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Sexta-feira, 16/11/2018

Projeto sobre Africanidade na E.M. Aspirante Carlos Alfred

Tags: projeto, africanidade, 5ªcre.

 

No mês de novembro de 2018, mês da Consciência Negra, a Escola Municipal Aspirante Carlos Alfredo desenvolveu o projeto sobre Africanidade com professora Vivian Pandolpho da turma 1303  e o resultado foi muito bacana! Confira.

 

O dia escolhido para celebrar a consciência negra homenageia um personagem histórico na luta do negro contra a escravidão. Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, morreu em combate pela defesa de seu povo, em 1695. Expressão da resistência ao sistema escravocrata e de preservação da cultura africana no Brasil, os Quilombos e Zumbi são parte importante e emblemática da história brasileira.

A data foi estabelecida pela Lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011.

Fonte: http://portal.mec.gov.br/component/tags/tag/40561-dia-da-consciencia-negra

Após conversa com a turma sobre África, foi proposto que os alunos fizessem Abayomis (bonecas de pano que as crianças escravas brincavam).Cada aluno recebeu pedaços de tecidos e, através de nós, foram "nascendo" as bonecas.

"Para acalentar seus filhos durante as terríveis viagens a bordo dos tumbeiros – navio de pequeno porte que realizava o transporte de escravos entre África e Brasil – as mães africanas rasgavam retalhos de suas saias e a partir deles criavam pequenas bonecas, feitas de tranças ou nós, que serviam como amuleto de proteção. As bonecas, símbolo de resistência, ficaram conhecidas como abayomi, termo que significa ‘Encontro precioso’, em Ioruba, uma das maiores etnias do continente africano, cuja população habita parte da Nigéria, Benin, Togo e Costa do Marfim (Vieira, 2016, p. 2).

Quem presenteia uma Abayomi está desejando coisas boas a quem foi ofertado. 

 

 

 

 

Foram feitas também as africanas com fuxicos doados pela avó de uma aluna. "TIRA SEU PRECONCEITO DO CAMINHO QUE EU QUERO PASSAR COM A MINHA COR" - esse foi o tema desenvolvido. Os alunos colaram os fuxicos, fazendo o formato do cabelo da africana e escreveram palavras para termos boa convivência.

Todos ficaram muito felizes com o resultado! Foi um trabalho de grande êxito para o fortalecimento da nossa identidade cultural, através do conhecimento e reconhecimento da mesma.

 

 

Parabéns a Escola Municipal Aspirante Carlos Alfredo pelo trabalho excelente!!!

 

 

Sobre a escola:

Unidade Escolar: Escola Municipal Aspirante Carlos Alfredo 
Diretor: TEREZA DE JESUS COSTA SANTOS ROCHA
Endereço: Rua Ibia 105, Turiaçu
Telefone: 3018-2591 | 3018-2629
E-mail: emalfredo@rioeduca.net 


   
           



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Quinta-feira, 24/12/2015

Africanidades na Escola Suécia

Tags: 3ªcre, africanidades, contosafricanos.

   

 

 

 

Nosso país é a mistura da alegria de diferentes estilos e pessoas. Você já pensou nas suas origens e nos povos que influenciaram nossos costumes e formação? A Escola Suécia discutiu o respeito às diferenças, e apresentamos o resultado aqui!

 

 

Esse é um projeto pensado e elaborado pela equipe da Escola Municipal Suécia com direcionamento pedagógico feito pelas professoras Liette Machado, de Artes Plásticas, e Marisa Inês, da Sala de leitura.

Foi elaborado de acordo com a Lei Federal 10.639/03, que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Africana e Afro-Brasileira nas escolas de Ensino Fundamental e Médio. Essa lei altera a LDB (Lei de Diretrizes e Bases), e tem o objetivo de promover uma educação que reconhece e valoriza a diversidade, comprometida com as origens do povo brasileiro.

Mais do que um tema obrigatório, é interesse da Escola Suécia levar aos alunos o conhecimento da memória de nossos ancestrais africanos, e transmitir o conceito de que o mundo é para todos, e que o respeito é o princípio da evolução da humanidade.

A escola é o lugar de construção não só do conhecimento, mas também da identidade, de valores, de afetos, enfim, é onde o ser humano, sem deixar de ser o que é, molda-se de acordo com sua sociedade. O Brasil, formado a partir das heranças culturais europeias, indígenas e africanas não contempla, de maneira equilibrada, essas três contribuições no sistema educacional. Por isso, ter como meta a efetiva realização das prerrogativas dessa lei é essencial para a construção de uma sociedade mais igualitária.

Fonte: site http://www.afroeducacao.com.br/lei-10-639-03
 

 

 

A consciência de que o mundo é para todos e que o respeito é o princípio da evolução da humanidade ficam claras no projeto que a professora Liette Machado desenvolveu com a turma 1101.

Os alunos verificaram o conceito histórico, social e político em uma aula divertida!

As primeiras fotos retratam o trabalho realizado com a turma 1101 pela professora Liette. Ela se preocupou em desenvolver o tema de forma clara e lúdica para a idade dos pequenos, e realizou uma oficina de maquiagem e estilo africano.


