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Segunda-feira, 01/12/2014

A Educação no Século 21 (Novos Olhares)

Tags: educopédia, leitura, autor.

 

Entrevista com Willmann Costa, autor do livro “Educação no Século 21 (novos olhares) – A relação professor-aluno e seus impasses”


Construir juntos o conhecimento é a proposta do livro.
A obra apresenta uma reflexão sobre conflitos entre professor-aluno, por vezes frequente no espaço escolar, na qual sugere um olhar psicanalítico sobre a educação.

 

1) Devemos educar hoje para além de conteúdos e disciplinas. Segundo seus escritos, os aspectos socioemocionais precisam estar associados à prática docente. Pensando que a escola recebe educandos de diferentes meios culturais, educação para o socioemocional também seria uma educação para a diversidade? Como poderíamos começar a pensar sobre?


Claro. Podemos começar levando em consideração a subjetividade do aluno. Salas de aulas com mais de trinta alunos inviabiliza o trabalho de qualquer professor. É impossível, por mais boa vontade que o professor tenha, trabalhar nessas condições. A Secretaria de Educação deve atentar para esse problema. Quanto à formação de nossos professores, as universidades estão deixando a desejar. A academia está presa a currículos do século passado que não mais atende a demanda das salas de aula. Não basta dominar o conteúdo de uma determinada disciplina para se tornar um mestre. Quando se trata de formar o cidadão, não podemos nos distanciar das diferenças individuais. A educação, em sua reflexão pedagógica, vê o aluno como algo que deve ser medido por sua capacidade racional e cognitiva. Precisamos, com urgência, entender que o aluno não pode ser entendido como um constructo de uma essência universal e atemporal. O aluno é aquilo que foi feito dele. Então, podemos começar cuidando da formação dos professores e atentar para o excessivo número de alunos em sala de aula.

 

2) Sua obra resulta da pesquisa de mestrado e aborda sobre a importância de perceber o aluno como sujeito de sua própria aprendizagem. Nesse sentido, quais os principais desafios que o professor encontra na educação no século 21 e que “novos olhares” (parafraseando) ele poderia adotar para minimizá-los?


Hoje, a posição que o professor se encontra é muito complexa. Na universidade aprendemos a ser especialista em determinados conteúdos, mas no dia a dia da escola precisamos muito mais do que isso. A falta de habilidade em lidar com as diferenças individuais gera indisciplina. As antigas formas de liderar e motivar dentro das escolas não funcionam mais. Nossos jovens são fascinados por desafios, detestam atividades rotineiras. Como atender a demanda dessa geração se somos formados para transmitir conteúdos, buscando uma cultura imediatista, sem levar em conta a subjetividade do indivíduo? Esse é o nosso grande desafio hoje. Sem saber o que fazer, os docentes recorrem ao artifício das notas, foi o que sobrou do poder atribuído ao professor. O papel da escola também é despertar o desejo de aprender e o professor deve guiar essa busca. Em minha pesquisa, percebi que a escola deve se aliar a outros saberes, novos olhares, para entender essa difícil missão, que é educar. Achei interessante buscar a psicanálise, pois entendo que estamos carentes de referências e identificações.

 

3) Um aspecto que precisa ser considerado e que poderia ser orientação aos docentes: como exercer autoridade inerente ao papel desempenhado pelos professores, sem adotar postura autoritária? É um desafio, sem dúvida. Que orientações seriam possíveis?


O professor não precisa e nem deve ser autoritário para ser o líder em sala de aula. Frequentemente, as aulas não atendem aos desejos de uma juventude que tem acesso a vários canais de informação. A sala de aula tornou-se o templo do discurso vazio, desarticulado. O conhecimento é passado de forma fragmentada, não faz sentido para o aluno. Dessa forma, os alunos se sentem impotentes e reagem com violência por seu desejo não ser atendido. Muitas vezes, também, professores feridos pela desvalorização que existe da categoria se sentem impotentes e reagem de forma inadequada. Esse é o cenário que percebemos na maioria das escolas públicas. Quando se trata de formação, no âmbito escolar, tendemos a nos distanciar do sujeito, afastamo-nos dos desejos, conscientes e inconscientes. A falta de habilidade em lidar com as diferenças individuais gera indisciplina. Às vezes, o que tomamos como indisciplina do aluno, na realidade, é o modo como eles se sentem tocados em sua subjetividade. Acho importante que o professor, consciente de seu papel de educador, pense em suas práticas, experiências, inquietações, desejos e vislumbre outras soluções para manter a postura do verdadeiro líder da classe.

