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Quarta-feira, 02/11/2011

Alunos da rede Monitores na ArtRio: I Feira Internacional de Arte Contemporânea/Rio

Tags: 6ªcre, artesvisuais, visitas.

 

 

Alunos da E.M. Mario Piragibe na entrada da ArtRio.

 

 

Alunos da rede na ArtRio: I Feira Internacional de Arte Contemporânea do Rio


Projeto Piloto de alunos da rede monitores em exposições de Artes


No dia 9 de setembro, Thiago Carvalho Santos e Felipe Souza Lima, alunos do 9º ano da E.M. Mario Piragibe, em Anchieta, participaram de um Projeto Piloto do Curso de Extensão para Alunos do ensino público fundamental do Rio de formação de monitores para exposições de Artes. O projeto foi concebido por Jacqueline Mac-Dowell, da Coordenadoria Técnica Pedagógica de Artes Visuais da SME-RJ, em parceria com a ArtRio Fair 2011, a primeira Feira Internacional de Arte Contemporânea do Rio de Janeiro, uma mega exposição de obras das mais representativas galerias arte de todas as partes do mundo, realizada no Píer Mauá, na Zona Portuária da Cidade,  8 a 11 de setembro.

 

Os alunos participaram no dia 31 de agosto de 2011 de uma entrevista com Jacqueline Mac-Dowell, no Centro de Artes Calouste Gulbenkian, sendo Felipe e Thiago (de 16 anos) aprovados para esta tarefa pioneira, que consistia em ser monitores das visitas guiadas de alunos das escolas da rede aos espaços expositivos da ArtRio, em parceria com os monitores universitários (alunos da UFRJ e UERJ).

 

No dia 09 de setembro, eu (professora de Artes Visuais) e mais três professores da escola E.M. Mario Piragibe, Claudia (Fundamental I), Rodrigo (História), Carolina (Geografia) e uma mãe representante, Jurema Dias, acompanhamos 30 alunos da turma 1901 para a visita em que Thiago e Felipe (ambos da turma 1903) foram os guias.

 

A Feira, que apresentou mais de 700 obras de arte de 83 galerias do Brasil e do mundo, objetiva aproximar do cotidiano dos cariocas peças que só estariam expostas em museus, galerias e outros espaços culturais bem distantes geograficamente.

 

Esta experiência pioneira de monitoria de uma mostra não-estudantil de artes é, a meu ver, um salto para a educação da arte nas escolas, uma vez que abre espaço para uma atitude protagonista dos alunos, possibilitando um maior intercâmbio entre o "mundo escolar" e o mundo das Artes. Habitualmente, a experiência dos alunos do fundamental é a de espectador - ou "participante", quando a obra é interativa - em visitas a exposições de artes, ou a de "produtor", quando ocorrem Mostras Estudantis (como, p.ex., a Mostra Conexão das Artes SME-RJ - que acontece em galerias e outros espaços alternativos do Centro Cultural Calouste Gulbenkian). Uma experiência enriquecedora tanto do ponto de vista dos alunos visitantes, quanto dos alunos monitores que, sendo do Fundamental II participaram da monitoria da visita guiada lado a lado com alunos Universitários.

 

Com essa proposta, os alunos visitantes (t.1901) puderam dialogar mais fluentemente com as obras pelo intermédio de seus colegas monitores da Feira de Arte (t.1903).

 

Ao retornarmos à escola, os alunos escreveram relatos sobre a experiência, discutiram o que eles compreendem por arte contemporânea e realizaram trabalhos visuais a partir de tais conceitos (postarei em outra ocasião estes trabalhos).
 

Minha sugestão é que para os próximos anos estas experiências sejam ampliadas, aqui no Rio (em nossa rede), para outras atividades do mundo das Artes, como a de curador, por exemplo, onde os alunos poderiam ser convidados a estar presentes durante a curadoria e montagens das exposições, para assim, participando da construção de uma Mostra de Artes, melhor compreendam todo o processo. Críticos de artes poderiam conversar com os alunos sobre o seu trabalho de reflexão; galeristas e colecionadores, sobre seus acervos, e artistas visuais, convidar alunos e professores para um diálogo em seus ateliers - etc.
 

