A A A C
email
Retornando 74 resultados para o mês de 'Outubro de 2013'

Segunda-feira, 07/10/2013

XXX Mostra de Dança da 6ª CRE

Tags: 6ªcre, mostradedança.

A 6ª Coordenadoria Regional de Educação realizou no dia 25 de setembro a Mostra de Dança regional dos alunos da Creche ao 9º ano. As apresentações foram feitas na Arena da Pavuna, às 9 horas, com a participação de professores, alunos, responsáveis e equipe da Gerência de Educação.

 

O projeto Mostra Municipal de Dança está comemorando 30 anos de sua realização no ano de 2013. Nesse evento, crianças, jovens e adultos das escolas da Rede Municipal de Ensino traduzem a dança em um grande espetáculo de criações, inovações e impressões.

 

Tem por objetivo oportunizar o enriquecimento do projeto pedagógico das escolas, o acesso e a experimentação de linguagem da dança. Assim, toda a comunidade escolar passará a compreendê-la como linguagem que contribui para a formação do cidadão crítico, participativo e autônomo.

 

Antes da montagem das coreografias, as escolas realizaram várias atividades em que os alunos tiveram a oportunidade de experimentar e exercitar a linguagem da dança como forma de expressão e de experiências corporais diversas.

 

 

O vídeo "Dança Incrível" mostra dançarinos que se multiplicam em um toque de mágica e demonstra toda criatividade que a dança pode desenvolver no ser humano.

 

Dançando na Escola

 

A Mostra de Dança da 6ª Coordenadoria Regional de Educação aconteceu no dia 25 de setembro, às 9 horas, na Arena Jovelina Pérola Negra, Pavuna. Ela contou com a participação de 23 escolas que, em sua maioria, homenagearam Vinícius de Moraes em suas coreografias.

 

A professora Denise Ribeiro, Assistente na Gerência de Educação da 6ª CRE, organizou todo esse evento com muita competência e amor. Ela se destaca na Extensividade por suas atitudes, que sempre buscam uma solução diferenciada para cada situação. Isso ocorre porque a professora tem paixão pelo que faz, nunca descarta as oportunidades e está sempre disposta a trocar informações. Ela faz as coisas acontecerem!

 

Para o bom andamento do evento, a professora Denise contou com a ajuda da equipe da Gerência de Educação da 6ª CRE. Todos os esforços, no dia da Mostra de Dança, foram em uma única direção: o sucesso do evento!

 

As professoras Kátia Barboza, Gerente de Educação, e Denise Ribeiro contaram com a ajuda da equipe da GED para  a realização da Mostra de Dança.

 

Antes do início das apresentações, a Gerente de Educação da 6ª CRE, professora Kátia Barboza, agradeceu a dedicação e o empenho de todos os professores e alunos para a realização da Mostra de Dança. Em seguida, a professora Cássia Cilene, apresentadora do evento, deu início ao evento.

 

A música "Leão", da obra musical Arca de Noé foi trabalhada pela Creche Municipal Sônia Maria de Moraes através de uma dança contemporânea, com movimentos corporais livres e dramatização. O poeta foi lembrado também pela Creche Municipal Marise Garcia com a coreografia "A Galinha D’Angola".

 

Através da música "As Borboletas", de Adriana Calcanhoto, as crianças da Creche Municipal Luís Carlos Prestes trouxeram o colorido e o charme das borboletas e, junto a elas, a inspiração para perseverar na construção de uma vida com mais cor. Já a coreografia "As aventuras do pato", apresentada pela Creche Municipal Yedda Marques, teve por objetivo inserir as crianças no contexto da poesia de Vinícius através do lúdico.

 

A música "Garota de Ipanema" foi interpretada pela Creche Municipal Zuzu Angel que, para comemorar o centenário de Vinícius de Moraes, abordou sua biografia através do projeto Pequenos Leitores – Do primeiro rabisco até o bê-á-bá. O Edi Firmino Costa coreografou a música "Galinha D’Angola", de Ney Matogrosso. O encantamento foi total quando as crianças entraram vestidas de collant preto e saia preta de bolinhas brancas. A plateia foi ao delírio!

 

O Edi Frota Pessoa interpretou a música "O Relógio", em que os alunos reproduziram o passar do tempo e o movimento do relógio, citados na poesia de Vinícius de Moraes. O EDI General Augusto César Sandino levou todos ao mundo da fantasia ao levar príncipes e princesas ao palco da Arena Jovelina Pérola Negra.

 

O uso da dança como prática pedagógica desenvolve a criatividade, além de favorecer no processo de construção de conhecimento.

