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Sexta-feira, 06/05/2016

Professor do Século XXI ou a Grande Jornada do Guerreiro Jedi?

Tags: maker, professor, aparatos tecnológicos.

 

 

 

Segunda¬feira, 5h30, despertador tocando e aquela certeza de que o fim de semana não foi suficiente para resolver todas as questões pessoais, preparar o trabalho da semana e ainda descansar um pouco.

Essa é provavelmente a rotina de uma parte considerável dos professores, quiçá da maioria absoluta, que luta para fazer a diferença na nossa sociedade tão confusa. Mas será que algum dia, na história da humanidade, todos tiveram certeza absoluta de tudo, ou a confusão sempre foi o pano de fundo para a busca por dias melhores?

Conversando com alguns alunos, me redescubro enquanto pessoa. Lembro dos meus sonhos, das minhas “certezas juvenis” e da minha eterna dúvida daqueles tempos: “o que vai cair na prova?”. E tinha coisa mais importante que isso para nós, quando sentados na cadeira de estudantes? E mesmo assim vivíamos sorrindo, como nossos estudantes, que passam o dia brincando, ou melhor “zoando”.

Mas como mudar o foco desses estudantes da “zoeira” para as atividades de aprendizagem? O que desperta o real interesse deles nos dias de hoje?

Se você respondeu tecnologia ou smartphones, provavelmente sabe o quão difícil é “sensibilizar” os estudantes na sala de aula. Conseguir sua atenção por 50 minutos? Quase um milagre. Mas como virar esse jogo?

Você já ouviu falar em Espaço Maker? O local onde qualquer um pode entrar com um sonho de projeto e sair com ele realizado, ou quase isso, contando com a ajuda de alguns especialistas e aparatos tecnológicos que vão desde mini computadores até impressoras 3D, passando por sensores de variados tipos.

Mas se ainda buscamos a estrutura sonhada e as condições ideais para nossa prática cotidiana, podemos ousar pensar em fazer da sala de aula um Espaço Maker? Sim, nós podemos! A mãe do movimento Maker é a criatividade. E o pai, quem é? O improviso. Dois companheiros de jornada de todo e qualquer brasileiro em tempos de “crise”.

Na mesma escola, ainda com suas limitações. Com os mesmos estudantes, ainda com suas questões e inquietações próprias. Somos nós, “profissionais da educação”, que somos diferentes e queremos fazer a diferença na vida de nossos estudantes.

Vamos juntos ser Jedis, ou melhor, Makers, na real escola do século XXI? Nos próximos textos vamos conhecer algumas experiências makers e saber um pouco mais sobre o que acontece por aí.


 

 

Cristiane de Lima Santos

 

Mestre em Matemática Aplicada, pela PUC-Rio, e pós-graduada em Design Educacional, pela UFJF, Cristiane tem 21 anos de experiência no uso de tecnologias diversas em educação. Desenvolvedora de recursos instrucionais colaborativos, jogos educacionais e dispositivos de robótica educacional, é professora de programação e robótica no Ensino Fundamental II, além de ministrar cursos, em nível superior, de robótica com microcontroladores e sistemas embarcados. Coordena também o Grupo Temático de Internet das Coisas, organizado e apoiado pela Riosoft, TI-Rio.

 

 

 

 

 

                               

 

 

 


   
           



   
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