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Terça-feira, 09/12/2014

Professora Fabiola Buzim É Destaque da Rede

Tags: 7ªcre.

 

   Fabiola Buzim é professora da rede desde 2012 e trabalha como regente de Artes Cênicas no CIEP Lauro de Oliveira Lima. Formada também em Jornalismo, ela gosta muito de lecionar e acredita que o ensino de Artes ( música, teatro e as artes visuais) desempenha um importante papel no desenvolvimento dos alunos.

 

Entre as atividades de 2014, a professora Fabiola Buzim desenvolveu com seus alunos do CIEP Lauro de Oliveira Lima a produção de uma peça inspirada no Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, durante o quarto bimestre. A peça foi apresentada para a comunidade escolar na culminância do projeto anual da escola.

 

 

Confira a entrevista do Rioeduca feita com a professora Fabiola Buzim, que é Talento da Rede e também atua nos palcos do teatro e no cinema.

 

Cena do filme "Punhal", de Luiza Lubiana (2011).

 

Rioeduca: Conte um pouco da sua trajetória como professora da prefeitura.

Tenho pouquíssimo tempo no município, entrei em 2012 já achando o máximo ter a disciplina Teatro na grade curricular, pois no meu estado, ES, ainda não existe concurso para professores de Teatro. Mas não imaginava o que vinha pela frente. Gosto muito de lecionar, acredito que o ensino de Artes ( música, o teatro e as artes visuais) desempenham um papel importante no desenvolvimento dos alunos. Engraçado é que meus “melhores” alunos são os que menos se destacam em outras disciplinas. Uso aspas em melhores porque tento não estimular a competividade entre meus alunos, ao contrário, trabalhos em equipe. É contraditório ter o “melhor” na Arte, já que a expressão artística é algo individual, é expressão, forma de comunicar o que palavras às vezes não consegue. Na rede, sou uma observadora. Observo bastante a postura de alguns profissionais e aprendo COMO fazer e COMO NÃO fazer.


Como disse, sou nova na rede e tenho vontades porque de certa forma estou “fresca”, ainda não fui contaminada pela descrença de que nada vai mudar. Pelo contrário, acredito que, quando queremos, podemos fazer a diferença em sala de aula. Acredito nisso porque eu sou um fruto de alguns professores que fizeram a diferença em minha vida e sigo seus exemplos.

 

          Cena do filme "Milagresl", de Luiza Lubiana (2008).

 

Rioeduca: Como surgiu seu interesse pelo teatro e cinema? Fez alguma formação específica, curso?

Sim. Sou formada em Artes Cênicas e Jornalismo. Até os 7 anos, como quase toda criança, queria ser veterinária. Depois disso, soube em mim (e tinha certeza) que queria trabalhar com Teatro e Jornalismo. Não sabia ainda como faria para conciliar as duas áreas. Mas as coisas foram acontecendo e tenho conseguido até aqui. Abri minha empresa de produção e comunicação, a "Fabulanas" (www.fabulanas.com), e invisto no crescimento da mesma.


Amo o teatro porque acho que é a “arte do encontro”, é preciso estar presente de corpo e espírito em um teatro. É difícil me imaginar fazendo outra coisa que não esteja envolvida com essas áreas.

 

                                    Set de filmagem de "A própria cauda", de Virginia Jorge (2014).

 

Rioeduca: Quais os momentos marcantes na área do teatro e cinema?

