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Quarta-feira, 03/06/2015

Coaching na Educação

Tags: professor, inovação, tecnologia, transformação3.0.

 

 

Contexto, Aplicação e Possibilidades para Professores e Gestores Educacionais

Recebi um poderoso desafio: Escrever um artigo com apenas 2 mil caracteres esclarecendo como o Coaching potencializa as ações dos professores e gestores educacionais na escola de educação básica. Desafio aceito! Isto significa colocar o professor como ator principal no processo de potencialização de desenvolvimento de competências docentes. O processo de coaching instiga o docente e o gestor a viver a sua melhor versão, utilizando ferramentas e técnicas que os colocam como sujeitos do próprio aprendizado. Entre outros benefícios destaca-se o desenvolvimento e aplicação de técnicas de ensino e aprendizagem, o aperfeiçoamento e potencialização de pontos fortes, além de buscar por aprofundamento no conhecimento sobre processos cognitivos humanos.


Vamos lá, desafio aceito!


“Uma das coisas que aprendi nestes quase 40 anos na teia educacional é que quando o professor entra na sala de aula e fecha a porta, não importa quem seja o secretário de educação ou qual seja o currículo. Na hora de dar aula, ele vai acabar fazendo o que preferir. A tarefa, então, é fazer com que ele se sinta envolvido para que faça o que gostaríamos que fizesse. No final, tudo depende dele”, afirma Eric Nadelstern, ao explicar por que a Reforma de Nova York se preocupou em criar sistemas de apoio presencial ao professor em sala de aula.

O sistema ainda está longe de ter conseguido envolver a maioria de seus professores. Mas, de fato, a figura do professor coach – se tornou presente na vida de cada escola pública da cidade.


O Professor Coach desenvolve estratégias específicas para as necessidades e pontos fortes de cada escola. Ao mesmo tempo, há estratégias que perpassam diferentes prossionais e organizações que oferecem esse tipo de apoio.


Na medida em que o desafio da qualidade passa a ocupar espaço crescente no debate público sobre educação no Brasil, torna-se importante investigar experiências, dentro e fora do País, que tragam propostas concretas e aprendizados sobre como superar os problemas institucionais da educação. Objetivando contribuir neste esforço a Fundação Itaú Social e o Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, iniciou, em 2009, o Programa Excelência em Gestão Educacional, que tinha como uma de suas colaborações a publicação de experiências educacionais que, com suas estratégias e ações, poderiam servir de inspiração para gestores, educadores, empresários e políticos brasileiros interessados em melhorar a qualidade de nossas escolas públicas. A publicação foi organizada em capítulos temáticos, selecionados de acordo com a relevância do tema para as mudanças do sistema de ensino de Nova York, e dentre eles, destaco aqui o tema Professores mentores e o apoio presencial ao professor em sala de aula: Coaching. Cada vez mais a ideia ganha força nas empresas e áreas do setor público, imprimindo sentido de formação de competências de um indivíduo ou uma equipe. Nos Estados Unidos, esta concepção tem sido amplamente utilizada nas escolas públicas como estratégia de melhoria da prática de diretores e de professores.


Já no Brasil há um consenso sobre a necessidade de formar melhor os professores da rede pública, seja quando ainda estão na universidade, seja depois, quando ingressam na carreira. Secretarias de Educação chegam a investir somas significativas em treinamentos, que em teoria, deveriam ajudar o professor a melhorar a sua prática em sala de aula. Entretanto, ainda há muito o que se fazer por aqui, embora a figura do coach, tão conhecida e aproveitada já pelas grandes empresas no Brasil, poderia se tornar uma política pública. Em Minas Gerais, algo próximo dessa realidade foi testado por meio do Programa de Intervenção Pedagógica, junto às séries iniciais da rede estadual. De maneira geral, o Coaching Educacional configura-se num campo ainda instintivo, e nos últimos anos, por força da mídia, e das redes sociais vem tomando uma certa desenvoltura estratégica, mas é bom ressaltar que muita gente confunde Coaching com Formação. Segundo João Alberto Catalão, este fato tem levado a que hoje a generalidade das ofertas formativas contemplem, um ou mais tópicos, sobre Coaching. Prossegue ainda, alertando que Coach não é um Formador ou Treinador, e que numa relação de Coaching, não é o Coach que ensina ou define os padrões do que está certo ou errado, ou avalia o que são bons ou maus níveis de desempenho. O Coach não ensina, ele facilita a tomada de consciência, a identificação do potencial, a obtenção do reforço da autoestima, a definição de objetivos, a elaboração e a monitorização de planos de ação para a performance do Coachee.  

