A A A C
email
Retornando 30 resultados para o mês de 'Julho de 2018'

Terça-feira, 24/07/2018

Arte e Consciência Espaço-Corporal na Educação Infantil

Tags: 7ªcre, projetos.

 

A professora Iolanda Rodrigues Nunes, do EDI Maria Berenice Parente, enviou um relato sobre atividade desenvolvida com a sua turma EI- 44( Pré I) envolvendo a diversidade cultural das regiões brasileiras.


Iolanda  Rodrigues Nunes, professora no EDI Maria Berenice Parente, conta como trabalhou com seus alunos do EI – 44 estudos sobre as regiões brasileiras: Confira  o relato da professora:

 

Durante o 1º bimestre de 2018, desenvolvemos estudos sobre a Região Sudeste, atendendo aos objetivos do Projeto Pedagógico geral do EDI Professora Maria Berenice Parente, que tem como tema “A Diversidade Cultural das Regiões Brasileiras: um enfoque na Educação Infantil”.Durante os estudos realizados, as crianças foram convidadas a fazer uma “viagem” pela Região Sudeste, conhecendo vários aspectos culturais de cada Estado.

Nesse contexto, as crianças conheceram diversos pontos turísticos, comidas, músicas e danças típicas. A data da culminância do 1º bimestre, prevista para o dia 27 de abril, já era do conhecimento de todos na escola, inclusive das crianças e de seus familiares.

 


Sendo assim, começamos os preparativos para essa data tão esperada. Afinal, as crianças sabiam que seus familiares iriam comparecer à escola para verem de perto seus trabalhinhos.


Certo dia perguntei às crianças: “Qual trabalhinho vocês querem levar para o dia da nossa apresentação?” As crianças responderam: “As carinhas dos amigos!”. “Perfeito!” respondi. E prossegui com o seguinte comentário: “Além desse trabalhinho, que foi muito legal, precisamos levar algo para representar a Região Sudeste”. Então perguntei: “Do que vocês mais gostaram na Região Sudeste?” Elas responderam: “As praias!” Prossegui: “Como podemos representar as praias?” Elas responderam: “Com água!” “Com areia!” “Com coqueiro!” Ah, que legal! Comentei. E o que vocês acham que podemos fazer para contribuir com a arrumação do espaço para o dia da nossa apresentação? As crianças responderam: “Com coqueiro!”


Fiquei surpresa com a resposta, pois o coqueiro não tinha sido algo que tivéssemos estudado ou enfatizado em nossas conversas e leituras. Esperava por “pandeiro”, por ter sido um instrumento que utilizamos muito ou quem sabe algum ponto turístico. Mas, enfim, resolvi acatar a vontade das crianças e falei para elas que iria pensar em como fazer um coqueiro.


No dia seguinte, comentei que ainda não tinha conseguido imaginar como levar um coqueiro para o espaço da apresentação de nossos trabalhos. Perguntei se elas tinham alguma ideia. Foi quando algumas crianças responderam: “Vamos desenhar!” “Um coqueiro grande ou cada um desenha o seu?” perguntei. “Um bem grandão!” responderam.


“Tive uma idéia! O que vocês acham de fazermos um quebra-cabeça de coqueiro?” Todas acharam legal. Iniciei expondo minha ideia no quadro branco. Disse que traria recortes de papelão para que cada criança pintasse utilizando pincel e tinta guache e que depois iríamos juntar as partes para montar o coqueiro. “O que vocês acham?” “Muito legal!”, responderam.


Então peguei uns pedaços de papelão que tinha sobrado de outra atividade e recortei em várias partes menores de forma que todas as crianças recebessem uma parte para colorir.No dia em que realizaram a atividade todas estavam muito animadas em utilizar pincel e tinta guache.

 

  Crianças pintando as partes do coqueiro.

 

Finalmente as partes foram pintadas. Coloquei tudo para secar ao sol enquanto elas dormiam na hora do sono.Quando acordaram, as partes já estavam secas. Ao retornarem do lanche, fizemos uma rodinha. Cada criança recebeu uma parte do coqueiro e iniciamos o quebra-cabeça.


