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Criado pela Secretaria Municipal de Educação, o projeto Rio, uma Cidade de Leitores tem por objetivo incentivar e fortalecer o hábito da leitura por prazer de alunos e professores da rede municipal de ensino.

Quinta-feira, 22/02/2018

Twittaço Literário - Roseana Murray

Tags: twittaço, literário, murray.

 

 

Com alegria e satisfação a Gerência de Leitura e Audiovisual anuncia o seu segundo Twittaço de 2018: uma homenagem à Roseana Murray - poetisa, escritora, encantadora!

 

 

Dia 28 de fevereiro temos um encontro marcado no Twitter, das 8 às 22h, com posts de citações, poemas, obras, entrevistas, vídeos e fotos de atividades realizadas na escola sobre a autora. Vale twittar e retwittar quantas vezes quiser!

 

Participe! Basta seguir @RiodeLeitores no Twitter e usar #Riodeleitores!

 

Um excelente Twittaço! Boas leituras! Até QUARTA!

 

 

O QUE É?

 O “Twittaço Literário” é uma iniciativa do Programa Rio, uma cidade de Leitores, voltada para a mobilização virtual, a partir das Salas de Leitura e Bibliotecas Escolares Municipais, em torno de um autor ou tema sugerido, realizada desde 2015.

 

COMO FUNCIONA?

- As Salas de Leitura e Bibliotecas Escolares Municipais convidam todos os interessados na sua própria unidade a participarem do Twittaço, publicando, ao longo do dia indicado, citações, dicas de links ou comentários sobre o autor ou tema definido previamente pela Gerência de Leitura e Audiovisual.

- Os Twittaços serão realizados de acordo com cronograma específico. 

- Os interessados podem participar com a publicação de mensagens relativas ao tema definido, ao longo do dia estabelecido, usando uma hashtag (#): #RiodeLeitores e seguindo o perfil @Riodeleitores no Twitter. Vale Twittar e Retwittar citações, depoimentos, fotos, dicas de livros, vídeos, sites, blogs e curiosidades sobre o autor e sua obra ou sobre o tema indicado.

- Todas as Salas de Leitura e Bibliotecas Escolares Municipais da Rede devem participar com seu twitter próprio (institucional), já existente ou criado para a atividade.

- A participação de alunos, professores e demais interessados é voluntária, com seus próprios endereços de twitter ou com o twitter da sua Sala de Leitura/Biblioteca. Poderão ser utilizados os computadores existentes nas escolas (salas de aula, sala de leitura e laboratório de informática) e Bibliotecas ou, ainda, participar por meios próprios com celulares ou tablets, por exemplo.

- Os professores podem aproveitar o Twittaço para a realização de atividades de preparação ou de desdobramento com os alunos, por exemplo: realização de pesquisas prévias nas salas de leitura para organizar as mensagens que serão postadas; discussão sobre as postagens lidas ao longo do dia; tabulação de número de mensagens postadas pela escola que foram retwuittadas, etc.

 

PASSO A PASSO PARA PARTICIPAR DO TWITTAÇO LITERÁRIO:

1- Criar o Twitter da Sala de Leitura/Biblioteca Escolar Municipal ou seu próprio perfil;

2- Seguir, pelo Twitter criado, o perfil @RioedeLeitores;

3- Divulgar a atividade, convidando a comunidade escolar e os leitores em geral para participarem;

4- No dia combinado, publicar suas mensagens sobre o autor/ tema indicado, sem esquecer de colocar #Riodeleitores ao final da mensagem. Também é possível retwittar as mensagens de outros participantes.

5- Todos podem participar com quantas postagens desejar. Bom twittaço! Boas leituras!

 

Biografia

Roseana Murray nasceu no Rio de Janeiro no dia 27 de Dezembro de 1950. É formada em Língua Portuguesa e Literatura Francesa pela Aliança Francesa, Universidade de Nancy. Começou a escrever poesia para crianças em 1980, com o livro "Fardo de Carinho", influência direta de "Ou isto ou aquilo", de Cecília Meireles. Roseana já publicou mais de cinquenta livros. Recebeu por três vezes o Prêmio de Melhor Poesia pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, o Troféu APCA, o Prêmio da Academia Brasileira de Letras de melhor livro infantil e faz parte da Lista de Honra do I.B.B.Y. (International Board on Books for Young People). Atualmente colabora com o projeto "Uma Onda de Leitura", junto com a Secretaria de Educação da Prefeitura de Saquarema. Trabalha também com o Projeto de Leitura, Café, Pão e Texto, recebendo Escolas Públicas em sua casa para um café da manhã literário.
 