 

A dança, enquanto um processo educacional, não se resume em aquisição de habilidades, já que envolve o aprimoramento das habilidades básicas, dos padrões fundamentais do movimento, o desenvolvimento das potencialidades humanas e sua relação com o mundo.

 

A dança, ao ser inserida no conteúdo escolar, não pretende formar bailarinos. Antes disso, consiste em oferecer ao aluno uma relação mais efetiva e intimista com o aprender e o expressar-se criativamente através do movimento.

 

Os alunos do 5º ano da Escola Municipal Alípio Miranda criaram a coreografia "A Máscara", em que expressaram a questão do patriotismo com alegria e cidadania. O CIEP Oswald de Andrade mandou avisar que os jogos estão para chegar através da música "Os Deuses do Olimpo Visitam o Rio de Janeiro".

 

"Rumo a um Brasil Melhor" foi a coreografia da Escola Municipal Hildegardo de Noronha, mostrando que nossas ações no presente devem objetivar o nosso olhar no futuro. Durante a apresentação, os alunos destacaram atitudes positivas como paz, dignidade, justiça e honestidade. O CIEP Rubens Gomes trouxe alunos com saída de praia, bermudas e blusões de turista para caracterizar a trilha sonora "Garota de Ipanema". Eles deram show!

 

A coreografia da Escola Municipal Cyro Monteiro "Rio de Janeiro: Cidade Maravilhosa" traduziu a beleza da nossa cidade, seus pontos turísticos e a grandiosidade do nosso povo. A trilha sonora "Eu sei que vou te amar", da Escola Municipal Bélgica, simbolizou o sentimento mais bonito da humanidade, o amor.

 

"Água, Movimento da Vida" foi a coreografia interpretada pela Escola Municipal Paraíba. Eles mostraram que a vida de todo ser humano depende de água para viver e que nós temos a responsabilidade de evitar a poluição, preservando a água. A Escola Municipal Grandjean de Montigny também levou para o palco o tema água através da coreografia "A Natureza Vital da Água".

 

A Escola Municipal Manuel de Abreu trouxe para a Mostra de Dança o tema do Projeto Político Pedagógico da instituição, "Nas Ondas de Vinícius... Espalhe essa Onda!", mostrando a esperança e os sonhos das crianças. O Clube Escolar Pavuna interpretou a música "Povo das Estrelas", do grupo Olodum, na qual o poder ancestral é refletido no corpo dos alunos. Um verdadeiro sucesso!

 

Historicamente, o homem utilizava-se da dança apenas para expressar sentimentos e agradecimentos. Apesar desse caráter persistir ainda hoje, outros aspectos foram incorporados à dança, contribuindo para o seu crescimento enquanto arte e educação.

 

No Brasil e no mundo, a dança vem ganhando cada vez mais espaço pelos benefícios que vão desde a melhora da autoestima, passando pelo combate ao estresse, depressão, até o desenvolvimento da aprendizagem.

 

"Transumano", coreografia do Núcleo de Arte Grande Otelo, mostrou o que o mundo globalizado transforma o homem em um ser robotizado, desconectado com sua essência, desprovido de sentimentos, sensações e desejos. "Somo tão jovens", da Escola Municipal Mário Piragibe, mostrou a importância dos nossos jovens para um futuro positivo.

 

O Ginásio Carioca Coelho Neto apresentou duas coreografias: "Banzai" e "Brasileirinho". A primeira mostrou a dança japonesa como um elemento das cerimônias religiosas e o termo banzai como uma saudação que expressa o sentido de unidade, coesão e longevidade. A segunda representou as diversas atividades físicas que permitem a busca da superação dos limites físicos e mentais, originando a formação dos futuros campeões.

 

"Beleza Carioca", coreografia do Ginásio Carioca Leão Velloso, foi inspirada no poeta e compositor Vinícius de Moraes. Os alunos retrataram a beleza da mulher carioca e da cidade do Rio de Janeiro. A Escola Municipal Charles Anderson Weaver terminou a Mostra de Dança apresentando a coreografia "Sem Ar". Através dela, os alunos demonstraram que, cultivando o respeito, colhemos amizade e, juntos, cooperamos para fortalecer os laços que nos unem.

 

A dança tem se tornado um estilo alternativo nas práticas pedagógicas, por orientar o movimento corporal de cada aluno de forma a explorar sua capacidade de criação, estimulando o autoconhecimento e favorecendo para aprendizagem.

 

Esse evento foi, sem dúvida, um dos maiores catalisadores da manifestação e expressão do movimento humano. A dança foi usada como meio de crítica social para o questionamento de valores preestabelecidos, padrões repetitivos e modismos. A criatividade foi um elemento marcante em todas as apresentações.