Ano passado, estava em cartaz no teatro Cândido Mendes (Ipanema) e fizemos um projeto de democratização de acesso ao teatro e levamos alunos de ONGs, projetos sociais. No final da apresentação, uma mulher com a filha me procurou com os olhinhos brilhando, e disse que nunca havia estado em um teatro e achou maravilhoso, incrível. Puxa, isso me emocionou. Outra coisa foi conseguir produzir uma temporada do espetáculo “A Menina” (solo que faço) através do site de financiamento coletivo "Catarse". Arrecadamos quase 9 mil e pagamos a temporada no teatro Sesc Casa da Gávea. Pessoas que não me conheciam patrocinaram o projeto. Ah, isso é muito incrível! No cinema foi participar do filme “Não se preocupe nada vai dar certo” do Hugo Carvana. Foi uma participação pequena (pequena mesmo), mas foi o meu “lançamento” no cinema nacional. Trabalho com teatro e cinema desde 2000. Não sei o que vem pela frente. Continuo sonhando e tentando sobreviver trabalhando naquilo que amo fazer.


Tem um texto de David Ackert, coaching americano que sempre me inspira:

“Os artistas são as pessoas mais motivadas e corajosas sobre a face da terra. Lidam com mais rejeição num ano do que a maioria das pessoas encara durante toda uma vida. Todos os dias, artistas enfrentam o desafio financeiro de viver um estilo de vida independente, o desrespeito de pessoas que acham que eles deviam ter um emprego a sério e o seu próprio medo de nunca mais ter trabalho. Todos os dias, têm de ignorar a possibilidade de que a visão à qual têm dedicado suas vidas seja apenas um sonho. Com cada obra ou papel, empurram os seus limites, emocionais e físicos, arriscando a crítica e o julgamento, muitos deles a ver outras pessoas da sua idade a alcançar os marcos previsíveis da vida normal – o carro, a família, a casa, o pé-de-meia. Por quê? Porque os artistas estão dispostos a dar a sua vida inteira por um momento – para que aquele verso, aquele riso, aquele gesto, agite a alma do público. Artistas são seres que provaram o néctar da vida naquele momento de cristal quando derramaram o seu espírito criativo e tocaram no coração do outro. Nesse instante, eles estão mais próximos da magia, de Deus e da perfeição do que qualquer um poderia estar. E nos seus corações, sabem que dedicar-se a esse momento vale mil vidas.”


 

   Construção da maquete do cenário do Auto da Compadecida.

 

Rioeduca: Consegue conciliar o trabalho de professora com suas outras atividades profissionais?

Sim. Optei por 16h justamente por querer conciliar a minha prática (enquanto atriz, diretora, produtora) e como docente. É mais fácil e verdadeiro falar de algo que você prática do que aquilo que se lê em livros para reproduzir. Vim para o Rio de Janeiro porque precisava ver mais coisas, estudar mais, ter acesso a espetáculos, festivais, enfim.

 


                                      Confecção de máscaras para o Auto da Compadecida.

 

5Rioeduca: Qual foi o momento mais marcante até agora, como professora?
 

Esse ano uma aluna escreveu uma cartinha agradecendo pela aula de teatro e disse que nunca tinha visto a turma trabalhar em grupo com tanta vontade. Fizemos um exercício de gravação de cenas e dividi os grupos em diferentes áreas (figurino, maquiagem, cenário, direção e atuação). Cada aluno participou no que se identificava mais. Foi lindo, vivo, participação 100% dos grupos. E quando eles se assistem é mais incrível ainda, porque vibram com suas cenas, riem, criticam. Isso é um retorno marcante.

 

                       Apresentação da peça Auto da Compadecida no CIEP Lauro de Oliveira Lima.

 

Rioeduca: No momento está desenvolvendo algum projeto no teatro/cinema?


Sim. Este ano fiz dois filmes (que estão em fase de pós-produção) e estou produzindo duas peças “Com a benção de Cacilda” e “Par perfeito” (infantil). Em breve divulgo mais.

 

 

Parabéns para a professora Fabiola, pelo excelente trabalho realizado!

Parabéns para seus alunos e todos os envolvidos,

que possibilitaram este fantástico espetáculo!

 

Sites:


www.fabiolabuzim.com
www.fabulanas.com
www.espetaculoamenina.blogspot.com

 

 

 

 

                               

 

 

 


   
           



   
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