   
           



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Quinta-feira, 08/02/2018

ACOLHIMENTO 2018

Tags: acolhimento, mídia, leitura.

 

Caro Diretor(a)

 

“Acolher significa estar apto a dar e receber afeto, procurando resgatar em si e nos outros as melhores possibilidades de encontro e de relacionamento. Acolher, mais do que adaptar, é um movimento afetivo de aceitação que equivale a abraço bem forte, abraço completo, quentinho. Significa a possibilidade de se colocar no lugar do outro, estabelecendo relações de cooperação, solidariedade, cumplicidade, apoio.”


                                                                                                                       Abraço completo à infância

 

O período de acolhimento à comunidade escolar, profissionais, responsáveis e, especialmente nossas crianças e jovens, é determinante no processo educativo. Pensando nisso, entendemos que o planejamento é fundamental para que esse momento aconteça de uma forma mais tranquila e significativa. É interessante preparar atividades, pensar em materiais que serão utilizados, além do acolhimento e orientações aos profissionais da Unidade Escolar. O importante é pensar em receber a comunidade escolar da melhor forma possível. Pois, uma boa acolhida, deve acontecer diariamente, permitindo que a criança/o(a) jovem possa se sentir bem e de fato acolhido, a todo o momento e em qualquer situação que lhe ocorra dentro da instituição.


Desejamos um excelente ano letivo a todos!

 

Um abraço carinhoso,
Equipe da Gerência de Leitura e Audiovisual
 

 

 

 

Estabelecer vínculos de confiança e construir relações de afeto contribui significativamente para o desenvolvimento integral de nossos estudantes, além de aproximar escola e família. Partindo desta ideia é que a Gerência de Leitura e Audiovisual, em parceria com as Gerências de Educação das Coordenadorias (GED), propõe uma reflexão sobre essa temática, com o objetivo de que a comunidade escolar vivencie o início do ano letivo de forma prazerosa e confiante.

 

Acreditamos que acolher com carinho e respeito esteja no plano de ação de cada Unidade Escolar, independente da faixa etária a que atende. Portanto, entendemos que todos os profissionais estão envolvidos nesse movimento, e enfatizamos a importância do educador que, em especial, mediará o Projeto de Sala de Leitura.

 

Vale ressaltar que o ato de acolher acontece todos os dias e que o processo de adaptação não acontece apenas nesse momento com as crianças e jovens na Unidade Escolar, podendo perdurar um pouco mais.

 

Muitas vezes o primeiro acesso ao livro se dá na escola e a Sala de Leitura se estabelece como um lugar privilegiado onde as práticas literárias experimentadas desde a infância permanecem na memória do adolescente e do adulto. Por isso, vimos propor um período de acolhimento aos estudantes, pelos(as) professores(as) regentes de Sala de Leitura, de modo a fortalecer tanto um vínculo afetivo com esses, quanto um maior conhecimento do(s) espaço(s) que a Unidade Escolar oferece aos seus leitores. Nesse sentido, a Gerência de Leitura e Audiovisual traz sugestões de livros, filmes e atividades para esse profissional receber a comunidade escolar, de modo a incentivar cada vez mais o envolvimento deles com a leitura literária e audiovisual. Lembrando que segue abaixo, apenas algumas sugestões, que podem ser usadas tanto nesse momento de acolhimento quanto em qualquer outro momento ao longo do ano letivo, em conformidade com o Projeto de Trabalho desenvolvido pela Escola.

 

1. Livros

Segundo Teresa Colomer, é, pois, através de distintos canais, dos livros infantis e das atividades proporcionadas pelos adultos, que as crianças começam a fixar as bases de sua educação literária. Expressões artísticas, obras literárias e filmes auxiliam a romper com o automatismo da rotina cotidiana e nos ajudam a refletir sobre a vida e perceber nossa própria realidade de outra maneira. Assim, desde o ventre estimula-se a experiência das crianças com essas expressões, tão importantes para a aquisição de sistemas simbólicos.

Seguem algumas sugestões de livros para o Ensino Fundamental I, II e para o PEJA:

 

1.1 Ensino Fundamental I

Ou isto ou aquilo, Cecília Meireles; Os bichos que eu tive, Sylvia Orthof; A curiosidade premiada, Fernanda Lopes de Almeida; Bisa Bia Bisa Bel, Ana Maria Machado; A volta ao mundo em 52 histórias, Philip Mistry.