A ideia de um novo design no mundo da educação torna-se cada vez mais forte nos últimos anos, e cada vez mais claro que as instituições educacionais precisam ser recriadas, vitalizadas e renovadas de forma sustentável, adotando uma orientação aprendente, envolvendo todos do sistema, facilitando que cada um expresse suas aspirações, visando construir uma nova consciência do modelo mental desejado, e que ferramentas poderão utilizar para realizar a conexão motivada pela visão.


Possibilidades de Utilização do Coaching no meio educacional


O foco deste artigo é o despertar para um novo pensamento sistêmico, na forma de condução pedagógica por meio do Coaching Educacional, esclarecendo na prática como certas lógicas de raciocínio facilitam a ocorrência de sucessos no mundo educacional. No mundo de hoje, quem se propõe a educar precisa saber quais são as lógicas melhores de raciocínio, compreendendo que não adianta adotar modernos métodos de trabalho, se faltam bons princípios e ferramentas para a tomada assertiva de decisões.


Coaching Educacional, transforma o problema em objetivo, ampliando a capacidade coletiva de aprender, promovendo o ambiente corporativo educacional de forma criativa, empreendedora e inspiradora de novos conhecimentos, habilidades e atitudes, permeadas de valores humanos, fundamentadas pelas inteligências múltiplas e inteligência emocional, privilegiando as competências para ensinar e educar profissionais autônomos reflexivos segundo Philippe Perrenoud, Donald A. Schön, Peter Senge, Edgar Morin, Ruy Cezar do Espírito Santo, Paulo Freire, Mirian Paura e Fritz Perls, entre tantos outros.

 


Diversas são as possibilidades pedagógicas desta poderosa estratégia que, inclusive, educa para a Paz, bem como para autonomia de pensamento, ação, reflexão e inovação.
Diante das inúmeras possibilidades, podemos destacar:

 

  • Promoção de seminários, colóquios, workshops, grupos de estudos de sensibilização dirigidos a diferentes atores para conscientizar sobre o que realmente é Coaching Educacional, e quais são os benefícios para o cotidiano das relações intrapessoais e interpessoais da instituição educacional, associando-as, aos resultados acadêmicos;

 

  • Abordagem específica para fortalecer a vontade das pessoas para o ato de aprender e apreender, levando-se em conta os estilos de aprendizagem, facilitando acertos para iniciar e continuar qualquer processo de mudança cultural;

 

  • Fortalecimento da inteligência individual e coletiva por meio da potencialização de ações pedagógicas que levam a necessidade da cocriação de projetos coletivos, ampliando as possibilidades de comunicação assertiva, escuta ativa e o conceito da comunicação não violenta no gerenciamento de conflitos; 

 

  • Potencializando a (re)descoberta do autoconhecimento, descobrindo e desenvolvendo valores, compactuando com a família e a escola de educação básica a tarefa de formar humanos que se auto eduquem curiosos, capazes de enxergar e promover mudanças em si mesmos e no mundo; 

 

  • Promoção de espaços pedagógicos para discussão e aprendizagem que tenham como objetivos agir sobre como cada um raciocina, para que cada um, por si mesmo, possa concluir quais os melhores comportamentos. Assim, a pessoa ganha capacidade de ser autônomo, tornando-se consciente, alargando a sua capacidade de análise crítica, sendo aquele que se orienta mais pelo que deve fazer do que pelo que pode fazer. 