Tendo acompanhado de perto tanto a entrevista de Thiago e Felipe com Jacqueline Mac-Dowell, quanto a atuação dos alunos monitores e visitantes no dia da Feira, a partir de meus registros e dos depoimentos dos participantes, esta postagem foi realizada.

 

 

 

Na entrevista com a profª Jacqueline Mac-Dowell

Centro de Artes Calouste Gulbenkian

 

 

Os alunos Felipe e Thiago (turma 1903/E.M. Mario Piragibe) no dia da entrevista.

 

 

Felipe e Thiago se sairam bem na entrevista e foram convidados a participar da monitoria na ArtRio.

 

 

 

NA  I FEIRA INTERNACIONAL DE ARTE CONTEMPORÂNEA  DO RIO

 

 

 

Thiago, na entrada da Feira, conversando com um grupo de alunos e professores

 

 

 

 

Felipe, conversando com o outro grupo...

 

 

 

Visitando o espaço de exposição da Feira de Arte (acima,  Galeria Jean Boghici

 

 

Os alunos fazendo seus registros fotográficos das obras

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Acima, o desenho do espanhol Juan Francisco Casas, fotografado pelas alunas, é feito com caneta esferográfica! Inacreditável, não? Quando retornamos à escola, propus uns trabalhos com o mesmo material, após termos lido um  texto sobre a história da caneta esferográfica: pode parecer banal, mas a esferográfica é uma das  grandes invenções de nosso tempo!

 

 

 

 

De volta a escola, discutimos alguns conceitos da arte contemporânea como o gosto pela reprodutibilidade incessante das imagens, a virtualidade, o simulacro, o "ilusionismo" das imagens de nosso mundo contemporâneo, a questão da "verdade" (da "veracidade dos fatos", da ambiguidade), a interatividade, a impermanência, a efemeridade, a imaterialidade, a preferência por temas ligados à política e às questões sociais etc.

 

Os alunos compreenderam que os artistas contemporâneos tem sempre em mente um objetivo com sua obra, mesmo que o público não consiga ver de imediato qual a intenção, qual a proposta do artista - e nem este esteja presente para explicar o porquê. Mas sempre há uma ideia, um porquê, um conceito que norteia a obra de arte contemporânea. E que tudo que o artista vai usar para (re)criá-la precisa ter uma correlação com esta sua ideia proposta, com o conceito, com o "porquê" da obra (mesmo que o "porquê" seja não ter "porquês", seja questionar o porquê dos porquês).

 

Os alunos foram então instigados a criarem propostas cuja tônica foi a arte efêmera. Deixei em aberto o uso do material (usaram desde alimentos até esculturas com folhas de caderno e objetos em que atearam fogo ao término da exposição). No dia 26 de outubro, os alunos apresentaram, em sala de aula, suas propostas de artes para os colegas de classe e para os educadores da escola (professores e funcionários) convidados.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

Experimentos com chás... "Self Service Pajé" - O estande favorito das professoras!

OPAVIVARÁ - http://opavivara.com.br/

 

 

 

 

 

 

Nossos alunos, do Fundamental II, foram monitores da Feira juntamente com alunos universitários: uma experiência muito enriquecedora! Acima, obra "emoldurada" dos famosos grafiteiros Os Gêmeos.

 

 

FRAGMENTOS DE RELATOS:


Pâmela Lorrena (t.1901): "Eu achei interessante porque aprendemos muito na escola, mas numa visita nós aprendemos muito mais em apenas algumas horas! E também vemos obras diferentes das que vemos na escola e ainda como cada autor procura se expressar."

Iasmim de Souza (t.1901): "Na minha opinião, ter alunos da escola auxiliando em conjunto com os guias da exposição foi bom porque, como eram colegas, a gente ficava mais à vontade e tinha menos vergonha de tirar dúvidas".

Thiago Quaresma (t.1901): "Achei muito interessante ter alunos da escola na visita guiada junto com os guias da exposição porque isso ajuda a mudar a imagem dos alunos da escola pública, porque tem pessoas que dizem muitas coisas ruins sobre nós..."

