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Quarta-feira, 16/03/2011

Escola Municipal JAPÃO, Solidariedade e Intercâmbio

Tags: 10ªcre.

 

Fachada principal da Escola Municipal Japão

 

 

É impossível não se comover com as imagens mostradas pela televisão hoje, dia 15 de março de 2011 de um bebê de apenas quatro meses, encontrado no meio da lama, com vida, pelos bombeiros que trabalhavam em Ishinomaki, no nordeste do Japão. A menina havia sido arrancada dos braços dos pais pela força do tsunami, há três dias.

A imagem do resgate da criança, e de tantas outras que foram encontradas com vida e retiradas dos escombros ou da lama, talvez possa servir como um sinal positivo de superação. Pensamos que os japoneses e toda a população que vive, ou se encontrava na região da catástrofe, ainda nos mostrarão mais um exemplo de capacidade de sobrepujamento e determinação.
Do lado de cá, ainda em meio aos batuques da folia carnavalesca, ficamos imaginando o que fazer para compartilhar com o sofrimento daquele povo tão resoluto e disciplinado, mesmo diante de acontecimento de proporções absolutamente desastrosas.
Veio a lembrança dos integrantes da Colônia Japonesa de Santa Cruz, de outros tantos amigos que se encontram trabalhando e vivendo no Japão e da Escola Municipal 10-19-048 JAPÃO, criada na década de 1950 para receber os filhos e netos dos imigrantes japoneses que aqui chegaram em setembro de 1938.
A Escola JAPÃO, que hoje é uma das unidades escolares da 10ª Coordenadoria Regional de Educação, da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, foi fundada em 1954, com a designação de ESCOLA RURAL. Desde sempre manteve turmas das primeiras séries do Ensino Fundamental. Hoje a Escola Municipal JAPÃO conta com quinze turmas do ensino regular, duas turmas de classe especial, para alunos que apresentam dificuldades intelectuais ou físicas e uma Classe atendida pela Sala de Recursos, onde são acompanhados, em regime de contra-turno, os alunos que demonstram algum tipo de dificuldade no aprendizado em suas turmas regulares.

 

Ana Paula Martan, diretora da Escola Municipal Japão, segurando as bandeiras do Brasil e do Japão que serão expostas em espaço de memória a ser criado naquela Unidade Escolar.

A visita que fizemos à Escola Municipal JAPÃO, localizada na Estrada Reta do Rio Grande, bem no extremo oeste do bairro de Santa Cruz, teve como objetivo prestar certa solidariedade ao povo japonês, ainda que de forma bastante indireta.
Conversando longamente com a diretora Ana Paula Martan, com a professora da Sala de Recursos, Silvana da Silva Nogueira Perrut dos Santos e com a funcionária Regina, e observando a alegria sempre contagiante das crianças em horário do recreio pudemos de alguma forma, relembrar os programas de intercâmbio cultural mantido pela Escola Municipal JAPÃO com escolas públicas japonesas, em outras épocas.
Falando sobre a atualização do Projeto Político Pedagógico da Escola Municipal JAPÃO, a diretora Ana Paula Martan deu ênfase a três aspectos que deverão ser debatidos pelos professores e demais integrantes da comunidade escolar, em reunião do centro de estudos: a) Inserção da temática sobre o Ano Mundial da Floresta. b) Saúde Escolar e c) Destaque ao “Patrono” da Unidade Escolar, no caso ao JAPÃO, que designa aquela escola.
Ana Paula Martan fez questão de mostrar a bandeira oficial do Japão que foi adquirida pela escola e que deverá fazer parte do espaço de memória que se pretende criar na E.M. JAPÃO.
Diversos quadros com desenhos feitos por alunos de escolas públicas japonesas e enviados à E.M. JAPÃO foram selecionados pela equipe da direção e deverão ser expostos junto com trabalhos que serão desenvolvidos a partir da orientação dos professores.

Professora Silvana da Silva dos Santos (à esquerda da foto) e Ana Paula Martan, diretora da Escola Municipal Japão, segurando desenhos feitos por alunos brasileiros e japoneses que serão expostos naquela Unidade Escolar.

A professora Silvana da Silva dos Santos, que é formada em História e atualmente cursa o Mestrado pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) mostra-se bastante empolgada com a possibilidade de que a Escola Municipal JAPÃO possa vir a ter o seu próprio espaço de memória.
Ela, que optou por desenvolver a sua pesquisa relacionada à Instrução Pública no Império, elegendo o período de 1826 até 1840, parece que também vai estudar, quem sabe no doutorado, o período mais recente da criação das escolas rurais, aqui incluindo a E.M. JAPÃO.
Por estar localizada em região bem próxima à Companhia Siderúrgica do Atlântico – CSA, ThyssenKrupp, a Escola Municipal JAPÃO também vem mantendo parceria com aquela empresa, participando de programas de preservação ambiental, seminários e orientação para o trânsito, já que, com a instalação e funcionamento da indústria, o fluxo de veículos aumentou muito nos dois últimos anos na Estrada Reta do Rio Grande, onde fica situada a escola, exigindo muito mais precaução em relação às crianças.
CSA ThyssenKrupp equipou o Laboratório de Informática da E.M. Japão, onde os alunos contam com dez computadores todos com acesso em banda larga à Internet. Além disso, todos os professores daquela escola e de outras localizadas nas proximidades do complexo industrial são convidados a participarem de cursos e seminários de desenvolvimento em educação ambiental, como ocorreu entre 19 e 21 de novembro de 2010, conforme relatou a diretora Ana Paula Martan; “Foi um curso intensivo e bastante produtivo. Eram aulas e mais aulas, ainda que em ambiente bastante agradável e com todas as despesas pagas pela CSA”, disse a diretora.

 

Festa do "Dia das Crianças" comemoração na Escola Municipal Japão, foto reproduzida do acervo daquela Unidade Escolar.

Também na Sala de Leitura da E.M. JAPÃO é possível ver a extensão das parcerias, com estantes e livros doados pelo Grupo Gerdau, cujo complexo industrial de Santa Cruz também fica relativamente próximo àquela unidade escolar.
Em busca da solidariedade indireta ao sofrimento recente do povo japonês, em simples visita de um dia à Escola Municipal JAPÃO, uma das unidades escolares que dignificam o belo trabalho educativo na 10ª Coordenadoria Regional da SME/Rio, constatamos o empenho exemplar de tantos professores que trabalham em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e que acreditam na possibilidade de superação de todos os tipos de adversidade, a partir do investimento em uma educação de qualidade.
Estaremos apoiando e acompanhando o espírito de solidariedade da direção e dos professores da E.M. JAPÃO ao povo japonês e colaborando no programa de revitalização do intercâmbio cultural com as escolas públicas japonesas a partir do Consulado do Japão no Rio de Janeiro.
Sinvaldo do Nascimento Souza
Professor representante do Rioeduca na 10ª CRE


   
           



   
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Comentários
eu estudo la a 6 anos !!!!!!

Postado por jhennifer m.freire em 16/08/2011 20:45

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Postado por jhennifer m.freire em 16/08/2011 20:45

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Postado por jhennifer m.freire em 16/08/2011 20:45

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