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Sexta-feira, 29/11/2013

Educação, Leitura e Tecnologia

Tags: blogsderioeducadores, educopédia, mídias, especialistas, leitura.

O desinteresse dos estudantes em diferentes níveis de escolarização pela leitura de livros constitui uma grande preocupação das escolas de hoje.

 

 

Muitas vezes nós (educadores) fazemos listas do que os discentes devem ler (nos livros) ou nas telas dos computadores, refletindo o nosso desejo de torná-los aquilo que queremos ou de cumprir o papel de transmitir a cultura de uma geração para outra. Então, surge o saudosismo em face do pretenso paraíso perdido: “Ah, como era diferente no meu tempo!”. Na verdade, o tempo flui, ainda que devagar, modificando os hábitos.

 

Biblioteca Folha Clássicos da Literatura Universal.

 

Em termos históricos, é preciso reconhecer que o trabalho do magistério estava associado a mídias. A escola utilizou em seu percurso sempre algum tipo de mídia para apoiar o processo de ensino/aprendizagem. O que se espera da instituição, atualmente, é que haja a integração das mídias antigas com as mais modernas, de maneira qualitativa e crítica, pois negar a influência dessas culturas na escola seria um grande equívoco. Para que isso seja feito, a escola precisa repensar o seu papel diante do novo ambiente digital. Não se pode esquecer que a tecnologia é uma ferramenta a mais de auxílio ao trabalho pedagógico. Ela não substitui os outros recursos, nem os indivíduos envolvidos no processo.

 

 


Estudar é necessário para sobreviver na escola. Mas, unidos em grupos, os alunos podem ter, pelo menos, a intuição de que a sala de aula é uma arena, onde podem cooperar com o ritmo de avanço do professor no programa e negociar critérios de avaliação dando em troca - ao docente - várias recompensas, dentre elas, o prestígio de poder ensinar a lidar com as novas tecnologias.

 

 


Diversas pesquisas têm procurado ao menos caracterizar as novas gerações, chamadas de net ou lap generation. Elas são capazes de fazer uso de várias tecnologias da informação e comunicação ao mesmo tempo, agem com maior autonomia, têm mais iniciativa. A escola e o professor reconhecem que a educação precisa se aproximar da realidade, adaptando o âmbito pedagógico a uma sociedade em constante mudança. Possibilitar aos aprendizes o contato com os diversos suportes, com as linguagens e com os gêneros é uma atitude que faz parte do seu trabalho. Tais mudanças do mundo influenciam o sistema educativo da mesma forma que a escola tem um papel na inserção de cada indivíduo nesse contexto social.

 

 

 

 

Tânia Regina Pinto de Almeida é Mestre em Língua Portuguesa pela UERJ em 2012. Em 2013, leciona no GEO de Santa Teresa (Humanas) e também é revisora de Língua Portuguesa na Educopédia. Artigo publicado na Revista Portuguesa Interacções sobre a importância da leitura na formação acadêmica do público infanto-juvenil, com os Professores Dr. Cândido A. Gomes e Teresa Tedesco.

 

 

 

                               

 

 

 


   
           



   
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