 

Pâmela Lorrena (t.1901): "Eu achei legal ter colegas da escola auxiliando na visita à Feira de Arte porque eles demonstraram que todos são capazes de chegar a qualquer lugar, é só querer. Alunos de escola pública sofre muito preconceito."

 

Nívea Maria (t.1901): "[...] só porque somos da escola pública não significa que somos vândalos, pena que nem todos sabem disso".


Ediene Silva (t.1901): "Uma coisa que foi bem legal foi o fato de ter alunos da escola nos auxiliando em conjunto com os outros guias da exposição, isso fez com que todos ficassem mais à vontade na visita."

Iane Monteiro (t.1901): "O que eu achei de ter alunos da escola como monitores da visita guiada? Eu achei bem legal porque a gente vê não apenas o lado brincalhão das pessoas e sim também um lado mais responsável e sério"

Ellen Rodrigues (t.1901): "Achei interessante ter alunos como monitores porque eles tiveram a oportunidade de expor o conhecimento de cada um deles".

 

 

 

Todos atentos aos comentários dos monitores, guias da exposição...

 

 

 

Trabalhos que surpreendem!

 

 

 

O aluno Thiago (t.1903) conversando com o galerista colombiano de La Galeria sobre uma das obras que muito chamou a atenção dos alunos visitantes!

 

 

 

Cosecha, de Carlos Castro, uma obra curiosa que chamou bastante a atenção dos alunos!

 

 

 

Outra obra que chamou a atenção dos alunos: a bandeira feita com notas de nossa moeda, o Real!

 

 

Detalhe do trabalho anterior

 

 

 

 

 

Esta foi a obra mais votada no gosto dos alunos: interativa, divertida, instigante: um chão ilusório ou uma cama de elástica disfarçada de chão?

 

 

 

Professora Claudia bastante curiosa com a obra...

 

FRAGMENTOS DE RELATO:


Ingrid Maria (t.1901): "Gostei do quadro feito com figurinhas adesivas porque figurinha é uma coisa que todo mundo gosta, até os adolescentes, e de longe não dava pra perceber..."


Iasmim de Souza (t.1901): "De tantas obras, a que mais me marcou foi a imagem de uma mulher, mas não era simplesmente da imagem que eu gostei, esta imagem era feita com caneta esferográfica!"


Daniele Nery (t.1901): "Eu gostei do quadro branco, que de longe parecia ser todo branco, mas de perto estava escrito nele. E a cortina de ferro, que parecia ser leve, mas era pesada."


Thiago Quaresma (t.1901): "As obras que mais me marcaram foram: uma foto de Vik Muniz de uma atriz muito famosa, em cristais, e uma obra de um artista colombiano [...] quando você passava a mão perto, apitava, era um tipo de sensor do movimento".

 

Thiago Quaresma (t.1901): "Eu aprendi que moderno nem sempre é moderno, que moderno pode ser antigo [...]"

 

Carmem Dias (t.1901): "Na visita à ArtRio, aprendi que uma diferença entre a arte moderna e a arte contemporânea está no tipo de 'material' usado na obra. Na arte contemporânea é um material que nos faz pensar" [...] "também pude conhecer as obras de alguns artistas de que já tinha ouvido falar: como Cândido Portinari e Os Gêmeos (grafiteiros), e também pude ver uma obra que já tinha visto em uma reportagem da TV ou na internet, que era uma nota de dólar personalizada." [...] "As obras que mais me marcaram foram: a espiga de milho seca, em que no sabugo o artista implantou dentes de verdade; o piso de madeira que tinha elasticidade, no lugar da superfície (chão) eram elásticos que faziam a base e dava a sensação de pula-pula; a saia que levantava, se você não observasse bem, nem percebia o fio que fazia o movimento da saia levantar e descer, a pessoa até podia pensar que a saia era mágica. Mas de alguma forma tudo isso era um tipo de ilusionismo... todas essas obras eram interessantes, despertavam a admiração e a curiosidade."

 

 

 

Profª Carolina (de azul) e alunos...