 

Coaching Educacional está focado fundamentalmente na preocupação com um aluno vivo, inquieto, e participante, bem como um professor que não tema suas próprias dúvidas e com instituições educacionais abertas, vivas, postas no mundo e conscientes de que vivemos no século XXI, e que neste sentido é preciso repensar a postura acadêmica, comunicando e construindo assertivamente a urgência de se trabalhar com uma pessoa inteira, com sua afetividade, suas percepções, suas expressão, seus sentidos, sua crítica e criatividade. É preciso que se ande por outra rua, assim como nos inspira a poesia transcrita do livro Tibetano do Viver e do Morrer, “Autobiografia em cinco capítulos”.

 


1- Ando pela rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Eu caio...
Estou perdido... Sem esperança.
Não é culpa minha.
Leva uma eternidade para encontrar a saída.

2-Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Mas finjo não vê-lo.
Caio nele de novo.
Não posso acreditar que estou no mesmo lugar.
Mas não é culpa minha.
Ainda assim leva um tempão para sair.

3- Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Vejo que ele ali está.
Ainda assim caio... É um hábito.
Meus olhos se abrem.
Sei onde estou.
É minha culpa.
Saio imediatamente.

4- Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Dou a volta.

5- Ando por outra rua.  

Nessa perspectiva qual seria o estoque de atributos que os professores ou o gestores educacionais teriam que potencializar passando pelas sessões de coaching? E quais seriam as rotas de ação?


Uma possível rota é realizada em encontros coletivos onde o professor é situado como sujeito do próprio desenvolvimento e instigado a aperfeiçoar e expandir suas competências. Os encontros são associadas a uma rota de ação, uma vez que, o aprendizado proveniente do coaching precisa gerar ações. Os primeiros encontros envolvem uma avaliação das dimensões a seguir: motivação e autoconhecimento (motivação e continuidade de ação na direção dos objetivos desejados; autoconhecimento, utilização das forças, virtudes e talentos na docência; autoestima, autoconfiança e automotivação; equilíbrio emocional em situações adversas; resultados positivos mensuráveis na sua vida pessoal; resultados positivos mensuráveis da sua vida profissional; relacionamentos escolhidos e positivos; percepção de continuidade e melhoria contínua; poder de aprendizado e conclusões construtivas); atuação (proatividade; domínio de sala; atuação em conjunto com os outros docentes no processo de ensino; humildade e flexibilidade; conhecimento sobre as competências do aluno; foco do que realmente é importante na formação do aluno; capacidade de contextualização da sua disciplina; confiança transmitida aos alunos; exemplo de vida e de comportamento; formação acadêmica e publicações científicas); saber fazer (saber ouvir e respeitar o aluno; conhecimentos, habilidades e experiência na área lecionada); técnicas (oratória e comunicação; capacidade de se colocar no lugar do outro; uso de diferentes técnicas de ensino-aprendizagem; inovação e criatividade no ensino; minha didática atual; dinamismo da aula e motivação do aluno; capacidade de avaliar situações de aprendizagem); encantamento (inspiração e encantamento do aluno; capacidade de causar transformação no comportamento do aluno); e, responsabilidade (consciência da responsabilidade como docente; cumprimento de deveres e compromissos com pontualidade).


Outra rota possível é a realização de cursos livres para o desenvolvimento de temas tais como: Coaching e Programação Neurolinguística, Storytelling e Caixa de Ferramentas para engajamento e sensibilização de pessoas, Liderança, Endoquality, Inteligência Emocional e Orientação Profissional, Valores Humanos, Didática e IQPs - Indicadores de Qualidade de Projetos, que possam responder aos seguintes questionamentos: Como nos preparar para termos habilidade de, em momentos cruciais dispormos de presença de espírito para encontrar a saída e liderar outras pessoas que dependem da nossa iniciativa? Será que é possível nos soltarmos de todas as ideias e capacidades antigas que estão turvando o nosso julgamento, de modo a sermos capazes de identificar as mudanças necessárias, ajudar a promovê-las e obter reações positivas? Como fazer com que a evolução ocorra naturalmente, que as pessoas façam as coisas certas, sem ser preciso que sejam controladas, e desenvolvam as suas habilidades técnicas e humanas? Como descobrir o ponto de apoio para, através de uma causa minúscula, alavancar o início de uma mudança gigantesca? Como melhorar a nossa forma de pensar, que é a semente do todo?


