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Sexta-feira, 04/10/2013

A Educação e o Preparo para o Trabalho

Tags: blogsderioeducadores, educopédia, mídias, especialistas, educação inclusiva.

Percebemos o movimento inclusivo como um repensar sobre nossos próprios preconceitos e atitudes frente ao “diferente”. Esse movimento reflete-se em vários setores da sociedade: no contexto familiar, escolar e até profissional.

 

 


Acredita-se que, para garantir a inclusão, a escola diferencie o seu fazer pedagógico, de modo a atender as necessidades imediatas que um jovem aluno com deficiência mental apresenta. Visa, também, proporcionar o acesso ao mercado de trabalho dos jovens com deficiência intelectual.

 

 


A falta do auxílio escolar no desenvolvimento de habilidades que possam resultar em uma vida produtiva, leva esses indivíduos a se distanciarem cada vez mais da realização de atividades remuneradas satisfatórias.

 


“Art. 59. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais: (...)

IV - educação especial para o trabalho, visando a sua efetiva integração na vida em sociedade, inclusive condições adequadas para os que não revelarem capacidade de inserção no mercado competitivo."

(Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional,1996)

 


Como ponto inicial de transição: o fazer pedagógico. Este deve estar centrado em atividades que exijam destreza de habilidades necessárias a situações do cotidiano, envolvendo independência, autonomia, locomoção e comunicabilidade.

 

 


Como ponto secundário de transição: o envolvimento da equipe escolar. Definido em parcerias com instituições profissionais, através de cursos, oficinas e posterior aproveitamento desses indivíduos em seus quadros funcionais, servindo como motivação para o acesso e permanência de tais indivíduos no ambiente escolar.

 


E, finalmente, com tais indivíduos habilitados e com práticas profissionais comprovadas, disputa em igualdade de oportunidade às vagas oferecidas no mercado de trabalho formal.

 

 


Segundo Sassaki (2003): “As empresas inclusivas refletem a tese de que a mão de obra da pessoa deficiente é tão produtiva quanto a mão de obra constituída só de trabalhadores não deficientes.”

 

Assim, o papel da escola torna-se fundamental na transição entre escola e trabalho. Oferecendo ambientes em que ele possa desenvolver habilidades necessárias ao bom desempenho de uma função, independentemente de sua escolaridade e estabelecendo parcerias entre entidades interessadas em absorver a mão de obra do deficiente.
 

 

 

Elisabete Miranda de Oliveira é professora de Sala de Recursos, graduada em Pedagogia pela UERJ e pós-graduada em Deficiência Intelectual pela UNIRIO. Trabalha com educação especial desde 2006, atuando com alunos de diversas faixas etárias. Na prefeitura do RJ, atua com alunos inclusos desde 2011.

 

                               

 

 

 


   
           



   
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Comentários
Apesar de a inclusão de crianças e jovens com algum tipo de deficiência nas escolas regulares ter aumentado nos últimos anos, são grandes os desafios de preparar os professores para mantê-las na sala de aula com os demais colegas, e de receber as crianças que ainda estão excluídas. Parabéns pela matéria!

Postado por Patrícia Fernandes em 04/10/2013 08:51

O sistema educacional de forma geral, caminha a passos largos do que consideramos ideal. E quando colocamos em foco a educação inclusiva,pode-se dizer que o caminho é ainda mais extenso e sinuoso. A escola tem uma grande responsabilidade e precisa estar preparada para conduzir da melhor maneira possível este desafio que é a educação inclusiva. É preciso que haja comprometimento dos profissionais envolvidos, do Estado e da sociedade.

Postado por Rodrigo Alves em 16/11/2013 21:07