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Terça-feira, 02/10/2018

Armadilha Sentinela

Tags: 2ªcre, dengue, ciências.

 

Os alunos do sétimo ano da Escola Municipal Francisco Manuel estão utilizando garrafas PETs para confeccionar armadilhas sentinelas e assim combater a Dengue.

 

A professora Deborah Senra, regente de Ciências nas turmas do sétimo ano na Escola Francisco Manuel, entrou em contato com o portal Rioeduca e contou sobre a confecção das armadilhas sentinelas pelos alunos, durante as aulas de Ciências.

 

Os alunos do sétimo ano da escola Municipal Francisco Manuel têm mais um motivo para colecionarem material reciclável e não jogarem fora as garrafas PET.


O motivo é a montagem de armadilhas sentinelas contra a Dengue, pois imitando o que seria um local apropriado para a colocação dos ovos e a disseminação de novos mosquitos, as armadilhas funcionam “enganando” os mosquitos. Dessa forma, os mosquitos colocam seus ovos nas armadilhas, aonde as formas adultas não conseguem escapar, diminuindo a quantidade de formas aladas adultas soltas na natureza. A ideia original é do Laboratório de Biologia de Helmintos Otto Wucherer/UFRJ, que através de cartilhas distribuídas em um curso promovido pela Universidade. 

 

Para  aprender mais sobre a morfologia do mosquito e as diferenças entre  o ele e outras espécies, a aula foi dividida em três partes:

 

Parte 1:


Material de apoio pedagógico distribuído para todos os alunos com informações importantes quanto a anatomia do mosquito. Informações sobre olhos, glândulas salivares, saliva, formato das asas, marcas típicas no corpo, ovos, tamanho dos ovos, local aonde são colocados, além das fases de vida do mosquito até virar um adulto. Como a picada é feita e a diferença entre os machos e as fêmeas.

 


Alunos assistindo ao documentário produzido pelo Instituto Oswaldo Cruz

 


Parte 2:

 

Os alunos assistiram a um documentário produzido pela Instituto Oswaldo Cruz “O Mundo Macro e Micro do Mosquito Aedes Aegypti”, onde eles observaram todo o ciclo de vida do mosquito, hábitos de vida do macho e da fêmea, além de todas as fases de desenvolvimento da vida do mosquito até a forma alada, adulta.

 



Alunos atentos as aulas expositivas.

 

 

Parte 3:

 

Os alunos foram divididos em grupos e montaram suas sentinelas, armadilhas para enganar o mosquito, diminuindo a quantidade de mosquitos adultos na natureza.


Este projeto foi feito para promover a civilidade a serviço da erradicação do mosquito que transmite os vírus que podem causar a Dengue, Zika, Chikungunya e a Febre amarela.


Material Utilizado para construção: Uma garrafa pet e seu lacre, tesoura sem ponta, um pedaço de micro tule; uma lixa; fita adesiva; algo que sirva de nutriente, um pouco de terra por exemplo.

 

 

Alunos participando da elaboração das Armadilhas Sentinelas.

 

 

Os alunos participaram da atividade e alguns disseram que se sentiram importantes no combate a uma doença tão ruim, que pode levar a morte ou complicações de saúde a tantas pessoas.

 

A aluna Yasmin Antunes Theodoro da Silva colocou que a realização da atividade foi muito legal e interessante, pois é importante combater o mosquito, e ela pensa em colocar essas sentinelas em sua própria residência para acabar de vez com os mosquitos.

 

Já o aluno Miguel Perez da Silva disse que estava esperando ansiosamente pelo dia de culminância do projeto e a montagem das sentinelas. Ele disse ter aprendido mais na aula, ao fazer as sentinelas, do que com as aulas teóricas sobre o mosquito.

 

Os alunos Bruno Melo, Arthur Costa, Arthur Souza, Bruna Souza, Cauã Gomes da Silva Barreto, e Gabriel Galvão se envolveram na atividade, prestando bastante atenção nos detalhes do documentário exibido e levantaram questões importantes sobre os hábitos dos mosquitos, a adaptação destes para picarem sem serem percebidos, além da quantidade de ovos que uma mesma fêmea pode colocar durante o período de vida do mosquito, cerca de 30 dias.


Assim, muitos alunos concluíram a importância do papel de cada um na luta contra o mosquito, além de se sentirem importantes ferramentas na luta contra o Aedes Aegypti.

 

Mecanismo da armadilha:

 

1 - A fêmea põe os ovos acima da água. Alguns dias após armar a armadilha, põe-se mais água para que os ovos fiquem submersos.


2 - As larvas eclodem e passam pelo Micro Tule a caminho do fundo, atraídas pelo alimento presente na água.


3 - A larva se torna pupa e se dirige à superfície para se tornar um adulto alado.


4 - O adulto fica preso no espaço aéreo entre a superfície da água e as paredes da garrafa. Assim, não conseguem sair para iniciar um novo ciclo.

 

 

Mecanismo da armadilha.

 

 

Agradecemos a professora Deborah Senra por compartilhar conosco a elaboração desta atividade. Desejamos sucesso a toda comunidade escolar e que vocês continuem formando cidadãos atuantes na sociedade.

 

 

O contato da Escola Francisco Manuel é:  efmanuel@rioeduca.net

Telefones: 3238-4592 ou  3238-4591

 

 

Divulgue também o trabalho de sua escola no portal Rioeduca.

Entre em contato com o representante de sua CRE.

 

 


 


   
           



   
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2ªcre (328)
dengue (63)

Comentários
Muito bom trabalho Renata, parabéns!

Postado por Academia do Importador em 03/10/2018 18:18