Realmente não foi muito fácil. Gastamos um bom tempo em tentativas e erros. Até que chegamos a um produto final considerado satisfatório para o grupo.Fiz mais uma provocação: “Como iremos juntar essas partes de forma que elas não caiam quando levantarmos o coqueiro?” Todas responderam que teríamos que colar. Peguei a cola e começamos a colar as partes. Porém, como o papelão era pesado, não estávamos conseguindo firmar as partes com a cola. Estávamos diante de mais um desafio.


Uma criança sugeriu que costurássemos as partes. Respondi que não tinha uma agulha tão grossa. Fez-se um breve silêncio. Sugeri que usássemos o grampeador. Peguei o grampeador na minha gaveta e comecei a grampear as partes do nosso coqueiro. E não é que deu certo!!!Depois de montar todo o coqueiro, falei que iria deixá-lo no chão da nossa sala até que pudéssemos levá-lo para o espaço destinado a nossa apresentação.


Foi quando uma criança se deitou ao lado do coqueiro dizendo que queria aproveitar um pouco da sombra. Todos deram uma boa risada e eu aproveitei o momento engraçado para fotografar. Então todas as crianças quiseram deitar-se à sombra do coqueiro. Foi uma brincadeira inesperada e muito divertida que aproveitei para introduzir mais uma aprendizagem. Falei que poderíamos comparar o tamanho do coqueiro com o tamanho de cada criança. A partir dessa brincadeira as crianças começaram a perceber o seu próprio tamanho em relação ao coqueiro e a comparar o tamanho entre elas.

 


       Montando as partes do coqueiro.

 

Tal atividade corrobora com a idéia de Siraj-Blatchford et al., 2002, no projeto chamado Researching Effective Pedagogy in the Early Years (REPEY). Os pesquisadores constataram que:


... os ambientes que particularmente encorajavam aquilo que a equipe de pesquisa chamava de “pensamento compartilhado e sustentado”, entre os adultos e as crianças, possibilitavam a estas um maior progresso cognitivo, linguístico, social e comportamental. O que o trabalho demonstrou foi que esse tipo de envolvimento entre adultos e crianças depende de os adultos observarem sensivelmente o que as crianças estão fazendo e o modo como exploram o mundo, de maneira que as discussões envolvam uma profundidade e um significado para todos os envolvidos. (...) Refletir sobre como as crianças interagem e sobre como nós interagimos com elas, é parte vital disso. Pensar juntos pode ser visto como outra maneira de falar sobre um pensamento compartilhado, sustentado e ligado integralmente a uma abordagem reflexiva da prática, como um elemento importante de um trabalho eficaz nos primeiros anos de aprendizagem.

 


Nessa perspectiva, foi uma atividade muito produtiva que integrou os 4 Campos de Experiências sugeridos pela BNCC e que me possibilitou observar o desenvolvimento de diversos objetivos relacionados a tais Campos.

 

A saber:

  • No campo “O eu, o outro e o nós”: Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos; Demonstrar valorização das características de seu corpo e respeitar as características dos outros (crianças e adultos) com os quais convive.
  • No campo “Corpo, gestos e movimentos”: Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro e música.
  • No campo “Traços, sons, cores e formas”: Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais.
  • No campo “Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações”: Estabelecer relações de comparação entre objetos, observando suas propriedades; Registrar observações, manipulações e medidas, usando múltiplas linguagens (desenho, registro por números ou escrita espontânea), em diferentes suportes.


O que comprova, portanto, que o desenvolvimento cognitivo das crianças não está relacionado à quantidade de atividades, mas, sim, no envolvimento delas com a atividade desenvolvida, permitindo que elas reflitam e construam hipóteses para solucionar problemas e sugerir ações junto com seus pares. Cabe ao professor ou à professora explorar o diálogo em sala de aula a fim de desenvolver um contexto de aprendizagem que leve em conta tanto os objetivos de aprendizagem quanto o pensamento das crianças e seus interesses.

 

O projeto teve sequencia no mês de abril e a professora conta que:

Dando continuidade ao Projeto Pedagógico, estamos desenvolvendo estudos sobre a Região Nordeste. Para introduzir esse estudo sobre a Região Nordeste fiz leitura de dois livrinhos: “O Coelhinho que sabia pular e o peixinho que sabia nadar” de minha autoria e o outro “Barco, Jangada e Chalana” de autoria da professora Marta. Em ambos chamou atenção das crianças as embarcações.

