A A A C
email
Retornando 3 resultados para a tag 'leitores'

Sexta-feira, 22/12/2017

Mensagem de Natal do Programa Rio, uma cidade de leitores!

Tags: rio de leitores, mensagem de natal.

 

Para todos os profissionais da Rede de Ensino Carioca, uma mensagem de Natal do Programa Rio, uma cidade de leitores!
Agradecimentos especiais à escritora Ninfa Parreiras, que gentilmente cedeu fragmentos de seu texto para uma grande reflexão de encerramento das atividades de 2017.


Boas Festas! Boas Leituras! Feliz Ano Novo!
É o que deseja a Equipe de Mídia-Educação da SME-RJ.
Que venha 2018!

 


A um leitor

Para que serve ler? Para que serve viver?

A vida é feita de encontros e de relações. De movimentos. E também de desencontros, desentendimentos, nesta tentativa de viver em grupo. Isso caracteriza a necessidade que temos de nos relacionar. A vida totalmente solitária e retirada é difícil para os humanos. Melhor a companhia de amigos, de pessoas amadas, dos familiares, de colegas. Melhor a companhia de um livro, de uma história que nos captura, de um poema que nos envolve, de uma ilustração que nos distrai. Melhor o confronto subjetivo, proporcionado pela leitura literária.


O trabalho e a criação tornam nossas vidas mais interessantes. Não estamos excluindo o ócio, o fazer nada. A ambiguidade nos caracteriza. Uma gama de sentimentos e de necessidades contraditórias nos realiza. Somos sim racionais, mas não somos de plástico. Somos imperfeitos, falíveis, amadurecemos ao longo dos anos. Não ficamos prontos. Somos construtores (dos outros e de nós mesmos), pela vida afora.


A literatura também não é de plástico, não é solúvel, nem instantânea. Ela custa a ser lida, a ser digerida. A leitura traz um mergulho no desconhecido, em nossas profundezas. A literatura nos provoca, nos coloca frente ao estranho. Ao estranho que permeia as relações e a existência.
Isso vale para as crianças pequenas, os jovens e os adultos. As histórias que lemos para as crianças não são entendidas racional, nem didaticamente. São sentidas, de modos diferentes. Uma obra literária ganha um curso de interpretação e de afetação próprio a cada experiência.


Viveríamos sem a literatura? Gerações anteriores à nossa tinham uma vida, muitas vezes no campo, que não carecia do domínio da língua escrita. As pessoas escutavam e contavam histórias, poucas liam, até porque havia raros materiais impressos. Os povos se comunicavam principalmente pela fala. As histórias eram transmitidas de boca em boca, numa tradição oral que até hoje nos afeta. As pessoas apreciavam escutar histórias, tomar contato com o fantástico e o inexplicável da vida.


O que caracteriza a literatura é a polissemia, os sentidos múltiplos de um texto, os jogos de palavras (sonoridades), as figuras de linguagem. Isso não tem uma repercussão imediata na vida de quem lê. Muitas vezes, demoramos anos a elaborar uma leitura. Lemos porque nos sentimos acolhidos pelo texto. Ou porque algo nos intriga.


No caso das crianças pequenas, o medo, a ameaça de desamparo, a insegurança, a incerteza acompanham as histórias que escutam e que leem. Elas podem gostar de determinadas narrativas que não têm conteúdos diretamente ligados as suas vidas. Os relatos tradicionais, os contos de fadas, trazem representações simbólicas para a experiência do leitor. O conto de fadas ajuda a criança a encontrar significado na vida: para que serve viver? A cada metamorfose de uma personagem, de um cenário, uma mudança ocorre nos sentimentos do leitor.


O que nos faz singulares é essa capacidade de sentir, de se relacionar. As pessoas precisam se comunicar e se envolver: somos seres dos afetos. Precisamos também da arte, como criadores e admiradores de uma obra. A expressão artística, para quem cria, é um trabalho de satisfação e de investimento emocional. De fazer e transformar. Palavras em poesia. Um pedaço de madeira em escultura. Um desenho em ilustração.
Para quem a contempla, a arte traz satisfação também. Distrai, encanta. Possibilita associações do que ouvimos, vemos ou lemos com o que vivemos. Dialoga com a fantasia e a realidade.


Falamos da arte como manifestação do belo, do que foi cuidado, lapidado ao ser feito. Belo para admirar, mesmo que o conteúdo seja a feiura. É um alimento para o nosso espírito e para a nossa alma. Na vida contemporânea, a literatura ocupa um papel preponderante nas nossas relações, nos trabalhos, na vida social.