 

 

 

Prof. Rodrigo e sua inseparável câmera...

 

 

Alunos da E.M. Mario Piragibe (t.1901) com as professoras Jacqueline, Carolina, imaculada (à esquerda da foto), professora Claudia (à direita) e professor Rodrigo, fotografando, diante do mar que encantou a todos!

 

O MAR DO RIO...

 

Mateus Diogo (t.1901): "Essa Feira é muito boa porque o público não precisa se deslocar para outros pontos da cidade, do país ou do mundo, eles vem todas as artes em um lugar só. Foi deslumbrante ver obras de grandes pintores, como: Pablo Picasso, Fernando Botero, Alfredo Volpi, dentre outros artistas. Grandes quadros do passado e do presente. [...] Além das grandes obras, também tem aquela vista maravilhosa do mar"!

 

Cinthia Santos (t.1901): "Além das obras, o que me marcou foi aquela vista linda de frente para o mar".

 

Ediene Silva (t.1901): "Algo que me marcou além das obras foi a belíssima paisagem da zona portuária, o que deixou o nosso passeio ainda mais agradável".

 

 

Foi uma tarde alegre, de experiências marcantes e boas aquisições de conhecimento. Antes de irmos embora, enquanto aguardávamos a chegada do ônibus, Felipe e Thiago me contaram que eles tinham conhecido umas professoras que haviam citado o meu nome... Eles me levaram até elas e... Surpresa! Três colegas, professoras de Artes da rede, Daniele, Vânia e Mônica, também se encontravam na ArtRio, trabalhando na Oficina de Daniel Azulay!

 

 

ArtRio Kids 2011 - Oficina de Daniel Azulay

 

 

Daniel Azulay e as professoras de Artes da rede que participaram da oficina para crianças

 

 

 

As professoras Daniele, Vânia Januário e Mônica Francese, na Oficina ArtRio Kids 2011 de Daniel Azulay, atendendo as crianças da Casa de Apoio às Crianças com Câncer de Santa Tereza (CACCST) - já estávamos para ir embora, quando chegou esta turminha animada!

 

 

 

Eu e as professoras Daniele, Vânia e Mônica

 

FRAGMENTOS DE RELATOS:

 

Jaqueline Souza (t.1901): "A experiência de visitar a arte... conhecendo coisas novas, viajando no mundo através da arte."


Felipe Lima (t.1903, aluno monitor da ArtRio): "A ArtRio foi não só uma feira interessante, mas uma enorme fonte de conhecimento e aprendizado, onde pude ver, apreciar e saber mais sobre os artistas e suas obras. Na ArtRio, eu fui um dos monitores e tive um maior contato com estas obras, o que me inspirou a seguir uma carreira, não sei como vou conseguir, mas se estiver entre obras de Artes, eu estarei feliz".


Thiago Santos (t.1903, aluno monitor da ArtRio): "A ArtRio foi uma experiência que eu nunca esquecerei, pois foi afinal a realização de um sonho [Thiago planeja ser guia turístico], além de me fazer conhecer coisas novas. Conheci um verdadeiro mundo novo. Um universo totalmente diferente do que eu encontrava fora da escola. A escola já me passou diversas experiências quanto à arte, e ir a ArtRio foi uma grande realização, até porque o desejo pela arte vem de família. Com tudo isso, aprendi a ver a arte com olhos diferentes, de uma outra forma."

Profª Carolina: "O evento nos proporcionou uma tarde de lazer e cultura, em um momento agradável, onde, até quem não é fã da arte contemporânea, se encantou com as diversas obras expostas, além de, através da visita guiada, entender um pouco sobre o significado de cada obra."

Profª Claudia: "[...] tem algo que preciso destacar: a participação dos alunos Felipe e Thiago [...] que estudaram, pesquisaram, se informaram sobre a ArtRio e, no dia da Feira, foram os monitores de seus colegas de escola. O grupo [de alunos visitante] se mostrou atencioso e interessado. Garanto que se perguntarem a cada aluno que participou desta aula diferente o que eles acharam, tenho certeza que vão dizer que foi uma aula inesquecível".