 

4) O Colégio Estadual Chico Anysio, no qual atua como diretor, é um dos exemplos brasileiros de foco nas competências socioemocionais. Quais eixos envolvem a formação desses educandos e como os professores podem favorecer uma ação de protagonismo do aluno no espaço escolar?


No Colégio Estadual Chico Anysio, entendemos que a aprendizagem não pode ser apenas teórica, o conhecimento está a serviço da solução de questões que afetam a vida das pessoas, ou seja, aproximamos a escola do mundo. Organizamos o currículo em dois macrocomponentes. De um lado, integrando as disciplinas de base nacional comum em áreas de conhecimento. Do outro, um núcleo articulador, componentes curriculares inovadores, voltados à aprendizagem socioemocional. O professor recebe formação para não ficar restrito à sua área de conhecimento. Qualquer docente, por exemplo, pode atuar como orientador nos projetos de intervenção e pesquisa e nos projetos de vida. Nossos mestres estão sempre em formação. Temos uma parceria com o Instituto Ayrton Senna.


5) Aos leitores de sua obra e professores que nos acompanham por aqui, poderia nos falar de forma breve sobre as habilidades socioemocionais (ou não-cognitivas) e sua divisão que, em geral, são previstas em cinco domínios, além de algumas características que os docentes podem trabalhar em sala de aula para assegurar qualidade na aprendizagem dos alunos?


São elas:

  • Conscienciosidade: atitudes de responsabilidade, resiliência, persistência;
  • Curiosidade: interesse em experimentar e aprender coisas novas para o próprio benefício, fascinar-se pelas coisas;
  • Criatividade: não ter medo de errar;
  • Amabilidade: estar ciente dos motivos e sentimento das outras pessoas e de si mesmo, incluindo a habilidade de lidar com pequenos e grandes grupos;
  • Autocontrole: estabilidade emocional, controlar o que se sente e faz, ser autodisciplinado. 

 

 


Para saber mais sobre o autor:

Entrevista para o Conexão Futura (18/06/2014):
https://www.youtube.com/watch?v=SlfC3b4QONk

"Cada vez mais, professores têm se preocupado em preparar os estudantes para atuarem em um mundo em constante transformação. No estúdio, Willmann Costa - diretor do Colégio Estadual Chico Anysio, do Rio de Janeiro; Julio Furtado - consultor e conferencista da área de educação; e, pela internet, Patrícia Gomes, jornalista do PORVIR, falam sobre os principais pontos da atuação em sala de aula para desenvolvimento interdisciplinar e socioemocional dos alunos".

 

Entrevista para o Jornal Futura (15/10/2014)
https://www.youtube.com/watch?v=2T075R2TocI

"Construir juntos o conhecimento é a proposta do livro Educação do Século 21, do professor Willmann Costa. A obra é uma reflexão sobre os frequentes conflitos entre educador e estudante e sugere um olhar psicanalítico sobre a educação. Para o professor, que também é gestor de escola pública, esses conflitos estão para além da rotina em sala de aula. Reportagem de Raphael Leal".
 

 

 

 

                               

 

 

 


   
           



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Segunda-feira, 01/12/2014

Descortinando a Diversidade Brasileira

Tags: 1ªcre, educacaoinfantil, eventos.

 

Através de brincadeiras, a Creche Quinta do Caju descortina a diversidade brasileira.

 

A Creche Municipal Quinta do Caju é um espaço pensado para a criança e organizado de forma a transmitir segurança e confiança necessárias ao seu desenvolvimento.