A fim de provocar a curiosidade, questionei se elas conheciam essas embarcações citadas nas historinhas. Todas responderam que só conheciam o barco. A conversa fluiu e percebi um interesse grande pela jangada. Portanto, na aula seguinte, trouxe um vídeo sobre o Nordeste em que aparecia a jangada. As crianças ficaram muito entusiasmadas com a jangada. Foi quando perguntei: “O que vocês acham de fazermos uma jangada com gravetos?” Imediatamente todas concordaram e na hora do parque as crianças começaram a reunir vários gravetos.

Ainda para instigar o espírito científico, fiz a seguinte pergunta: “Será que essa nossa jangada vai afundar ou flutuar?” As opiniões ficaram divididas. Então resolvi fazer um registro dessas opiniões para depois verificarmos quem acertou. Fiz uma tabela com duas colunas no quadro branco. De um lado anotei os nomes de quem achava que a nossa jangada iria afundar e de outro anotei os nomes de quem achava que a nossa jangada iria flutuar. Observando o interesse das crianças, continuei perguntando por que algumas coisas afundam e outras flutuam. As hipóteses eram bem variadas. Umas diziam que coisas leves flutuam e que coisas pesadas afundam; outras relacionavam com o tamanho, dizendo que coisas grandes afundam e coisas pequenas flutuam. Então sugeri que fizéssemos algumas experiências.

No dia seguinte levei para a sala de aula uma banheira de plástico, dessas usadas para dar banho em bebês, enchi de água e começamos a colocar vários tipos de objetos para ver o que flutuava e o que afundava. Até que nossa jangada ficou pronta e a expectativa era enorme. Foi difícil conter a criançada. Todas queriam ver o que iria acontecer. Para a alegria geral a nossa jangada flutuou. No dia seguinte cheguei com outra proposta: “Vamos tentar fazer uma jangada de papel?” Todos ficaram animados com essa possibilidade e, mais uma vez, a pergunta girava em torno da possibilidade da jangada flutuar ou afundar.

 

   Jangada feita com gravetos.

 

Afinal, ela seria feita de papel e o papel é leve. Algumas crianças achavam que iria flutuar porque o papel é leve e outras achavam que iria afundar porque o papel iria rasgar na água.

A jangada de papel finalmente ficou pronta. Porém, coloquei a jangada de papel sob uma bandeja de isopor, dessas que vem nas embalagens de muitos produtos vendidos em supermercado.

Chegou a hora da experiência e, mais uma vez, nossa jangada não afundou! Foi motivo de muita alegria e também mais um motivo para refletir: Por que a jangada de papel não afundou se ela é maior do que a jangada de gravetos?

 

   Comparando a flutuação da jangada de papel e a de gravetos.

 

A atividade aqui relatada está diretamente relacionada ao Campo de Experiência: “Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações” e ao objetivo: Estabelecer relações de comparação entre objetos, observando suas propriedades; Registrar observações, manipulações e medidas, usando múltiplas linguagens (desenho, registro por números ou escrita espontânea), em diferentes suportes.

Essa atividade foi muito rica e o fato de partir de uma pergunta possibilitou que as crianças confrontassem suas hipóteses com os resultados obtidos nas experiências. Essa é uma maneira lúdica de  desenvolver nas crianças o espírito científico.

 

                                                                                         Informações enviadas pela professora Iolanda Rodrigues Nunes

 

 

 Parabéns a todos os envolvidos pelo trabalho realizado!

 

 

Contato para publicações:

robertavitagliano@rioeduca.net

 

Contato da professora Iolanda Nunes:

iolandarnunes@gmail.com

 

Contato do EDI Professora Maria Berenice Parente:

ediberenice@rioeduca.net

 

 


   
           



Yammer Share

Terça-feira, 24/07/2018

Sistema Solar em 3 D

Tags: 2ªcre, ciências.

