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Sexta-feira, 23/11/2018

Xadrez reúne mais de 500 alunos no Sesc Tijuca

Tags: xadrez, jogos estudantis.

 

Xadrez reúne mais de 500 alunos no Sesc Tijuca

 

Alunos da 11 Coordenadorias Regionais de Educação (CREs) enfrentaram um grande desafio no dia 14 de novembro na quadra do Sesc da Tijuca. Cerca de 550 estudantes participaram da competição de xadrez, dentro dos Jogos Estudantis. Durante todo o dia eles disputaram o campeonato que foi bastante acirrado e teve muitas etapas. A véspera de feriado também foi de teatro e de atividades como dama, jogo da velha, jogo da memória, badminton e outras, oficinas que o Sesc preparou com muito carinho para os alunos durante os intervalos dos jogos.

 

 

Para o aluno Lucas Silva Rodrigues, de 14 anos, da Escola Municipal Santa Catarina, em Santa Teresa, o xadrez o ajuda muito a ter foco. ‘’Jogo xadrez há três anos. Você pensa mais e fica muito mais concentrado’’, diz ele, que estava na luta por uma medalha. O professor de matemática, Marcelo Embrósio, também da Santa Catarina, falou dos benefícios do xadrez. ‘’Além dos princípios básicos do esporte como integridade, cooperação e do trabalho em equipe, o xadrez desenvolve o raciocínio lógico. Existe uma mudança perceptível no rendimento dos alunos em matemática depois que eles entram no xadrez’’, explica Marcelo há três anos à frente do projeto na escola.

 

Aluno do sétimo ano da Escola Municipal Cuba, na Ilha do Governador, Luiz Felipe Azevedo de Noronha, estava empolgadíssimo durante o almoço, macarrão a bolonhesa, gentilmente oferecido pelo Sesc, porque acabara de ganhar uma das partidas do campeonato. ‘’Jogo xadrez há uns cinco meses e estou gostando muito. Eu mudei bastante na minha concentração. E aprendo mais: na sala de aula eu não perco mais o foco. Para jogar xadrez tem que prestar bastante atenção. Na escola teve torneio e das cinco partidas ganhei três’’, disse ele, que também faz vôlei na Cuba.

 

E quem pensa que os pequenos não podem participar do esporte engana-se. A pequena Ana Julia, do Ciep Antonio Raimundo de Castro Maia, em Campo Grande, arrebentou durante as partidas e ganhou. “Acho maneiro, mas é muito difícil. Quando comecei a treinar era muito difícil’’, contou. A mãe da aluna, Valéria Cristina da Silva, era só orgulho. ‘’Ela começou a jogar xadrez este ano mesmo por meio do projeto Amigos da Escola. Um voluntário que vai lá e ensina as crianças. Ela foi se destacando e já ganhou’’.

 

 

Um aluno muito especial destacava-se em meio aos outros pelo seu sorriso. Gabriel Bezerra, de 13 anos, é autista e segundo uma das professoras da Escola Municipal Professora Carneiro Felipe, em Marechal Hermes, a primeira vez que ela o viu sorrindo foi durante os Jogos Estudantis, realizado no Sesc Tijuca. Feliz por estar ali, Gabriel exalava alegria como pode ser vista nas fotos. A professora de matemática Marcelle Curty explica que Gabriel é um excelente aluno. ‘’Ele joga xadrez e é um dos meus melhores alunos. Nas outras disciplinas também”. Marcelle explica a importância do xadrez para a vida. ‘’Entendo que o xadrez veio para ajudar, para agregar o aluno de forma a se socializar, expressar o raciocínio lógico, ter percepção das coisas, as estratégias. E levar para a vida dele porque o jogo é isso: ter as estratégias para a sua vida. O pensamento rápido, o saber se colocar e acima de tudo a participação A gente não prepara só para a competição, mas para ter a parceria entre eles, é uma das eletivas do colégio, que é integral. Uma das eletivas é o xadrez que está sendo um sucesso’’, disse ela.

 

Encontro de gerações na arbitragem

 

Pedro, 19 anos, Gustavo, 15, Bruna, 13, Rafaela, 16, Laura, 13. O que eles teriam em comum? O amor pelo xadrez é tanto que mesmo alguns já tendo deixado as escola municipais continuam dando sua contribuição. Convidados pelo professor de Educação Física Daniel Matos, atualmente gerente da GPEC, eles fizeram parte da arbitragem no xadrez dos Jogos Estudantis. Graças ao xadrez e ao incentivo do então professor Daniel eles conseguiram bolsas de estudo em escolas particulares no Ensino Médio.

 

Atualmente cursando o sétimo período de Engenharia Civil na Universidade Veiga de Almeida, Pedro Paulo Santino lembra como tudo começou e agradece ao xadrez e ao professor Daniel. “Ele foi meu professor na Myrthes Wenzel em Pedra de Guaratiba. Disse que seria difícil e falou para eu me dedicar e eu assim o fiz. Logo arrumou uma bolsa de estudos em uma escola particular. Para eu manter a bolsa tinha que ficar no xadrez. O Daniel é 10 ‘’, disse ele que já arbitrou quatro vezes.

 

A aluna Rafaela, de 16 anos, estudou no Geo Saramanch, teve a experiência da arbitragem pela primeira vez. “É cansativo e difícil porque tem muita escola jogando xadrez’’. Ela agradece ao esporte, além da bolsa em escola particular, a oportunidade de conhecer outros lugares. Bruna Almeida, de 17, é outra que atribui ao xadrez outras chances na vida, além da bolsa de estudos que ganhou. ‘’Acho que o xadrez é uma oportunidade muita grande. Além de desenvolver a mente você pode viajar, conhecer lugares. É a primeira vez que estou arbitrando, muito cansativo, mas faria novamente. Eu já vi alguns talentos, mas não posso falar’’.

 

Já Gustavo da Silva Mendes, de 15 anos, também ganhou bolsa graças ao xadrez mas fez prova para outra escola particular e resolveu estudar no colégio situado em Laranjeiras. Para ele o xadrez ajuda nas decisões diárias. “O xadrez ajuda no raciocínio logico , a melhorar seu cálculo e sua capacidade cerebral, mas também melhora as condições do dia a dia. O escritor, o Garry Kasparov, ex- campeão mundial de xadrez , falava que a vida era como um jogo de xadrez. Acredito nisso. O xadrez me ajudou a refletir certas situações na vida. O xadrez ajuda a gente a melhorar em nossas decisões’’, diz ele, que gosta muito da dinâmica da arbitragem e conta que em torneio escolar é diferente porque têm regras à parte.

 

A caçula da turma de arbitragem, Laura de Souza, de 13 anos, estuda no Geo Juan Antonio Samaranch e conta que joga xadrez desde os 10 porque queria estudar lá e tem o objetivo de ganhar uma bolsa no ano que vem quando termina os estudos do fundamental. ‘’Eu quero tentar a bolsa de estudos pelo xadrez para o ano que vem, pois sou do oitavo ano e ano que vem estarei no nono e depois Ensino Médio. O xadrez me ajudou muito pois sou muita agitada. Nos primeiros jogos quando eu ganhava ou perdia eu chorava muito. Não aceitava perder e ficava chorando. Depois com o tempo aprendi que perder e ganhar fazem parte’’. Palavras de uma grande jogadora, não é mesmo??

 

Enviado por:

E/SUBE/GPEC


   
           



   
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