Jurema Dias (mãe acompanhante): "O convite para a Feira Internacional de Arte Contemporânea foi muito importante para os alunos, pois só assim a grande maioria pode ver não apenas obras de arte, mas também um mundo diferente do que eles vivem. Eles interagiam, efetuavam perguntas sobre as obras e, quando não perguntavam, prestavam atenção em tudo que era relatado. [...] Agradeço a oportunidade de ter participado deste evento e agradeço também em nome dos alunos que foram, pois daqui a 15 anos eles ainda lembrarão das coisas incríveis que viveram."

 

NOTA: Os depoimentos da postagem são registros imediatos à visita à ArtRio.

 


Para a profª Jacqueline Mac-Dowell (SME-RJ) - assim como para todos que participaram -, este Projeto Piloto foi um sucesso, e ela já tem planos - junto aos organizadores da Feira e à Secretaria de Educação - para as próximas edições da ArtRio! Portanto, fiquem atentos, e não deixem de inscrever seus alunos e sua escola para a ArtRio 2012 (informações no blog Conexão das Artes SME-RJ)!

 

 

 

FOTOS: Imaculada Conceição M. Marins (nas em que apareço: prof. Rodrigo ou alunos)

 

 

AGRADECIMENTOS:


 À agradável recepção que nossa escola teve na ArtRio 2011, ao apoio da 6ªCRE, que disponibilizou o ônibus, aos monitores da UFRJ e UERJ, que colaboraram e participaram com os alunos nesta tarefa, aos colegas professores, Claudia Lopes (Fundamental I), Carolina Cândido (Geografia), em especial, professor Rodrigo Peres (História), que acompanhou Thiago e Felipe, a Adjunta de Direção de nossa escola, Rosalina Monteiro, que - discretamente, nos "bastidores" da E.M. Mario Piragibe - agilizou e tornou possível toda esta nossa atividade extra classe, à mãe de uma de nossas alunas, Jurema Dias Bezerra, grande incentivadora das artes, sempre presente em nossas visitas aos espaços artísticos-culturais, e - claro - à profª Jacqueline Mac-Dowell, SME-RJ, pela oportunidade singular!

 

 

PARABÉNS, FELIPE E THIAGO PELO EXCELENTE TRABALHO!

 

PARABÉNS, ALUNOS DA E. M. MARIO PIRAGIBE!
 

 

 

                                           

 

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Sexta-feira, 14/10/2011

Johann Moritz Rugendas: "RUGENDAS MOSTRA A SUA CARA”,

Tags: 5ªcre, riodeleitores, visitas.

 

 


Inaugurada no bairro de Madureira em 22 de junho de 1964 no governo do Dr. Carlos Lacerda, a Escola Municipal Rugendas atende a alunos  do segundo segmento do ensino fundamental, assim distribuidos: três turmas de 7° ano com 113 alunos, 3 turmas de 8° ano com 115 alunos, 3 turmas de 9° ano com 110 alunos e 1 turma do projeto Acelera 2 com 27 alunos, perfazendo um total de 365 alunos.

 

Foto arquivo da escola

 

O PATRONO


Johann Moritz Rugendas, patrono da escola, (1802 - 1858), pintor e desenhista germânico nascido em Augsburg, Alemanha, deixou imensa obra que se constituiu em um dos mais importantes documentos sobre o Brasil durante sua estada no país (1821-1835) e escreveu o livro Viagem pitoresca ao Brasil, publicada no Brasil (1835). De uma família de artistas, fez seus primeiros estudos com o pai e depois aperfeiçoou-se na Academia de Belas-Artes de Munique.

 

Membro da expedição científica chefiada pelo naturalista e diplomata russo barão Georg Heinrich von Langsdorff, chegou ao Brasil (1821), viajando pelo país a fim de colectar material para pinturas e desenhos. Inicialmente percorreu com a expedição, as províncias de Minas Gerais e Rio de Janeiro, mas depois, preferiu viajar por conta própria. De volta à Europa, o artista reuniu cem de seus trabalhos e publicou-os sob o título Voyage pittoresque au Brésil (1835), em Paris.