 

Parabéns a todas as escolas que fizeram da Mostra de Dança da 6ª CRE um grande sucesso!

 

Você quer ter o seu trabalho publicado no Portal Rioeduca? Entre em contato com a representante de sua CRE! Aproveite este espaço e divulgue sua prática pedagógica. Este espaço é meu, é seu, é nosso! Até a próxima semana!

 

 

Professora Patrícia Fernandes - Representante do Rioeduca na 6ª Cre

Twitter: @Paty_PFF

Facebook: patricia_pff@yahoo.com.br

E-mail: pferreira@rioeduca.net

                               

 

 

 


   
           



Yammer Share

Segunda-feira, 07/10/2013

Etnocentrismo

Tags: blogsderioeducadores, educopédia, mídias, etnocentrismo.

Etnocentrismo é uma visão de mundo em que o nosso próprio grupo é tomado como centro de tudo. E todos os outros são pensados e sentidos através dos nossos valores, nossos modelos, nossas definições do que é existência.

 

No plano intelectual, pode ser visto como dificuldade de pensarmos a diferença. No plano afetivo, como sentimentos de estranheza, medo, hostilidade etc.

 

 


A diferença é ameaçadora porque fere a nossa própria identidade cultural (eu X outro). O grupo do “eu” faz, então, da sua visão a única possível. Ou, mais discretamente se for o caso, a melhor, a natural, a superior, a certa. O grupo do “outro” fica, nessa lógica, como sendo engraçado, absurdo, anormal ou ininteligível. O “outro” é o “aquém” ou o “além”, nunca o “igual” ao “eu”.

 

O etnocentrismo passa exatamente por um julgamento do valor da cultura do “outro” nos termos da cultura do grupo do “eu”. Exemplo: a chegada dos portugueses no Brasil com Pedro Álvares Cabral, como viram e trataram os índios.

 

 


Aqueles que são diferentes do grupo do “eu” - os diversos “outros” deste mundo - por não poderem dizer algo de si mesmos, acabam representados pela ótica etnocêntrica e segundo as dinâmicas ideológicas de determinados momentos. Exemplo: vamos escravizar os negros porque eles não têm alma.

 

 

A diferença não é uma ameaça, mas uma alternativa. Ela não é uma hostilidade do “outro”, mas uma possibilidade de que o “outro” possa abrir-se para o “eu”.

_____________________________________________________

Referências:

ROCHA, Everardo. O que é etnocentrismo. 11ª edição. Ed. Brasiliense, 1994.

Eltom Ferreira Matias é graduado em História e especializado em Administração e Supervisão Escolar. Atualmente é orientador pedagógico na Prefeitura de Nova Iguaçu e professor na Prefeitura do Rio de Janeiro.
Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4216236U5.

 

                               

 

 

 


   
           



Yammer Share

Sexta-feira, 04/10/2013

Poesia, Arte e Inclusão: Um Corpo em Movimento

Tags: 5ªcre.

Um grupo de professores da Escola Municipal Irã desenvolveu um projeto muito interessante a partir de diferentes linguagens corporais. É o que vamos conhecer agora!

 

 

No dia 29 de agosto, aconteceu a culminância do Projeto Poesia, Arte e Inclusão: Um Corpo em Movimento. Projeto que foi desenvolvido pelos professores Cláudio Aroldo e Miriam Macário de Educação Física, Margareth Knüpfer da Sala de Leitura, Maria Conceição de Artes e Michele Castro da Sala de Recursos, todos da Escola Municipal 05.14. 010 Irã.

 

Fundamentação do Projeto


Considerando que a criança se expressa com seu corpo através do movimento, acreditamos ser de fundamental importância propiciar ao universo em que a criança está inserida uma variada experiência. Não só corporal, mas também poética e artística, como as diversas linguagens. Dentro de um contexto que seja significativo para a aprendizagem da criança.

 

A partir dessas diferentes linguagens corporais, acreditamos possibilitar uma melhor inserção das crianças do 1º segmento do Ensino Fundamental a um universo diferente daquele que elas estão acostumadas a se expressar no seu cotidiano. Possibilitando, dessa forma, uma melhor inclusão da sua identidade cultural.

 

O projeto pretendeu mostrar que, através do uso dessas linguagens, podemos criar novas possibilidades de aprendizado, implementando ações pedagógicas que valorizam as brincadeiras, o lúdico e a cultura.

Relato da professora Margareth Knüpfer da Sala de Leitura.

 

 

 

Objetivos do Projeto


• Proporcionar às crianças a oportunidade de descobrir as diversas possibilidades de expressão corporal, utilizando variadas formas de linguagens dentro de um contexto que seja significativo para sua aprendizagem;

• Promover o intercâmbio entre alunos das escolas municipais da região.