 

Atividades práticas colaboram com aprendizagem nas aulas de Ciências dos alunos do sexto ano da Escola Municipal Francisco Manuel


Durante o primeiro bimestre do ano letivo de 2018, os alunos do sexto ano da Escola Municipal Francisco Manuel, localizada em Vila Isabel realizaram com a professora de Ciências, Deborah Senra, a confecção de um sistema solar em 3D. Tornando o sistema solar mais perto e real.

 

 

Aula prática de Ciências incentiva os alunos a pesquisarem.

 

 

O objetivo da atividade foi explorar trabalhos manuais contextualizando com conhecimentos de astrologia e corpos celestes. Além de facilitar a memorização em relação a ordem dos planetas, tamanho, distância do sol, diâmetro e outras informações importantes.

 

 

Atividade realizada em grupos.

 

 

A atividade foi complementada por pesquisas em sites da internet, onde os alunos colheram dados importantes para a pesquisa. Durante as aulas, os educandos pintaram as bolinhas de isopor, colocando os nomes dos planetas, em seguida amarraram um barbante prendendo a bolinha na cartolina preta na ordem que aparecem no sistema solar.

 

Durante a pesquisa os alunos visitaram o portal SmartKids e pesquisaram informações que agregaram conhecimento e foram muito úteis na confecção do sistema solar como: nome na mitologia, distância média até o sol, diâmetro e temperatura.

 

Os alunos gostaram da atividade, que foi realizada em grupos durante as aulas de Ciências. Principalmente a parte de pintar e amarrar os planetas na cartolina. Eles dividiram-se em grupos e cada integrante do grupo realizou uma atividade para o acabamento do cartaz como nomes, desenho das estrelas e corpos celestes no espaço.

 

 

Alunos reunidos em grupos para montar o sistema solar.




O aluno Jean Carlos da Silva comentou sobre a atividade:


Eu achei muito legal. Trabalhamos todos juntos e conseguimos fazer um trabalho bem legal! Sofremos um pouco para fazermos no tempo certo, mas conseguimos com a ajuda de todos.

 

Para o aluno Richard Bruno Rodrigues a experiência com o trabalho foi ótima e divertida. Ele aprendeu mais sobre a ordem dos planetas e a trabalhar em equipe, com seus colegas e amigos.

 

A aluna Maria Luiza Miranda escreveu:

 

Foi legal sentir a emoção de posicionar os planetas. E divertido compartilhar com os amigos essas tarefas.”

 

“Outros alunos relataram gostar de aprender mais sobre os planetas, pintar e posicioná-los nos lugares corretos”. Disse a professora Deborah Senra.

 

 

Mural com a exposição dos trabalhos realizados pelos alunos.

 

Agradecemos a professora Deborah Senra por compartilhar conosco experiências de atividades práticas que incentivam a busca pelo conhecimento. Desejamos sucesso a toda equipe da Escola Municipal Francisco Manuel.

 

O contato da professora Deborah Senra é: deborah.senra@gmail.com

 

 

Divulgue também o trabalho de sua escola no portal Rioeduca.

Entre em contato com o representante de sua CRE.

 


 


   
           



Yammer Share

Segunda-feira, 23/07/2018

Crianças e o Mundo

Tags: 1ªcre, educaçãoinfantil, riodeleitores, projetos.

 

Projeto Anual de Espaço de Desenvolvimento Infantil propõe um passeio por diversas regiões, visitando aspectos culturais e geográficos.

 

O Espaço de Desenvolvimento Infantil Zélia Gattai, localizada na comunidade do Fogueteiro, zona Central da Cidade do Rio de Janeiro, está desenvolvendo nesse ano de 2018 o Projeto “Crianças e o Mundo”, com o objetivo de impulsionar o interesse e o respeito por diferentes culturas e modos de vida, ampliando as relações interpessoais, tornando a empatia pelos outros um norteador, levando as crianças a perceberem que as pessoas têm diferentes formas de viver, agir e pensar.

 

 


O projeto está dividido em quatro grandes etapas, com pequenos subprojetos. São eles “Do Fogueteiro para o Mundo”, “O mundo em festa”, “Artes que o mundo inspira” e, encerrando o ano, a “Feira de Troca: trocando com o mundo”.