O respeito às diferenças, estudo das origens e conscientização não tem limite de idade! 
 

 

 

As fotos seguintes mostram a peça com as turmas 1501, 1502 e 1403 sobre o livro "Canção dos povos Africanos", de Fernando Paixão. A professora Marisa Inês, da sala de leitura, direcionou o trabalho "Uma história comovente, de natureza africana sobre o sublime continente africano, berço de belas culturas e terra de sublime gente."

Os alunos estudaram, encenaram, cantaram e recitaram os poemas para os responsáveis e colegas. Transmitiram a importância de conhecermos nossas origens e a valorização do estilo afro.

A última foto é da turma EI 22, da professora Eudiléia Costa, também trabalhando a africanidade. Esse projeto terá continuidade durante o ano de 2016.

Os pais apreciaram a apresentação da "Canção dos povos Africanos", na qual os alunos encenaram uma história comovente da natureza africana com seus costumes e tradições.



 

Parabenizamos toda a equipe da Escola Suécia pela excelente iniciativa de trabalhar a diversidade sob diferentes pontos de vista, utilizando um trabalho integrado de Literatura e Artes Pláticas. 

 

 

 

 

                               

 

 

 

 


   
           



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Sexta-feira, 13/12/2013

Educação Infantil: Ludicidade, Relações Étnico-raciais e Cidadania

Tags: blogsderioeducadores, educopédia, mídias, especialistas, educação infantil, africanidades, relações étnico-raciais, cidadania.

A Lei 10.639/03, que completa uma década, aponta para a inclusão de questões étnico-raciais na Educação Básica. Embora a obrigação seja para os Ensinos Fundamental e Médio, o educador pode realizar propostas que enfatizem a história e a cultura africana e indígena ainda na Educação Infantil (E.I.). Mas como fazer essa articulação?

 

Projeto Índios na Escola no EDI Avenida dos Desfiles.

 

Como está expressa na LDB (Lei 9.394/96), a Educação Infantil é a primeira etapa da Educação Básica e visa ao pleno desenvolvimento da criança (até 5 anos). Mesmo não tendo função propedêutica, é essencial acompanhar e registrar todo o desenvolvimento da primeira infância, observando sua integração com todos os envolvidos no processo de aprendizagem, para melhor formação do ser e construção afirmativa de sua identidade. Nesse contexto, o espaço da E.I. deve ser privilegiado com inúmeras relações sociais que resultem em aprendizagens significativas.

 

 

Por outro lado, as múltiplas linguagens podem favorecer e contribuir para um real desenvolvimento dessa fase peculiar da infância. A utilização de brincadeiras como recurso pedagógico é uma excelente via para efetivação de propostas relacionadas à cooperação, à socialização de valores, respeito ao outro, superação das diferenças e aceitação do próprio ser.

 

E. M. Atenas - 9ª CRE.

 

O educador precisa estar atento ao lúdico, pois não existe nada que a criança precise saber que não possa ser ensinado brincando (LIMA, 1987, p. 33). O processo criador deve ser trabalhado no dia a dia do pequeno infante e o professor deve estar sensível para a importância do faz de conta, explorando questões de atitude, cruciais para as relações étnico-raciais e para o desenvolvimento integral da criança.

 

EDI Borel.

 

Dessa forma, percebemos que a brincadeira é essencial para a formação social do ser que, por meio dela, cria situações, integra-se com a sociedade e transforma o seu mundo, relacionando-se com as demais pessoas a sua volta.

 

Kizomba na C.M. Simone de Beauvoir.


As relações étnico-raciais não acontecem a partir do Ensino Fundamental; pelo contrário, estão presentes em toda a história de nossas vidas. Devemos auxiliar os pequenos cidadãos a valorizar suas diferentes características étnicas e culturais desde a E.I. Acreditamos na afirmação de Freire (1987) de que “todo o futuro é a criação que se faz pela transformação do presente”. Entretanto, não podemos esperar que as crianças deixem a Educação Infantil para orientá-las quanto à questões tão relevantes para sua formação pessoal e social, a fim de que saibam como intervir e construir a sua própria história de vida, na construção efetiva de sua cidadania e de formas mais complexas de sua consciência, perpassando por sua africanidade.

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Referências:
BRASIL. MEC. Orientações e ações para a educação das relações étnico-raciais. Brasília: MEC/SECAD, 2006.
FREIRE, P. A importância do ato de ler. São Paulo: Cortez, 1987.
LIMA, Adriana Flávia S. de Oliveira. Pré-escola e alfabetização: uma proposta baseada em P. Freire e J. Piaget. Petrópolis: Vozes, 1987.

 

 

Cristiane Brandão atua como professora e escritora. Formada em Ciências Sociais e em Pedagogia pela UFRJ. Especialista em Gênero e Sexualidade pelo IMS da UERJ, em parceria com o CLAM e Especialista em Mídias na Educação pela UFRRJ. Atuou como tutora no Curso de Extensão Relações Étnico-raciais, da UFF, e no Curso Proinfantil, elaborado pelo MEC.

 

 

                               

 

 

 


   
           



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