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Quinta-feira, 06/02/2014

Brincar de roda, ainda Pode?

Tags: família, protagonismoinfantil.

Antigamente não existiam muitos brinquedos como vemos hoje. Assim, se as crianças quisessem se divertir tinham que usar a criatividade.

 

“... Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!...”

                                                                                        (Casimiro de Abreu)

 

 

 

As brincadeiras antigas para crianças mais famosas eram: amarelinha, bolinha de gude, cantigas de roda, passa-anel, roda-pião, queimado, piques, pipa… Tudo isso fazia parte do seu cotidiano e assim elas se divertiam por horas e dias.

 

Mas hoje muitas de nossas crianças não devem imaginar o que são essas brincadeiras. A tecnologia transformou o mundo e trouxe à tona brinquedos que não exigem tanta criatividade, muito menos, esforço.

 

O que mais se vê atualmente são crianças dentro de apartamentos na frente do vídeo game, do computador ou da televisão. Parece que aquelas brincadeiras antigas e divertidas da nossa infância ficaram para trás, caíram no esquecimento. Quem não se lembra da turma toda que se encontrava depois da escola para brincar na rua ou numa praça perto de casa ou mesmo a ansiedade de chegar a hora do recreio?

 

 

 

Antigamente, os pequenos também podiam e se divertiam em espaços públicos e em convivência com várias crianças. Mas com a modificação da sociedade, esses espaços desapareceram, a violência aumentou e elas passaram a ficar mais com os brinquedos do que com os amiguinhos.

 

O maior problema dessa substituição é que as crianças acabam não brincando da maneira mais adequada, pois não há interação com outras pessoas.

 

Brincar faz parte do desenvolvimento infantil. Pesquisas já mostraram que crianças que brincam são mais criativas e as que se divertem em grupo têm menos problemas de ajuste social quando chegam à idade adulta.

 

O jogo é seu meio de comunicação e aprendizagem. Com isso, a criança terá a oportunidade de desenvolver melhor a imagem, o seu esquema corporal e outras habilidades.

 

As brincadeiras “antigas”, por exemplo, estão ligadas a costumes populares e ainda promovem a socialização, ajudam a desenvolver a coordenação motora, exploram o movimento, o equilíbrio, o respeito às regras e o lado intelectual das crianças.

 

 

Se você quer que seus filhos retomem as brincadeiras do passado, nada melhor do que tirar algum tempo e ensinar para eles que para brincar não é preciso gastar. Uma boa opção é mostrar as brincadeiras que você mais gostava e assim também brincar junto. Se não lembra mais ou está sem ideia, algumas dicas para ajudar:

 

  • Amarelinha - Esta é uma das brincadeiras mais clássicas e conhecidas do mundo inteiro. De acordo com alguns registros históricos, ela já era brincada por crianças na Roma Antiga. Faça um risco no chão e numere de 1 a 10, no último, faça um arco representando o céu. Pule com um pé só dentro de cada quadrado, sem errar.

  • Cinco Marias - É preciso achar cinco pedrinhas de mesmo tamanho ou até mesmo saquinhos feitos com arroz ou areia. Jogue todas as pedrinhas no chão e tire uma delas, depois com a mesma mão jogue para o alto e pegue uma das que ficaram no chão. Faça isso até ter pegado todas. Na segunda rodada, ao invés de pegar uma por vez, pegue duas. Na terceira rodada você pega três ao mesmo tempo e na última rodada todas de uma vez só.

  • Cabra-cega - Consiste em vendar uma pessoa que terá como principal objetivo capturar outros adversários dentro de um ambiente limitado. Esta brincadeira, em alguns lugares, também pode ser chamada de Gato Mia. Em algumas variações da brincadeira, a pessoa que está vendada, ao pegar alguém, precisa adivinhar o nome da pessoa, o que torna ainda mais interessante.

  • Pular corda - Também pode ser um excelente exercício para as crianças e para os adultos. Ela pode ser brincada tanto sozinha como também em grupo, o que torna a atividade ainda mais divertida. Para brincar, basta ter uma corda grande, em torno de uns três metros.

 

Se depois dessa sessão nostálgica você sentiu falta da sua brincadeira preferida, mande para a gente. E aproveite nossas dicas para brincar com as brincadeiras antigas de criança junto com seus filhos e relembrar um pouco os velhos tempos.

 

Vale ressaltar que as brincadeiras que não vemos mais entre os nossos filhos e netos fazem parte da construção do nosso legado cultural, construída e mantida por séculos. Contribuição de nossos antepassados, no que tinham de melhor a oferecer: uma infância que valia a pena.