 

 

Atividade Estamparia Africana

 

E assim várias atividades vão sendo desenvolvidas, costurando o grande tema gerador. Na atividade “Estamparia Africana”, por exemplo, a professora Geisa fez um recorte sobre um encanto no mundo, que é a estamparia, usando símbolos adinkras. Foi escolhido símbolos com histórias bonitas, com valores universais de boa convivência. Na mistura de Poema + Desenho , o Desenhema, as crianças desenharam os poemas... E ficaram encantados.

 

 


“Eu vejo o mundo. Eu vejo o mundo em mim”, outra atividade, organizada pela professora Rafaela Pinto, nasceu do interesse da turma de desbravar as semelhanças e diferenças existentes entre os diferentes povos do mundo. A turma viajou por meio de fotografias, vídeos e livros de histórias que retratam as diferentes formas de se vestir, comer e de viver. A equipe levou diferentes objetos e elementos culturais para as nossas rodas de conversas e direcionar o enfoque das pesquisas para as diferentes infâncias no mundo, buscando curiosidades sobre as formas que as crianças brincam, se vestem, se banham e se alimentam ao redor do mundo.

 

 

E assim segue o projeto, que ao longo do ano promoverá diversas atividades e subprojetos, despertando a curiosidade e a interação de nossas crianças com outras culturas, outros modos de viver.

 

Criança observa produção 

 


Alguns depoimentos demonstram a empolgação pelo projeto:


“Eu adorei ver a Thaylla vestida de africana. Não porque ele é minha filha não, mas é a mis linda (risos)”, falou dona Elisângela, mãe da aluna Thaylla. A aluna Mirelly nos fala: “eu adorei o guarda-chuva do Frevo. Vou pedir pra minha mãe comprar um colorido igual”.

 


Para saber mais:

EDI ZÉLIA GATTAI AMADO

Diretora: Alzineia Sheila Teixeira Alves

Diretora-Adjunta: Karen da Silva Pinheiro

Telefone: 2224-0979

E-mail: edizgattai@rioeduca.net

 

 


 


   
           



Yammer Share

Segunda-feira, 23/07/2018

Projeto Copa Consciente: cuide do meio ambiente e promova a paz entre a gente

Tags: 6.ª cre, copa do mundo.

 

O projeto Copa Consciente: cuide do meio ambiente e promova a paz foi desenvolvido na E.M. Alexandre de Gusmão, pelas professoras de Educação Física em parceira com os regentes das turmas.

Vamos acompanhar como o trabalho aconteceu?

 

Professora Edite Fagundes

 

A Escola Municipal Alexandre de Gusmão situa-se no Bairro Parque Colúmbia, uma área, que devido a geografia do local, sofre duas formas de violência: enchentes constantes e assaltos. “A segurança pública não faz parte da nossa competência, no entanto, não podemos deixar esses acontecimentos serem reproduzidos pelos alunos, com atitudes agressivas dentro da escola. As enchentes locais ocorrem devido ao relevo do terreno onde a escola foi construída, com área de descida e a proximidade ao Rio Acari, mas acontecem também devido ao descaso da comunidade escolar com a construção de moradias sem estrutura e com o descarte do lixo” – relatou a professora Edite Fagundes

 

Diante deste quadro, a professoras Edite Fagundes (Educação Física), Maria Aparecida (Sala de Leitura), Suzana Queiroz (Profª Readaptada), Amália e Marília em parceira com os demais professores e funcionários elaboraram o projeto Copa Consciente: cuide do meio ambiente e promova a paz entre a gente. A proposta foi desenvolver um trabalho de conscientização que iniciasse na sala de aula e fosse além do ambiente escolar, envolvendo atitudes desde tratar bem os colegas de escola até os cuidados com o meio ambiente.

 

 

Cláudia Manoela com a turma EI 53

 

 

Exposição de trabalhos

 

 

Objetivo geral

Despertar o interesse dos alunos e seus familiares sobre formas de evitar enchentes e melhorar a convivência no ambiente escolar e consequentemente no Bairro onde a Escola se situa. Além de compreender a necessidade da aplicação de atitudes concretas sobre tolerância com o próximo e  cuidado e higiene, dentro e fora da escola. 

 

Objetivos Específicos

• Desenvolver coordenação e concentração nas Atividades propostas;
• Compreender as brincadeiras desenvolvidas como reprodução do cotidiano; 
• Despertar o espírito de coletividade;
• Desenvolver a cultura da paz e o respeito ao meio ambiente.