 

1.2. Ensino Fundamental II

Lampião & Lancelote, Fernando Vilela; Histórias divertidas. Coleção “Para gostar de ler” 13 (Fernando Sabino, Lima Barreto, Luís Fernando Veríssimo, entre outros); Histórias para jovens de todas as idades, Organização de Laura Sandroni; Conto com você, Vários autores (Cora Coralina, Daniel Munduruku, Moacir Scliar, entre outros); Antologia Poética, Mário Quintana.

 

1.3 PEJA

Para criar passarinho, Bartolomeu Campos de Queiroz; Moça tecelã, Marina Colasanti; Conto de escola, Machado de Assis; Crônicas de amor e amizade para jovens, Clarice Lispector; Contos tradicionais do Brasil para Jovens, Câmara Cascudo.

 

2. Filmes

O cinema, assim como a literatura, pode ser um meio para refletirmos sobre o mundo a nossa volta, expondo e questionando a realidade. Ao provocar o exercício regular de ver filmes na escola, espera-se contribuir para a formação dos estudantes, estimulando-os a buscar, de forma mais consciente, novas experiências com as obras cinematográficas e a leitura de narrativas audiovisuais.

Seguem algumas sugestões de filmes recomendados para Ensino Fundamental e para o PEJA. Todos esses filmes estão disponíveis no Youtube e fazem parte do acervo do Projeto Cineclube nas Escolas.

 

2.1 Ensino Fundamental I

· Alma Carioca – Um Choro de Menino (animação / 2002 / 5 min) www.youtube.com/watch?v=knPc4pf5rms

· A Casa (animação / 2004 / 3 min) www.youtube.com/watch?v=NWKfHMCkMho

· De ovos e guarda-chuvas (animação / 2010 / 3 min) www.youtube.com/watch?v=hrL5yKsTQQI

· A Peste da Janice (ficção / 2007 / 15 min) www.youtube.com/watch?v=povo9wCtITo

· Tyger (animação / 2006 / 5 min) www.youtube.com/watch?v=xaQdhK3xAXY

 

2.2. Ensino Fundamental II

· O Xadrez das Cores (ficção / 2004 / 22 min) www.youtube.com/watch?v=NavkKM7w-cc

· A Língua das Coisas (ficção / 2009 / 14 min) vimeo.com/90180624

· Clandestina Felicidade (ficção / 1998 / 6 min) www.youtube.com/watch?v=jaxbudiXK54

· Picolé, Pintinho e Pipa (ficção / 2000 / 12 min) www.youtube.com/watch?v=fn_eY3FWe_o

· Sanduíche (ficção / 1998 / 6 min) www.youtube.com/watch?v=v_YcDYGdAKs

 

2.3. PEJA

· Truques, xaropes e outros artigos de confiança (ficção / 2003 / 15 min) https://vimeo.com/21453903

· Cemitério da memória – Fragmentos da Vida Cotidiana (documentário / 2003 / 10 min) https://vimeo.com/67659753

· A escada (ficção / 1996 / 5 min) www.youtube.com/watch?v=HGBdtReYKbE

· Onde quer que você esteja (ficção / 2003 / 15 min) https://www.youtube.com/watch?v=Ev4656n-a3o

· Rota de Colisão (ficção / 1999 / 12 min) https://vimeo.com/102582270

 

 3. Sugestões de atividades

Para que de fato ocorra uma sessão cineclubista, é essencial que haja um momento reservado para a troca de experiências depois da sessão. Pode ser realizado apenas entre estudantes e professores ou, ainda, contar com a presença de convidados especiais. Mais do que uma leitura analítica e crítica do filme, trata-se de uma leitura que permita o entendimento dos estudantes em relação aos signos e significados da escrita fílmica, com som e imagem, concebendo aquele espaço para além da reprodução de conhecimentos. Cabe lembrar que cada pessoa faz sua leitura individual do filme, por mais que o assista num ambiente coletivo.

 

A partir da narração das histórias dos livros e/ou das exibições de filmes, algumas atividades podem ser realizadas: a) roda de leitura/ conversa; b) debate com convidado(as); c) desafiar os estudantes a pensarem em outro final para a narração (filme, desenho, audiovisual, quadrinho, texto escrito); d) confecção de mural com resenhas; e) realizar a crítica do texto escrito/filme; f) selecionar um capítulo/trecho/uma cena e fazer a leitura crítica com os estudantes; g) escolher uma cena e convidar os estudantes para escolher outra trilha sonora e perceber se há alteração na percepção da obra; h) pedir aos estudantes que digam com qual personagem se identificam e por quê; i) realizar a leitura de um livro de literatura que tenha sido fonte de inspiração para a produção de um filme (animação, documentário ou ficção).

