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Quinta-feira, 09/08/2018

Projeto "Entre imagens e palavras", turma 1202 e a professora Denise Barreto

Tags: 9cre, alfabetização, escrita, experiência.

 

Entre imagens e palavras, é o título do projeto idealizado pela Professora Denise Barreto de Resende, professora da turma 1202, do CIEP Francisco Cavalcante Pontes de Miranda.

 

 

 

A professora Denise Barreto de Resende é regente da turma 1202 no CIEP Francisco Cavalcante Pontes de Miranda, da 9ª CRE. Apesar de ter experiência com todos os anos do Ensino Fundamental I, são os três primeiros anos que a encantam, já que nesta fase as crianças estão em processo de alfabetização (no seu sentido mais amplo).

 

O trabalho desenvolvido no 1º semestre com a turma do 2º ano envolveu a oralidade, produção de texto e análise da língua: princípios que organizam o trabalho pedagógico na alfabetização. E, teve por objetivo:

 

  • Valorizar a leitura de imagens como forma de conhecimento e fruição;
     
  • Desenvolver a expressão oral das crianças sobre a leitura que fazem das imagens;
     
  • Reconhecer e produzir uma sequência narrativa, por meio de imagens, que tenha princípio, meio e fim; 
     
  • Construir a escrita adequada ao leitor e aos objetivos da comunicação.
     


Com o foco na aprendizagem de seus alunos, a Profª Denise elabora atividades que os levem a desenvolver a oralidade, a refletir sobre a escrita e a se perceberem como protagonistas de sua prática.
 

RELATO DA PROFESSORA:

 


"Início do ano, momento de diagnose e organização do planejamento. Enquanto planejamos e replanejamos, chega o momento das primeiras Avaliações Bimestrais. A prova de Alfabetização Escrita tem uma maneira própria de ser aplicada, pois apesar de ser padronizada, as estratégias para sua aplicação são individuais, podendo ser realizada em pequenos grupos, com a turma toda, individualmente na mesa da professora. A última questão costuma ser uma produção textual a partir de imagens (histórias em sequência). Ouço de um aluno a seguinte afirmação: “Não quero escrever nada, esta história não tem graça.” Disponho para a turma a questão da prova. Incentivo os alunos a construírem a história oralmente. Muitas sugestões aparecem. Pergunto para eles se gostaram. Alguns dizem que sim, outros que não. Contudo, o que fazer para que este aluno se motive a escrever? Proponho então uma atividade: Que tal produzirmos nossas próprias histórias e serão vocês os personagens? “Tia, a gente vai ficar no lugar do tatu e do macaco?”, “Pessoal, vamos fazer! A gente vai ficar famoso!”. Depois de rirmos um pouco com as afirmações de Guilherme, combinamos a atividade para depois das provas."


"Considero imprescindível planejar atividades significativas, escolhidas por serem de interesse do grupo. Os Cadernos Pedagógicos, os Descritores, as Orientações são suportes que pretendem nos nortear. Contudo, em meu trabalho, não se encerram em si mesmos, tornam-se pontos de partida para uma aprendizagem do aluno visto como sujeito. Para isto, é preciso dar voz a ele, compreender que cada um tem o seu tempo, entender que as crianças chegam com muitos saberes e ao longo do percurso adquirem outros saberes também relevantes para sua vida em sociedade."

 


Desenvolvimento:

A proposta inicial foi criar histórias em sequência. Os alunos seriam os personagens e as imagens seriam produzidas através de fotografias. O trabalho foi dividido em etapas, são elas: 

 

1. Organização dos grupos


Para cada atividade, analiso como esta será organizada: individualmente, duplas ou grupos..


2. Temas das histórias...


É comum elencar temas para histórias. Desta vez, a proposta era escolher os lugares onde ela aconteceria com o objetivo de ampliar o olhar para outros espaços.Foram escolhidos a sala de aula, sala de leitura, pátio, refeitório, parquinho e horta.

 

3. Sorteio 

Cada grupo escolheu o aluno que iria sortear o lugar.

 

4. Pensando na história...

- Tia, a nossa história vai ser no pátio. Mas o que a gente pode fazer?
- O que vocês costumam fazer no pátio?
- A gente faz fila, brinca de roda...
- Então, escolhe uma dessas e comece a história por aí. O que acha?
- Isso! Já tenho uma ideia...
Cada grupo foi pensando e produzindo oralmente o roteiro de suas criações.