No artigo apresentado, é possível que dois elementos mereçam amplo destaque e aprofundamento: o primeiro refere-se a necessidade dos professor e do gestor educacional ser sujeito do próprio aprendizado, e estar consciente que necessita melhorar a cada instante, e sempre com a pergunta em mente: Quem sou eu para educar? O segundo relaciona-se ao acompanhamento sistemático, apoiado e inspirado pelo processo de coaching e seus efeitos positivos na sala de aula e no desenvolvimento de todas as partes envolvidas.


Neste século XXI vamos cocriar por outras ruas? Este é o nosso desafio.  


Para saber mais:


SANTOS, Graça. Coaching Educacional: Ideias e estratégias para professores, pais e gestores que querem aumentar seu poder de persuasão e conhecimento. Editora Leader, São Paulo, 2012.

SANTOS, Graça. Coaching na Educação: Contexto, Aplicação e Possibilidades. Revista Digital Coaching Brasil, São Paulo, 2014.


SCHÖN, D. Educando o profissional reflexivo. Um novo design para o ensino e a aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 2000.

LAGES, Andreia. O’ CONNOR, Joseph. O que é Coaching. Comunidade Internacional de Coaching. Editora All Print, São Paulo, 2006.

GATTI, Bernadete A. e equipe. Atrativos da carreira docente no Brasil. Fundação Carlos Chagas, São Paulo, outubro, 2009.

CATALÃO, João Aberto. PENIN, Ana Tereza. Ferramentas de Coaching. Editora Lidel. São Paulo, 2012.

PERRENOUD, Philippe. 10 Novas Competências para Ensinar, Artmed, 2000.
____________, Philippe. As competências para ensinar no século XXI: a formação dos professores e o desafio da avaliação. Porto Alegre: Artmed, 2002.  


Graça Santos
Pernambucana, Professora da Rede Pública do Rio de Janeiro, Pedagoga, Orientadora Educacional e Escritora. Possui MBA em Gestão Estratégica e MBA em Formação Holística na Abordagem Transdisciplinar do Desenvolvimento Humano. Escritora nas Editoras Leader/SP e SER MAIS/SP, Palestrante e Coach formada pela Abracoaching. Facilitadora do Potifólio Nacional Editora FTD. Autora do livro “Coaching Educacional: Ideias e estratégias para professores, pais e gestores que querem aumentar seu poder de persuasão e conhecimento”. Coautora do livro PNL & Coaching, sendo autora do capítulo 11, intitulado “Como funciona seu GPS interno?”. Tem como missão inspirar pessoas que querem sair do estado atual para o estado desejado por meio de vivências que conduzam ao realinhamento cultural das crenças, valores, hábitos e atitudes com foco na excelência dos resultados e na ecologia pessoal. 

 

 

 

                               

 

 

 


   
           



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Quarta-feira, 03/06/2015

Programação de Junho das Bibliotecas Escolares Municipais

Tags: bem, mídia, riodeleitores.

 

 

 

Prezados,


Segue link para programação de junho das Bibliotecas Escolares Municipais:


http://bemrj.blogspot.com.br/p/programacao-de-junho_27.html

 



Cilene Oliveira
E/SUBE/CED/Mídia-Educação

 

 

 

                               

 

 

 


   
           



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Terça-feira, 02/06/2015

O Rio de Janeiro e seus 450 Anos

Tags: 2ªcre, alfabetizacao.

A professora Sônia Amaral é regente do primeiro segmento do Ensino Fundamental e trabalha com suas turmas através de projetos pedagógicos. Este ano, o tema são os 450 anos da nossa cidade.