E lembre-se: recordar é viver! Então, brincar de roda ainda pode? Pode e deve!

 

 


Maria Delfina é Professora da Rede Municipal

e responsável pelo Blog Família do Portal Rioeduca.

E-mail: mariadrodrigues@rioeduca.net

Twitter: @mariadelfina11

 

 

                               

 

 

 


   
           



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Quinta-feira, 30/01/2014

Como Participar da Vida Escolar de Seu Filho

Tags: família, leitura.

A atuação dos pais na educação é essencial para o desenvolvimento da criança na escola. A família e a escola precisam ser parceiras. Vamos ver algumas dicas de como você pode participar desse processo e ajudar o seu filho.

 

Livro: Depende de você. Como Fazer de Você uma História de Sucesso, de Andrea Ramal.

 

Atualmente, a sociedade tem passado por várias mudanças decorrentes da diversidade de informações e avanços tecnológicos, repercutindo sobre a configuração da família e no seu processo de interação com a escola. Entretanto, a atuação dos pais na educação é essencial para o desenvolvimento da criança.

 

O papel principal dos pais é o de acompanhar a criança, oferecendo condições para que a educação cumpra o seu papel no desenvolvimento sociocultural e viabilizando formação à cidadania.

 

É indispensável que família e escola sejam parceiras, com seus papéis bem definidos e compromissados com uma práxis educativa voltada à sintonia de ações e atributos necessários ao meio social.

 

Sendo assim, segue abaixo algumas sugestões de como você pode proceder e contribuir para o sucesso na formação de seu filho:

 

  • A relação entre pais e escola deve ser de parceria e cumplicidade. As reuniões de pais e mestres têm a função de mostrar que isso é possível, convocando os pais para participarem e dividirem responsabilidades, lembrando que a formação em casa complementa a da escola e vice-versa. Trabalhar em parceria - com cada um desempenhando o seu papel - é essencial para a criança se sentir amparada e assistida.

 

  • O momento de reuniões na escola é a oportunidade que pais e professores têm para, juntos, ajustarem possibilidades para o melhor aproveitamento escolar do aluno. Se a escola marcar a reunião num momento em que você estiver impossibilitado de ir, agende com a direção e os professores uma data viável às duas partes.

 

  • Longe da formalidade de uma reunião, você poderá contribuir muito com o aprendizado e o bem-estar de seu filho ao ir à escola conversar com o professor. Nesse processo, pontes são construídas e grandes benefícios serão cada vez mais evidentes.

 

  • Nenhuma visão de mundo é construída sozinha. Nada do que você passou é igual às experiências vividas por outra pessoa. A soma de diferentes vivências é, certamente, a melhor forma de construir uma escola para todos, que saiba, de fato, respeitar cada aluno na sua individualidade. Por isso, proponha mudanças, dê sugestões, participe de festas, rodas de leitura, seja uma amiga da escola.

 

  • Mesmo depois de um exaustivo dia, é possível desfrutar de momentos de qualidade em companhia de seu filho. Não perca a oportunidade de ajudá-lo nas atividades escolares. Todo filho que percebe a intenção de seus pais em ajudá-lo tende a tornar-se mais comprometido com os estudos e com os deveres escolares. Lembre-se: Você não precisa dominar todas as matérias e assuntos abordados em sala de aula para ajudar nas tarefas, pois o simples fato de você propor questões sobre elas o fará refletir e buscar suas próprias respostas.

 

 

  • Exercite a leitura em todo o momento, ou seja, mesmo que não tenha nada escrito, qualquer objeto pode ser “lido” e interpretado. Uma ideia muito legal é aproveitar coisas simples que temos em casa e jogamos fora, como os rótulos e caixas das embalagens dos produtos, como gelatinas, maisena, café, leite... Pode-se trabalhar de acordo com a idade e o ano em que a criança está: cores, números, alfabeto etc. No processo de interpretação, proponha desafios para buscar respostas em livros e revistas variados. Você só tem a ganhar!

 

  • Momentos de descontração também podem ser de grandes aprendizados para seu filho. Não deixe de apresentar a ele lugares em que isso se torna ainda mais evidente, como o caso de Bibliotecas, Museus etc.

 

  • Não deixe brechas no seu relacionamento com a escola, pois seu filho precisa do apoio de ambos. Aproxime-se da escola, questione, reflita sobre o que pode ser o melhor para o seu aprendizado.

