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Segunda-feira, 30/07/2018

Excelentes colocações na 21ª edição do Prêmio Educador Nota 10

Tags: prêmio educador nota 10.

 

 Diário Oficial nº : 90
 Data de publicação: 30/07/2018
 Matéria nº : 506654



COMUNICADO

 

Com ideias inovadoras e sensíveis, mestres da rede municipal de educação se destacam na 21º edição do Prêmio Educador Nota 10

 

Quatro professores do Município do Rio de Janeiro conseguiram excelentes colocações na 21ª edição do Prêmio Educador Nota 10, uma das mais importantes premiações do país que reconhece o trabalho de professores, gestores e coordenadores da Educação Infantil ao Ensino Médio. Nossos mestres conseguiram figurar entre os 50 melhores do ranking de mais de quatro mil profissionais que apresentaram seus projetos neste ano. O professor de História José Marcos Couto Júnior foi mais adiante é um dos dez finalistas.

O vencedor do Prêmio Educador Nota 10 será conhecido em outubro. A premiação é uma realização de fundações e empresas que apoiam a Educação, como as Fundações Lemann, Victor Civita, Roberto Marinho, Somos Educação e a Revista Nova Escola.

Conheça abaixo os projetos desenvolvidos pelos quatro professores selecionados nas 50 melhores classificações – um deles, o finalista José Marcos Couto Júnior.

 

Limites da visibilidade

 

 

José Marcos Couto Jr. leciona História da Escola Municipal Fernando Rodrigues da Silveira, no Bairro Barros filho. Fã da Música Popular Brasileira, ele decidiu inserir música em suas aulas e mostrar como muitas canções fazem um percurso pela realidade social.

“Percebemos alguns pontos nevrálgicos com relação à falta de autopercepção dos alunos negros e dos que se declaram homossexuais na escola. Em 2017 trabalhamos a questão da invisibilidade social”, conta o professor. A canção inicial escolhida para trabalho em sala foi “As Caravanas”, de Chico Buarque, que trata da chegada de um jovem da periferia na Zona Sul carioca e o preconceito sentido por ele.

A ideia foi compartilhada com a professora Ana Beatriz Ramos, colega de escola e vizinha de sala, e eles propuseram aos alunos das duas classes que reescrevessem a canção conforme suas visões do mundo ao redor.

“Nós perguntamos os alunos, por exemplo, qual era o nome dos funcionários da Comlurb que trabalham na escola. Percebemos que eles não conheciam essas pessoas. Sugerimos que eles se incomodassem e se colocassem no lugar do outro”, revela.

Inspirados em outras canções, os estudantes desenvolveram 34 textos editado, em forma de livro, com o título “Que sejam lidos, que sejam vistos”. O trabalho revela a nova visão dos estudantes: um mundo muito além da escola e do bairro.

“Uma aluna chegou pra mim e disse: ‘Professor, a gente está parecendo até gente importante’. Aquilo me emocionou. Eles não sabem, mas são”, acredita o professor premiado.

 

Memórias da infância na alfabetização de jovens e adultos

 

 

Com 19 anos de trabalho na rede pública municipal, a professora Pammella Lobo Oliveira não esconde o orgulho do feito de ter ficado entre os 50 melhores. A Educadora Nota 10 leciona no CIEP Nação Rubro Negra, no Leblon, para estudantes jovens e adultos em processo de alfabetização.

Conhecedora das histórias de vida de seus alunos, ela decidiu trabalhar as memórias dos integrantes do grupo a partir de textos autorais. “Muitos vieram de outros estados para tentar a vida no Rio e perderam seus laços, família, tudo. A questão do fracasso era recorrente na fala deles, mas muitos tinham dificuldades de falar da própria vida”, contou.

Após o trabalho, Pammella chegou a um resultado inédito: tinha construído com seus alunos uma espécie de retrato do país. E como muitos revelaram não ter tido tiveram direito à infância, ela levou os Direitos da Criança e do Adolescente para debates em sala, seguidos de produção de textos. “Ao receber embasamento e conhecimento aliado à escrita, o repertório dos alunos cresceu”, comemora.

 

Escola conectada e multimídia

 

 

Preocupado em como inserir as tecnologias da informação na escola para facilitar a vida dos estudantes, professores e funcionários, Cássio Pereira, diretor e professor de inglês da Escola Municipal Fernando Rodrigues da Silveira, em Realengo, mudou a vida da comunidade escolar com medidas simples, porém fundamentais. Liberar o Wi-Fi da unidade para democratizar o uso de netbooks em espaço apropriado foi uma das ideias.

Outra iniciativa aplaudida pelos alunos foi a de dar novo uso aos monitores de computadores obsoletos. “Instalamos os monitores pelos corredores e adaptamos para serem usados como telas informativas. Datas comemorativas, horários de aulas, avisos de provas e tudo que seja relacionado com a rotina da escola fica rodando lá”, explica o gestor, que brinca com a mudança: “Parece que a gente trabalha no futuro”.

 

Quem é esse artista?

 

 

Professora de espanhol na Escola Municipal José Veríssimo, no Rocha, Desirée Climent, percebeu como os elementos culturais de outros países estão globalizados e chegando às pessoas sem que elas notem.

“Eu vi algumas alunas usando material escolar da Frida Khalo e elas não sabiam dizer quem era aquela mulher. Senti que esse era o ponto de partida para uma discussão muito maior”, relata.

Desirée pediu ao colega que leciona arte na unidade para conversar com os alunos sobre artistas hispânicos e oferecer atividades extracurriculares, como um jogo de quebra-cabeças com a obra de cada autor. Outros estudantes de turmas diferentes pediram que o projeto fosse repetido. Assim, os alunos passaram a conhecer a história de importantes personagens de países que adotam a língua espanhola como idioma oficial. “Ganhar o prêmio faz a gente ver que o que nós produzimos tem importância.”

 

 

 

Fonte: Ascom SME


   
           



   
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