 

 

Esperamos que o Acolhimento em sua Unidade Escolar seja um sucesso e reflita em um ano de boas leituras!

 

E/SUBE/GLA

Heveny Mattos
Alexandra Figueiredo
Ana Lins
Fátima França
Luciana Bessa
Luciane Almeida
Márcia Ibrahim
Márcia Romualdo
Martha Gomes
Martha Rocha
Rafael Monteiro
Rita Vaz
Valéria Preza

 


   
           



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Segunda-feira, 08/01/2018

Twittaço Literário!

Tags: twittaço, mídias.

 

Sexta-feira, 12/01, é dia de Twittaço Literário!

O Primeiro de 2018!
 

 

O grande homenageado é Carlos Heitor Cony, jornalista, editorialista, escritor da Literatura Brasileira!

 

Ao longo do dia vamos trocar mensagens sobre o escritor, que nos deixou recentemente (05/01/18), aos 91 anos .

 

Participe! Basta seguir @RiodeLeitores no Twitter e usar #Riodeleitores!

 

Vale Twittar e Retwittar citações, depoimentos, fotos, dicas de livros, vídeos, sites, links, blogs e curiosidades sobre o autor de “Quase Memória, Quase Romance”, totalmente Cony!

 

Um excelente Twittaço! Boas leituras! Até SEXTA!

 

O QUE É?

 O “Twittaço Literário” é uma iniciativa do Programa Rio, uma cidade de Leitores, voltada para a mobilização virtual, a partir das Salas de Leitura e Bibliotecas Escolares Municipais, em torno de um autor ou tema sugerido, realizada desde 2015.

 

COMO FUNCIONA?

- As Salas de Leitura e Bibliotecas Escolares Municipais convidam todos os interessados na sua própria unidade a participarem do Twittaço, publicando, ao longo do dia indicado, citações, dicas de links ou comentários sobre o autor ou tema definido previamente pela Gerência de Mídia-Educação.

- Os Twittaços serão realizados de acordo com cronograma específico. O primeiro Twittaço de 2018 acontecerá no dia 12 de janeiro, em homenagem Carlos Heitor Cony, jornalista, editorialista, escritor da Literatura Brasileira.

 - Os interessados podem participar com a publicação de mensagens relativas ao tema definido, ao longo do dia estabelecido, usando uma hashtag (#): #RiodeLeitores e seguindo o perfil @Riodeleitores no Twitter. Vale Twittar e Retwittar citações, depoimentos, fotos, dicas de livros, vídeos, sites, blogs e curiosidades sobre o autor e sua obra ou sobre o tema indicado.

- Todas as Salas de Leitura e Bibliotecas Escolares Municipais da Rede devem participar com seu twitter próprio (institucional), já existente ou criado para a atividade.

- A participação de alunos, professores e demais interessados é voluntária, com seus próprios endereços de twitter ou com o twitter da sua Sala de Leitura/Biblioteca. Poderão ser utilizados os computadores existentes nas escolas (salas de aula, sala de leitura e laboratório de informática) e Bibliotecas ou, ainda, participar por meios próprios com celulares ou tablets, por exemplo.

- Os professores podem aproveitar o Twittaço para a realização de atividades de preparação ou de desdobramento com os alunos, por exemplo: realização de pesquisas prévias nas salas de leitura para organizar as mensagens que serão postadas; discussão sobre as postagens lidas ao longo do dia; tabulação de número de mensagens postadas pela escola que foram retwuittadas, etc.

 

PASSO A PASSO PARA PARTICIPAR DO TWITTAÇO LITERÁRIO:

1- Criar o Twitter da Sala de Leitura/Biblioteca Escolar Municipal ou seu próprio perfil;

2- Seguir, pelo Twitter criado, o perfil @RioedeLeitores;

3- Divulgar a atividade, convidando a comunidade escolar e os leitores em geral para participarem;

4- No dia combinado, publicar suas mensagens sobre o autor/ tema indicado, sem esquecer de colocar #Riodeleitores ao final da mensagem. Também é possível retwittar as mensagens de outros participantes.

5- Todos podem participar com quantas postagens desejar. Bom twittaço! Boas leituras!
 

 


 

 

 

 

 


 


   
           



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Sexta-feira, 22/12/2017

Mensagem de Natal do Programa Rio, uma cidade de leitores!

Tags: rio de leitores, mensagem de natal.