 

5. Hora de fotografar.


Foram produzidas histórias de acordo com o que as crianças planejaram. Eles se organizavam nos espaços e a professora tirava as fotos. 

 

 

 

 

  

 

 

Fotos de um grupo de crianças registrados no lugar escolhido: o parque

 

 

  

 

 

 

 

  

Outro grupo de crianças no espaço do parque

 


6. Apresentação


Depois que as fotos estavam organizadas, foi pedido aos alunos que se apresentassem para a turma, assim todos poderiam conhecer as histórias. Cada grupo se organizou da maneira que achou melhor. Veja aqui esta experiência em vídeo. 

 

7. Hora de escrever...

Que momento intenso, rico! Todos falando ao mesmo tempo, discutindo. Nesta hora, foram provacadas algumas reflexões: Como se escreve? Que letra usar? É igual? Diferente? 

Clique aqui para ver algumas escritas espontâneas. 

 

8. Revisão e reescrita


Hora de olhar para o texto e fazer a análise da língua. Este é um momento necessário que faz parte do processo. Por que esta letra e não outra? Muitas repetições? ÃO ou AM?
 É considerável compreender que cada grupo tem sua especificidade e por isso, a forma de fazer as mediações podem e devem variar.

 

9. Publicação e leitura

Com os textos revisados, organizamos os cartazes e aproveitamos para fazermos a leitura em voz alta. Cada grupo elegeu seu leitor.

Video com as histórias: clique aqui para assistir!

 

10. Desafio: Fazer uma história coletiva utilizando as mesmas fotos.


As tempestades de ideias foram surgindo. E, eu como professora fui a escriba. As poucos, o texto foi se desenhando e ao final houve uma votação para o nome da história.

 

 

Texto coletivo elaborado com as crianças em forma de desafio

 

 

Para a professora Denise, o espaço que se constrói em sala de aula precisa ser pensado como um lugar em que as crianças se movimentem com autonomia, que promova diferentes possibilidades de articulações de sentidos, revelando e constituindo conceitos. Dentro desta perspectiva, o professor é o mediador, o facilitador do processo de aprendizagem.

 

Esta posição, assumida pelo docente, se constitui a partir de um trabalho que favorece o estudo da linguagem como forma de interação no contexto escolar. Além disso, as relações que se fazem em sala de aula, com suas duplas, nas rodas de conversa, nas interações uns com os outros, são importantes para compreendermos o crescimento dos alunos individualmente e entre seus pares. Assim, todas as etapas da atividade envolveram um tipo de aprendizado e de troca. 

 

Os estudantes tiveram a oportunidade de desenvolver a oralidade através das histórias, enxergar-se capazes de produzir um texto com autonomia (escrita espontânea), perceber que há necessidade de reescrita e revisão do próprio texto, além de aprender a se respeitar em seus grupos.

 

"Pude avaliar constantemente cada um de meus alunos, através das frequentes interações que eu promovia, nas quais eles expressavam sua compreensão do que estava sendo proposto, além de trazerem contribuições para o (re)planejamento da continuidade das atividades em sequência didática. Percebi também como foram significativas as atividades coletivas, pois houve um reflexo nas atividades individuais. Enfim, levamos três semanas para realizarmos esta atividade. Enfrentamos os desafios do dia a dia da sala de aula, contamos com a parceria de outros professores, compartilhamos nossos saberes com outros pares, nos orgulhamos do trabalho realizado! Apesar de todas as dificuldades que enfrentamos, é possível promover uma aprendizagem significativa, repleta de sentidos, dando vez e voz ao seu aluno." Prof. Denise Barreto

 

Parabéns à professora Denise e a Turma 1202 pelas experiências vivenciadas com a escrita de forma significativa! 

 

Quer saber mais, entre em contato:

CIEP Francisco Cavalcante Pontes de Miranda

Endereço: Estr. Moriçaba, S/N - Campo Grande, Rio de Janeiro - RJ, 23016-620

Telefone: (21) 3364-1620

Profa Denise Barreto de Resende

E-mail: deniseresende@rioeduca.net
 


 


 


   
           



   
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