A A A C
email
Retornando 66 resultados para o mês de 'Agosto de 2015'

Quinta-feira, 13/08/2015

Semeando a Leitura em Diferentes Espaços

Tags: 8ªcre.

 

 

 

As atividades planejadas em parceria com a Sala de Leitura, e a criação de novos espaços na unidade escolar se tornaram aliados no despertar de novos leitores na cidade do Rio de Janeiro.

 

Espaço criado para leitura no auditório da E. M. Lima Barreto.

 

Um dos principais investimentos da rede municipal de Educação do Rio de Janeiro é a formação de cidadãos leitores na cidade.

Ainda que a família tenha uma parcela de importância na formação do hábito da leitura, é na escola que a maioria das crianças têm suas experiências com os livros, seja como fonte de conhecimento ou seja como opção de lazer.

As Salas de Leitura e Bibliotecas Escolares oferecem variedade de títulos aos alunos, porém as atividades propostas pelos professores, nesses espaços, é o que faz toda a diferença.

 

Professora Cíntia, regente de Educação Física, lendo para os alunos.

 

Na Escola Municipal Lima Barreto, a professora Cristina Veiga, que é regente na Sala de Leitura, realizou juntamente com a professora Thaís Martins, regente do 5º ano, o projeto Semeando Leituras.

Durante duas semanas, foram trabalhados conceitos como: o valor dos livros, a importância da leitura e o prazer em ler.

O projeto teve início com a exibição do vídeo "A menina que odiava livros". A exibição ocorreu na Sala de Leitura da escola. Após o vídeo, os alunos fizeram sua reflexão sobre o tema e, em seguida, foram convidados a escolher o livro que quisessem, e iniciar a leitura.

 

Aluna Adrielle, ao centro, foi uma das voluntárias para recontar histórias.

 

No segundo momento do projeto, os alunos retornaram à Sala de Leitura, porém, dessa vez, a professora Thaís Martins ou um aluno voluntário escolhia o título e fazia a leitura em voz alta para todos. Era um momento esperado por todos da turma.

Através da observação do modo como a professora lê, os alunos aprenderam sobre pausas, parágrafos, entonação e outros.

 

"Achei o projeto muito legal, porque nos ajudou a ler os livros e prestar atenção na história para poder contar para os outros alunos e, também, porque, nesses dias, nós pudemos ler os livros diferentes da sala de aula, pudemos deitar nas almofadas..."

                                                                        Adrielle, aluna do 5º ano na E. M. Lima Barreto

 

Cristina Veiga, professora da Sala de Leitura, e Thaís Martins, professora regente na E. M. Lima Barreto.

 

No dia da culminância do projeto, os alunos foram levados para o auditório da escola, onde foi exibido o filme "Viagem pelo mundo dos livros".

No auditório, foi criado um ambiente literário e acolhedor, onde foi montada uma tenda com livros pendurados, livros em baldes, almofadas e colchonetes.

Nesse dia, professores e alunos se voluntariaram para ler algum trecho de um livro ou recontar uma história para os participantes.

Para encerrar, a turma participou de um lanche e, na saída, todos ganharam um livro de presente!

 

 

 

O Rioeduca apoia os projetos que buscam incentivar a leitura nas escolas.

Parabéns, professores, alunos e equipe da direção da E. M. Lima Barreto!

 

Contato da escola: emlbarreto@rioeduca.net

 

 

*      *      *

 

 

Professora Neilda Silva

Email: neildasilva@rioeduca.net

Facebook: www.facebook.com/neilda.silva.1

Twitter: @Prof_Neilda

 

 

 

                               

 

 

 

 


   
           



Yammer Share

Quinta-feira, 13/08/2015

XXVII FECEM - Etapa Regional da 3ª CRE

Tags: 3ªcre, fecem.

   

 

 

No teatro da Escola Maranhão, em 21 de julho, num clima de muita alegria, descontração e criatividade, aconteceu o tradicional evento da rede municipal que revela valores musicais entre os alunos: o XXVII FECEM - Etapa Regional da 3ªCRE.

 

 

Mas o que é o FECEM?

 

FECEM é o Festival da Canção das Escolas Municipais. Um projeto de incentivo musical para os alunos da redes municipal das escolas do Rio de Janeiro. O festival traz as músicas feitas pelos alunos, servindo como estímulo para a composição, interpretação e, sobretudo, para a sensibilidade da interpretação musical.