Texto (fragmentos) de Ninfa Parreiras para o Encontro Anual de Professores de Sala de Leitura e Bibliotecários. Rio de Janeiro, Editora Rovelle. 08/12/2017.

 

 

 

 

 


 


   
           



Yammer Share

Quinta-feira, 23/11/2017

Twittaço Literário!

Tags: twittaço, leitores, literário..

 

 

 

 

Sexta-feira, 24/11, é dia de Twittaço Literário!

 

O grande homenageado é Júlio Emílio Braz, que iniciou sua carreira como escritor de roteiros

para histórias em quadrinhos, publicadas no Brasil, Portugal, Bélgica, França, Cuba e EUA. Já publicou

mais de cem títulos!

 

Ao longo do dia vamos trocar mensagens sobre o escritor, considerado um autodidata, aprendendo

as coisas com extrema facilidade, adquiriu o hábito

de leitura aos seis anos.

 

Participe! Basta seguir @RiodeLeitores e usar #Riodeleitores!

 

Vale Twittar e Retwittar citações, depoimentos, fotos, dicas de livros, vídeos, sites, links, blogs e curiosidades. Twitte também fotos de atividades sobre a temática do autor realizadas em sua unidade escolar!

 

Um excelente Twittaço! Boas leituras! Até SEXTA!

 

Arte de Rafael Monteiro – E/SUBE/CED/GME

 

Um pouco sobre Júlio Emílio Braz

Júlio Emílio Braz nasceu em 16 de abril de 1959, na pequena cidade de Manhumirim, aos pés da Serra de Caparaó, Minas Gerais. Aos cinco anos mudou-se para o Rio de Janeiro, cidade que adotou como lar.

É considerado um autodidata, aprendendo as coisas com extrema facilidade. Adquiriu o hábito de leitura aos seis anos.

Iniciou sua carreira como escritor de roteiros para histórias em quadrinhos, publicadas no Brasil, Portugal, Bélgica, França, Cuba e EUA. Já publicou mais de cem títulos.

Em 1988 recebeu o Prêmio Jabuti pela publicação de seu primeiro livro categoria infantil e juvenil: SAGUAIRU.

Em 1990 escreveu roteiros para o programa Os Trapalhões, da TV Globo, e algumas mininovelas para a televisão do Paraguai. Em 1997 ganhou o Austrian Children Book Award, na Áustria, pela versão alemã do livro CRIANÇAS NA ESCURIDÃO (Kinder im Dulkern) e o Blue Cobra Award, no Swiss Institute for Children’s Book.
 

 

Entrevista no Jô Soares

https://globoplay.globo.com/v/1953145/

 

- Rapidinhas

Escritor favorito: Luís Fernando Veríssimo.
Ídolo: Minha mãe.
Música: Bolero, de Ravel.
Vida: Pena que seja uma vez só.
Morte: Logo agora?
Amor: Excitante.
Paixão: Passageira.
Literatura: Oxigênio.
Sonho: O próximo.
Inesquecível: Memórias de Um Cabo de Vassoura, de Orígenes Lessa.

 

Trecho do Livro – 'Quem me dera ser Feliz' – Júlio Emílio Braz
 

“ É duro ser super qualquer coisa. Você não pode sentir dor mesmo quando tem as dores do mundo sobre os ombros. Não tem direito ao próprio sorriso, pois a alegria dos outros, o sorriso dos outros, sempre são mais importantes. Não lhe resta tempo para chorar, pois o choro de tantos se seguirá ao seu. Você não tem vida própria, mas dá-se em tempo integral para que a vida não desapareça daqueles mundos e daqueles rostos que gravitam em torno de você. Você, que tantas vezes é luz, vive nas sombras de uma insatisfação interminável. Morre aos poucos, querendo viver. “

 

Em entrevista pela Web:

A questão racial e social foi predominante em suas obras em quadrinhos nos anos 80. Como foi focar a África e suas questões em suas obras?