Considerando que os primeiros anos de vida são decisivos no desenvolvimento do ser humano, a creche surge como resposta social, na qual a criança deve ser acolhida, amada e respeitada na sua identidade e ajudada a crescer harmoniosamente.

 


No início do ano letivo de 2014, as rodas de conversas da C. M. Quinta do Caju versavam sobre as diferenças e semelhanças das crianças e de todos na creche. Professores e alunos onversavam sobre essas diferenças, dando ênfase à formação do povo brasileiro.

O interesse das crianças foi muito grande, pois já era veiculada na mídia a todo o momento o orgulho brasileiro por sediarmos a Copa do Mundo. A unidade, então, explicou a eles como aconteceu a formação do nosso povo. Para isso, implementaram o projeto: "Através de brincadeiras, a Quinta do Caju descortina a diversidade brasileira”.

 


Resolveram escrever um livro contando a história do "Descobrimento" do Brasil, numa linguagem adaptada ao nível de compreensão do grupo. Durante a construção da história, as crianças concluíram que o Brasil foi invadido pelos portugueses.

 


O título escolhido para o livro foi “O dia em que os portugueses invadiram Pindorama". Foi aí que a equipe descobriu que a funcionária Rosangela, auxiliar de serviços gerais, tinha talento para fazer as ilustrações.

 


Reuniram as crianças na varanda e a história foi contada. Como as crianças gostaram muito da história, resolveram fazer uma grande brincadeira encenando a tal "invasão". Foi uma festa reunir todos com suas indumentárias no espaço na frente da Creche. A unidade percebeu o quanto essa experiência contribuiu para o aprendizado das crianças e de todos.

 


Na semana seguinte, conversando com as crianças sobre a encenação, surgiu a seguinte pergunta: o que será que aconteceu com Pindorama depois da invasão dos portugueses?

 


“E surgiu nossa segunda história, a vinda dos negros para o Brasil. A partir daí eles entenderam que as diferenças surgiram porque o índio casou com o branco, o branco casou com o negro, o negro casou com o índio, causando essas lindas misturas e um caldeirão cultural”, conta Neusa, a professora articuladora da creche. 

 

 

Quer conhecer um pouco mais do trabalho da C. M. Quinta do Caju? Clique na foto abaixo e visite o blog da unidade!

 

 

"Se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda". (Paulo Freire)

 

 

*Professor, este espaço é nosso! Queremos divulgar as ações de sucesso desenvolvidas por você e por sua escola. Entre em contato com o Representante Rioeduca de sua Coordenadoria e envie seus trabalhos para publicação.

 

 

Professor Alexandre Roque de Araujo
Representante Rioeduca.net da 1ª Coordenadoria Regional de Educação
alexandrearaujo@rioeduca.net
Twitter: @Alexandre_Roque

 

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Segunda-feira, 01/12/2014

Pequenos Cientistas... Grandes Descobertas!

Tags: 6ªcre.

 

 

Em julho foi realizada, no auditório da 6ª CRE, a Oficina de Ciências para os professores regentes do 6º Ano Experimental. Ela teve, por objetivo principal, capacitar os educadores na utilização do Kit de Ciências. 

 

A formação continuada dos professores que atuam no 6º Ano Experimental é um dos pontos de sucesso deste projeto. Após a realização das oficinas de Produção Textual e Matemática, aconteceu a Oficina de Formação para o Ensino de Ciências. 

 

A Oficina de Ciências para os professores da 6ª CRE aconteceu no dia 30 de julho, no auditório da Coordenadoria de Educação, nos turnos da manhã e da tarde. A equipe de Ciências da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro ministrou a capacitação.

 

Professores do 6º Ano Experimental realizam experiências com o Kit de Ciências.

 

Ela abordou, além do uso do Caderno Pedagógico, a utilização de um kit com material específico para a disciplina, que será um instrumento de apoio ao trabalho desenvolvido pelos professores em sala de aula.

 

Durante a oficina, vários experimentos e muitas trocas de experiências foram feitas. Com isso, os professores puderam perceber que a responsabilidade da escola no ensino de Ciências é muito grande. O pensamento científico requer o desenvolvimento de hábitos de pensamento sistemáticos e rigorosos, que exigem esforço e tempo.