Todas as composições são obras dos próprios alunos, que também interpretam as canções. É possível enxergar através delas a realidade vivida pelos jovens dessas escolas com muita intensidade, pois tudo está inserido no contexto emocional dos adolescentes. Toda a sua história e o seu dia a dia estão em suas músicas.

O FECEM leva os alunos a expressar seus sentimentos e suas reflexões em suas composições e, também, dá a oportunidade aos novos talentos.

Com foco na música brasileira, o projeto se desenvolve ao longo do ano letivo nas escolas.

fonte: http://www.cidadedasartes.org/noticias

 

 

Neste XXVII FECEM Etapa Regional, concorreram oito unidades escolares, com quinze canções ao todo.

As unidades escolares apresentaram o resultado do trabalho, que só reafirma a certeza de que a escola é um espaço de saberes e sabores, na qual a arte e a música são ferramentas importantíssimas. Onde os talentos, as habilidades e as competências dos alunos são valorizados, promovendo a verdadeira aprendizagem: a que fica para a vida e ultrapassa os muros da escola.

 


 

Foram jurados desta etapa: o professor Carlos, da E/SUBE/CED/Extensividade; o professor Márcio Américo dos Santos, diretor da E. M. Maranhão, formado em Belas Artes; o professor Alexandre Hudson Góis Nogueira, que é Mestre em Música e Educação pela UNIRIO e trabalha como professor I da disciplina de teclados na FAETEC; o professor Vitor Almeida Correa, da Escola de Música Villa-Lobos, sendo membro da banda sinfônica da escola de música Villa-Lobos; Bruno Santos, cantor e compositor, integrante do grupo de samba Grupo Copa Sete.
 

 

O Núcleo de Arte Nise da Silveira representará a 3ª Coordenadoria de Educação na etapa final do XXVII FECEM por ter sido o 1º colocado no FECEM - Etapa Regional da 3ª CRE.


* 1º LUGAR – VENCEDORA:
"MEU RIO" - NÚCLEO DE ARTE NISE DA SILVEIRA

* 2º LUGAR:
"O AMOR" - E. M. MARECHAL ESTÊVÃO LEITÃO DE CARVALHO

* 3º LUGAR :
"AROMA TROPICAL" - E. M. JOSÉ VERÍSSIMO

 

 

Apresentamos aos os destaques do XXVII FECEM:

* Melhor Intérprete Instrumental:
MARIA CLARA ALMEIDA DE CASTRO - E. M. REPÚBLICA DO PERU

* Melhor Intérprete Vocal:
BRYAN ALVES DA SILVA - NÚCLEO DE ARTE NISE DA SILVEIRA

* Destaque Instrumental:
JULIO CESAR S. COUTINHO - E. M. MARECHAL ESTÊVÃO LEITÃO DE CARVALHO

 

 

A Equipe da E/SUBE/3ªCRE/GED parabeniza e agradece aos professores que compartilharam conosco suas experiências desse Festival, e deram visibilidade aos talentos que ajudam a despertar; e aos alunos, pelo belo espetáculo apresentado.

 


 

 

 

                               

 

 

 

 


   
           



Yammer Share

Quinta-feira, 13/08/2015

Informativo MultiRio - 13 de agosto

Tags: informativomultirio.

 

 

Multirio | News Ascom

MultiRio Siga-nos no Twitter
22º volume da coleção MultiKit, distribuído para as unidades da
Rede Municipal

Para entreter e estimular habilidades

A MultiRio segue investindo no desenvolvimento de objetos de aprendizagem para uso na Rede Municipal. O próximo passo é o lançamento, nos próximos dias, de quatro minigames baseados em jogos clássicos (jogo da memória, caça-objetos, quebra-cabeça e jogo dos erros) e que auxiliam no processo de construção do conhecimento. Acompanhe no Portal MultiRio.

Cidade de Leitores faz passeio pelo Rio

O programa recebe autores ligados à poesia da cidade nesta semana. O Rio de Janeiro e suas particularidades são esmiuçados nas obras de Luiz Antonio Simas, mestre em História Social e colunista do jornal O Dia, e do jornalista e fotógrafo Henrique Koifman. Com os convidados, a apresentadora Leila Richers faz um passeio pela cultura urbana carioca, dos subúrbios à Zona Sul. Simas fala sobre a obra Pedrinhas Miudinhas – Ensaios sobre Ruas, Aldeias e Terreiros, e Koifman está lançando o livro FotodiárioCidade de Leitores vai ao ar nesta quinta-feira (13), na BandRio, com reapresentação no domingo (16) às 20h30, no canal 26 da NET.

