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Sexta-feira, 22/11/2013

A Escrita que Emerge da Experimentação

Tags: blogsderioeducadores, educopédia, mídias, especialistas, alfabetização, letramento.

A alfabetização não pode ser o início de um processo, mas sim a continuidade de um trabalho anteriormente desenvolvido. Ninguém entra na alfabetização e se depara pela primeira vez com letras, palavras ou textos. Todos estes se encontram imersos no contexto social da criança, personificados em diversos gêneros textuais. Não há como escondê-los ou mascará-los. Eles se corporificam no papel, na mídia, no discurso, nas propagandas, nas placas etc.

 

 


A promoção da escrita em sala de aula deve partir de algo estimulante, provocador e investigativo. A escrita não pode ser apenas estanque e pontual, para satisfazer apenas uma atividade didática ou uma necessidade de avaliação da escola. A escrita deve promover descobertas, interesses e ampliação de saberes elencados aos conhecimentos prévios.

 

CIEP Dr. Adão Pereira Nunes - Professora Priscilla Rohr Garcez de Oliveira.

 


A escrita deve promover sentido, prazer, ou seja, por ter significado, torna-se desejável o seu registro. Não se deve escrever simplesmente para mostrar ao professor o que o aluno é capaz. O educando escreve quando é capaz de compreender de forma contextualizada o mundo que o cerca, por isso escreve com profundidade, clareza e naturalidade, com uma linguagem característica do nível de seu desenvolvimento.

 

http://avezdoeducador.blogspot.com.br/2010/11/evolucao-da-escrita-das-criancas.html

 


Escrever não é só associar letras aos sons correspondentes, mas é também expressar o que se percebe, vê, pensa, reflete, linka, relaciona com o mundo, com os textos e com a vida.

 

http://mariadantas.spaceblog.com.br/384734

 


A turma de 1º ano da E. M Alina de Britto pôde vivenciar em sua prática escolar a experiência da descoberta. A professora trouxe para a sala de aula um peixe chamado Xerelete. Seus alunos cheiraram, mediram, perceberam a textura de sua pele com as escamas, observaram suas partes como: nadadeiras, cauda, olhos, boca, dentes. Pesquisaram sobre o seu habitat, seus nomes variados etc. Enfim, a aula estava imersa em um “mar de peixe”.

Construíram a palavra com letras de revistas, refletindo sobre a sua forma de escrever, quantidade e tipos de letras. Organizaram um texto coletivo sobre as descobertas da espécie. No final, foi proposta a construção individual de uma escrita sobre o xerelete, tendo uma das alunas da classe registrado:” XERELETE/O TAMANHO DELE E 23 100TIMETRO”.

 

 


Escrever é uma capacidade dotada ao ser humano e, por isso, deve ser utilizada com funcionalidade, criatividade e riqueza de conhecimento, dentro e fora da escola.

 


Segundo Paulo Freire, a escola deve instigar constantemente a curiosidade do educando ao invés de “amaciá-la” ou “domesticá-la”.

 

 

Cláudia Azevedo Pinudo é pós-graduada em Psicopedagogia e Sexualidade Humana, graduada em Pedagogia, Professora do Ensino Fundamental e Orientadora de Estudos do PNAIC.

 


 

                               

 

 

 


   
           



   
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