 

Ainda esteve no Brasil (1847), quando visitou, também, outros países Hispano-americanos como Argentina, Peru, Bolívia, Chile, Uruguai e México, com o mesmo objectivo, desenvolver uma obra temática predominantemente paisagística e de representação de cenas do cotidiano. Novamente na Europa, pintou mais de 3.000 desses trabalhos com aspectos de vários países latino-americanos que visitou e publicou uma importante obra sobre o Méxido e morreu em Weilheim, Alemanha. Pintou e anotou aspectos de regiões brasileiras, suas paisagens, costumes, tipos, indígenas e a reedição de sua obra Viagem pitoresca através do Brasil (1940), reuniu as cem pranchas da edição original e mais dez inéditas.
 


Johann Moritz Rugendas (1802 - 1858)

 

A EQUIPE


A equipe da EM Rugendas é composta pelos profªs: Gilce Tavares (Diretora), Dilce Mesquita (Diretora Adjunta), Nelma Gadelha (Coordenadora Pedagógica), Rosane Ribeiro, Amin Karaan, Marilucia Martins, Luciene Oliveira, Ana Maria Rangel, Osvaldo Coutinho, Andreia Cardoso, Rosane Rocha, Rose Maire, Sergio Roberto, Marcia Ferreira, Luriceia Mendonça, Ana Lucia Barreto, Claudia Abreu, Isabela Salgado, Sheila, Ana Lucia Ferreira, Virgenita Rabelo, Paulo Sergio, Carlos ventura (Professores Regentes), Fátima Carvalho (Encaregada de Secretaria), Eliane Bernardo (Agente Administrativo), Fátima Carvalho (Encaregada de Secretaria), Maísa Anelli (Agente Educador), Florentina Nascimento, Suely Ribeiro, Vera Zenatti, Janaina Costa (Merendeiras), Alexandre Rocha, Fátima Oliveira e Izabel Santos (Serventes).
 

 

O PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO


"RUGENDAS MOSTRA A SUA CARA”, é o nome do Projeto Político Pedagógico da escola e destaca-se aqui as atividades desenvolvidas no primeiro semestre de 2011:


·        OBA – Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica
·        Ciclo de Palestras sobre profissões.
·        FECEM - vencedores da 5° CRE. Concorrendo com as outras CREs


Além dos projetos:

I-    Escola VIVA
II-   A Escola de Ontem, de Hoje e de Amanhã
III-  Educar é  Preciso
IV-  Ser Humano
V-   Identidade
VI-  Notícia de Jornal
VII- Fome Zero
VIII-Valorizando as Informações
IX-  Você é Capaz de Mudar - Você é Capaz de Transformar
X-   “Rugendas Mostra a Sua Cara”

 


OUTROS PROJETOS

 

A escola também participa  da Olimpíada de Geografia; Seminário Educação, Sexualidade, Gênero e Diversidade; Projeto Vencer; Concurso de Imagens e Slogans; Poesia na Escola; Rio Cidade de Leitores; Projeto da Sala de Leitura; Identidade e Ética (produção de textos e de murais a partir de notícias de jornal e conversa sobre a vida diária); Fórum de Debates (Livros lidos e analisados em grupo, principal mensagem aos leitores).

 

·        Divulgação e dinamização do acervo da escola, através do empréstimo e roda de leitura
·        Exposição dos trabalhos produzidos pelos alunos
·        Divulgação da nossa cultura explorando o rico Folclore Brasileiro
·        Oficina de dobraduras.
·        Cidadania - Profissionais durante todo o ano mostrando e falando de suas profissões.


 

PARCERIAS


Trabalhando diversidade, desta vez profissões, a escola recebeu a visita da jornalista da Rede Globo de Televisão, Fátima Bernardes, que falou aos alunos e professores sobre sua profissão.


 

 

 

 

A Guarda Municipal ministrou palestra para pais e alunos, além da escolas receber a visita do DJ Brinquinho, da Rádio 98FM.


A escola participa e desenvolve seus projetos, possibilitando aos alunos uma diversidade de temas e melhor qualidade à educação.