 

  • Todas as vezes que for necessário acentuar uma cobrança, comece com o elogio, destacando todos os pontos fortes de seu filho e os da escola. Isso, certamente, diminuirá a resistência dele quanto às suas instruções e o fará sentir-se valorizado por você.

 

  • Nada como uma boa conversa para descobrir os anseios e as necessidades de alguém. Converse com outros pais e descubra outras maneiras para contribuir com o melhor aproveitamento escolar de seu filho.

 


Acompanhe o desenvolvimento do seu filho! O apoio dos pais é fundamental para se conseguir não apenas melhores resultados pedagógicos, mas também o alcance de um aspecto imprescindível à sua vida: a autoconfiança.

 


Maria Delfina é Professora da Rede Municipal

e responsável pelo Blog Família do Portal Rioeduca.

E-mail: mariadrodrigues@rioeduca.net

Twitter: @mariadelfina11

 

                               

 

 

 


   
           



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Quinta-feira, 23/01/2014

Como Prevenir Acidentes Domésticos com Crianças

Tags: família, saúde.

Os pais precisam redobrar os cuidados com as crianças em casa. Conforme estatísticas médicas, os campeões em atendimentos no pronto-socorro são as queimaduras, as intoxicações e as quedas que acontecem no ambiente familiar.

 

 

Os acidentes são a causa de morte e de sequelas entre crianças bem cuidadas. Em geral, o acidente ocorre porque o responsável pode ter tido um momento de distração. Como diz um ditado popular: “Crianças nos cegam!”

 

Entre os ambientes de casa com altos índices de acidentes, a cozinha é a campeã: fogão, botijão de gás, tomadas, baldes, talheres e objetos cortantes tornam-se elementos de alto risco.

 

Vamos ver como algumas atitudes simples podem prevenir acidentes:

 

  • Não deixe crianças sozinhas na cozinha;

 

  • No caso de crianças pequenas em casa, faça um cercadinho que impeça a entrada dos pequenos na cozinha;

 

  • As panelas devem ser colocadas nas bocas detrás do fogão, com o cabo virado para dentro, e o gás deve ser desligado após o uso. Guarde bem os fósforos, pois as crianças não têm medo do fogo e certas brincadeiras podem provocar incêndios;

 

  • Torradeiras, bules, garrafas térmicas e outros equipamentos devem ser mantidos fora do alcance das crianças;

 

 

  • O ferro elétrico deve ser guardado em um local seguro;

 

  • O contato com medicamentos e produtos químicos, que podem causar intoxicação e queimaduras, provoca muitos acidentes. Todos os medicamentos devem ser guardados, em lugares altos e, de preferência, em armários ou caixas bem fechadas;

 

  • As escadas devem ter um corrimão de apoio e o piso não deve ser escorregadio. Caso possua crianças pequenas, principalmente na fase de gatinhar ou a começar a andar, coloque proteções e barreiras ou portões em todos os acessos às escadas;

 

  • O mesmo vale para tanques e vasos sanitários sem a devida fixação no chão, que podem levar a lesões abdominais e ferimentos graves;

 

  • O armazenamento de produtos químicos em recipientes como garrafas de refrigerante podem confundir as crianças, levando-as a ingerir estes produtos e podendo levá-las à morte;

 

  • Os pais devem ficar atentos também a piscinas e baldes ou recipientes com água, que podem provocar afogamento;

 

  • Materiais perfurocortantes, como facas e tesouras, devem ser mantidos longe dos pequenos;

 

  • Evitar tomadas, fios elétricos, tapetes soltos próximos aos móveis para não escorregar, colocar grades de proteção nas camas e janelas das crianças menores;

 

  • Para evitar escorregões e quedas, é indicado que as crianças usem calçados anatômicos e com solado antiderrapante;

 

Embora a faixa etária mais comum dos acidentes domésticos seja a pré-escolar, já que as crianças não têm muita firmeza na marcha e desconhecem o perigo, os pais também devem ficar atentos aos pré-adolescentes e adolescentes, quando os traumas são mais relacionados a acidentes em esportes e lazer, como quedas de bicicletas e skates, por exemplo.

 

O vídeo abaixo, “Prevenção de Acidentes Domésticos com as Crianças”, nos mostra como devemos cuidar de nossos filhos para evitar que isso aconteça:

 

 

A presença de um adulto é indispensável para supervisionar toda e qualquer brincadeira, e evitar esses acidentes.

