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Terça-feira, 15/09/2015

Essa Geração Conectada... Entrevista com Andréa Ramal

Tags: entrevista, professor, família.

 

 

A Professora Andrea Ramal nos concedeu uma entrevista bem interessante sobre o uso da Internet e como podemos orientar nosso aluno neste novo (ou nem tão novo) meio de comunicação. 

 

Andrea Ramal é educadora e escritora. Desde cedo se dedica à educação, e tem uma visão muito clara e objetiva sobre essa geração conectada. Vale a pena ler a entrevista!

 


RIOEDUCA - Como podemos mudar a sala de aula para ensinar essa geração conectada?

ANDREA RAMAL: A geração conectada tem como característica a necessidade de interação. Por isso, trazer tecnologias para a sala de aula é uma forma possível de atrair o interesse dos estudantes e para facilitar o aprendizado. Mas nem sempre as escolas têm estes recursos. A saída nesse caso é tornar a sala de aula mais interativa, mesmo sem computadores. Como? Permitindo que os alunos se expressem, fazendo trabalhos em grupo e dinâmicas e tornando a relação entre professores e alunos mais próxima e repleta de diálogo.

 

RIOEDUCA - Qual a reflexão que a família deve ter sobre o uso da internet ?

ANDREA RAMAL: Você deixaria seu filho andar sozinho numa grande cidade onde não conhece ninguém? Certamente não. A internet é exatamente isso. Há muitas coisas boas, como acesso a conhecimento e possibilidades de interação, mas também há riscos, como invasão de privacidade, perfis e notícias falsas, ataques, abusos e difamações. Os pais precisam estar atentos: ver quais sites e redes sociais os filhos frequentam, o conteúdo dos videogames e as mensagens que são postadas. Tudo isso sem desrespeitar a privacidade dos filhos. Por exemplo: invadir celular ou facebook do filho sem a sua permissão não é correto.

 

RIOEDUCA - Quais são as novas habilidades e competências que um Professor deverá trabalhar com esse aluno conectado?

ANDREA RAMAL: O professor precisa ser uma espécie de arquiteto da aprendizagem, pois para cada aluno haverá uma trilha de aprendizagem específica. Além disso, precisa saber dinamizar a inteligência coletiva, ou seja, estimular o intercâmbio e a troca de ideias e conhecimentos entre todos. Precisa também ser um educador, preocupado com a formação ética, para formar cidadãos conscientes que saibam se posicionar de forma crítica no mundo.

 

 

RIOEDUCA- Sabemos que o nosso aluno não aprende somente dentro da escola. Como podemos mediar esse aprendizado com tantas informações diferentes?

ANDREA RAMAL: Cabe aos pais fazer as pontes entre o que a escola ensina e o que o filho aprende fora. Muito diálogo em casa, formação de hábitos de leitura e programas culturais, como cinema, museus ou teatros, ajudam muito a formar uma pessoa com a mente aberta e antenada para a realidade de hoje. Os pais precisam lembrar que a escola pode fazer uma parte da educação, mas nunca poderá substituir a formação familiar, sobretudo em hábitos e valores.

 

RIOEDUCA- As redes sociais nos permitem interagir com mais pessoas e ter acesso a mais informações. Como a escola pode ajudar esse aluno a cuidar de sua privacidade e de sua segurança?

ANDREA RAMAL: A educação para os meios já deveria fazer parte do currículo da escola - como acontece em outros países. Nessa aula, os alunos poderiam aprender o que pode e o que não deve ser feito nas redes sociais e na internet. Há crianças que postam comentários agressivos por brincadeira, mas na verdade, estão cometendo crimes, como calúnia ou racismo. Elas precisam ter consciência do que isso significa e das consequências que pode trazer para outros e para si mesmos.


 


 

 

Andrea Ramal é autora de “Redação Excelente - Para Enem e Vestibulares” (Grupo Gen) e “Como fazer de seu filho uma história de sucesso” (LTC), entre outros livros. Lecionou desde a alfabetização ao ensino médio e na educação de jovens e adultos. Doutora em Educação pela PUC-Rio, implementou programas de formação de professores e gestores escolares em diversos países. Comenta temas de educação no programa "Encontro com Fátima Bernardes". Atua na produção de recursos digitais para o ensino superior. Nas horas vagas gosta de curtir seus cães, praticar esportes e tocar violão, compondo sambas e MPB.

 

 

 

 

 

                               

 

 

 


   
           



   
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