 

 


Neste ano, para explorar o tema "Rio 450 anos", a professora Sônia criou um alfabetário utilizando como tema os pontos turísticos de nossa cidade e, a partir dele, tem trabalhado os conteúdos de forma trans e interdisciplinar, utilizando diferentes gêneros textuais e diversas mídias.


Os projetos que são desenvolvidos acrescentam informações aos alunos, aguçam sua curiosidade sobre o tema e também respeitam os descritores propostos pela Secretaria Municipal de Educação.

 

Professora Sônia Amaral.

 


No primeiro bimestre, a turma da professora Sônia trabalhou com as letras “A”, “C”, “U” e “F”. As informações pesquisadas acrescentaram conhecimentos aos pequenos de maneira lúdica. Vejamos como foi o desenvolvimento do projeto na turma de 4º ano:


"A" ARPOADOR = conteúdos: hidrografia, praias de mar aberto e da Baía de Guanabara, oceanos, rios, lagoa, cachoeiras e mangues. Os alunos também conheceram sobre sustentabilidade, cidadania e as transformações que a cidade sofreu ao longo do tempo nas paisagens e nos costumes.


"C" CORCOVADO = conteúdos: relevo, história da construção do monumento do Cristo Redentor, cartão postal e patrimônios. A turma também estudou sobre as favelas, crescimento da cidade e mudanças na paisagem.


"U" URCA = conteúdos: fundação da cidade do Rio de Janeiro, bairros e linha do tempo. Ao trabalhar esse tema, os alunos também pesquisaram as funções dos governantes nas figuras de prefeito, governador e presidente.


"F" FLORESTA = conteúdos: vegetação, fotossíntese, partes das plantas, germinação, solo, preservação. Sempre buscando estar de acordo com as orientações curriculares.

 

 

Atividades realizadas em comemoração aos 450 anos da cidade.

 

Como a turma apresentava necessidade de melhorar as relações interpessoais, a professora Sônia aproveitou o tema "Personagens do Rio - Famosos e Anônimos", que também foi desenvolvido em sala de aula, para trabalhar as regras de convivência e cidadania. Através do Profeta Gentileza, todos refletiram sobre a importância dos valores nas relações e comportamentos no dia a dia. Os alunos confeccionaram cartões com dobraduras e frases de gentilezas, que foram entregues na escola.

 

 

Imagens coladas na porta da sala para lembrar sobre a importância dos valores.

 

 

Cartões com frases de gentilezas que foram entregues na escola.

 


Outros personagens de diferentes áreas como música, artes, literatura, anônimos trabalhadores e donas de casa também serão trabalhados ao longo do ano, mostrando suas contribuições para o crescimento e manutenção da cidade.

Alguns exemplos de personagens que a professora Sônia pretende trabalhar: Renato Sorriso - para trabalhar entre outras coisas, as profissões, o tratamento do lixo; e Zé Carioca, para trabalhar os estereótipos. A proposta será pesquisar nos círculos de convivência, em reportagens de jornais e internet, histórias de pessoas comuns que nas suas ações do dia a dia contribuem para melhorar a vida em comunidade.

 

Outra proposta para conhecer a cidade do Rio de Janeiro é a confecção de um caderno "Vamos Cantar o Nosso Amor pelo Rio", com interpretação de letras de músicas sobre a cidade, e "O Rio em Prosa e Verso", com foco nas poesias sobre o Rio de Janeiro

 

Para o próximo bimestre, a previsão é iniciar o projeto com a letra "M" de Maracanã. A turma fará um passeio ao estádio e também pesquisará sobre o entorno da escola, as atividades esportivas que o Rio sediou e sediará em 2016 e os times cariocas. Dentro desse tema, será trabalhado ordem alfabética nomes próprios, hinos dos times, nome e localização dos outros estádios e os esportes praticados, tabelas e gráficos com os resultados dos jogos do Campeonato Carioca e da maior torcida da escola, discussões sobre a violência nos estádios, perímetro, problemas matemáticos com os valores dos ingressos e outros assuntos que acrescentam conhecimentos aos educandos.


