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Quarta-feira, 30/08/2017

“O sapo não lava o pé. Será?” Abrindo espaços de discussão com alunos da Ed. Infantil

Tags: 3ªcre, fabulas, musica.

 

Partindo de uma situação corriqueira no ambiente escolar, que é o cuidado com o espaço coletivo do banheiro, foi que este projeto surgiu. Ao perceber que estava faltando cuidado em relação a este espaço, a equipe de educação infantil da Escola Municipal Marechal Carlos Machado Bitencourt resolveu se mobilizar e abrir espaços de discussão para que as crianças falassem o que achavam do assunto.

 

 

O sapo não lava o pé. Será? É uma discussão que vai além da mùsica tão apreciada pelas crianças. Visa problematizar o fato do sapo lavar ou não o pé, uma vez que (de acordo com a música) ele mora na lagoa. Também é uma oportunidade para abrir espaços de conscientização sobre o cuidado com os espaços coletivos.

Ao problematizarmos com as crianças o significado da música do sapo, música esta que eles amam cantarolar pelos espaços da escola, a equipe tomou o cuidado de permitir que as crianças chegassem às suas próprias conclusões acerca do sapo, sem que a magia da mùsica e das histórias infantis que cercam este personagem fossem retratadas apenas com a finalidade de ensinar algo. Não nos sentimos como se estivessemos ensinando algo, mas sim como se estivéssemos juntos com as crianças aprendendo.

 

 

Para alegria das crianças o sapo enviou uma carta onde dizia sobre sua visita a escola, e que antes de sua chegada, o sapo deixaria suas marcas.

Antes da chegada do sapo, também foram construidos calendários para que as crianças pudessem acompanhar as datas em que o sapo iria aparecer. E com o objetivo de dar às crianças a oportunidade de visualizarem de forma cronológica a chegada do sapo (pois as crianças perguntavam todos os dias se o sapo viria naquele dia), foi que cada dia uma criança era encarregada de marcar no calendário o dia do aparecimento do sapo. E todas às vezes em que a patinha do sapo aparecia, este seria o dia da sua chegada. Esses calendários estão em um local próximo ao banheiro e refeitório (local onde as crianças passam com frequencia). E, por vezes, algumas crianças param em frente aos calendários e conversam entre si.O que será que falam?

O sapo cumpriu sua promessa e visitou as crianças. Foram momentos emocionantes!

 

 

Com a chegada do sapo, as curiosidades só aumentavam entre as crianças. Perguntas como: de onde ele vem? Ele tem mãe? Por que ele é verde? Foram fomentadores para que a equipe abrisse um leque de pesquisas juntamente com as crianças. Ao longo do projeto e com nossas pesquisas, descobrimos que nem todo sapo é verde, que o sapo realmente mora tanto em lagoas como em beira de lagoas e etc. 

 

 

Em uma de nossas conversas, um menino de 5 anos disse que o sapo realmente não lavava o pé pois entrava na lagoa com as patinhas da frente, se referindo as patinhas da frente como as mãos do sapo e as de tras os pés.Ou seja, esse menino chegou a conclusão de que o sapo entrava na lagoa com as mãos na água e os pés para cima.

Aguardamos a vinda do sapo pela terceira vez, e planejaremos juntamente com as crianças o que faremos no dia em que o sapo aparecer. Aguardem!

 

 

Poetizar e Musicalizar as situações do cotidiano da escola é transformador, pois permite o aprendizado de forma lúdica e prazerosa. Além de despertar a fantasia tão importante para o desenvolvimento da criatividade dos alunos de Educação Infantil. Parabéns para a equipe da Escola Municipal Marechal Carlos Machado Bitencourt.

 


   
           



   
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