Mês do autocuidado

O Programa Saúde nas Escolas promove, até o dia 29 de agosto, o mês do autocuidado. As iniciativas são voltadas para a valorização da paternidade, aleitamento materno, campanha de vacinação contra a poliomielite e atualização da caderneta de vacinas. Leia mais no Portal MultiRio.

Siga-nos no TwitterA MultiRio não tem um perfil oficial no Facebook. Informações sobre a Empresa você encontra no Portal MultiRio e na nossa página no Twitter. Se você já faz parte desta rede social, seja um seguidor: twitter.com/multirio.
MultiRio

RIO PREFEITURA | EDUCAÇÂO |
MULTIRIO

Secretaria Municipal de Educação
MultiRio - Empresa Municipal de Multimeios

Para não receber mais este informativo,
envie e-mail para multiriocomunica@multirio.rio.rj.gov.br.

Tel: 1746/Fora RJ: (21) 3460-1746 • ouvidoria.multirio@rio.rj.gov.br

Receba nossa newsletter.

 

 

 

 

 

                            

 

 

 

 


   
           



Yammer Share

Quarta-feira, 12/08/2015

Leitura - Uma Plataforma de Inclusão

Tags: 7ªcre, projetos.

 

 

 

 

O projeto Leitura - Uma Plataforma de Inclusão foi desenvolvido através da observação participante, com alunos da rede municipal de educação da cidade do Rio de Janeiro da Educação Infantil e do Ensino Fundamental. 

 

O Projeto Leitura - Uma Plataforma de Inclusão aconteceu com crianças a partir de três até os onze anos de idade, com e sem deficiência, atendidos em classes comuns. Os alunos com deficiência e/ou transtornos do desenvolvimento e/ou altas habilidades incluídos em classes comuns tiveram o apoio da sala de recursos multifuncionais. Participaram três escolas, agregando em torno de 50 crianças.

 

 

Ao longo do ano letivo de 2014, foram selecionados diversos títulos literários que envolviam as temáticas dos projetos pedagógicos das escolas participantes do projeto, e que também contribuíam para a aprendizagem das habilidades literárias dos alunos.

 

A apresentação da literatura foi realizada a partir de diferentes ferramentas e suportes de texto: livro impresso, livro digital, história narrada oralmente pelo professor, história narrada por áudio, nos quais as histórias foram apoiadas por gravuras, fantoches, interatividade digital ou dramatizações.

Inicialmente, cada história continha um primeiro momento de apreciação literária que contemplava a apreciação da obra e o desenvolvimento do prazer da leitura; e, também, um segundo momento de compreensão de mundo, de cultura do grupo social a partir da interpretação da obra.

 

     Leitura digital: "A Raposa e as Uvas da Educoteca".

 

As estratégias de interpretação foram a reescrita da história com registro em blocão, a dramatização da história, a contação livre da história, a remontagem de livros. Algumas obras acabaram por desenvolver mais que os dois momentos citados acima, dependentes da interatividade e da motivação dos alunos pelas histórias narradas.

 

     Leitura compartilhada.

 

Destacamos alguns momentos que fundamentam as perspectivas do desenvolvimento da oralidade em todos os alunos: o prazer pela leitura, enfatizando a imaginação, a criatividade e o conhecimento de mundo; o entendimento da prática social da leitura e da escrita; e a colaboração entre os alunos por meio do trabalho cooperativo.

Houve um momento livre de apreciação literária, no qual os alunos puderam escolher os livros de seu interesse pessoal, fizeram trocas de livros, contaram as histórias interferindo nas narrativas com suas impressões pessoais. Destaque, também, aos livros confeccionados pelos alunos a partir de suas releituras das narrativas, que circularam entre as turmas das diferentes escolas participantes do projeto.

 

 Produção de texto coletivo.

 

JUSTIFICATIVA DO PROJETO

Ao considerarmos a educação como uma das molas mestras através das quais se constitui e se mantém as sociedades, precisamos reconhecer a necessidade de otimização de estratégias, recursos e ferramentas que atendam às necessidades e aos desafios impostos pelo paradigma da educação para todos (UNESCO, 1994).

É fundamental a promoção de reflexões e ações que contemplem a prática educativa para além do mesmo espaço físico, pois a convivência já é um fato em nossa atualidade. Deve-se atravessar a prática educativa com vivências de aprendizagem estimulando as habilidades de TODOS e CADA UM, num universo de trabalho cooperativo e compartilhado.

 

                                               Atividades da rotina escolar, como a "chamadinha".

