa reinventar-se continuamente, e mobilizar pessoas para fazer coisas extraordinárias, além de usar coaching como um relacionamento possível em qualquer tempo e em qualquer lugar. 

A liderança dos Gestores e Coordenadores Pedagógicos, não diz respeito à personalidade, mas ao comportamento. Nesse sentido, atente para cinco práticas de liderança exemplar que você deve lembrar, além das dicas para desenvolver seu repertório de técnicas.

 

 

O livro Coaching Educacional: ideias e estratégias para professores, pais e gestores que querem aumentar seu poder de persuasão e conhecimento relata que, “Segundo Senger, Buckminster Fuller dizia 'que se você quer ensinar uma nova forma de pensar às pessoas, não tente discursar para elas ou instruí-las'. Simplesmente forneça-lhes uma ferramenta que as leve a aspirar, apoiando-os a se movimentarem aos seus objetivos, pensando de forma diferente a que está habituado para gerar mudanças.”

Como saber o que, quando e como usar? 

 

 

No próximo texto, continuarei propondo o “caminhar por outras ruas possíveis” através do coaching na educação, e suas ferramentas. Vem comigo!

 


Para saber mais:

SANTOS, Graça. Coaching Educacional: Ideias e estratégias para professores, pais e gestores que querem aumentar seu poder de persuasão e conhecimento. Editora Leader, São Paulo, 2012.
SANTOS, Graça. Coaching na Educação: Contexto, Aplicação e Possibilidades. Revista Digital Coaching Brasil, São Paulo, 2014.

SCHÖN, D. Educando o profissional reflexivo. Um novo design para o ensino e a aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 2000.
LAGES, Andreia. O’ CONNOR, Joseph. O que é Coaching. Comunidade Internacional de Coaching. Editora All Print, São Paulo, 2006.
CATALÃO, João Aberto. PENIN, Ana Tereza. Ferramentas de Coaching. Editora Lidel. São Paulo, 2012.
PERRENOUD, Philippe. 10 Novas Competências para Ensinar, Artmed, 2000. 
____________, Philippe. As competências para ensinar no século XXI: a formação dos professores e o desafio da avaliação. Porto Alegre: Artmed, 2002.
SENGE, Peter M. et al. A quinta disciplina – caderno de campo: estratégias para construir uma organização que aprende. Rio de Janeiro: Qualitymark, 1994.


 

Graça Santos - Pernambucana, professora da rede pública do Rio de Janeiro, pedagoga, orientadora educacional e escritora. Possui MBA em Gestão Estratégica e MBA em Formação Holística na Abordagem Transdisciplinar do Desenvolvimento Humano.

Escritora nas editoras Leader/SP e SER MAIS/SP, palestrante e coach formada pela Abracoaching. Facilitadora do Portifólio Nacional Editora FTD. Autora do livro “Coaching Educacional: Ideias e estratégias para professores, pais e gestores que querem aumentar seu poder de persuasão e conhecimento”. Coautora do livro PNL & Coaching, sendo autora do capítulo 11, intitulado “Como funciona seu GPS interno?”. Tem como missão inspirar pessoas que querem sair do estado atual para o estado desejado por meio de vivências que conduzam ao realinhamento cultural das crenças, valores, hábitos e atitudes com foco na excelência dos resultados e na ecologia pessoal.
 

 

 

 

                               

 

 

 


   
           



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Terça-feira, 15/09/2015

Essa Geração Conectada... Entrevista com Andréa Ramal

Tags: entrevista, professor, família.

 

 

A Professora Andrea Ramal nos concedeu uma entrevista bem interessante sobre o uso da Internet e como podemos orientar nosso aluno neste novo (ou nem tão novo) meio de comunicação. 

 

Andrea Ramal é educadora e escritora. Desde cedo se dedica à educação, e tem uma visão muito clara e objetiva sobre essa geração conectada. Vale a pena ler a entrevista!