Todo o trabalho desenvolvido tem como principal objetivo a leitura, a interpretação e a produção de texto, o pensamento crítico, a autonomia, o pensamento lógico matemático e a interação entre todos.


“Amo compartilhar minhas experiências e trocar ideias com outros colegas, por isso possuo um blog onde posto meu trabalho e links que julgo interessantes e relevantes para nossa prática”, diz a professora Sônia Amaral.

 

Agrademos a professora Sônia por compartilhar conosco essa enriquecedora experiência de trabalho com projetos pedagógicos. Desejamos sucesso nesta caminhada!

 

O contato da professora Sônia Amaral é soniamaralpereira@gmail.com.
 

 

Divulgue também o trabalho de sua escola no portal Rioeduca.

Entre em contato com o representante de sua CRE.

 

 

Renata Carvalho - Professora da Rede e representante do portal Rioeduca na 2ª CRE

renata.carvalho@rioeduca.net

 

 

 

                               

 

 

 

 


   
           



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Terça-feira, 02/06/2015

Professor Luiz Felipe de Matemática, uma História de Sucesso!

Tags: 7ªcre.

 

 

 

 

O Professor de Matemática Luiz Felipe trabalha na escola Francis Hime e coleciona títulos e medalhas com seus alunos em diversas competições: Olimpíada Brasileira de Matemática, Olimpíada de Matemática do Estado do Rio, Olimpíada Brasileira de Matemática e Canguru Matemático Sem Fronteiras!


Desde 2005, quando as primeiras premiações surgiram, o professor Luiz Felipe Lins e seus alunos conseguiram ganhar mais de 186 medalhas e menções honrosas em competições de Matemática. E o número cresce a cada ano!

 


 

Conheça um pouco da história do professor de matemática

 

Luiz Felipe fez licenciatura em matemática na UERJ e estudou na rede pública em toda sua vida escolar. Passou pelas escolas municipais Alina de Britto e Silveira Sampaio, em Curicica (Jacarepaguá) e pelo Colégio Estadual Brigadeiro Schortch, na Taquara.

Um ano após se graduar na universidade, conseguiu a primeira matrícula no município em 1996 e a segunda veio três anos depois, em 1999. A primeira escola que trabalhou foi a Silveira Sampaio, onde também tinha estudado.

 

Premiação do 1º grupo de alunos da Escola Silveira Sampaio que participaram da Olimpíada de Matemática do Estado do Rio, no Colégio Militar, em 2006. Anos depois, à esquerda, um dos alunos, Eduardo José da Silva Junior, no Instituto Militar de Engenharia (IME).


 

Segundo o professor, quando chegou lá, viu que não tinha mudado nada. A matemática era ensinada como decoreba, naquele sistema de "cuspe e giz". Mas já havia um grupo de professores que queria mudar. E o professor se juntou a eles. O grupo participou do Projeto Fundão, uma iniciativa da UFRJ para capacitar professores de matemática com novas técnicas de ensino e novas possibilidades de materiais didáticos.

 

 Colecionando conquistas na Escola Francis Hime, Taquara, em 2012.
 

"A partir dali, entendi que minha missão seria tornar o aprendizado da matemática uma atividade prazerosa e desafiadora. E isso vale tanto para os alunos que têm um talento natural para os números quanto para aqueles que não gostam, não entendem ou acham que não gostam e não entendem. Não tem coisa mais legal do que você perceber que aquele garoto que chegou dizendo que não gosta de matemática agora faz os exercícios com facilidade e já demonstra interesse em participar das competições – diz ele, ao ver um monte de mãos se levantando em resposta à pergunta 'quem vai participar da OBMEP este ano?'. Aqui e ali você identifica um talento e sabe que, sem sua ajuda, talvez ele se perdesse por aí.”