 

Entrecortando a meta de universalização do ensino, a sua proposta de equidade estimula a criação de propostas que preencham as lacunas encontradas em grupos sociais com menor acesso a recursos e serviços. A questão da reflexão cotidiana sobre a autoria do fazer pedagógico pode ser materializada de diversas maneiras, porém para este projeto, a leitura é o foco principal.

A formação de leitores é um processo gradual que se constitui ao longo da vida do sujeito. Portanto, o conceito de formação é tomado aqui, não só como uma atividade de aprendizagem situada em tempos e espaços limitados e precisos, mas também como ação vital de construção de si próprio (NÓVOA, 1995). No intuito de colaborar com o diálogo a respeito da formação de leitores, um dos focos é o papel da Literatura Infantil na escola, pois é na escola que muitas crianças têm o primeiro contato com o livro. É importante que a escola não utilize a leitura como uma atividade dada a ser cumprida sobre uma simples didática de aprendizagem, e sim como um momento de aquisição de conhecimentos.

A leitura não deve ser pensada somente como procedimento cognitivo ou afetivo, mas sim como ação cultural historicamente constituída, em que sua importância é a representação da realidade presente no texto lido. Assim a leitura se torna um ato político, pois sua atuação permite uma tomada de consciência das realidades, afinal, quanto mais consciência o sujeito tiver, mais independente será sua leitura.

As obras infantis apresentam um mundo encantado, onde a criança pode fantasiar várias coisas com seu enredo e personagens. É possível, através de um livro, realizar atividades diversas, nas quais a criança coloca sua imaginação e toda sua criatividade em prática. Quando os textos são fornecidos aos alunos para a realização de uma leitura, não devem ser dados de maneira obrigatória, pois o leitor a fará com pressa para saber o que vem a seguir, sem querer parar de ler, reler e aprender. Ler não é memorizar, é descobrir, é compreender cada linha escrita. As ilustrações contidas nos livros também são muito importantes.

Segundo Lajolo (2004, p.13) toda literatura infantil se destina às crianças, acreditando na qualidade dos desenhos como elemento a mais para reforçar a história, e a atração que o livro pode exercer sobre as crianças, ficando patente a importância da ilustração nas obras a elas dirigidas.

Com os livros é possível realizar várias atividades. Existem aqueles que não contêm textos, somente ilustrações, desenhos divertidos, coloridos. Esses livros são experiências de olhar, de olhares múltiplos, pois enxergam os personagens de modo diferente, cada um faz sua interpretação. A diversidade presente nos diferentes suportes de textos literários e nas ferramentas traduzem a diversidade existente entre os alunos e possibilitam o respeito às diferenças existentes. É apoio a um processo também de constituição de acessibilidade à participação de todos os alunos.

Compreendendo que o modelo de trabalho pedagógico mais eficaz é aquele em que o aluno está no centro do processo de aprendizagem. Por isso, para que alunos com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades possam participar desse itinerário formativo como leitores, a acessibilidade é outro foco de atuação deste projeto.

Na sociedade atual, a mídia e a tecnologia da informação e da comunicação se transformam em grandes mediadores sociais. Nesse contexto, impõe-se para os indivíduos o desafio de adquirir a competência necessária para transformar informação em um recurso econômico estratégico, ou seja, o conhecimento. As relações interpessoais são intermediadas por relações simbólicas midiatizadas e tanto antigas como novas tecnologias estão sendo utilizadas para transmissão de informações em programas educacionais que atendem a grandes demandas educativas.

A construção das habilidades de leitura e escrita, no binômio livros de literatura/inclusão digital, é o que fundamenta a Educoteca. As histórias infantis, as histórias clássicas, os contos no mundo virtual, tendo a interatividade com as narrativas a principal ferramenta de desenvolvimento, tornam-se recursos facilitadores e estimuladores do processo de memorização, análise, síntese e reconstrução de estruturas textuais, das mais simples às mais elaboradas nas diferentes fases de alfabetização e letramento.

Em diversas pesquisas sobre formação de professores na perspectiva da educação inclusiva e sobre a inclusão de alunos com deficiência e/ ou necessidades especiais em classes comuns, as análises relatam que o apoio dado para que a inclusão se efetive é fator preponderante do sucesso. Entre a diversidade na oferta de apoio, os recursos tecnológicos são os que produzem maior eco à prática educativa por estarem diretamente atrelados à interação do aluno com as ferramentas e com a mediação do professor.

