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Quarta-feira, 16/03/2011

O Dia Internacional da Mulher e as Escolas da 10ª CRE

Tags: 10ªcre.

Como professor da Rede Municipal de Educação do Rio de Janeiro desde 1990, jamais deixei passar em branco o Dia Internacional da Mulher nas minhas aulas de História.

Nas semanas anteriores, e no próprio dia 8 de março, encontrava um texto novo, referências históricas e biográficas, um cd com músicas que pudessem suscitar o interesse dos alunos 

para o tema, ou mesmo um filme que apresentasse alguma mensagem apropriada à data, sempre buscando dar visibilidade também ao trabalho anônimo e não menos importante das mães, avós e irmãs dos meus alunos através de exposições de fotografias, reuniões especiais com a presença de familiares na escola, coleta de depoimentos ou a produção, pelos alunos, de textos alusivos ao tema.

Assim meus alunos puderam ouvir e debater em sala sobre “Mulheres de Atenas”, do Chico Buarque de Holanda, ler e fazer resumos de textos selecionados, da historiadora Mary Del Priore, como “História das Mulheres no Brasil” e o “Dicionário Mulheres do Brasil” e assistir os filmes da cineasta Tizuka Yamasaki, ou o documentário produzido pela Organização das Nações Unidas intitulado “Um sonho impossível”, que, em forma de desenho animado, mostra que, mesmo com muitos avanços na legislação estabelecendo a igualdade de gêneros, o trabalho feminino nem sempre revela equanimidade, quando comparado ao masculino.
Neste ano de 2011, por uma coincidência do nosso calendário, o Dia Internacional da Mulher estará sendo comemorado em plena terça-feira gorda do carnaval.

Bertha Lutz, bióloga e líder feminista
Foto do “Dicionário:Mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade: biográfico e ilustrado”

 

Poderia sugerir, para não esquecer o dia 8 de março em plena festa momesca, a lembrança de nomes expressivos e emblemáticos de mulheres cujas vidas estiveram diretamente ligadas ao carnaval, como Carmem Miranda, as irmãs Linda e Dircinha Batista ou Emilinha Borba, cujas marchinhas por ela gravadas, ainda hoje são tocadas e cantadas nos bailes carnavalescos.No entanto resolvi fazer um rápido levantamento das unidades escolares da 10ª Coordenadoria Regional de Educação, que abrange as regiões de Santa Cruz e Guaratiba, incluindo também os bairros de Paciência e Sepetiba, trazendo à lembrança nomes de algumas escolas que homenageiam mulheres famosas ou anônimas, que, de alguma forma, contribuíram na formação e no desenvolvimento da nossa cidade e do nosso país.
Como não poderia ser diferente, o maior número refere-se às professoras, muitas das quais permaneciam invisíveis para a nossa história, antes de serem homenageadas. Citamos as professoras Flávia dos Santos Soares, Elizabeth Papera, Haydea Vianna Fiuza de Castro, Sonia Mota Molisani, Lourdes de Lima Rocha, Maria de Jesus Oliveira, Meralina de Castro, Dione Freitas Feli

sberto de Carvalho, Débora Mendes de Moraes, Leila Mehl Menezes de Mattos, Maria Helena Alves Portilho, Maria Santiago, Raquel Kelly Lanera, Rosa Maria Alves de Oliveira, Silvia de Araújo Toledo, Zelia Carolina da Silva Pinho, Zulmira Telles da Costa, Emma D’Ávila de Camillis, Floripes Angladas Lucas, Narcisa Amália, Elisa Joaquina Daltro Peixoto, Nair da Fonseca, Leocádia Torres, Luzia Maria Moreira do Nascimento, Maria Helena Sampaio Marques, Myrthes Wanzel e Tatiana Chagas Memória.
Mas também há, na 10ª CRE, escolas que prestam homenagem a personagens bastante conhecidas e sempre lembradas na História do Brasil e do Rio de Janeiro, como a Princesa Isabel, a escritora, jornalista e política Adalgisa Néri, e a heroína e precursora da enfermagem na Guerra do Paraguai, Ana Néri.
Todas as mulheres acima citadas foram protagonistas que, mesmo em silêncio, contribuíram para desvelar a História do Brasil pelo olhar feminino, ainda assim gostaria de acrescentar e de destacar entre todas, o nome da líder feminista e bióloga Berta Lutz, que empresta o seu honroso nome para a Escola Municipal 10-26-10, localizada na Pedra de Guaratiba.