Conheça o blog da EM Rugendas, clicando na imagem

 

 

 

Se você professor ou sua escola desenvolve ou desenvolveu algum projeto, atividade ou se têm blog, escreva para nós, clicando na imagem abaixo, e procure o endereço do representante de sua CRE.

 

 

Onde encontrar a Representante da 5ªCRE, professora Regina Bizarro

 

E-mail: reginabizarro@rioeduca.net

Twitter: @rebiza

 

                                          

 

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Segunda-feira, 19/09/2011

A 4ªCRE na XV BIENAL do Livro

Tags: 4ªcre, educação, visitas, riodeleitores.



 

Juntas  em prol do Projeto “Rio, Uma Cidade de Leitores”, as UE’s da 4ªCRE estiveram presentes no grande espaço cultural da XV BIENAL do LIVRO. A ação teve como principal objetivo ampliar e fortalecer o prazer pela leitura entre alunos de escolas e creches.

 

No estande da SME estavam expostos vários trabalhos realizados por  alunos da Rede, isso atraiu inúmeros visitantes, que passavam para procurar as produções de suas Escolas. Em geral as famílias curtiam bastante, não só olhavam a exposição, como também paravam e liam com seus filhos. Esses foram, de fato, momentos de estímulo e integração.

 

 

No último sábado da feira, passaram por lá a Professora Mírian (Gestora da E.M. Miguel Gustavo), a Professora Valéria Oliveira da CIEP Maestro Francisco Mignone e a Professora Heloísa da E.M. Alberto de Oliveira.

 

Um espetáculo literário em uma convidativa comunhão social, essa foi a marca desse grandioso evento.

Esperamos você em nossa próxima postagem!!

                                           

 

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Quarta-feira, 14/09/2011

E.M. Alcides Carneiro - O que é realmente belo?

Tags: 9ªcre, blogsdeescolas, visitas.

Aula Passeio - Porque BELEZA é fundamental


Na escolha do tema de desenvolvimento pedagógico do 2º bimestre de 2011 em Educação Física com as turmas 1901, 1903 e 1905, levamos em consideração o Projeto Político Pedagógico: “DIFERENTES SIM, MAS IGUAIS NA BUSCA POR UMA SOCIEDADE MAIS HUMANA” que resgata e valoriza todas as conquistas sociais e educacionais de todas as épocas.


Durante todo o 2º bimestre de 2011, os alunos das turmas acima citadas, pesquisaram e estudaram o tema “Padrões de Beleza”. O assunto gerou muitas discussões, e não é de admirar, pois quase todos os jovens e adolescentes estão insatisfeitos com sua imagem e atratividade física. O tema foi muito além e os alunos perceberam que o assunto mexe com o psicológico, o comportamental e o físico dos adolescentes. Se por um lado os jovens precisam se valorizar, sobretudo por pensamentos e atitudes, por outro eles sabem que são mais bem aceitos pela sociedade quando se aproximam dos padrões impostos pela sociedade. Para muitos, o corpo se transformou numa massinha de modelar. Segundo suas pesquisas e relatos, as pessoas se deixam levar pela mídia e correm atrás de algo irreal. Fazendo de tudo para alcançar o que na maioria das vezes é inatingível. As turmas foram divididas em quatro grupos, onde eles tiveram liberdade de produção para uma apresentação em forma de seminário. Ficaram claro e evidente o aprendizado e a troca de conhecimentos.



Em seus relatos os grupos nos informaram que os jovens se deixam levar pela enxurrada de informações que recebem da mídia capitalista e esquecem-se de que a beleza está no que é único, individual. “Nas particularidades é que está o diferencial.” Temos a beleza por essência, é a individualidade que nos torna únicos, cada um a sua maneira. Prova disso, é que nem mesmo as modelos estão satisfeitas com seus corpos.

 

Os alunos chegaram à conclusão que: “Seja alto, baixo, gordo, magro, cabelo liso ou enrolado, negro, mulato ou branco. Não importa. Faça com que a imagem que você vê no espelho seja a de sua alma: sempre bonita! Sempre autêntica. Assim você não deve nada a ninguém por que não lhe ditaram regras!”.