 

Um ambiente seguro, adaptado para crianças de diferentes idades torna-se fundamental. Não se pode confiar no discernimento das crianças. Responsáveis orientados e ambientes adequados reduzirão os acidentes!.

 

Maria Delfina é Professora da Rede Municipal

e responsável pelo Blog Família do Portal Rioeduca.

E-mail: mariadrodrigues@rioeduca.net

Twitter: @mariadelfina11

 

 

                               

 

 

 


   
           



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Quinta-feira, 16/01/2014

Férias divertidas e... Seguras

Tags: família, saúde.

Para que as férias escolares não virem o pesadelo dos adultos, os pais precisam redobrar os cuidados com seus filhos.

 

Verão, época tão esperada por todos, quando os dias se tornam mais longos e aproveitamos as altas temperaturas para gozarmos de passeios, praias, piscinas e outros lazeres dos quais as crianças esperam durante todo o ano.

 

 

Mas é nessa época que as crianças precisam de cuidados redobrados para curtir o sol. Conforme estatísticas médicas, os campeões em atendimentos em prontos-socorros durante as férias são as queimaduras, intoxicações, quedas e afogamentos.

 

O sol é benéfico à saúde e todas as crianças devem tomar sol, entretanto, existem algumas regras a serem seguidas para evitar as consequências que a exposição errada e excessiva pode ocasionar.

 

A pele é o mais extenso órgão do corpo humano e, por ser o revestimento superficial do organismo, é o que mais sofre pelas radiações emitidas pelo Sol. Alguns efeitos das radiações ultravioletas podem variar de queimaduras a alergias em um curto intervalo de tempo, até envelhecimento precoce e alterações celulares, predispondo ao câncer de pele, haja visto que os efeitos das radiações são acumulativos durante a vida.

 

Vamos ver alguns cuidados para que as tão esperadas férias não virem um “pesadelo”:


  • Evite o sol entre as 10 horas da manhã e 16 horas da tarde;

     

  • Bebês menores de seis meses devem ser mantidos fora do sol durante o lazer, assegurando, inclusive, a utilização de sombrinhas e carrinhos com proteção durante seus passeios;

 

  • As crianças maiores de seis meses devem fazer uso de bloqueadores solares, com fator de proteção sempre acima de 30 FPS. Lembrando que a sua aplicação deve ser feita 30 minutos antes da exposição ao sol e a reaplicação do filtro solar a cada duas horas, principalmente nas crianças que forem à água ou transpirarem muito;

  • Devemos lembrar que, em dias nublados, os raios solares ainda oferecem perigo. Crianças à sombra também recebem a irradiação refletida na água, paredes, pisos e areia da praia. Portanto, somente um guarda-sol não significa proteção eficiente. Muitas pessoas se esquecem de outras partes do corpo, como os lábios e os olhos, que merecem a devida atenção.

 

 

  • Com as altas temperaturas, as brincadeiras que quase sempre exigem muita atividade física acarretam uma maior transpiração, por isso, dê preferência a roupas de algodão, leves e finas, arejadas, que permitam a evaporação do suor;


  • É muito importante aumentar a ingestão de água, sucos de frutas naturais, chá gelado, vitaminas e água de coco. Como as crianças às vezes não querem parar de brincar para comer ou tomar algo, ofereça sempre. Esse é um dos pontos essenciais para se manter saudável no verão e evitar a desidratação;


  • Deve-se dar preferência aos alimentos de fácil digestão, como verduras, frutas, legumes e carnes magras;


  • Proteja seu filho das picadas dos insetos, principalmente a dos pernilongos, que são as mais comuns no verão. Para crianças acima de 6 meses, um repelente infantil pode ser usado nas áreas mais expostas, mas, no máximo, duas vezes ao dia. Não é indicado passar no rosto ou nas mãos do bebê pelo risco de intoxicação;


  • É no verão que os índices de acidentes aumentam, assim, essa prevenção também é de sua responsabilidade. A utilização de coletes salva-vidas e boias sempre é um fator de segurança indispensável ao entrar no mar ou em piscinas, mas, principalmente, nunca deixe as crianças brincarem sozinhas perto da água, sem a presença de um adulto.

 

Se todos nós seguirmos esses cuidados básicos, teremos um verão com mais saúde e tranquilidade, pois todos queremos dar às crianças férias inesquecíveis de alegria e curtição.

 

Maria Delfina é Professora da Rede Municipal

e responsável pelo Blog Família do Portal Rioeduca.

E-mail: mariadrodrigues@rioeduca.net

Twitter: @mariadelfina11

 

                               

 

 

 


   
           



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