Bertha Lutz assinando a ata final
da Comissão Internacional de Mulher

es,
Washington (EUA), em 18 de junho de 1959.

Se a Princesa Isabel ficou conhecida principalmente por ter assinado a Lei Áurea, extinguindo a escravidão no Brasil, em 13 de maio de 1888, e a enfermeira Ana Néri passou a ser chamada de “Mãe dos brasileiros”, após a sua heróica participação na Guerra do Paraguai, a paulistana Bertha Lutz é sempre lembrada como a “Pioneira das lutas feministas no Brasil”.
Ainda jovem, desde o seu regresso 
da Europa, onde se formou em ciências, na Universidade de Sorbonne, Bertha Lutz tornou-se uma defensora incansável dos direitos da mulher no país.

Assumindo o mandato de deputada federal em 28 de julho de 1936, Bertha Lutz foi autora do Estatuto da Mulher, propondo a reformulação da legislação brasileira quanto ao trabalho feminino, defendendo também a criação do Departamento Nacional da Mulher.
O trabalho da bióloga e defensora dos direitos da Mulher ultrapassou as fronteiras do Brasil, com a designação da parlamentar como delegada em diversas conferências internacionais. Em 1951 Bertha Lutz foi premiada com o título de “Mulher das Américas” e, em 1952, foi a representante do Brasil na Comissão de Estatutos da Mulher das Nações Unidas.
Também como cientista publicou trab
alhos sobre biologia floral e destacou-se internacionalmente por suas pesquisas zoológicas sobre espécies anfíbias brasileiras.

É um grande orgulho para a 10ª Coordenadoria Regional de Educação ter uma das suas escolas homenageando uma das mulheres, cujo estudo da biografia se tornou obrigatório para o conhecimento de capítulos fundamentais da História do Brasil na ótica feminina.


Sinvaldo do Nascimento Souza, representante da 10ª CRE no Rio Educa


Sugestões de leituras e filmes para saber um pouco mais e aproveitar no planejamento das aulas de História:
• Dicionário Mulheres do Brasil: de 1500 até a atualidade: biográfico e ilustrado. Organizado por Schuma Schumaher e Érico Vital Brazil. Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, Ed. 2000.
• História das Mulheres no Brasil. Organização Mary Del Priore. Coordenação de Textos Carla Bassanesi. 3.ed. São Paulo: Contexto, 2000.
• Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro. Coordenação: Alzira Abreu e Israel Beloch. Rio de Janeiro, Fundação Getúlio Vargas, 1993.
• Filme “Paraíba mulher macho”, de Tizuka Yamazaki, que tem como pano de fundo a Revolta de Princesa e destaca o personagem histórico da professora e defensora dos direitos da mulher, Anaíde Beiriz, interpretado pela atriz Tânia Alves.
• CD Mulheres de Atenas, de Chico Buarque de Holanda
• Desenho: O sonho impossível, produção da ONU


   
           



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Quarta-feira, 16/03/2011

REVISITANDO A ESCOLA MUNICIPAL FERNANDO DE AZEVEDO

Tags: 10ªcre.

