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Quinta-feira, 01/03/2018

SME convoca diretores para 2º ano da Campanha “Aqui mosquito não se cria”

Tags: mosquito, fiocruz, pse.

 

 “Aqui mosquito não se cria”

 

A Secretaria Municipal de Educação (SME) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram o seminário "Aqui o mosquito não se cria", com a participação do secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro, César Benjamin, e do coordenador de Comunicação da Fiocruz, Guilherme Costa. O evento ocorreu no dia 21 de fevereiro, no Centro de Convenções SulAmérica, Cidade Nova, Centro.

 

 

 

Confira o vídeo do Seminário abaixo:

 

 

Diário Oficial nº : 229
Data de publicação: 27/02/2018
Matéria nº : 473871

 


COMUNICADO

SME convoca a rede para 2º ano da Campanha “Aqui mosquito não se cria”

 

 

A Secretaria Municipal de Educação convocou os seus setenta mil professores e funcionários para dar continuidade à campanha "Aqui mosquito não se cria". A mobilização começou no dia 21 de fevereiro com os diretores das 1537 das escolas da Prefeitura, acompanhados de um professor de ciências ou coordenador pedagógico de sua unidade, em seminário no Centro de Convenções da SulAmérica, na Cidade Nova.

 

Nesse ano, a campanha apresenta a toda a Rede Municipal uma iniciativa internacional, trazida ao país pela Fiocruz, com uma alternativa natural, segura e autossustentável para o controle da transmissão dos vírus da dengue, zika e chikungunya, o método Wolbachia.

 

"Estamos aqui para compreender essa nova técnica. Nossos diretores, líderes locais das suas comunidades escolares, serão fundamentais para expandir essa iniciativa e mobilizar a população. Se bem executada, a cidade pode se livrar desses grandes males em um prazo de três a cinco anos, mas para isso a Fiocruz precisa de ajuda. Temos orgulho do nosso trabalho e consciência da nossa missão. Juntos formamos um time no combate à dengue, zika e chikungunya na nossa cidade" afirmou o secretário de Educação, César Benjamin.

 

O projeto tem por objetivo a substituição de uma população de mosquitos que transmite dengue, zika e chikungunya por outra que não oferece risco ao homem. A técnica propõe a liberação de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia em uma determinada área. A Wolbachia é retirada da mosca da fruta e introduzida nos ovos do Aedes aegypti sem nenhuma modificação genética. O método constitui uma alternativa autossustentável, pois no cruzamento com mosquitos de campo, a fêmea portadora da Wolbachia transmite a bactéria aos seus filhotes. Essa bactéria vive dentro das células do mosquito e impede que estes vírus se desenvolvam bem dentro do Aedes aegypti, reduzindo, desta forma, a transmissão destas doenças.

 

Para Luciano Moreira, pesquisador e líder do Projeto World Mosquito Program (WMP) no Brasil, o método Wolbachia se soma às outras metodologias já existentes no combate à dengue, Zika e chikungunya, e tem caráter complementar. Portanto, é essencial que a população continue a realizar os métodos de costume de controle do Aedes, ensinados na campanha “Aqui mosquito não se cria”, da SME.

 

"Nosso objetivo é substituir a população de Aedes aegypti por Aedes Aegypti com Wolbachia. A parceria com a Rede Municipal, que atinge milhares e milhares de pessoas é muito importante neste processo de combate às doenças. Acredito que através da educação podemos mudar as condições do nosso país" afirmou o pesquisador.

 

Em 2017, diante da grande quantidade de casos das doenças, a cidade de Rio de Janeiro instituiu estado de alerta contra a tríplice epidemia de arboviroses. A Campanha "Aqui mosquito não se cria", iniciada em fevereiro de 2017, mobilizou as escolas municipais com ações práticas e de conscientização da população sobre medidas de prevenção das doenças. A campanha movimentou as comunidades escolares para a promoção de um ambiente saudável, sem a proliferação do mosquito.

 

Veja link no Diário Oficial: http://bit.ly/2FetIxS


   
           



   
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