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Sábado, 08/11/2014

FLUPP - Feira Literária das Periferias

Tags: riodeleitores, flupp.

 

 

A Flupp nasceu em Nova Iguaçu, onde Ecio Salles e Julio Ludemir trabalhavam na Secretaria Municipal de Cultura, o primeiro como secretário e o segundo como seu adjunto.

 

Uma das marcas daquela gestão era o trabalho no campo da leitura, como libertações de livro em espaços populares. Um desses espaços foi uma carceragem da Polinter.

 

Outra marca daquela secretaria era o trabalho com jovens. Centenas de jovens, de todas as partes da cidade, transformaram a secretaria numa enorme lan-house. Os dois descobriram ali a existência de novos leitores e autores na periferia. E resolveram criar um festa literária capaz de contemplar uma realidade ainda não captada pelo radar do mercado.

 

Formulada a ideia, procuraram parceiros e mestres como Heloisa Buarque de Hollanda. Os dois aderiram com o entusiasmo com que sempre abraçaram projetos que possam democratizar a leitura.

 

A primeira Flupp, ainda com o nome de Festa Literária Internacional das UPPs, aconteceu em novembro de 2012, no Morro dos Prazeres, em Santa Teresa, bairro na região central do Rio de Janeiro. A festa foi precedida de um processo formativo que passou por 13 comunidades populares da metrópole e seis escolas públicas do entorno de Santa Teresa. Publicamos na ocasião um livro com 43 novos autores, vários deles hoje traduzidos para o francês e o inglês.

 

Um projeto tido como improvável já em sua primeira edição atraiu um público de 10 mil pessoas e ganhou o prêmio Faz a Diferença com que o jornal O Globo anualmente reconhece a relevância de projetos nas mais diversas áreas de atuação.

 

No segundo ano, já com o nome de Festa Literária Internacional das Periferias, a Flupp promoveu uma intensa agenda de eventos no campo da literatura que, somados, diabólicos mais de 20 mil pessoas: Seminário Violência Interior, na Academia de Polícia Militar Dom João VI; exposição em homenagem ao centenário de morte de Raul Pompéia e ao sesquicentenário de nascimento de Aluísio Azevedo, no Teleférico do Alemão; leituras dramatização em 20 escolas públicas da cidade; e palestras de autores em 20 favelas.

 

Em novembro, desembarcando na remota e estigmatizados Vigário Geral, no confortável Centro Cultural Waly Salomão, do Afro-Reggae. Não há ganhamos nenhum prêmio, mas mantivemos a mesma média de público e publicamos outros três livros com talentos da periferia, um deles um romance.

 

Ousamos ainda mais neste terceiro ano, fazendo um circuito por quatro cidades do Brasil: Curitiba, São Paulo, Salvador e, claro, Rio de Janeiro. Promovemos o intercâmbio de autores internacionais com escritores da cena local de cada uma das cidades por que passamos, publicamos um quinto livro com autores da periferia e em São Paulo fizemos o Slam que no inspirou a transformar esta Flupp de 2014 na plataforma para o Rio Slam Poetry, o primeiro slam internacional realizado na América Latina.

 

A Flupp tem sido um solo fértil para todo os tipos de experimentação – reinventando a cartografia das festas literárias, demos-lhes uma nova temporalidade e agora estamos propondo novos formatos: além do slam, vamos promover diversas performances que em última instância pretende tirar leitor, autor e produtor de sua zona de conforto. Espere sempre mais da Flupp.

 

 

Confira AQUI a programação compelara do evento


 

 

 

 

                               

 

 

 


   
           



   
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