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Quarta-feira, 18/07/2018

Fica a Dica: Livro A colcha de retalhos

Tags: fica a dica, livros, retalhos.

 

Livro: A colcha de retalhos

 


O livro dessa semana é “A colcha de retalhos”, de Conceil Corrêa da Silva e Nye Ribeiro Silva, com ilustrações de Semíramis Paterno.


No mês de julho se comemora o dia dos avós e, para celebrar essa data, vamos mergulhar nessa maravilhosa história.


Felipe costumava ir nos finais de semana para casa da vovó, e como se não bastasse todas as gostosuras que ela sabia cozinhar, bolo de chocolate, balas de coco, pão de queijo, vovó ainda sabia contar histórias, sempre dando vozes aos personagens dos livros. Lá não tinha hora para comer, hora para brincar e nem hora para dormir.


Um belo dia, Felipe encontrou sua avó envolvida em uma porção de pedaços de tecido, espalhados pelo chão, perto de sua máquina de costura. Quando sua avó lhe explicou que estava construindo uma colcha de retalhos, logo se prontificou a ajudar separando os retalhos, os de bolinhas, os de xadrez, os de florzinhas...

 

“- Olha esse pano listrado, é daquele pijama que você fez para mim quando a gente passou aqueles dias no sítio, lembra?
- É mesmo, Felipe, estou me lembrando. Que férias gostosas! Andamos a cavalo, chupamos jabuticaba... As jabuticabeiras estavam carregadinhas!”

 

E, assim, começaram a lembrar das histórias de cada pequeno pedaço de pano. Lembranças antigas, lembranças recentes, lembranças alegres e aquelas capazes de fazer chorar.


Esse livro nos permite explorar a importância da família e como ela se apresenta na formação do indivíduo, desempenhando um papel importante na educação formal e informal. No convívio familiar aprendemos a respeitar, formar vínculos, adquirir responsabilidades.


Cada um de nós carrega experiências, aprendizagens e memórias que refletirão em nossa jornada.


Através das memórias, alegres ou tristes, construímos nossa história, nossos valores, nossa identidade.


Através das memórias podemos trabalhar sentimentos como saudade, angústia, frustração e felicidade.


Através das memórias conhecemos um pouco de tudo e de todos que nos cercam, somos parte de uma comunidade, de uma escola, de uma família e não devemos ficar só, mas, a cima de tudo, conhecemos a fundo aquilo que está dentro de nós.


Que tal criarmos com nossos alunos uma colcha de memórias, ops, de retalhos?


Ah! Algumas pessoas afirmam que a palavra saudade é singular e única, substantivo abstrato que só existe na língua portuguesa. Será? Vamos envolver outras disciplinas, pesquisar a origem da palavra, ver as traduções que podemos encontrar e decifrar esse dilema.


Termino hoje com uma passagem da obra “A Saudade Brasileira”, do poeta da Academia Brasileira de Letras, Osvaldo Orico (1900-1981): “Nenhuma palavra traduz satisfatoriamente o amálgama de sentimentos que é a saudade. Seria preciso nos outros países a elaboração de um conceito que também amalgamasse um mundo de sentimentos em apenas um termo”. 

 

Fica a Dica! 


Conto com sua participação, professor(a). Mande também suas dicas e sugestões e vamos explorar o mundo literário!
Até a próxima semana!

 


 


   
           



   
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Comentários
Fantástica dica! Se há saudade, há muito amor envolvido. Se há muito amor envolvido, então valeu a pena. Adoro essa coluna! Parabéns GiTe

Postado por Elaine Queiroz em 20/07/2018 12:12