 

IMPACTOS ALCANÇADOS:

 

•  Valorização “DO EU” pelos alunos


Ao PARAR para pesquisar e analisar os temas transversais abordados (ANOREXIA, BULIMIA, VIGOREXIA, OBESIDADE E BULLYNG) o projeto contribuiu para que eles sejam conhecidos e reconhecidos pelos seus pares e pela sociedade, além de valorizar o seu papel social.



.•  Formação de Vínculos

 

A atuação conjunta dos alunos e professores no registro e formulação de entrevistas e produção de Seminários permitiu a aproximação entre esses grupos, promovendo o respeito mútuo e a valorização pessoal.

 

•  Valorização “DO OUTRO” pelos alunos


O respeito ao diverso, o reconhecimento de outras culturas, identidades e significados enriquecem as relações de convivência. Não se trata de tolerar o outro, mas de valorizar e aprender com o outro.


 

E POR QUE O Parque Lage como espaço para uma Aula Passeio?

 

Se pararmos para pensar em uma palavra para o bairro do Jardim Botânico, essa palavra é BELEZA. A beleza das florestas naturais, a beleza de suas pracinhas e parques, a beleza dos cariocas que circulam por lá.

 

Neste lindo bairro podemos visitar muitos lugares maravilhosos, dentre eles, o Parque Lage, um recanto de paz e sossego. Com uma floresta natural, muito verde por todo lado e um casarão antigo onde hoje funciona o Café du Lage e a Escola de Artes Visuais. Dentro do casarão, um pátio com uma piscina no centro, lugar que já foi locação pra gravação do clássico do cinema nacional Macunaíma, e também foi palco para clipes musicais, como “Beautiful” do Snoop Dog.

 

O Parque Lage, por sua vez, possui não só seu requinte natural, ao oferecer a seus visitantes a sua bela floresta, palmeiras imperiais, jardins construídos nos moldes europeus, chafariz e bancos para um bom momento de descanso, como também o requinte e a classe de seu conjunto arquitetônico. 

 

 O Parque possui, ainda, um aquário em argamassa, o qual imita pedras e troncos de árvores; pontes, bancos, quiosques e uma gruta compõem a beleza artística da obra do parque. Há caminhos de saibro que levam os visitantes a determinados locais com vegetação abundante e a um lago, este último conhecido como “Lago dos patos”.

 

O Parque também é um bom local para as crianças e para os praticantes de trilhas. Para os primeiros, há espaços com brinquedos como balanços, gangorras e escorregas e, para os desportistas, há uma trilha que leva ao Corcovado (Não é mesmo Marquinho?).

 

Nossa aula passeio foi maravilhosa. Vejam as fotos!



 

44,9 km nos separam do Parque Lage.

 

 

 

 

UM POUCO DE HISTÓRIA DO PARQUE LAGE


Na década de 1920, Henrique Lage consegue reaver as terras de seus antepassados e dá início a remodelação do parque, convidando o arquiteto italiano Mario Vodret como projetista do palacete que fora de seu pai. Seu estilo era bastante diferente, mesclando diferentes tendências da época, enquadrando seus trabalhos no período da arte que se denominava eclético, o qual agradava a cantora lírica italiana, esposa de Henrique Lage, Gabriela Bezanzoni. Em seu centro há um pátio com piscina e, em sua fachada, um pórtico bastante proeminente. Os jardins foram concebidos geometricamente, de acordo com a grandiosidade da mansão, de onde se avista o morro do Corcovado.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

Até a próxima aula passeio! Quem quiser ir tem que se esforçar. 
Beijos da professora Herizete.


 

Este conteúdo pode ser encontrado no Blog da Alcides , e nos foi enviado pela professora Herizete que nos tem brindado com sua especial participação neste espaço de trocas de experiências. Grande abraço professora e parabéns pela participação.

 

 

 

Venha você também fazer parte desta troca de experiências.
Se você, professor, ou sua escola, desenvolveu ou desenvolve algum
projeto como este, escreva para o e-mail do Representante da sua CRE.
Para saber, clique na foto da Equipe Rioeduca e procure sua CRE.


 

 

                                           

 

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