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Terça-feira, 30/06/2015

Rio 450 Anos: Animação em Sala de Aula

Tags: 7ªcre, projetos.

 

 

 

Os professores Alexandre Alvim e Mayara Nespoli, ambos da rede municipal de educação do Rio, convidaram a também professora Elizabeth Paes, do Colégio Pedro II, para elaborarem um projeto interdisciplinar que motivasse a participação significativa dos alunos. A turma selecionada foi a 1502 do CIEP Lauro de Oliveira Lima da 7ª CRE.

 

 

A chegada e a rápida propagação da tecnologia digital nas últimas décadas do século XX abriram precedente para que as novas tecnologias começassem a ser utilizadas no cenário educacional. Os alunos de hoje representam as primeiras gerações que cresceram com essas novas tecnologias, o que permitiu, a partir daí, uma ruptura com o paradigma tradicional.

 


 

O objetivo era propor um desafio para estimular a autonomia dos educandos. A turma selecionada foi a 1502 do CIEP Professor Lauro de Oliveira Lima, da 7ª CRE. É interessante destacar que a professora regente Ana Reis foi de fundamental importância para que realizássemos a atividade.


A partir de um tema gerador, os 450 anos da cidade do Rio de Janeiro, o objetivo principal era trabalhar de forma interdisciplinar. Idealmente, estávamos em busca de uma prática que se apresentasse inédita aos alunos.

 

 


Assim, utilizar o gênero textual "canção" associado à técnica de animação como um recurso pedagógico contribui para que o educando tenha uma nova experiência com o conteúdo. Os alunos conseguiram compreender não só o gênero textual como matéria escolar, mas como prática social de leitura e escrita. Percebe-se que, então, através do projeto interdisciplinar proposto, os alunos se tornaram sujeitos da sua própria aprendizagem.


Pensar em animação colaborativa implica em ampliar os planos e as percepções. Pensar animação envolveu construir uma história, um roteiro, além da consciência da sequência pelo quadro a quadro. O processo de elaboração das animações possibilitou discussões de outras questões normalmente ausentes na sala de aula, mostrando-se rico em vários sentidos. Possibilitou, por exemplo, a resolução de problemas em conjunto, despertou o senso crítico, estético, e a quebra da hegemonia de uma forma padrão.

 

 

Em função da mudança de plano, do suporte e sua posição, ou seja, ao sair do plano horizontal, em geral com papéis ou objetos sobre a mesa, para o plano vertical, com o quadro branco, não pudemos deixar de observar que o próprio autor do desenho, o aluno, esteve presente na cena com seu corpo. Colocamos o aluno para interagir com a imagem, considerando que o retiramos da cadeira, dando a liberdade dele ser sujeito ativo, produtivo e dialógico. Estamos em tempos de ampliar e integrar linguagens, e vemos uma clara possibilidade de ultrapassar a ideia da "animação simples", cedendo espaço para uma criação artística individual e conjunta.

 

                                         Alunos aprendendo a editar no aplicativo Movie Maker.

 

    A professora regente Ana Reis da turma 1502 e o professor Alexandre Alvim.

 

Os docentes Alexandre Alvim, Mayara Nespoli, Elizabeth Paes e Ana Reis ficaram bastante honrados em ter participado de um processo tão rico e vibrante que mobilizou uma turma inteira. Foi interessante perceber, também, a partir dos relatos dos próprios alunos da turma 1502 do CIEP Lauro de Oliveira Lima, que, apesar de morarem na cidade do Rio de Janeiro, praticamente não a conhecem. A partir desse trabalho, aflorou neles o desejo de pesquisar e ir visitar os locais que desenharam na animação.

 

 

                                                                        Uma das animações feitas.


 

 

 

Parabéns aos professores e alunos pelo trabalho realizado!

 

 

Contato da professora Mayara Nespoli:

mayaranespoli@gmail.com

Contato do professor Alexandre Alvim:

alexandrealvim@gmail.com

 

Contato do CIEP:

 

ciep301@rioeduca.net

 

 

Contato para publicações:

robertavitagliano@rioeduca.net

 

 

 

 

                               

 

   
           



   
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Comentários
Para o professor, além de gerar uma nova ferramenta pedagógica, o projeto ajuda a quebrar a barreira entre ele e o aluno, aproximando-os, já que ambos trabalham como criadores da obra. O resultado é um trabalho que pode ser utilizado como material didático que fica à disposição das escolas para uso tanto em sala de aula quanto como apoio didático. Parabéns pelo excelente trabalho!

Postado por Patrícia Fernandes em 01/07/2015 15:15