 


RIOEDUCA - Como podemos mudar a sala de aula para ensinar essa geração conectada?

ANDREA RAMAL: A geração conectada tem como característica a necessidade de interação. Por isso, trazer tecnologias para a sala de aula é uma forma possível de atrair o interesse dos estudantes e para facilitar o aprendizado. Mas nem sempre as escolas têm estes recursos. A saída nesse caso é tornar a sala de aula mais interativa, mesmo sem computadores. Como? Permitindo que os alunos se expressem, fazendo trabalhos em grupo e dinâmicas e tornando a relação entre professores e alunos mais próxima e repleta de diálogo.

 

RIOEDUCA - Qual a reflexão que a família deve ter sobre o uso da internet ?

ANDREA RAMAL: Você deixaria seu filho andar sozinho numa grande cidade onde não conhece ninguém? Certamente não. A internet é exatamente isso. Há muitas coisas boas, como acesso a conhecimento e possibilidades de interação, mas também há riscos, como invasão de privacidade, perfis e notícias falsas, ataques, abusos e difamações. Os pais precisam estar atentos: ver quais sites e redes sociais os filhos frequentam, o conteúdo dos videogames e as mensagens que são postadas. Tudo isso sem desrespeitar a privacidade dos filhos. Por exemplo: invadir celular ou facebook do filho sem a sua permissão não é correto.

 

RIOEDUCA - Quais são as novas habilidades e competências que um Professor deverá trabalhar com esse aluno conectado?

ANDREA RAMAL: O professor precisa ser uma espécie de arquiteto da aprendizagem, pois para cada aluno haverá uma trilha de aprendizagem específica. Além disso, precisa saber dinamizar a inteligência coletiva, ou seja, estimular o intercâmbio e a troca de ideias e conhecimentos entre todos. Precisa também ser um educador, preocupado com a formação ética, para formar cidadãos conscientes que saibam se posicionar de forma crítica no mundo.

 

 

RIOEDUCA- Sabemos que o nosso aluno não aprende somente dentro da escola. Como podemos mediar esse aprendizado com tantas informações diferentes?

ANDREA RAMAL: Cabe aos pais fazer as pontes entre o que a escola ensina e o que o filho aprende fora. Muito diálogo em casa, formação de hábitos de leitura e programas culturais, como cinema, museus ou teatros, ajudam muito a formar uma pessoa com a mente aberta e antenada para a realidade de hoje. Os pais precisam lembrar que a escola pode fazer uma parte da educação, mas nunca poderá substituir a formação familiar, sobretudo em hábitos e valores.

 

RIOEDUCA- As redes sociais nos permitem interagir com mais pessoas e ter acesso a mais informações. Como a escola pode ajudar esse aluno a cuidar de sua privacidade e de sua segurança?

ANDREA RAMAL: A educação para os meios já deveria fazer parte do currículo da escola - como acontece em outros países. Nessa aula, os alunos poderiam aprender o que pode e o que não deve ser feito nas redes sociais e na internet. Há crianças que postam comentários agressivos por brincadeira, mas na verdade, estão cometendo crimes, como calúnia ou racismo. Elas precisam ter consciência do que isso significa e das consequências que pode trazer para outros e para si mesmos.


 


 

 

Andrea Ramal é autora de “Redação Excelente - Para Enem e Vestibulares” (Grupo Gen) e “Como fazer de seu filho uma história de sucesso” (LTC), entre outros livros. Lecionou desde a alfabetização ao ensino médio e na educação de jovens e adultos. Doutora em Educação pela PUC-Rio, implementou programas de formação de professores e gestores escolares em diversos países. Comenta temas de educação no programa "Encontro com Fátima Bernardes". Atua na produção de recursos digitais para o ensino superior. Nas horas vagas gosta de curtir seus cães, praticar esportes e tocar violão, compondo sambas e MPB.

 

 

 

 

 

                               

 

 

 


   
           



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