 

Para todos os profissionais da Rede de Ensino Carioca, uma mensagem de Natal do Programa Rio, uma cidade de leitores!
Agradecimentos especiais à escritora Ninfa Parreiras, que gentilmente cedeu fragmentos de seu texto para uma grande reflexão de encerramento das atividades de 2017.


Boas Festas! Boas Leituras! Feliz Ano Novo!
É o que deseja a Equipe de Mídia-Educação da SME-RJ.
Que venha 2018!

 


A um leitor

Para que serve ler? Para que serve viver?

A vida é feita de encontros e de relações. De movimentos. E também de desencontros, desentendimentos, nesta tentativa de viver em grupo. Isso caracteriza a necessidade que temos de nos relacionar. A vida totalmente solitária e retirada é difícil para os humanos. Melhor a companhia de amigos, de pessoas amadas, dos familiares, de colegas. Melhor a companhia de um livro, de uma história que nos captura, de um poema que nos envolve, de uma ilustração que nos distrai. Melhor o confronto subjetivo, proporcionado pela leitura literária.


O trabalho e a criação tornam nossas vidas mais interessantes. Não estamos excluindo o ócio, o fazer nada. A ambiguidade nos caracteriza. Uma gama de sentimentos e de necessidades contraditórias nos realiza. Somos sim racionais, mas não somos de plástico. Somos imperfeitos, falíveis, amadurecemos ao longo dos anos. Não ficamos prontos. Somos construtores (dos outros e de nós mesmos), pela vida afora.


A literatura também não é de plástico, não é solúvel, nem instantânea. Ela custa a ser lida, a ser digerida. A leitura traz um mergulho no desconhecido, em nossas profundezas. A literatura nos provoca, nos coloca frente ao estranho. Ao estranho que permeia as relações e a existência.
Isso vale para as crianças pequenas, os jovens e os adultos. As histórias que lemos para as crianças não são entendidas racional, nem didaticamente. São sentidas, de modos diferentes. Uma obra literária ganha um curso de interpretação e de afetação próprio a cada experiência.


Viveríamos sem a literatura? Gerações anteriores à nossa tinham uma vida, muitas vezes no campo, que não carecia do domínio da língua escrita. As pessoas escutavam e contavam histórias, poucas liam, até porque havia raros materiais impressos. Os povos se comunicavam principalmente pela fala. As histórias eram transmitidas de boca em boca, numa tradição oral que até hoje nos afeta. As pessoas apreciavam escutar histórias, tomar contato com o fantástico e o inexplicável da vida.


O que caracteriza a literatura é a polissemia, os sentidos múltiplos de um texto, os jogos de palavras (sonoridades), as figuras de linguagem. Isso não tem uma repercussão imediata na vida de quem lê. Muitas vezes, demoramos anos a elaborar uma leitura. Lemos porque nos sentimos acolhidos pelo texto. Ou porque algo nos intriga.


No caso das crianças pequenas, o medo, a ameaça de desamparo, a insegurança, a incerteza acompanham as histórias que escutam e que leem. Elas podem gostar de determinadas narrativas que não têm conteúdos diretamente ligados as suas vidas. Os relatos tradicionais, os contos de fadas, trazem representações simbólicas para a experiência do leitor. O conto de fadas ajuda a criança a encontrar significado na vida: para que serve viver? A cada metamorfose de uma personagem, de um cenário, uma mudança ocorre nos sentimentos do leitor.


O que nos faz singulares é essa capacidade de sentir, de se relacionar. As pessoas precisam se comunicar e se envolver: somos seres dos afetos. Precisamos também da arte, como criadores e admiradores de uma obra. A expressão artística, para quem cria, é um trabalho de satisfação e de investimento emocional. De fazer e transformar. Palavras em poesia. Um pedaço de madeira em escultura. Um desenho em ilustração.
Para quem a contempla, a arte traz satisfação também. Distrai, encanta. Possibilita associações do que ouvimos, vemos ou lemos com o que vivemos. Dialoga com a fantasia e a realidade.


Falamos da arte como manifestação do belo, do que foi cuidado, lapidado ao ser feito. Belo para admirar, mesmo que o conteúdo seja a feiura. É um alimento para o nosso espírito e para a nossa alma. Na vida contemporânea, a literatura ocupa um papel preponderante nas nossas relações, nos trabalhos, na vida social.


Texto (fragmentos) de Ninfa Parreiras para o Encontro Anual de Professores de Sala de Leitura e Bibliotecários. Rio de Janeiro, Editora Rovelle. 08/12/2017.

 

 

 

 

 


 


   
           



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