A Escola Municipal FERNANDO DE AZEVEDO é uma das unidades escolares que integram o chamado Quarteirão Cultural de Santa Cruz. As demais, além do Ginásio Carioca, na Escola Municipal Princesa Isabel e da Escola Municipal Prefeito João Carlos Vital, são o CIEP Barão de Itararé e o Colégio Estadual Barão do Rio Branco e a Escola Técnica - FAETEC, de Santa Cruz.
Trata-se, portanto, de um logradouro efervescente sob o ponto de vista educativo, cultural, social e esportivo, pois alí também ficam instalados o Centro Cultural Dr. Antonio Nicolau Jorge, o Ecomuseu de Santa Cruz, o Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica, a Biblioteca Popular Joaquim Nabuco e as antigas Vilas dos Operários do extinto Matadouro Público, sua estação ferroviária, hoje desativada e as ruínas do abatedouro.
Pelo Quarteirão Cultural de Santa Cruz circulam diariamente milhares de crianças e adolescentes e muitas pessoas da Terceira Idade que frequentam a Vila Olímpica Oscar Schmidt.
Em visita que fiz hoje, 15 de março de 2011, à Escola Municipal FERNANDO DE AZEVEDO, pude conversar bastante com a diretora adjunta Cristine Tenuto que aparece na foto acima, ao lado da Professora Piu, coordenadora do Polo de Educação para o Trabalho.
A excelente organização administrativa da E.M. Fernando de Azevedo contribui para o bom funcionamento daquela unidade escolar que recebe muitos alunos vindos do Conjunto Nova Sepetiba e localidades próximas.
A Escola Municipal Fernando de Azevedo possui um Site construído por Jane Peralva (Profª de Matemática e Especialista em Informática Educativa), que pode ser acessado pelo http://emfa.webnode.com/ Ali é possível conhecer desde o Projeto Político Pedagógico daquela unidade escolar até obter informações sobre as notas bimestrais lançadas em planilha para conhecimento dos alunos, responsáveis e de toda a comunidade escolar.
Estarei conversando com as professoras Jane, Piu e com a coordenadora Patrícia para novas postagens relacionadas à ESCOLA MUNICIPAL FERNANDO DE AZEVEDO. Aliás, como iniciamos falando sobre a boa organização daquela unidade escolar, não custa lembrar palavras dos biógrafos do grande educador brasileiro de que ele era homem extremamente organizado e meticuloso.
Sinvaldo do Nascimento Souza
Professor representante da 10ª CRE no Rioeduca


   
           



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Quarta-feira, 16/03/2011

Brincar também é aprender.

Tags: 3ªcre, creches, educaçãoinfantil.

Brincadeira é coisa séria. E a equipe da Creche Municipal Odetinha Vidal de Oliveira sabe bem disso, conforme vemos no post Nossas crianças têm direito à brincadeira.
Criança aprende brincando. É assim que ela desenvolve suas habilidades, formula e testa suas hipóteses sobre o mundo à sua volta.

Na Creche Municipal Odetinha Vidal de Oliveira, os brinquedos estão sempre à mão e a equipe reconhece a importância do brincar.
Saudáveis, os pimpolhos exercem seu direito. Nas fotos, podemos ver o quanto elas levam à sério.

Saudáveis, os pimpolhos exercem seu direito de brincar.

Qual será a próxima brincadeira?
Mais alguém quer brincar?


   
           



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Quarta-feira, 16/03/2011

Sala de Leitura da E. M Vicente Licínio Cardoso - abrindo caminhos

Tags: 1ªcre, riodeleitores.

 “Entendo que a Educação é um ato de florescimento. O professor educa para que cada um possa florescer com o que tem de melhor.” (Edmir Perroti)

 

 A professora de português, Ana Paula Villas Boas, está à frente do trabalho de Sala de Leitura na Escola Municipal Vicente Licínio Cardoso, da 1ª Coordenadoria Regional de Educação. Enquanto coloca as produções dos alunos no mural, ela conta com emoção o prazer e a alegria de realizar a mediação entre alunos e livros. Ana Paula também mostra os recadinhos que recentemente enviou aos professores, um convocando à votarem na Biblioteca do Professor, publicada no portal da SME e outro convidando os docentes à participarem do Concurso Poesia na Escola. Orgulhosa, ela relembra que em 2010 dois alunos da sua unidade foram premiados.


À medida que organiza alguns livros na estante, ela fala do novo projeto da SME para as salas de leitura: Jovens Leitores. Ela explica que os alunos lerão a cada bimestre pelo menos uma obra que escolherão no Cardápio Literário (livros previamente escolhidos pela professora que serão selecionados pelos alunos). Ao final de cada obra, o estudante escreverá um relato, contando sua experiência com o livro.


A professora confessou que no primeiro momento achou que alguns alunos relutariam, mas felizmente surpreendeu-se com o interesse dos adolescentes na hora da escolha dos livros. “O projeto Jovens Leitores está um sucesso, indo de vento em popa !” Conta entusiasmada.


  A proposta de formar Jovens Leitores tem inestimável valor, pois proporciona oportunidade dos alunos descobrirem um mundo mágico, escondido entre as páginas dos livros. A ideia é encantar, divertir e incentivar o prazer que se descobre a cada parágrafo lido. Certamente, com o despertar do interesse pelo mundo das palavras, novos e belos caminhos se abrirão para os alunos.


 A professora Ana Paula acredita que ao final do ano, o olhar dos estudantes pela literatura será outro. Assim, os experimentos de emoção vivenciados pelos jovens leitores no decorrer dos meses, terá efeito transformador.

 

 


 


   
           



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