 

Os professores perceberam que precisam organizar suas aulas incluindo diversas abordagens didáticas: a realização de experiências, o trabalho com textos, debates, as pesquisas sobre a história da Ciência, as atividades com o objetivo de analisar os resultados dos experimentos feitos pela turma e muitas outras. Chegaram à conclusão de que o importante é que as aulas permitam aos alunos ter um papel ativo na aprendizagem.

 

A equipe de Ciências da SME orienta os professores no uso do Kit de Ciências.

 

Isso é educar para a curiosidade! Planejar, de antemão e com clareza, os objetivos da aula. Tendo noção de onde se quer chegar, fica mais simples canalizar as perguntas da turma e criar um clima de investigação em que a curiosidade seja mais do que bem-vinda.

 

Os professores saíram da oficina maravilhados e cheios de ideias para colocar em prática! Viram que, além de importante para o futuro dos seus alunos, Ciências é a disciplina escolar que mais tem potencial para ser divertida.

 

Quem nunca passou uma tarde feliz em meio a tubos de ensaio e experiências para comprovar as leis da natureza? Refletir um arco-íris num papel branco, amassar uma garrafa sem colocar as mãos, fazer um telefone sem fio... Ótimas brincadeiras para fazer em grupo! E o melhor: o aluno sai com as lições de Ciências na cabeça!

 

Os professores exploraram, ao máximo, os conhecimentos construídos na Oficina de Ciências. Retornaram para suas turmas com todo gás, cheios de energia e entusiasmo, prontos para colocar em prática tudo o que aprenderam. E os alunos adoraram, é claro!

 

Os alunos do 6º Ano Experimental realizam várias experiências com a orientaçãode seus professsores.

 

Os alunos do 6º Ano Experimental ficaram encantados ao utilizar o Kit de Ciências nas suas aulas. Durante o segundo semestre, eles realizaram várias experiências e os professores conseguiram mostrar aos alunos, entre outras coisas, que a Ciência está em todo lugar e que nem o cientista nasceu sabendo Ciências. A disciplina, como todas as outras, exige esforço e dedicação.

 

De olho no noticiário, os professores aproveitaram as descobertas científicas interessantes para despertar a curiosidade dos alunos e mostrar o impacto da Ciência em nossas vidas. Durante a utilização dos materiais do kit, o erro foi usado para construir o conhecimento. Investigar por que algo não deu certo trouxe novas e importantes revelações, além de ajudar a fixar o aprendizado.

 

A curiosidade, que é natural entre os alunos, não foi desperdiçada! Os professores se utilizaram dos questionamentos para iniciarem, juntos, uma investigação científica. As crianças ficaram à vontade para olhar e experimentar, afinal, a observação científica é parte fundamental para alcançar respostas.

 

O Kit de Ciências foi usado para realizar grandes descobertas.

 

Os alunos do 6º Ano Experimental andam cheios de “caraminholas” na cabeça! Vivem a questionar! Por que algo é de um jeito e não de outro? Como isso funciona? Para que serve?

 

Isso é incentivar o prazer em descobrir! Agora, ao ouvir falar de Ciências, os alunos logo pensam em tubos de ensaio, laboratório, ou seja investigar. 

 

Parabéns a todos os envolvidos na formação dos professores do 6º Ano Experimental e, em especial, aos educadores, que aceitaram o desafio de lecionar nessas turmas.

Essa parceria permitirá que os nossos jovens avancem num processo que possibilitará a formação de um pensamento sistemático, crítico e autônomo, capaz de prepará-los para enfrentar os desafios da atualidade dentro e fora da escola. 

 

Você quer ver o seu trabalho publicado no Portal Rioeduca? Entre em contato com o professor representante da sua CRE! Até a próxima semana!

 

Prof.ª Patrícia Fernandes – Representante do Rioeduca na 6ª Cre
Facebook: patrícia_pff@yahoo.com.br
E-mail: pferreira@rioeduca.net

 

 

                               

 

 

 


   
           



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