Eu acho até engraçado que essa consciência étnica não era tão forte em mim em termos conscientes, mas aparecia de modo inconsciente. No Brasil se fala pouco disso, mas eu li vários artigos sobre o fenômeno em se tratando da África do Sul, que é a figura do mestiço. Eu sou, como a maioria dos brasileiros, fruto de grande miscigenação. Tenho sangue negro, índio e branco. O mestiço pertence mais facilmente à etnia visível em sua pigmentação, mas vive em um lar onde o pai é de uma cor, a mãe é de outra, os avós trafegam por uma terceira. Na África do Sul dos tempos do apartheid, difícil era ser negro, mas era muito pior ser mestiço, pois nenhum dos dois lados o aceitava. No meu caso, a primeira coisa que tive que fazer foi me descobrir como negro, que parece ser fácil… Basta um espelho, não? Mas não foi. A busca por abordar temáticas associadas à minha cor, penso eu, foi durante muito tempo a minha busca, consciente ou inconsciente, por minha aceitação enquanto tal. Outro ponto que explica o meu interesse pela África e pelas questões raciais se prendia ao fato de, pelo menos até meados da década de 1990, não existir muito material sobre o assunto e a discussão sobre africanidades se restringir aos estereótipos comuns vinculados às religiões de origem africana e todos os preconceitos e incompreensões que ainda as cercam; ao samba e ao futebol. Eu queria saber mais e, nesta busca, acabei colocando o que descobria e vivenciava em meus textos, seja nos quadrinhos, seja nos infantojuvenis.

 

Pretinha, eu? - Júlio Emílio Braz

Sinopse: Ninguém queria acreditar... Foi o maior zunzunzum no Harmonia quando Vânia começou a frequentar as aulas. Pela primeira vez, uma aluna negra estuda no tradicional colégio. E a turma formada por Carmita, Vivi, Bárbara, Tatiana e Bel não estava nem um pouco interessada em facilitar a vida da nova aluna...


   
           



Yammer Share

Quarta-feira, 25/10/2017

Twittaço Literário!

Tags: twittaço, leitores, literário.

 

Sexta-feira, 27/10, é dia de Twittaço Literário!


A grande homenageada é Sylvia Orthof, uma das mais importantes escritoras da literatura infantil brasileira!


Ao longo do dia vamos trocar mensagens sobre a escritora e ilustradora, dona de um fluxo imaginativo desenfreado que criou cerca de 500 histórias! Foram editados mais de 100 livros em sua obra de literatura infantil e juvenil, para leitores de todas as gerações.


Participe! Basta seguir @RiodeLeitores e usar #Riodeleitores!


Vale Twittar e Retwittar citações, depoimentos, fotos, dicas de livros, vídeos, sites, links, blogs e curiosidades. Twitte também fotos de atividades sobre a temática da autora realizadas em sua unidade escolar!

 


Um excelente Twittaço! Boas leituras! Até SEXTA!

 

 

 

 

Um pouco sobre a Sylvia Orthof

 

Carioca, Sylvia Orthof nasceu em 1932, filha única de um casal de imigrantes pobres. Seus pais eram judeus austríacos e fugiram para o Brasil entre as duas guerras mundiais. Para cá vieram também seus avós e seus tios. Era uma família que respirava arte. O pai era pintor; o tio materno, compositor; a avó paterna era casada com um letrista de operetas vienenses; e a avó materna era pintora e ceramista.

Sylvia Orthof é reconhecidamente uma das mais importantes escritoras de literatura infantil brasileira.

Dona de um fluxo imaginativo desenfreado, estima-se que tenha criado cerca de 500 histórias. Mais de 100 livros de literatura infantil e juvenil foram publicados por 30 editoras! Produziu nos três gêneros: poesia, teatro e ficção. E ainda é responsável pelas ilustrações de alguns de seus livros. Também foi atriz e se aventurou no Teatro de Bonecos!

Seu estilo único, a linguagem coloquial e o humor encantam os pequenos leitores, dentro e fora das escolas. Seus diálogos sonoros e recheados de nonsense são encenados tanto em palcos improvisados quanto nos tradicionais teatros brasileiros. Suas narrativas divertidas ganham vida na voz de contadores de histórias por todo o país. Seu talento para provocar a imaginação das crianças e conduzi-las pelo fascinante universo da leitura renderam-lhe numerosos e importantes prêmios.

Ganhou inúmeros prêmios por suas obras, entre eles 13 títulos premiados com o selo Altamente Recomendável para Crianças pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Sua vida e sua obra continuam inspirando até hoje inúmeros escritores infantis.

Viveu seus últimos anos de vida em Petrópolis. Mesmo depois de sua despedida (24/06/1997), sua obra continuou abrindo a porta da leitura para as crianças. A criatividade da autora inspira formas de divulgação originais. Isso sem contar a grandiosidade da herança que deixou a todos os seus leitores.

 

Fonte: https://sites.google.com/site/sylviaorthof/essencia

 


 


   
           



Yammer Share