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Segunda-feira, 17/12/2018

Cultura Indígena: Conhecer, Respeitar e Valorizar

Tags: 2ªcre, literatura.

 

Os alunos do segundo ano da Escola Municipal Albert Schweitzer participaram de uma atividade que proporcionou o conhecimento e a valorização da cultura indígena.

A Lenda do Filtro dos Sonhos

 


A professora Anne Silvia, regente da turma do 2º ano na Escola Municipal Albert Schweitzer, contou ao portal Rioeduca sobre o projeto relacionado à cultura indígena, desenvolvido com seus alunos.


Como atividade inicial a professora pesquisou junto com os alunos sobre a cultura indígena. Depois conversaram sobre a existência de várias tribos, seus costumes, tradições e regiões onde habitam. E assim, montaram um cartaz coletivo com as descobertas.


Durante a pesquisa, a professora conta que mostrou aos alunos um objeto e perguntou se alguém o conhecia. Alguns alunos responderam: “A minha tia tem.”, “A minha mãe também tem.” e “Eu já vi em uma loja.”. Mas ninguém soube dizer o nome e nem a sua origem.

 

 


Após esse questionamento, a professora disse para eles que aquele objeto se chamava Filtro dos Sonhos. Explicou que o Filtro dos Sonhos é um amuleto de proteção que surgiu na tribo indígena norte-americana Ojibwa, e que depois chegou as tribos indígenas do Brasil. Contou também que segundo a lenda, o filtro teria o poder de purificar e filtrar os sonhos ruins. E que hoje em dia muitas pessoas (indígenas ou não) ainda usam esse objeto como amuleto, ou simplesmente para decorar suas casas.

 

 


Em seguida, a turma ouviu uma das várias lendas que existem sobre os filtros. Lenda do Filtro dos Sonhos que foi escolhida para leitura:

 

“Uma aranha fiava sua teia próximo à cama da avó. Todos os dias ela observava a aranha trabalhar. Alguns dias depois, o neto entrou e, ao ver a aranha na teia, pegou uma pedra para matá-la. Mas a avó não deixou. O garoto achou estranho, mas respeitou o seu desejo. A velha mulher voltou-se para observar mais uma vez o trabalho do animal e, então, a aranha falou:


" Obrigada por salvar minha vida. Vou dar-lhe um presente por isso. Na próxima Lua Nova vou fiar uma teia na sua janela. Quero que você observe com atenção e aprenda como tecer os fios. Porque esta teia vai servir para capturar todos os maus sonhos e as energias ruins. O pequeno furo no centro vai deixar passar os bons sonhos e fazê-los chegarem até você.”


Quando a Lua chegou, a avó viu a aranha tecer sua teia mágica e, agradecida, não cabia em si de felicidade pelo maravilhoso presente: “Aprenda”, dizia a aranha. Finalmente, exausta, a avó dormiu. Quando os primeiros raios de sol surgiram no céu, ela acordou e viu a teia brilhando como joia, graças às gotas de orvalho capturadas nos fios. A brisa trouxe penas de pomba que também ficaram presas na teia, dançando alegremente e, por último, um corvo pousou na teia e deixou uma longa pena pendurada. Por entre as malhas da teia, o Pai Sol sorria alegremente. E a avó, feliz, ensinou todos da tribo a fazerem os filtros de sonhos. E até hoje eles têm afastado o pesadelo de muita gente.”

 

(Fonte: Texto de Adília Belotti | Via: Somos Todos Um)

 

As crianças adoraram a lenda, ficaram encantados com a sua magia. Após a leitura, a professora propôs que cada um fizesse o seu próprio filtro. Eles adoraram a ideia! Ela ajudou na parte mais difícil, a “teia” e também na colagem para formar o círculo. Os pequenos colocaram as miçangas e as penas.


Quando os alunos terminaram de confeccionar os filtros, a professora Anne conversou com eles sobre os sonhos do sono (que são fantasias /pensamentos durante o sono) e os sonhos que são desejos (anseios que poderão se tornar realidade).

 

 

 

Cada criança teve a oportunidade de falar sobre os sonhos bons e ruins que costumam ter durante o sono. Depois, conversaram sobre os sonhos que eles têm vontade de realizar. Essa parte foi muito interessante e produtiva. A professora perguntou qual o sonho (desejo) de cada um, e o que eles achavam que poderiam fazer para conquistá-lo. Alguns alunos responderam: “Para realizar esse sonho preciso estudar muito.” e “Preciso de muito dinheiro para conseguir.”


Para finalizar, a professora pediu para cada um escrever no papel e amarrar no filtro o sonho que gostaria de realizar. E assim vários desejos foram para o papel: “Quero ser veterinária”, “Quero ser médica.”, “Quero ser jogador de futebol.”, “Quero ir para a Disney.”

 

 

 


A atividade realizada possibilitou aos alunos conhecer, aprender e a valorizar mais os costumes indígenas. Com a Lenda do Filtro dos Sonhos, puderam ver como as tradições são passadas de geração em geração e que muitos objetos de origem indígena circulam também fora das tribos. Foi também muito significativo, o momento de contar e compartilhar com os amigos os sonhos que cada um almeja alcançar.


Material utilizado para a confecção dos filtros: jornal, tinta guache, linha encerada, miçangas e penas.
O trabalho desenvolvido também abrangeu:


Língua Portuguesa (escrita / leitura e fixação do dígrafo NH), Matemática (formas geométricas planas) e Ciências (reutilização de material: jornal).

 

Agradecemos a professora Anne Silvia por compartilhar conosco esta atividade de incentivo a leitura, ao conhecimento e ao respeito a cultura indígena. 

 

Quer saber mais?

O contato da Escola Municipal Albert Schweitzer é: emschweitzer@rioeduca.net

Telefones: 2245-5572 2225-1692

 

 

Divulgue também o trabalho de sua escola no portal Rioeduca.

Entre em contato com o representante de sua CRE.

 

 


 


   
           



   
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Comentários
Parabéns a Anne Silvia e seus alunos pela bela iniciativa a favor das culturas indígenas!! Equipe do Programa Rio-Escola Sem Preconceito

Postado por Jaime Pacheco em 17/12/2018 10:22