 

Desdobramento do Projeto


Os alunos, durante as aulas da Sala de Leitura, ouviram e declamaram poesias. Além de ouvir histórias, músicas e atividades que serviram para explorar ainda mais o texto poético apresentado.


Os professores de Educação Física e Artes fizeram o desdobramento utilizando atividades de acordo com as poesias selecionadas e com sua área de atuação.
 

Cada ano de escolaridade trabalhou um poema diferente.

 

“Pude perceber que os alunos, principalmente os menores, vibraram com as atividades. A turma 1201, por exemplo, fez questão de criar sua coreografia que ficou belíssima”, disse a professora Margareth.

 

Apresentação de alunos da E. M. Irã: alunas declamando poesias. Atrás, a professora Margareth Knüpfer.

 

Culminância do Projeto


No dia da apresentação, a escola recebeu a presença da professora Ranah Manezenco, da Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, e Doutoranda em Educação. Ela fez uma pequena explanação do trabalho, abrindo o evento.

 

Cantando, dançando e encantando através da arte. Do lado direito, a professora Ranah Manezenco.

 


Alunos das escolas Mato Grosso, professora Renata (D. A.), Mario Paulo de Brito, professoras Cléo (Sala de Recursos) e Auzilea (Educação Física) estiveram presentes com seus alunos, que fizeram belíssimas apresentações.

 

Apresentação de alunos convidados.

 

Parabéns aos alunos, professores e parceiros que abrilhantaram esse trabalho tão bem fundamentado por professores engajados na educação carioca!
 

Regina Bizarro_ Representante do Rioeduca/5ªCRE
E-mail: reginabizarro@rioeduca.net
Twitter: @rebiza
Facebook: Regina Biza


Rioeduca/5ªCRE no Facebook:

https://www.facebook.com/groups/rioeduca5cre/

 

 

 

                               

 


   
           



Yammer Share

Sexta-feira, 04/10/2013

A Educação e o Preparo para o Trabalho

Tags: blogsderioeducadores, educopédia, mídias, especialistas, educação inclusiva.

Percebemos o movimento inclusivo como um repensar sobre nossos próprios preconceitos e atitudes frente ao “diferente”. Esse movimento reflete-se em vários setores da sociedade: no contexto familiar, escolar e até profissional.

 

 


Acredita-se que, para garantir a inclusão, a escola diferencie o seu fazer pedagógico, de modo a atender as necessidades imediatas que um jovem aluno com deficiência mental apresenta. Visa, também, proporcionar o acesso ao mercado de trabalho dos jovens com deficiência intelectual.

 

 


A falta do auxílio escolar no desenvolvimento de habilidades que possam resultar em uma vida produtiva, leva esses indivíduos a se distanciarem cada vez mais da realização de atividades remuneradas satisfatórias.

 


“Art. 59. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais: (...)

IV - educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no mercado competitivo."

(Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional,1996)

 


Como ponto inicial de transição: o fazer pedagógico. Este deve estar centrado em atividades que exijam destreza de habilidades necessárias a situações do cotidiano, envolvendo independência, autonomia, locomoção e comunicabilidade.

 

 


Como ponto secundário de transição: o envolvimento da equipe escolar. Definido em parcerias com instituições profissionais, através de cursos, oficinas e posterior aproveitamento desses indivíduos em seus quadros funcionais, servindo como motivação para o acesso e permanência de tais indivíduos no ambiente escolar.

 


E, finalmente, com tais indivíduos habilitados e com práticas profissionais comprovadas, disputa em igualdade de oportunidade às vagas oferecidas no mercado de trabalho formal.

 

 


Segundo Sassaki (2003): “As empresas inclusivas refletem a tese de que a mão de obra da pessoa deficiente é tão produtiva quanto a mão de obra constituída só de trabalhadores não deficientes.”

 

Assim, o papel da escola torna-se fundamental na transição entre escola e trabalho. Oferecendo ambientes em que ele possa desenvolver habilidades necessárias ao bom desempenho de uma função, independentemente de sua escolaridade e estabelecendo parcerias entre entidades interessadas em absorver a mão de obra do deficiente.
 

 

 

Elisabete Miranda de Oliveira é professora de Sala de Recursos, graduada em Pedagogia pela UERJ e pós-graduada em Deficiência Intelectual pela UNIRIO. Trabalha com educação especial desde 2006, atuando com alunos de diversas faixas etárias. Na prefeitura do RJ, atua com alunos inclusos desde 2011.

 

                               

 

 

 


   
           



Yammer Share