 

            Premiação da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro com o troféu Orgulho Carioca pelas conquistas de Medalhas na OBMEP.  À esquerda, Marlon Carvalho Benjamin, e, à direita, Gabriel Costa Freire.
 

"Minha filosofia é construir conhecimento, não importa em que medida. Lógico que alguns assimilarão mais e outros menos. Faz parte da vida. Mas todos devem ter a mesma chance de aprender. Não é justo que centenas, milhares de talentos se percam por falta de uma única oportunidade."

 

Premiação da Olimpíada de Matemática do Estado do Rio em 2011. Lucas Fernandes Resende (terceiro da esquerda para direita) cursa atualmente Matemática na UERJ e Salém Matta (tericeiro da direita para esquerda) cursa atualmente Física na UFF.

 

Rioeduca: Pensando em sua carreira como professor, qual foi o momento que mais te emocionou? (Positivamente ou negativamente).


Positivamente foi a formatura de uma turma que peguei semialfabetizados no 6º ano e, em grupo, conseguimos que recuperassem as defasagens que tinham e concluíram o 9º ano com êxito. Outro momento que me remete a um dos maiores desafios foi quando fiz uma hora extra em uma escola complicada em termos de comportamento, com alunos oriundos de várias comunidades conflitantes e, depois de muita luta, esforço e desânimos, consegui que me vissem como parceiro e que estava ali para ajudá-los a construir um futuro melhor ou até mesmo para ouvir seus lamentos e problemas que não tinham com quem desabafar. No final de ano, eles fizeram uma festa simples em agradecimento pelo que representei para eles. Matemática? Pouco ensinei, mas aprendi a entender que cada um tem seu problema e que o nosso, por muitas vezes, é muito pequeno.

 

 

   Premiação Estadual da OBMEP à escola e aos professores com a presença da Secretaria de Educação.

 

Rioeduca: No cotidiano da sala de aula, como professores podem incentivar o gosto pela matemática? Tem alguma dica, sugestão prática que possa ser compartilhada?


Acreditar no potencial de seus alunos. O segredo está na relação, se ele sabe que acredito nele, ele também acreditará. Tem que haver uma relação de confiança, respeito e verdade. Ninguém nasceu para perder, ninguém está predestinado ao fracasso, ninguém é incapaz de construir um futuro promissor. Meu papel está aí, junto com eles, romper barreiras e superar todos os obstáculos.


Rioeduca: De forma geral, qual a importância e o papel da família para o sucesso do aluno?


É uma condição necessária, mas não suficiente. Se eu achar que a família é a única responsável pelo sucesso de uma criança, estaria rotulando ao fracasso todas aquelas que vivem em orfanatos e foram abandonadas pelos pais. Quando na família existe um referencial, uma visão promissora a partir da educação, é fácil, farei o papel de professor apenas, mas e quando a criança não encontra apoio nessa família, que, na maioria das vezes, é desestruturada? Aí sou mais que um professor, sou um amigo, aquele que ele pode confiar, que quer o melhor para ele e estará junto em qualquer circunstância.

 

                 Premiação OMERJ 2014.
 

 

Rioeduca: Quais são suas metas e expectativas para os próximos anos? Como professor e em relação aos alunos.


Como professor, espero ter energia para continuar modificando o futuro de muitas crianças através de uma educação de qualidade. Com a conclusão do mestrado, pretendo trabalhar com a formação de professores das séries iniciais, pois acredito que um alicerce firme e sólido dará base para que os conceitos sejam apreendidos com mais facilidade. E, no pessoal, estar bem para a muitas formaturas que eu seja convidado.

 

 

Outras publicações sobre o professor Luiz Felipe e OBMEP:

Rioeduca   25/3/2012

Rioeduca 20/09/2012

Site da OBMEP

Jornal Extra

 

 

Contato da E.M. Francis Hime:

emhime@rioeduca.net

 

 

 

Parabéns, professor Luiz Felipe, pelo trabalho desenvolvido

e resultados alcançados!

 

 

 

                               

 

   
           



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