 

Desenvolvimento

O projeto teve seu ponto de partida no início do ano, com a participação da Escola no evento sobre o Aniversário do Bairro, realizado na Praça da Colina, no dia 27/04. Nele a escola apresentou a coreografia da música Amigo Planeta, com a participação de 20 alunos, buscando resgatar o amor, a união e o respeito pelo bairro. Toda a comunidade escolar foi convidada e se surpreendeu com as “bolsas de presente” que continham poesias sobre o bairro feitas pelos alunos e informações sobre a história do Parque Colúmbia, espalhadas por todo o ambiente. Essas bolsas foram colocadas em locais estratégicos, como árvores, telefones públicos, bancos, entre outros. Foi uma iniciativa da sala de leitura, objetivando além do “mimo” aos moradores do bairro, aproximá-los da escola. 

 

Prof.ª Flávia com a turma 1303

 

 

Exposição de trabalhos

 

 

As assembleias desenvolvidas, ao longo do semestre, levantaram materiais e pesquisas de acordo com a necessidade do momento, levando os alunos a refletirem e se envolverem com o projeto. Vídeos, leituras de livros, reportagens, músicas e acontecimentos atuais pertinentes, foram levados aos alunos, fomentando conversas e debates entre as turmas.

A Festa junina foi a culminância do Projeto, e para isso a escola foi enfeitada com bandeirinhas, fitas e cartazes confeccionados pelos próprios alunos.  As brincadeiras foram realizadas com material reutilizável e funcionaram em sistema de rodízio, assim como a visitação a sala de comidas típicas e a merenda. Cada brincadeira foi arrumada em uma sala, chamada de estação, tendo um responsável pela atividade. Os alunos foram estimulados a virem caracterizados como torcedores do Brasil ou de caipira estilizado.

 

Descrição das atividades

1) Chute ao golzinho (Profª Edite / Pátio)

• Desenvolvimento: No momento da chegada a estação, o professor responsável abordava o tema sobre as frases, procurando mostrar a necessidade dos cuidados com o lixo e com os colegas. No segundo momento, os alunos ficaram em filas onde tentaram realizar pontos chutando a bola ao gol demarcado por cones caracterizados sobre o tema.

• Foram montados 2 golzinhos com as frases “Gol de Limpeza” e “Gol de Educação”.

• Materiais e ações necessários: 4 cones caracterizados e 2 bolas de futsal, marcações no chão com fita adesiva verde e amarela, frases coladas nas respectivas paredes.

Observações: os cones foram caracterizados como jogadores de futebol do Brasil com material feito de emborrachado e recicláveis. 

 

2) Pescaria: Limpando o Rio poluído (Profª Amália / Sala 2)

• Desenvolvimento: As crianças foram estimuladas a lembrar e citar todo material que suja o Rio Acari, situado próximo as suas residências e a escola, e a relação com as enchentes. No segundo momento tentaram pescar as palavras representando o lixo e demais objetos que sujam as ruas, entopem os ralos, poluem o rio e causam enchentes.

• O rio poluído foi caracterizado com TNT azul e sacos de plástico pretos e os lixos com palavras impressas (sofá, lixo, garrafa, saco plástico, etc.) coladas em caixinhas de lápis de cor vazias e reaproveitadas com o buraquinho para pescar.

• Material e ações necessários: Confecção do rio, do “lixo”, varinhas de pesca, arrumação dos mesmos, ornamentação das caixinhas e fitas adesivas coloridas para as marcações no chão.

• Como brinde da pescaria as crianças ganharam pirulito e foram orientadas a jogarem papéis e palitinhos na lixeira, além de fiscalizar os colegas.

 

 

Professora Edite Fagundes realizando atividades com a turma EI 52 no pátio da escola

 

 

Exposição de trabalhos

 

 

3) Dança (Prof da turma / Sala 5)

• Desenvolvimento: As crianças ficaram livres para dançar as músicas referente aos temas da festa, entre outras, tocadas na sala, podendo utilizar enfeites, perucas, etc. que foram trazidos pelos professores, reutilizando de outras festas particulares e pessoais. 