Há relatos de professores que contam como, nessa interação, aprenderam a ser mais tolerantes ao reconhecer e respeitar ritmos e estilos de aprendizagens variados, a adotar estratégias diferenciadas de ensino e avaliação em função de limitações físicas e sensoriais apresentadas por alguns alunos, que acabaram por beneficiar a turma toda. Somam-se depoimentos sobre o crescimento intelectual, afetivo e social de seus alunos com e sem deficiência.

 

OBJETIVOS

O objetivo da Literatura Infantil é iniciar o ser humano no mundo literário. O livro é um instrumento que contribui para a formação de um indivíduo, com espírito crítico e analítico. Quando a criança desde pequena tem contato com o livro infantil, aprende a viver em seu contexto social com mais reflexão e opinião.

Portanto, se o ato da leitura não é só decodificar, e sim interpretar ao se explorar um texto, deve-se estabelecer discussões que estimulem a criticidade infantil, fazendo com que as crianças exponham suas produções, formando-se bons leitores.

Nesse contexto, o projeto teve como objetivo tornar o aluno protagonista do seu itinerário formativo como leitor, leitor de mundo, contribuindo para a abertura das dimensões possíveis da leitura.

Outro objetivo, atrelado ao panorama da contemporaneidade, vinculou-se à pluralidade e à diferença fundamentadas pelos encontros culturais que o cotidiano social e a literatura permitem reconhecer e constituir. A identificação de que a criança também é promotora de cultura faz parte de um processo permissivo em que a leitura constitui-se além do “entendimento” do código.

Um terceiro objetivo, vinculado às diferentes linguagens e ferramentas utilizadas para apreciação literária e produção de livros, foi de promover a aprendizagem da leitura que o processo de inclusão permite.

Um elemento constitutivo do desenvolvimento da comunicação é o próprio desenvolvimento da linguagem, aspecto interativo das atividades para a primeira infância e, também, para as atividades voltadas para as crianças com deficiência. O desenvolvimento da linguagem, por meio da oralização, do conteúdo imagético, das expressões faciais e corporais, constituindo-se pelo diálogo com a própria língua.

Refletindo sobre uma citação de Bakhtin, a língua não é transmitida como um produto acabado, mas como algo que permeia várias situações e se constitui na corrente da comunicação. A reflexão linguística de caráter formalmente sistemático apresenta, em relação à linguagem, uma posição oposta a uma abordagem histórica e viva da língua. Sobre isso Bakhtin afirma:

 

A verdadeira substância da língua não é constituída por um sistema abstrato de formas linguísticas nem pela enunciação monológica isolada, nem pelo ato psicofisiológico da sua produção, mas pelo fenômeno social da interação verbal, realizada através da enunciação ou das enunciações. A interação verbal constitui assim a realidade fundamental da língua (1981, p. 123).

 

A fundamentação básica da concepção de linguagem em Bakhtin é a interação verbal, cuja realidade fundamental é seu caráter dialógico. Para ele, toda enunciação é um diálogo, não ocorre isolada; os discursos do presente foram constituídos dos discursos do passado e deles surgirão os do futuro. Ou seja, a cada narração de uma história, a cada contação de um livro, a cada produção textual, os alunos são imersos nos diálogos possíveis com sua língua. Dessa forma, outro objetivo do projeto foi tematizar a leitura como promotora da comunicação entre os alunos e o reconhecimento da língua.

 

                                                                Atividades coletivas realizadas em sala.

 

AVALIAÇÃO

O projeto resultou em avanços significativos no que tange ao processo de leitura/letramento das crianças envolvidas. Elas participaram de leituras e releituras de textos, com base em ferramentas educacionais diferenciadas que proporcionaram compreensão da leitura como uma prática social e como uma prática de lazer e artística. Os seus sentidos foram despertados por imagens, sons, movimentos e interatividade advindos das diferentes atividades desenvolvidas. Todos esses estímulos resultaram numa motivação mais duradoura e um aprendizado mais consistente, com a ampliação do letramento através da socialização da prática da leitura fazendo parte do cotidiano dos alunos.

Uma das maneiras de avaliar o alcance do projeto é a observação do momento de escolha livre das obras infantis. Outra maneira é o acervo construído pelas turmas, por meio de produções coletivas e produções individuais.

 

                              

 Parabéns a todos os envolvidos pelo trabalho realizado!

 

 

Contato de Luciane Frazão:

lufrazao07@gmail.com

 

Contato para publicações:

robertavitagliano@rioeduca.net

 

 

 

                               

 

   
           



Yammer Share