• A sala foi arrumada com as cadeiras afastadas, ornamentada com luzes especiais, pisca-pisca, tapete na pista de dança, cortinas e tecido de TNT preto foram colocados nas janelas para escurecer o ambiente.

• Material e ações necessários: Pen drive com músicas do gosto da professora da turma, pisca-pisca, luz negra, tapete, TNT preto para as janelas, caixa de som, cabo, computador, enfeites diversos.

 

4) Comidas típicas (Profª Marília + Prof.ª da turma + Susana  / Sala dos Professores)

• Desenvolvimento: as comidas trazidas pelas crianças foram arrumadas na mesa ornamentada com enfeites de copa e junina. Tiraram uma foto da turma e foram servidas pelas professoras para a fim de mostrar o comportamento em um evento social, como em uma festa.

• A sala foi ornamentada com o tema copa do mundo Brasil/meio ambiente/junina.

• Material e ações necessários: Descartáveis (copos, guardanapos), toalhas, facas, painel, enfeites para mesa e sala, bolo fake, bola de gás, papel de bala, louças, etc.

 

5) Acerte o alvo: o lixo na lixeira (Profª Cida, Renata e regentes das turmas / Sala 6)

• Desenvolvimento: Os alunos falaram dos objetos que poluem o ambiente e da necessidade de jogá-los na lixeira. Além disso viram como foi construído brinquedo com material reutilizável. A brincadeira consistia em acertar as garrafas pet caracterizadas de jogadores (verde e amarelo) para marcar ponto de um lugar demarcado. Da mesma forma, tentaram também acertar a lata do lixo de distâncias diferentes, através dos quais poderão marcar pontos, sinalizando o objeto que iriam jogar no lixo. Os pontos que cada objeto valia estavam expostos em um cartaz fixado no mural da sala, com os desenhos dos mesmos, assim como o painel de pontuação. A medida que marcavam, os pontos eram anotados no painel. Ao final da festa conseguimos verificar a turma vencedora, ou seja, a que conseguiu jogar mais itens na lixeira.

• A sala foi arrumada para duas brincadeiras: alvo feitos de garrafas pet e papel crepom nas cores verde e amarela e a lata do lixo com a frase “lugar de lixo é na lixeira”. O chão demarcado com fita isolante colorida e os alunos divididos em dois grupos. 

• Material e ações necessárias: Decorar as garrafas pets, a lixeira, cartaz com os desenhos e a pontuação dos objetos (lixos), 2 bolas de meia, painel visível com pontuação referentes ao lixo e marcados pelas turmas, caneta piloto.

 

Exposição de trabalhos

 


6) Parquinho (Profª da turma / Parquinho)

• Desenvolvimento: A professora acompanhou sua turma ao parquinho para um momento de brincadeira livre. Nesse momento foram estimulados a esperar a vez, ceder o lugar, não correr, aprender a dividir, além de serem alertados como esses materiais sofrem com as enchentes, da necessidade de uma limpeza cuidadosa e eficiente para evitar doenças e da verificação da possibilidade de ser utilizado novamente.

• Material necessário: a chave do parquinho.

 

7) Merenda (Merendeiras Márcia e Neide / Refeitório)

• Desenvolvimento: Os alunos deverão permanecer no refeitório durante esse tempo, mesmo que não queiram comer, aproveitando para ir ao banheiro e beber água.

 

Parabéns à toda equipe da E.M. Alexandre de Gusmão pelo trabalho de excelência que realizam com nossos alunos. Um trabalho que é feito com amor, comprometimento e e que transforma vidas! É um orgulho tê-los na 6.ª CRE!

 

Quer conhecer um pouco mais do trabalho desenvolvido pela equipe da E.M. Alexandre de Gusmão? Entre em contato com a Unidade Escolar e com a professora Edite Fagundes!

 

E.M. Alexandre de Gusmão
E-mail:emgusmao@rioeduca.net
Telefone: (21) 2407-3934

 

Professora Edite Fagundes
E-mail:dite.tebaldi@yahoo.com.br
Telefone: (21) 2407-3934

 

 

Não esqueça de deixar o seu comentário! Ele é muito importante para nós!

Até a próxima semana!

 


   
           



Yammer Share